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O apito estridente soou pelos gramados sintéticos do grande estádio de Houston.
Em segundos a euforia tomou conta dos milhares de brasileiros presentes no resultado final favorável a seleção brasileira.
A torcida comemorava o suado placar de dois a zero para os brasileiros, ainda que a minutos atrás estava desacreditando da inesperada vitória dos sul-americanos contra os japoneses.
A alegria tomou conta. O Brasil ainda estava na copa do mundo.
Na área vip do estádio, um moreno sorriu de braços cruzados observando a movimentada comemoração da própria seleção já fora de campo. Abraços e gritos estridentes para a torcida de amarelo, verde e azul. O representante do Brasil manteve o sorriso no rosto fitando o grandioso placar nos telões acima da arquibancada do estádio. De Repente recordou de um velho ditado brasileiro; “de virada é mais gostoso.”
E de fato era.
O brasileiro estreitou os olhos azul e verde-castanho para o representante do Japão e o oponente ao lado, este que se encontrava cabisbaixo e em silêncio desde que o apito finalizou a dolorosa e agonizante partida.
— Até que foi um bom jogo. Não acha? — O brasileiro começou, recebendo um olhar de desdém do outro, porém ainda em silêncio.
Kenji não respondeu as provocações do brasileiro, tão pouco parecia interessado em respondê-lo à altura.
O rapaz nipônico deu as costas ainda em silêncio e seguiu para o corredor da área vip, ignorando o olhar intenso e divertido do brasileiro.
× × ×
O corredor do vestiário voltou a mergulhar em silêncio.
Kenji manteve os olhos baixos por alguns segundos, tentando reorganizar a própria respiração. Ainda conseguia sentir o peso da derrota apertando seu peito, embora as palavras do brasileiro tivessem conseguido aliviar uma pequena parte daquela culpa.
Pequena.
Porque a outra continuava ali.
Quando ergueu novamente o olhar, percebeu que o brasileiro havia diminuído a distância entre eles outra vez.
Devagar.
Sem fazer qualquer movimento brusco.Como quem se aproximava de um animal arisco.
— Você tá pensando demais Kenji.. — A voz saiu baixa, quase divertida.
Kenji franziu o cenho de imediato.
— Você fala como se fosse fácil parar.
— Pra você não é? — Ele sorriu.
— Nunca é
Mais um passo.
O japonês recuou quase por instinto.
Os calcanhares deslizaram sobre o piso liso do vestiário.
— Você…. — Outro passo dado pelo brasileiro, fazendo o japonês tremer com a aproximação do sul-americano risonho.
Kenji tornou a andar para trás.
O espaço entre eles diminuía lentamente, centímetro por centímetro, e o brasileiro parecia fazer questão de manter aquele ritmo quase provocativo.
Não havia pressa.
Ele parecia saborear cada pequena reação feita pelo rapaz nipônico.
Até que as costas de Kenji tocaram a fria fileira de armários metálicos. O som seco do contato ecoou discretamente pelo corredor. O que apenas os dois poderiam ouvir, vestuário afora os gritos e comemorações da torcida brasileira ainda em êxtase pelo fim da partida.
O corpo de Kenji estacou.
Não havia mais espaço para fugir. O brasileiro ergueu um dos cantos da boca num sorriso satisfeito.
— Sabia que isso ia acontecer.
Sem desviar o olhar do japonês, apoiou lentamente a mão direita contra o armário, ao lado da cabeça de Kenji.
O metal vibrou de leve sob o peso.
Depois fez o mesmo do outro lado.
Os braços longos envolveram naturalmente o espaço ao redor do rapaz, transformando aquele pequeno corredor entre os armários em um mundo onde pareciam existir apenas os dois.
Kenji ergueu os orgulhosos olhos. Na verdade, precisou inclinar bastante a cabeça.
A diferença de altura era quase ridícula. O brasileiro, com seus quase um metro e noventa, projetava uma sombra confortável sobre ele.
— Você é gigante...
A frase escapou num resmungo involuntário.
O sorriso do outro aumentou imediatamente. Os olhos fixos no nipônico, quase que vulgar.
— E você é muito pequeno.
— Tenho uma altura normal.
— Normal.. Pra quem? — Indagou provocativo o brasileiro.
Kenji cruzou os braços, tentando recuperar alguma dignidade, se é que lhe restava alguma.
— Para a média japonesa.
— Hm...
O brasileiro fingiu pensar desviando seus olhos com heterocromia, observando as luzes do vestiário.
— Ainda continua pequeno pra mim. — respondeu voltando seus olhos para o rapaz encurralado.
O brasileiro levantou lentamente uma das mãos sem realmente tocar em Kenji, posicionou a palma acima da cabeça dele, como se estivesse medindo sua altura.
— Olha só isso… — Ele riu baixo.
— Eu praticamente preciso olhar pro chão pra conversar com você.
Kenji lançou-lhe um olhar mortal.
— Você tá se divertindo demais, né?
— Muito.
A voz veio tão perto que o japonês sentiu o ar quente roçar sua pele.
Um arrepio percorreu pela espinha de Kenji. Aquilo estava escalando para algo perigoso. O brasileiro havia diminuído ainda mais a distância entre os dois. Agora, seus rostos estavam separados por poucos centímetros.
Perto o suficiente para que Kenji conseguisse distinguir pequenos detalhes que antes nunca havia observado.
Os fios castanhos caindo desordenadamente sobre a testa.
As sardas discretas espalhadas pelo nariz.
E os olhos…
Um azul intenso, quase lembrando o céu de inverno. O outro, uma mistura curiosa de verde com castanho, mudando de tonalidade conforme a luz branca do vestiário incidia sobre a íris.
Era uma combinação incomum.
Hipnotizante.
Por alguns segundos, o japonês simplesmente esqueceu de responder. O brasileiro percebeu exatamente para onde ele estava olhando.
Sorriu de canto com a atenção extrema do nipônico em seus olhos.
— Gostou?
Kenji piscou, voltando à realidade.
— Eu...
— Você encarou meus olhos por quase dez segundos.
As pontas das orelhas do japonês adquiriram um tom avermelhado rapidamente.
— Eu só estava distraído.
— Ah, sim. Claro que estava.
A resposta veio carregada de ironia e um sorriso maior.
— Totalmente distraído.
Ele inclinou um pouco mais o rosto.
Agora suas vozes eram quase sussurros.
— Sabia que você fica absurdamente fofo quando cora?
Kenji prendeu a respiração com a aproximação repentina do brasileiro.
— Não fico.
— Fica.
— Não.
— Fica.
O brasileiro sorriu ao notar que a coloração vermelha começava a alcançar também as bochechas do japonês.
— Olha só… — A voz saiu num tom divertido — Até as suas orelhas.
Kenji desviou rapidamente o rosto.
— Cala a boca...
— Tá difícil — O brasileiro retrucou sorridente.
— Você é impossível.
— E você é uma gracinha tentando esconder a vergonha.
O japonês fechou os olhos por um segundo. Respirando fundo para não cair nas provocações infantis do moreno, afinal todos conheciam o Brasil por ser alguém que se diverte e retruca rápido com a resposta na ponta da língua.
— Você faz isso com todo mundo?
— Não. — A resposta veio imediatamente.
Sincera. Sincera até demais para brasileiro.
— Só com você.
Aquilo fez Kenji voltar a encará-lo.
O brasileiro sorriu de maneira muito mais discreta dessa vez. Sem tirar os olhos dos dele.
— Sabe o que eu mais gosto? — Kenji permaneceu em silêncio. Não tinha ideia do que responder, as palavras estavam embaralhadas na mente do nipônico.
— Você é um desastre fora de campo.
O japonês gemeu de frustração no mesmo instante.
— uhgm, Lá vem...
— Mas é sério! — O brasileiro começou a contar nos dedos.
— Tropeça no próprio pé.
— ...
— Derruba tudo o que segura.
— ...
— Vive esquecendo onde deixou as coisas.
— ...
— Tem a coordenação motora de um.. talvez de um filhote de girafa.
Kenji fechou a cara.
— Isso foi ofensivo.
— Mas é verdade.
Os dois riram ao mesmo tempo, embora o japonês tentasse o seu melhor para esconder.
O brasileiro percebeu.
Ele Sempre percebia.
Seu sorriso então mudou. Ficou menor. Muito mais gentil.
— O engraçado… — Sua voz voltou a ficar baixa. Quase íntima.
— É que, dentro de campo, você vira outra pessoa.
Os olhos de Kenji voltaram aos dele.
— Você calcula tudo, antecipa jogadas, lê os espaços antes de qualquer um, você pensa tão rápido que chega a me dar raiva.
O brasileiro fez uma pausa.
— Eu tive que mudar meu jeito de jogar três vezes porque você já tinha entendido o que eu ia fazer.
Kenji permaneceu completamente imóvel.
— Então não vem dizer que você não fez o suficiente.
O brasileiro sustentou seu olhar com aqueles dois olhos completamente diferentes e igualmente intensos direcionados apenas a Kenji.
— Porque eu sei exatamente o quanto você me obrigou a lutar.
O silêncio voltou a cair entre eles. Os únicos sons produzidos eram suas reações em sintonia e os gritos da arquibancada brasileira lá fora.
Mas, dessa vez… O silêncio parecia diferente das outras vezes.
Já não parecia tão pesado.
Porque, pela primeira vez desde o fim da partida… Kenji começava, muito devagar, a acreditar nas palavras dele.
× × ×
O silêncio voltou a se instalar entre eles. Mas agora era diferente.
Não era o silêncio pesado da derrota.
Era um silêncio que parecia pulsar junto com a respiração quente em sintonia dos dois.
Kenji continuava encostado nos armários metálicos, incapaz de desviar completamente o olhar daqueles olhos tão diferentes entre si.
O azul parecia límpido como o céu depois da chuva. O outro, uma mistura incomum de verde e castanho, mudava de cor conforme a luz fria do vestiário atravessava a íris.
Era estranho.
Bonito.
Perigosamente bonito.
— Tá me olhando de novo.
A voz do brasileiro surgiu quase como um sussurro.
Baixa. Rouca pelo esforço e torcida pela própria nação na partida minutos atrás.
Kenji piscou, percebendo tarde demais que realmente havia voltado a encará-lo.
Desviou os olhos imediatamente.
— Não estou.
— Tá. — Um sorriso pequeno apareceu nos lábios do brasileiro.
— Você mente muito mal, sabia?
Kenji corou um pouco mais as pontas das orelhas, se e que poderia ser possível.
— E você fala demais.
— E você fica vermelho toda vez que eu elogio você.
Kenji suspirou, tentando dar o seu melhor para acalmar o coração que agora palpitava descontrolado.
— Isso.. é impressão sua.
— Não é. — O brasileiro inclinou ligeiramente a cabeça, procurando o olhar do japonês outra vez, fazendo o moreno aproximar-se ainda mais do nipônico de rosto corado.
— Você é inteligente.
Kenji permaneceu em silêncio.
— Muito inteligente.
Outro segundos silenciosos.
— Bonito também.
As palavras acertaram em cheio.
As pontas das orelhas do japonês voltaram a adquirir aquele tom avermelhado que o brasileiro já aprendera a reconhecer. Afinal, só ele poderia ver Kenji naquele estado.
— Para...
A voz saiu quase num resmungo.
— E se eu não quiser? — O sorriso dele se alargou apenas um pouco.
— Você passa o jogo inteiro analisando todo mundo...
Fez uma pequena pausa.
— …Mas quando alguém analisa você, fica completamente perdido.
Kenji soltou uma risada curta, envergonhado e derrotada.
— Você é insuportável...
— E ainda assim você continua aqui.
O comentário fez o japonês erguer os olhos lentamente.
Era verdade. Em nenhum momento pediu para que ele se afastasse. Nem quando diminuía a distância. Nem quando o cercou entre os armários, ou quando começou a disparar qualidades e elogios para si.
Nem agora.
Os dois apenas se encaravam.
O brasileiro foi o primeiro a quebrar aquele momento.
Seu sorriso perdeu o tom brincalhão e restou apenas algo mais tranquilo.
Mais sincero.
— Sabe…
A voz do brasileiro ficou quase inaudível.
— Você fica ainda mais bonito quando para de tentar carregar o fardo sozinho.
Kenji sentiu o coração falhar uma batida.
Logo depois outra.
— Você realmente acredita nisso?
O brasileiro não respondeu de imediato e apenas sustentou seu olhar. Com uma delicadeza que contrastava completamente com toda a provocação dos minutos anteriores, levou uma das mãos até o rosto do japonês.
Os dedos tocaram de leve sua bochecha, afastando uma mecha escura que insistia em cair sobre seus olhos do nipônico.
O gesto era simples. Quase tímido.
Mas bastou para fazer Kenji prender a respiração.
— Eu não diria isso se não acreditasse.
O japonês fechou os olhos por um instante.
Toda a raiva, a culpa, a frustração que o consumiam desde o fim da partida pareciam perder força diante da calma inesperada daquelas palavras do moreno.
Quando tornou a abrir os olhos, encontrou o brasileiro ainda ali esperando.
Sem pressioná-lo. Como se deixasse a decisão nas mãos dele.
Foi Kenji quem diminuiu a última distância quase sem perceber.
Um movimento pequeno. Hesitante.
O brasileiro sorriu daquele jeito que só sorria para ele. E somente ele.
— Posso?
A pergunta veio num tom baixo, carregado de cuidado.
Kenji demorou apenas um segundo para responder. Foi um aceno quase imperceptível e aquilo foi o suficiente para ambos.
O brasileiro não hesitou. Seus lábios encontraram os de Kenji com uma intensidade silenciosa, quase devagar no começo, explorando, como quem prova um vinho raro, descobrindo cada nuance daquele toque novo e exclusivo. A língua dele deslizou, delicada e provocante, pedindo passagem, e Kenji correspondeu, tímido no começo, mas logo se perdeu naquele beijo que queimava em segredo, roubando o fôlego dos dois.
O ar entre eles parecia escasso, a respiração tornava-se pesada, palpável, o calor deles se misturando no pequeno espaço daquele corredor. O brasileiro apertou as mãos contra os armários, envolvendo Kenji com o corpo, puxando-o mais para perto, sem pressa, como se cada segundo fosse um luxo a ser saboreado.
A pele de Kenji tremia sob o toque firme e ardente do brasileiro, que agora brincava ao deslizar a língua entre os lábios do japonês, provocando até onde podia, arrancando suspiros baixos de desejo reprimido. O toque era audaz, intenso, a mistura de suavidade e fogo que fazia o coração acelerar, a cabeça girar. Um convite tentador na provocação dentro do beijo, um desafio silencioso para que Kenji se abandonasse naquele momento.
Finalmente, o brasileiro afastou ligeiramente os lábios, só o suficiente para sussurrar contra a boca do japonês, a voz rouca e cheia de promessa.
— Você não sabe o quanto eu esperei por isso...
Kenji sentiu o peito apertado, a falta de ar quase sufocante, e mesmo assim se entregou, deixando o desejo falar mais alto, traduzido naquele beijo que não era apenas promessa, era necessidade, era o encontro intenso de duas almas que, mesmo diferentes, se chamavam.
O brasileiro não deu a Kenji a chance de respirar. Ele pressionou seus lábios contra os do jogador japonês, o beijo evoluindo de uma pergunta hesitante para uma exigência voraz. Sua mão deslizou da bochecha de Kenji, os dedos mergulhando fundo nos cabelos escuros da nuca. Ele agarrou os fios com firmeza e puxou a cabeça de Kenji para trás, forçando o homem mais baixo a expor a garganta e aprofundar o ângulo do beijo.
Kenji soltou um gemido abafado, seu corpo arqueando-se instintivamente. A tensão repentina em seu couro cabeludo enviou uma descarga elétrica direto para sua virilha. Ele sentiu o corpo pesado do brasileiro esmagá-lo contra os armários de metal, o aço frio em nítido contraste com o calor irradiante do homem maior.
O brasileiro mudou o peso do corpo, elevando os quadris para frente. Ele pressionou sua ereção diretamente contra a virilha de Kenji, o volume grosso de seu pênis pressionando o tecido de suas roupas esportivas. Ele começou a esfregar em círculos lentos e agonizantes, uma fricção rítmica que fez os joelhos de Kenji cederem.
— Você está tremendo, Kenji — sussurrou o brasileiro, sua voz em um rosnado rouco e gutural contra os lábios do outro — Eu consigo sentir o quanto você quer isso. Você está praticamente implorando agora.
Kenji só conseguiu arfar, suas mãos agarrando os ombros do brasileiro. O desespero sexual era um peso físico, uma névoa densa que turvava sua mente. Ele queria mais; queria que o atrito desaparecesse e que a pele se encontrasse.
— Vamos ver o que você está escondendo por baixo dessas roupas.. — murmurou o brasileiro.
Suas mãos desceram, os dedos se prendendo no cós do short brancos esportivos de Kenji. Ele não apenas o tirou; ele o puxou para baixo com uma provocação lenta e deliberada, seus olhos fixos no rosto corado do nipônico.
— Tão carente… — O brasileiro riu, olhando para a pele pálida e o comprimento trêmulo do pênis de Kenji, que já liberava uma gota de líquido pré-ejaculatório transparente.
— Aposto que você está pensando nisso desde o primeiro tempo.
Kenji prendeu a respiração. Sentiu-se exposto e eletrizado. Quando a mão do brasileiro desceu para envolvê-lo, o japonês soltou um som agudo e fino de prazer. O toque era firme, o polegar roçando a glande sensível de seu membro, enviando ondas de calor por toda a sua pélvis.
O brasileiro se moveu, levando uma das mãos entre as coxas de Kenji. Cuspiu na palma da mão, o som úmido ecoando no vestiário silencioso, e pressionou os dedos lubrificados contra a entrada apertada do nipônico.
Kenji ofegou, seus quadris se contraindo. O primeiro dedo deslizou para dentro com um som úmido e estalado. Foi uma invasão repentina que pareceu uma faísca atingindo gasolina. Os olhos de Kenji reviraram, sua mente girando com uma mistura de pressão e prazer súbito e agudo.
— Só coloquei um.. — sussurrou o brasileiro, sua voz carregada de provocação. — Você é tão pequeno, mas já está me apertando com tanta força.
Ele não esperou por uma resposta. Ele enfiou um segundo dedo, o alongamento fazendo Kenji gemer alto. A sensação de plenitude era inebriante. Kenji sentiu seus músculos internos se contraindo ao redor do intruso, desesperados para reter a sensação. Ele estava se afogando no cheiro de suor e excitação, o ar denso com o odor almiscarado de dois atletas em um estado de fome desenfreada.
Então veio o terceiro dedo. O brasileiro o empurrou lentamente, forçando as paredes do orifício de Kenji a se expandirem. Um som alto e úmido ecoou quando o dedo encontrou um ponto sensível lá no fundo.
A cabeça de Kenji bateu no armário com um baque surdo. Ele estava em um estado de êxtase absoluto, seu mundo inteiro se reduzindo ao ponto em que os dedos do brasileiro o estavam esticando. A sensação era uma onda avassaladora de calor, uma dor deliciosa que o fazia ansiar pela coisa real. Ele gemeu, seu corpo tremendo com a necessidade de ser preenchido completamente, sua mente gritando para o brasileiro parar a preparação e finalmente se lançar dentro dele.
O ar no corredor ficou denso, saturado com o cheiro de adrenalina e sal. O brasileiro não esperou por mais nenhuma palavra. Ele agarrou a cintura de Kenji com mãos enormes, os dedos cravando na carne macia e alva de seus quadris, e o ergueu. O japonês ofegou, suas pernas instintivamente se fechando em torno da cintura do homem mais alto enquanto suas costas batiam com força contra os armários metálicos.
O clangor do impacto ecoou, uma pontuação aguda para a súbita mudança de gravidade.
— Eu queria foder você desde o primeiro tempo, japonês.
Rosnou o brasileiro, sua voz uma vibração baixa contra a pele de Kenji.
Ele não teve cuidado ao alcançar o cós do short esportivo de Kenji. Ele prendeu os dedos no tecido e puxou para baixo em um movimento violento e fluido, arrancando o short e a cueca de uma vez. O tecido deslizou sobre as coxas de Kenji com um sibilo áspero, deixando-o exposto e tremendo no ar frio do vestiário.
A boca do brasileiro se chocou contra a de Kenji, mas o beijo se tornou predatório. Ele afastou os lábios para enterrar o rosto na curva do pescoço de Kenji. Ele não apenas beijou; ele reivindicou.
Cravou os dentes na junção do ombro e pescoço de Kenji, uma mordida afiada que arrancou um grito sufocado do homem mais baixo. Seguiu a ferida com uma sucção úmida e ruidosa, puxando a pele para dentro da boca para deixar uma marca escura e roxa.
— Olha só para você… — sussurrou o brasileiro, sua respiração quente roçando um chupão recente.
— Tremendo como uma folha. Você é tão apertado, né?...
A cabeça de Kenji se chocou contra o metal, sua respiração vindo em soluços irregulares.
— P-Por favor...
— Por favor, o quê, Kenji? Diz pra mim exatamente o que você quer.
O brasileiro recuou apenas alguns centímetros para mexer em seu próprio equipamento. Ele tirou os shorts, seu pênis grosso e pesado saltando para fora, já brilhando com uma gota de líquido pré-ejaculatório na ponta. Ele não perdeu tempo com mais lubrificação; Kenji já estava molhado o suficiente, um rastro brilhante de excitação cobrindo sua entrada. O brasileiro agarrou o próprio pênis e esfregou a glande larga e quente contra a fenda úmida do nipônico, espalhando a umidade pela abertura sensível.
O atrito criou um som molhado e estaladiço que preencheu o silêncio do corredor.
— Olha só, você todo molhadinho para mim.. — o brasileiro riu, seus olhos heterocromáticos escuros de desejo. — Que bom analistazinho. Calculou como seria essa sensação?
Ele não esperou por uma resposta. Agarrou as coxas de Kenji, puxando-as para mais longe, e penetrou com uma estocada poderosa e implacável.
O grito de Kenji foi abafado pela boca do brasileiro enquanto ele o beijava profundamente, suas línguas se chocando em uma troca desesperada de saliva. A sensação era avassaladora. O japonês sentiu suas paredes internas se esticarem e queimarem, a grossura do brasileiro preenchendo cada milímetro dele.
Um estalo alto e úmido ecoou quando o pênis se acomodou profundamente contra seu reto tocando fundo em sua próstata.
— Porra Kenji, você é tão apertado!... — Gemeu o brasileiro durante o beijo, com a voz rouca.
— Você está me apertando como se quisesse me manter dentro para sempre!
Ele começou a se mover, seus quadris batendo contra as nádegas de Kenji com um estalo rítmico e carnudo. Cada estocada era uma colisão violenta, expulsando o ar dos pulmões de Kenji em suspiros curtos e rítmicos. Os sons da união deles se tornaram uma sinfonia de obscenidades — o som de fluidos se chocando, o estalo da pele, a respiração pesada e sincronizada.
Kenji perdeu completamente a noção do estádio, do jogo e do mundo exterior. Ele estendeu a mão, seus dedos se curvando e agarrando na nuca do brasileiro, arranhando a pele de seu pescoço em um frenesi de prazer. Ele soluçou, o som uma mistura de agonia e êxtase absoluto, seu corpo arqueando-se contra os armários a cada penetração profunda.
— Isso mesmo.. assim… me arranha Kenji — Sibilou entre gemidos o brasileiro, acelerando o ritmo. Ele era um borrão de músculos bronzeados e suor, seu peito arfando contra o de Kenji.
— Engole tudo. Engole cada centímetro desse pau!
As estocadas se tornaram frenéticas, curtas e punitivas. Os testículos do brasileiro batiam com força contra o períneo de Kenji, o som úmido e visceral. Suor escorria da testa do brasileiro, respingando no peito de Kenji, seus corpos colados por uma camada de sal e lubrificação.
— Você é... tão lindo... assim.. — ofegou o brasileiro, sua voz embargada.
— Coradinho… gemendo pra mim…
Quando a tensão atingiu o ponto de ruptura, o brasileiro soltou um rugido gutural. Ele agarrou o queixo de Kenji, mordendo levemente seu lábio inferior, fazendo escorrer uma pequena gota de sangue enquanto avançava pela última vez. Penetrou-o até o fundo, seu corpo tremendo ao ejacular, jatos quentes de sêmen inundando as profundezas de Kenji.
No mesmo instante, Kenji soltou um último soluço entrecortado, seu próprio orgasmo o atravessando em ondas. Ele gozou com força, seu sêmen espalhando-se pela barriga do brasileiro e pelos quadris unidos.
Eles desabaram um sobre o outro, o único som sendo a batida frenética e dessincronizada de dois corações e os aplausos distantes e dispersos de uma multidão que não fazia ideia da vitória que acontecia nas sombras. Permaneceram ali, encharcados de suor e fluidos, presos em um abraço pesado e exausto.
O brasileiro não diminuiu o ritmo; pelo contrário, ele intensificou a violência de cada estocada. Enquanto seu quadril colidia contra as nádegas de Kenji com um estalo carnudo e úmido, ele subiu a mão direita, fechando os dedos com força ao redor do pescoço do japonês. Não era para sufocar, mas para dominar, prendendo a cabeça de Kenji contra o metal frio dos armários.
— Olha para mim! — rosnou o brasileiro, a voz rouca de luxúria.
Kenji tentou desviar o rosto, os olhos nublados pelo prazer e pela dor, mas a pressão no pescoço o forçou a encarar a heterocromia hipnotizante do homem acima dele. O olho azul e o verde-castanho brilhavam com uma possessividade animal.
— Eu disse para não desviar Kenji! Me olha enquanto eu te rasgo por dentro!
— ..Muito... fundo… — soluçou Kenji, com as pernas tremendo violentamente enquanto se agarrava aos ombros largos do brasileiro.
O homem soltou uma risada gutural, a vibração descendo por todo o corpo de Kenji. Ele recuou quase todo o comprimento do seu membro, apenas para enterrá-lo novamente com um impacto que fez o metal dos armários vibrar. Um som de shlicking molhado e visceral ecoou no corredor, o sêmen e a lubrificação natural borbulhando na junção de seus corpos.
— É?...Está fundo.. porque eu quero que você sinta cada milímetro do meu pau — sussurrou o brasileiro, aproximando os lábios da orelha de Kenji.
— Sente como você aperta, hein? Você nasceu para ser preenchido por mim, seu analistazinho gostoso.
— E-Eu... não consigo... p-pensar…
Gemeu Kenji, a cabeça pendendo para trás, mas os olhos ainda fixos nos do brasileiro, como ordenado.
— Não pensa.. Só sente. Sente como eu estou te preenchendo. Você é meu agora, entendeu? Totalmente meu. — O brasileiro acelerou as estocadas, transformando o ato em algo frenético e punitivo. O som de pele batendo contra pele tornou-se um ritmo constante e obsceno, acompanhado pelos gemidos agudos de Kenji. A fricção intensa fazia a glande larga massagear a parede interna de Kenji, atingindo o colo do útero a cada investida implacável.
— Olha bem para mim quando eu gozar dentro de você.. — Comandou o brasileiro, a voz agora um comando urgente.
— Quero ver seus olhos quando eu te marcar por dentro.
Kenji soltou um grito abafado, seu corpo arqueando-se em um espasmo de prazer extremo. O brasileiro soltou um gemido rouco e alto, prendendo Kenji com ainda mais força contra o metal e desferindo a estocada final, a mais profunda de todas. Ele empurrou até que não houvesse mais espaço, fundindo seus corpos completamente.
— É todo seu Kenji..! — Proferiu o brasileiro com a voz embargada. Ele disparou jatos quentes e espessos de sêmen nas profundezas de Kenji, inundando-o completamente. O corpo do brasileiro tremeu violentamente, os músculos das costas tensionados enquanto descarregava toda a sua tensão no interior do japonês, que desabou nos braços dele, completamente entregue e preenchido.
× × ×
O debate sobre as chaveamento, eliminatórias e vitórias do torneio fervilhava ao redor deles, uma cacofonia de sotaques, soberbas e egos.
O brasileiro encostou-se no parapeito da sala com vista privilegiada do campo para o próximo confronto, seus olhos de cores diferentes — o azul penetrante, o outro um verde-acastanhado turvo — acompanhando cada movimento nervoso dos ombros do nipônico nervoso ao seu lado.
Kenji puxou a gola da jaqueta para cima, o tecido arranhando a pele sensível e áspera de sua garganta. O japonês mudou o peso do corpo, tentando proteger o pescoço do olhar do norueguês e do britânico que notaram a chegada da dupla.
— Pare de se mexer, Kenji. Você vai rasgar a costura do casaco — sussurrou o brasileiro, sua voz uma vibração baixa que percorreu a espinha de Kenji.
— Eu só... está frio aqui.. — murmurou Kenji, com a voz trêmula.
O brasileiro aproximou-se, o aroma de sal e almíscar impregnado nele. Estendeu a mão, os dedos roçando a borda da gola. Com um movimento lento e deliberado, ele passou um dedo por baixo do tecido e o puxou para baixo, expondo um hematoma profundo, cor de ameixa, que se espalhava pela pele pálida.
— Com frio? É por isso que você está tremendo? — sorriu malicioso o brasileiro.
Kenji engasgou, levando a mão rapidamente para cobrir a marca.
— Pare com isso. Alguém vai ver.
— Deixe que vejam. — Sussurrou o brasileiro em seu ouvido, com os lábios quase tocando o lóbulo.
— Quero que saibam o quão barulhento você estava naquele vestiário. Você estava tão perfeito para mim, Kenji. Tão bom e obediente, aceitando cada pedacinho de mim.
O rosto de Kenji ficou vermelho vivo. Ele fechou os olhos com força, o peito subindo e descendo. O elogio o atingiu como um golpe físico, enviando uma nova onda de calor direto para sua virilha.
— Por favor.. — Kenji implorou, sem se afastar.
— Por favor, o quê? Quer que eu conte a eles como você implorou? Como você arqueou as costas e praticamente gritou meu nome enquanto eu te marcava?
— Você é... você é horrível. — Kenji sussurrou, embora inconscientemente se deixasse levar pelo toque.
O brasileiro deu uma risadinha, um som escuro e faminto. Deixou a mão deslizar do pescoço até a lombar de Kenji, pressionando-o firmemente contra o quadril. O atrito do short azul com estampa de estrelas contra a perna de Kenji era eletrizante.
— Você adora. Consigo sentir seu coração batendo forte contra as costelas. Você fica tão lindo quando está envergonhado, todo corado e sem fôlego.
Kenji soltou um suspiro suave e trêmulo, o olhar desviando-se para os outros representantes. Eles estavam tão absortos na discussão sobre as semifinais que não perceberam a guerra silenciosa de tensão acontecendo a poucos centímetros de distância.
— Eu não consigo... eu não consigo acreditar que você está fazendo isso aqui.. —, gaguejou Kenji.
O brasileiro inclinou-se uma última vez, seus olhos de cores diferentes brilhando com um fulgor predatório. Ele mordiscou a orelha de Kenji antes de sussurrar uma promessa que fez os joelhos do jogador japonês fraquejarem.
— Isso foi só o aperitivo, Kenji. Espere até chegarmos ao hotel. Vou fazer você esquecer como falar sua própria língua.
