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Era cinco da manhã quando Lorena puxou o celular da mesa de cabeceira. Tinha acabado de acordar de um sonho intenso e, pelo horário, temia não conseguir dormir mais. Na real, não apenas por isso, estava sentindo um grande desconforto… hum… na sua vagina. Sua calcinha estava muito molhada, porque não bastava sonhar que estava transando com Eduarda, precisava sonhar que estava fodendo a namorada com um strapon.
Lorena respirou fundo e em silêncio, com medo de despertar a mulher que amava e que estava dormindo ao seu lado. Queria levantar e tomar um banho gelado; ou até um banho quente e usar o chuveirinho para satisfazer rapidamente o tesão que consumia o seu corpo naquele momento. Mas, porra, era madrugada de sexta para sábado, um da dupla de dias da semana que podia dormir até tarde. Não queria levantar e perder completamente o sono.
Resoluta, virou para o lado e fechou os olhos com força. Podia, ao menos, voltar novamente naquele sonho e terminar o que estava fazendo. O seu cérebro traiçoeiro, quando entendeu o conteúdo explícito do sonho, a fez acordar como o estalar de dedos. Ele tinha entendido que aquele era de fato o sonho de Lorena: vestir a cinta, prender o dildo e… aí, ela queria tanto fazer aquilo. Como podia? Eduarda tê-la usado com Lorena diversas vezes, mas ela mesma nunca ter tido essa oportunidade com a namorada.
Entretanto, mesmo determinada a voltar a dormir e entrar novamente naquele sonho incrível, Lorena virou diversas vezes na cama até desistir e pegar o celular. Se não podia descansar nem gozar, que passasse tempo fútil nas redes sociais. E assim o fez, deslizando a tela no TikTok por boas horas até que, por volta das sete horas, quando a luz do sol penetrava por entre as brechas da cortina e iluminava o quarto, Lorena começou a pescar.
O seu estado de sonolência ainda era leve, com cochilos rápidos e piscadas preguiçosas, ouvindo a movimentação da rua seis andares abaixo, a respiração de Eduarda ao seu lado e o tic-tac do relógio na sala. Lorena sentiu tudo em sua volta por um tempo indeterminado, o baixo nível de consciência não permitia que ela entendesse a passagem do tempo, até que Eduarda se mexeu na cama e a abraçou.
— Acordada? — perguntou, manhosa.
— Infelizmente — murmurou em um fio de voz.
— Quer dormir mais?
— Sim.
A última coisa que sentiu antes de dormir pesado foi o nariz gelado da namorada pressionar o seu pescoço e a boca quente dela dar um beijo na sua clavícula.
Lorena levantou da cama quando sentiu o cheiro de café fresco e não perdeu tempo, encontrando a namorada na cozinha, com a televisão ligada no jornal. Ela sentou-se no sofá que estava um pouco diferente do que lembrava e colocou o pé em cima da mesa de centro. Eduarda sentou ao seu lado, comendo torradas e bebendo café. O seu estava um pouco mais doce do que gostaria.
— Você está muito quieta — Eduarda comentou.
A perna da namorada estava em cima da sua e isso foi o suficiente para Lorena sentir o seu corpo aquecer e os arrepios subir pela espinha. Não era bom para a sua sanidade mental, estava a ponto de jogar tudo no chão e deixar o seu instinto animal com tesão em pleno período fértil controlar o seu corpo.
— Acordei antes das seis hoje.
— Por quê?
— Você nunca vai adivinhar.
— Pesadelo? — apostou na opção mais segura.
Lorena riu de forma sarcástica, o som se perdendo no ambiente e ecoando na sua cabeça.
— Não, não. O completo oposto disso. Eu estava no paraíso.
Eduarda a olhou confusa, bebericando a sua xícara enquanto pensava em opções.
— Era um sonho bom? — Lorena balançou a cabeça com ênfase, sorrindo ao lembrar do momento. Eduarda deitada, gemendo, os seios balançando, enquanto Lorena a fodia. Cristo. O seu corpo inteiro sentiu a memória.
— Amor?
— Oi — voltou para a realidade.
— Você me ouviu?
— Acho que não.
— Eu perguntei com que você sonhou.
— É isso que disse, você nunca vai adivinhar.
— Pela sua cara, tenho certeza que me envolvia.
— Ah, se envolvia.
— Era sexo, né? Sua safada.
Lorena riu alto e Eduarda começou a cutucar as suas costelas, enquanto pedia detalhe do sonho. Magicamente, as canecas de café pousaram em cima da mesa de centro e Eduarda prendia os braços de Lorena para cima.
— Ah, nada demais, envolvia eu, você e um pau de borracha.
Foi a vez da risada de Eduarda ecoar no vazio da sala.
— Você adora isso, né?
— Mas o melhor detalhe vem depois — ela se virou totalmente para Eduarda, apontando o indicador para ela e falou todas as palavras com ênfase e pausas significativas. — Eu… quem… estava… usando… tá?
— Então o seu sonho é me comer com o strap — perguntou, divertida, segurando o dedo de Lorena e levando-o até a boca.
Ok, Eduarda estava entendendo o jogo.
— Não ironicamente, meu amor — respondeu com a voz fraca, olhando com tesão e luxúria a língua de Eduarda molhar o seu dedo antes dela sugar com força. — Não faz isso, eu tô molhada e pegando fogo desde a hora que eu acordei.
— Nós temos algum compromisso hoje? — perguntou, entrelaçando as suas mãos com as dela e se aproximando para sentar no seu colo.
Elas tinham?
— Não. O dia é nosso.
— Que bom.
Então, Eduarda a beijou com força e se mexeu no seu colo, girando os quadris com movimentos claros e certeiros, fazendo Lorena gemer dentro da sua boca. As suas mãos foram para a sua cintura, apertando e incentivando o rebolar. Lorena não aguentou e baixou a mão para tocar Eduarda, gemendo novamente dentro da sua boca ao ver que o deslize para dentro dela foi rápido e fácil.
— Lorena…
— Hum.
— Lorena!
— Hum.
— Você está atrasada.
— Hum?
— Você está atrasada. Vai… levanta! Vai dar dez horas.
Então, abriu os olhos.
Foi outro sonho.
E realmente estava atrasada.
Lorena era estagiária em uma escola na Zona Oeste de São Paulo. Normalmente, não trabalhava aos sábados, mas aquele em específico seria festa junina e ela era a responsável pela barraquinha de pescaria. Infelizmente, não podia levar acompanhantes e estava atrasada. Atrasada a ponto de dar tempo apenas de lavar o rosto, escovar os dentes e engolir uma xícara de café preto sem açúcar. Mal deu para conversar com Eduarda e precisou fazer a maquiagem junina de dentro do Uber, pintando as sardas com um lápis preto e usando um batom mais escuro do que gostava nos lábios.
Por sorte, o trânsito em São Paulo estava tranquilo e a escola ficava muito perto do apartamento que morava com Eduarda há um ano, pouco tempo depois que iniciaram o namoro e perceberam que era mais barato morarem juntas do que cruzarem a cidade quase todos os dias para se verem. Mas nem o tráfego mais livre foi o suficiente para ela chegar a tempo. A festa começou às dez horas, e ela chegou quase às dez e meia.
Assim que desceu do carro, entrou correndo pelo portão aberto, cumprimentando as pessoas com gestos apressados e descendo a escada comendo alguns degraus. Quando chegou ao ambiente reservado, diminuiu o passo e correu de forma mais contida, sorrindo para os pais e crianças. Já estava cheio e Lorena se amaldiçoou por ter perdido a hora. Não era para ter sonhado com aquilo e depois dormido de novo. Inferno!
— Finalmente você chegou — Maggye resmungou, tentando disfarçar a bronca para nenhuma criança com vara de pescar perceber. — Você me deve uma.
— Desculpa, perdi a hora.
— Percebi.
— Obrigada por ter me acobertado — cochichou.
Maggye entregou o prêmio número cinco para o menino e olhou feio para Lorena assim que a família saiu de perto.
— Por nada. Mas espero que você tenha uma boa desculpa.
— Aí, amiga… depois eu te conto. Preciso me distrair agora.
— Tá. A gente se encontra depois pra comer algo.
Lorena concordou distraidamente e iniciou o trabalho, cumprimentando alegremente a próxima criança enquanto Maggye voltava para a sua barraca de origem.
O resto da manhã e começo da tarde passou de forma muito lenta, com Lorena precisando se controlar para não deixar o pensamento vagar para uma pessoa em específico. Na hora do almoço, percebeu que não tinha levado a marmita que fez no dia anterior e precisou pedir iFood. Esse era o lado ruim de ser a única vegana da festa junina, nunca tinha nada para comer, nem mesmo um mísero pastel.
No final do dia, quando começou a desmontar a barraca, Maggye apareceu novamente.
— Que tal, eu te ajudo e depois você me ajuda? Aí vamos mais rápido.
Lorena concordou, porque a linha de raciocínio fazia sentido.
Enquanto trabalhavam em dupla, Maggye comentou como estava cansada de estagiar em escolas e que não via a hora de poder trabalhar com algo mais interessante. Ela queria ir para editoras de livros, coisa que Lorena não tinha vontade, por mais que gostasse muito de ler e de trabalhar com regras de ortografia. Sentia-se mais confortável em estar dentro de sala de aula do que no ambiente corporativo.
Quando terminaram a pescaria, Lorena foi junto com a amiga para a boca do palhaço.
— E por que se atrasou? Você nunca se atrasa.
— Acordei de madrugada e depois não consegui dormir. Quando dormi, não consegui acordar. E eu tinha esquecido da festa mesmo.
— Que merda. Pesadelo?
— Pesadelo foi ter acordado — murmurou. — Foi um sonho… caliente.
Maggye riu alto, balançando a cabeça enquanto dobrava a saia da barraca.
— E houve um dia que achei que você era puritana.
— Isso é porque você não teve acesso ao meu sonho — a acompanhou na risada.
— Acho que eu prefiro ficar sem saber.
Elas se encararam por dois segundos e voltaram a rir.
— Ninguém acredita, né? Bem… e eu sou curiosa e nada puritana. Qual foi o sonho?
— Não vou te contar aqui, né?
— Mas você irá me contar?
— Quem sabe — deu de ombros, brincando. Só contaria para Maggye com muito álcool no organismo.
Aparentemente a amiga sabia disso, pois sugeriu ir para um bar.
— Agora? — Lorena perguntou. — Às duas da tarde?
— Nunca é cedo demais para tomar uma cerveja gelada.
Depois de ponderar a ideia por alguns segundos, Lorena topou. Ela entregou para Maggye as bandeirinhas, para a amiga guardar no lugar correto, e em menos de meia hora elas tinham terminado de guardar todos os itens. Se despediram das professoras e coordenação da escola, saindo pela secretaria e andando sem rumo pelas ruas da Vila Madalena.
— Nada com música ao vivo, por favor — Lorena pediu, guardando rapidamente o celular após ter enviado uma mensagem para a Eduarda, informando que chegaria mais tarde em casa.
— E se for um MPB delícia? — perguntou, arqueando a sobrancelha e tentando comprar a amiga com o seu gosto musical favorito.
— Se a gente ficar bem longe da caixa de som, talvez eu tope.
Maggye riu e continuou guiando o caminho. Ela morou por muito tempo na região, então conhecia o bairro muito bem, diferente de Lorena, criada na Zona Sul. Enquanto caminhavam, Maggye perguntou novamente sobre o sonho caliente e Lorena respondeu muito por cima, sem detalhar.
— Mas o foda é que eu acordei na melhor parte, sabe?
— Eu odeio quando isso acontece, amiga. Sinto muito mesmo.
— Obrigada — assentiu com a cabeça.
— Agora é chegar em casa e fazer o sonho virar realidade.
Lorena pensou na fala dela. Realmente queria fazer isso, mas nem sabia se era algo que Eduarda queria. Na verdade, quando compraram a cinta e o dildo, conversaram sobre quem iria usar e Lorena estava muito empolgada para Eduarda vestir primeiro. Lembrava dela comentando que gostava de penetração, mas não se concentrou muito nisso. A sua vontade de vestir a cinta começou durante as transas, quando Eduarda utilizava e vocalizava ser muito bom tocar Lorena com as duas mãos enquanto se movia.
— Chegamos, Lo. Esse é um boteco de esquina, mas é ótimo.
Parecia ser mesmo. O ambiente era limpo, tinha jovens de idades próximas da delas e a cerveja não era o olho da cara.
— Olha, apenas uma garrafa e depois vou embora.
— Vai transar com a sua namorada, né?
— Vou tentar — comentou, rindo.
Quando chegou em casa, pouco antes do anoitecer, Lorena encontrou Eduarda maratonando uma das suas séries favoritas enquanto comia yakisoba direto da embalagem. Lorena deu um beijo na testa dela e foi em direção ao quarto para guardar as suas coisas.
— Tem vegano para você no micro-ondas — ouviu Eduarda gritar.
Foi ótimo, porque estava com fome. Quando voltou para a área social da casa, foi até a cozinha para pegar a caixinha e os hashis e sentou no sofá. A série da vez era a nova de médicos que estava famosa, e Eduarda não piscava. Lorena observou por alguns minutos os movimentos dela, os olhos correndo pelas legendas em inglês, auxiliando na decodificação da língua que não era a sua principal, e as mãos subindo e descendo entre o alimento e a boca. Aquela era uma das diversões de Lorena, saber de cor tudo o que compunha a namorada.
Vinte minutos depois, quando terminou o episódio, Eduarda coçou o olho e pausou a televisão, impedindo-a de iniciar o próximo capítulo. Ela colocou a embalagem vazia em cima da mesa de centro e se virou para Lorena.
— Como foi a festinha?
— Bem cansativa, mas as minhas crianças estavam fofíssimas.
— Você dançou quadrilha?
— Não, fiquei na pescaria o dia todo. E ainda gastei dinheiro no iFood porque não tinha nada vegano para comer.
— Eu imaginei, veio no meu cartão.
— Opa, foi mal — riu. — Achei que tinha pedido no meu.
— Sem problemas.
Eduarda diminuiu a distância entre elas e abraçou Lorena, apoiando a cabeça no seu ombro e descendo aos poucos pelos os seus seios até parar no seu colo.
— Estava com saudade de você.
— Jura? — provocou, fazendo carinho nos seus cabelos. — Achei que The Pitt estava fazendo o meu papel em cuidar de você no sábado.
— Depende do ponto de vista. Me fez companhia, mas não me deu colo e nem me fez cafuné.
— Achei que era uma série tão boa que aquecia o seu coração.
— Aquecer o meu coração é diferente de me dar chamego.
— Isso é um pedido para eu assumir esse papel agora?
— Sempre.
— Então deixa eu terminar de comer e sou toda sua.
— E tomar um banho.
— Me chamou de fedida?
— Uhum
— Ai, eu te odeio, Eduarda Fragoso.
— Tá, tá… e eu finjo que acredito.
Lorena baixou o rosto e olhou nos olhos dela, encontrando o brilho que sabia que estaria ali. A empolgação era visível. Mesmo tendo acabado de falar que Lorena deveria ir para o banho, Eduarda virou o rosto e enterrou o nariz na sua barriga. Lorena sabia que não estava fedida, a agonia era mesmo de ter chegado em casa com roupa de rua e não ter se trocado.
Enquanto ela terminava de comer o seu yakisoba com um sorriso no rosto, Eduarda virou novamente no seu colo e iniciou outro episódio da série. Assim que o nome da produtora saiu da tela para dar entrada para o ambiente do hospital, Duda voltou a ficar não verbal, tão concentrada na televisão que nem reclamou quando Lorena a empurrou para poder levantar do sofá e ir tomar banho.
Vinte minutos depois, quando voltou para a sala, a namorada permanecia na mesma posição e Lorena respeitou o seu tempo até o episódio acabar. Enquanto isso, recolheu as embalagens, jogou-as no lixo e organizou a cozinha. Ainda estava cedo, não tinha dado nem oito horas da noite, e pensou em como abordar com Eduarda a sua atual curiosidade, se a namorada ainda tinha algum interesse de transar com Lorena utilizando uma cinta.
Com Lorena utilizando a cinta.
Só de pensar e lembrar do sonho, ficou arrepiada e sentiu o corpo aquecer, até a saliva da boca sumiu. Essa era a real definição de sedenta, que também aparecia quando olhava para Eduarda nua, ou quando a namorada sentava no seu colo enquanto dois dedos estavam dentro dela. Ou…
— Cacete, eu não tô me aguentando.
Ela terminou de beber o copo de água e foi para a sala, caçando o que mais poderia fazer pelos próximos três minutos. Felizmente, recolher sapatos e casacos ocupou bem o tempo e assim que o episódio terminou, Lorena desligou a televisão. Eduarda a olhou sorrindo e suspirando, claramente deslumbrada.
— Caralho, esse foi muito bom mesmo. Você viu algo? O Robby…
Pacientemente, Lorena ouviu-a tagarelar sobre os últimos episódios que assistiu e quantos faltavam para colocar a série em dia. Particularmente, Lorena não entendia o glamour de ver sangue e ossos e gente convulsionando. Mas amava Eduarda e iria ouvir o que a namorada tinha a dizer. Ela era fofa nesses momentos, mexendo as mãos, os olhos brilhando, o sorriso no rosto. Falava sem parar e muito rápido, às vezes tropeçando nas palavras, e Lorena dava o seu melhor para entender e fazer boas perguntas.
— Agora estou ansiosa para ver os dois últimos.
— Mas eu espero que não seja agora — disse, saindo do apoio do braço do sofá e sentando-se ao lado da namorada. — Eu estou com saudades de você.
— Eu também estou — respondeu manhosa, passando do assento para o colo de Lorena. — Quer ver um filme? Ou ficar de dengo?
Lorena fingiu pensar, olhando para cima e fazendo bico, enquanto as suas mãos subiam devagar pelas coxas, bunda e costas de Eduarda.
— Eu queria era ficar contigo mesmo, sabe? Sem filme, talvez música. Com muitos beijos.
Para selar a proposta, apertou a cintura de Eduarda e beijou o seu pescoço. A resposta automática do corpo dela foi gemer baixo e movimentar o quadril, fazendo Lorena soltar o ar pela boca ao sentir a pressão entre as pernas aumentar consideravelmente. Era isso que estava precisando desde que acordou às cinco da manhã.
— E eu queria conversar com você, também — disse antes de voltar a atenção ao pescoço dela.
— Sobre o que?
Como Lorena não tinha parado os beijos, Eduarda também não diminuiu o movimento do quadril e agora estava deixando todo o pescoço e busto disponível para Lorena aproveitar, entre a conversa baixa e os suspiros. Ela subiu o nariz desde a base do pescoço até o lóbulo da orelha da namorada, respirando o seu cheiro, e desceu novamente até a sua clavícula, arranhando com o dente e sentindo o seu gosto com a língua.
— Sobre a gente — conseguiu falar, a voz saindo rouca.
— Mas espero que não seja nada muito preocupante.
— Não é.
— Que bom.
As mãos de Eduarda estiveram o tempo inteiro comportadamente nos braços da namorada, mas agora, ela subiu o carinho para o pescoço de Lorena e apoiou os polegares na sua mandíbula, a puxando para cima e colando as suas bocas. O beijo que iniciou foi longo, com as línguas se tocando, lábios sugando lábios, dentes se chocando. Lorena apertou ainda mais os dedos em volta do tronco de Eduarda e a namorada aproveitou a base segura para intensificar o rebolado no seu colo.
Lorena afastou as suas bocas e se desvencilhou do toque da namorada para voltar a beijar e chupar o seu pescoço, respirando profundamente, controlando a vontade que estava de deitá-la naquele sofá e baixar o toque da mão. Estava curiosa para saber se o calor que sentia vindo de Eduarda significava que ela estava tão molhada quanto ela. Apenas aquele pensamento já causava diversas sensações no seu corpo.
E ainda queria conversar com ela sobre o strap, quem sabe usasse ali naquele momento.
Caralho.
Imagina usar ali naquele momento…
— Amor.
— Está tão bom. Não para não — Eduarda gemeu, uma das suas mãos estava com os dedos enroscados nos cabelos de Lorena e a outra apertava o seu ombro. — Ou chupa o meu peito.
As mãos de Lorena desceram novamente para a bunda de Eduarda e apertaram a carne macia. Ela gemeu um pouco mais alto e rebolou o quadril com mais intensidade. O rosto de Lorena desceu para o decote comportado da blusa que a namorada estava usando naquele dia e depositou alguns beijos comportados na sua pele branca.
— Amor, eu queria conversar com você.
— Podemos conversar depois? Agora eu queria muito mesmo que você me chupasse.
— Deus, eu não resisto quando você pede assim.
Eduarda riu e parou por um momento de mexer o quadril, puxando a cabeça de Lorena para trás.
— O que você quer conversar?
Quando os olhos de Lorena encontraram o rosto da namorada, foi a sua vez de arquear o quadril em busca de qualquer atrito. Eduarda fechou os olhos e se movimentou em conjunto com ela, gemendo baixinho. Eduarda estava fantástica daquela forma, o rosto corado, a boca vermelha e aberta, o pescoço e busto com algumas marcas vermelhas nos lugares que Lorena usou a língua e um pouco de pressão dos dentes.
Por um momento, até se esqueceu do que iria falar. Na verdade, aquilo poderia esperar. Também queria comer Eduarda. Mas na cama.
— Duda, você está muito gostosa.
— Amor, você faz gostoso.
Ela soltou o cabelo de Lorena e tateou ambas as mãos pela própria coxa e bunda, puxando as mãos de Lorena para cima, tentando levá-las para os seus braços. Quando Lorena entendeu a intenção, abraçou Eduarda com força e a puxou para perto.
— Você me deixou toda arrepiada, amor.
Lorena também sentiu uma onda de arrepio subir pelo seu corpo com essa fala.
— Vamos pro quarto, Duda? Lá a gente consegue fazer mais gostoso ainda.
Eduarda concordou com a cabeça e Lorena fechou os seus braços com um pouco mais de força, e depois relaxou-os, permitindo que Eduarda levantasse e cruzasse a sala até entrar no quarto. Lá dentro, ela ligou uma música e Lorena reconheceu os primeiros acordes. Eduarda fechou a janela e abaixou a persiana ao mesmo tempo que Lorena fechava a porta e sentava-se na base da cabeceira, querendo replicar a mesma posição que estava na sala.
Já que não iria usar a cinta, podia pedir para Eduarda sentar nos seus dedos.
— Você fala que eu estou gostosa, mas você não se olha no espelho, né? — Eduarda falou, parada na ponta da cama, observando Lorena, tirar os cabelos do rosto e prendê-los em um rabo de cavalo. — Porra, Lorena.
— Vem aqui logo, meu amor.
— Tira a blusa!
— Só se você vier aqui — chantageou.
— Mas eu quero ver você tirando a blusa, por favor.
Lorena riu ao ver o bico se formando nos lábios dela e fez um gesto com as mãos para Duda se aproximar. Como não conseguia resistir nem negar nada, Eduarda subiu na cama e engatinhou até sentar-se novamente no seu colo.
— Agora você vai tirar?
Rindo, Lorena puxou a camiseta para cima e sorriu para o olhar de Eduarda para os seus seios. Amava a sensação de saber exatamente o que Eduarda sentia apenas de olhar para o seu rosto e, naquele momento, sabia que era muito desejada. Desejo carnal mesmo. Talvez, se Eduarda pudesse, com certeza possuiria o corpo de Lorena.
Motivada pelo próprio tesão que crescia cada vez mais, Lorena segurou o rosto dela e a puxou para outro beijo, mordendo primeiro o lábio inferior e depois sugando-o. As mãos de Eduarda foram para os seus seios, apertando-os e girando os polegares nos mamilos. Lorena aprofundou o beijo, sugando a língua de Eduarda, e baixou as mãos para o seu quadril, incentivando-a a rebolar.
Aquilo era melhor que o seu sonho.
Quando a mão de Eduarda desceu pela sua barriga até passar por dentro do cós da sua calça, Lorena parou o beijo e apertou a sua cintura como se sinalizasse para ela parar. Rindo, afastou o rosto e balançou a cabeça para os lados.
— Nem pense nisso.
— Por quê?
— Eu quero começar.
— Mas amor, eu quero muito mesmo te tocar.
— Agora não, Duda.
— Por favor — pediu, manhosa. — Eu queria ver o quanto você está molhada, vai ser gostoso assim.
Lorena balançou a cabeça novamente e puxou a barra da camiseta de Eduarda para cima, que levantou os braços sem resistência para tirar a peça de roupa. Enquanto tentava persuadir Lorena, as suas roupas saíam do seu corpo. Depois da camiseta, foi o sutiã e em seguida a calça. Por último a calcinha, e quando Eduarda sentou novamente no seu colo, Lorena podia jurar que sentia o cheiro dela. Aquilo era torturante.
— Já que você me odeia, você pode pelo menos ficar sem roupa, também?
Lorena revirou os olhos, mas aceitou. Duda levantou poucos centímetros do colo dela, apenas o suficiente para Lorena arquear o quadril e passar as peças de roupa para baixo, empurrando-as para fora das pernas.
Quando Eduarda voltou a sentar no seu colo e Lorena sentiu a umidade tocando a sua pele, precisando fechar os olhos. Eduarda percebeu o efeito que causou na namorada e sorriu, subindo e descendo as pontas dos dedos pela lateral do seu corpo, aproximando a boca do seu pescoço enquanto mexia o quadril e espalhava a sua lubrificação natural.
— Você é maravilhosa, Duda.
— Você é uma delícia, meu amor.
Lorena se deixou levar pelo carinho e retribuiu arranhando levemente as costas de Eduarda, focando no ponto que sabia que deixava a namorada toda arrepiada. Depois que subiu as unhas curtas pela costa dela pela terceira vez, Lorena voltou a emaranhar os dedos da mão esquerda nos cabelos ruivos e puxou o pescoço dela para trás, abrindo um espaço delicioso na sua clavícula. Ela passou a língua algumas vezes enquanto a sua mão direita massageava os seios de Eduarda.
Os movimentos do quadril da sua namorada estavam devagar, mas precisos, e Lorena sabia que ela estava conseguindo se estimular daquela forma. Os sons que saíam da sua boca eram mais profundos e grutuais, suspiros pesados em meio a gemidos roucos. Lorena continuou o caminho da mão para baixo, passando pela barriga, descendo o vão e tocando o seu monte.
Eduarda parou rapidamente de se mover quando entendeu a intenção de Lorena e prendeu a respiração, sentindo os dedos longos da namorada massageando o seu clitóris.
— Você está uma bagunça molhada, hein?
— Culpa sua.
— Eu já estava sentindo antes, mas agora que tô te tocando… meu Deus.
— O que?
— Você está muito molhada mesmo.
— Tudo seu, amor.
Lorena riu e deu uma mordida leve no pescoço dela enquanto colocava o primeiro dedo. A entrada foi fácil e sem resistência e Eduarda gemeu mais alto, motivando Lorena a preparar o segundo dedo. Enquanto a penetrava, subiu a língua pelo seu pescoço e puxou mais forte os fios de cabelo. Eduarda aumentou a intensidade do movimento para baixo, sentando em Lorena com força.
— Porra, os seus dedos são tão gostosos.
Lorena deixou Eduarda guiar os movimentos do quadril, subindo e descendo, girando, se movendo para frente e para trás. Enquanto isso, a sua boca descia em um caminho de beijos e sucções até chegar nos seios da namorada. Lorena abocanhou o primeiro mamilo e sugou com força, usando a ponta da língua para brincar com o bico, enchendo a boca com a pele macia. Os movimentos de Eduarda ficaram mais erráticos e desengonçados, fazendo com que Lorena começasse a movimentar o pulso, ajudando-a a cavalgar nos seus dedos.
Neste momento, a sua cabeça foi longe e ela lembrou do primeiro sonho, como conseguia foder Eduarda com o strap; como era bom ouvir os seus gemidos, controlar o próprio quadril e ainda usar as duas mãos para passear pelo corpo da namorada. A junção do pensamento, com a sensação de Eduarda molhada contraindo os músculos da sua buceta entre os seus dedos e dos sons que escapavam pela sua boca, Lorena podia jurar que gozaria. Sem ter estimulada diretamente, sem Eduarda encostar um dedo nela. Ela estava tão perto que, com qualquer mínimo contato, teria um orgasmo surpreendente.
Surpreendente igual ao que Eduarda teve poucos minutos depois, com as pernas tremendo, a respiração ofegante, os fios do cabelo da nuca suados e o rosto relaxado. Ela deitou a cabeça no ombro de Lorena e ficou assim por bons minutos, enquanto a namorada fazia carinho nas suas costas com a mão esquerda e diminuía a intensidade dos movimentos, sem parar, arrancando todo o restante do orgasmo que pudesse.
— Nossa, esse foi muito bom, amor.
Lorena riu e concordou com a cabeça.
— Foi mesmo, parece que eu estava sentindo junto contigo. Foi muito bom mesmo.
Lorena deu um beijo na lateral da sua cabeça e continuou o carinho. Ela fez menção de puxar o pulso, tirando os dedos de dentro de Eduarda, mas a mulher balançou a cabeça e segurou o seu braço, mantendo-o parado.
— Tira ainda não, tá confortável.
— Caralho — xingou Lorena, baixinho e perto do ouvido dela. — Só de você pedir isso eu fiquei mais molhada.
— Espera um pouco e eu resolvo isso. Quero muito sentir o seu gosto agora.
— Pode levar o tempo que precisar, essa posição está muito boa. Eu entendo porque você gosta de me comer assim.
— Acho que essa é a minha favorita de todas, quando você está me fodendo.
— Bom saber — lhe deu outro beijo no rosto. — Lembra que eu queria te fazer uma pergunta?
— A conversa?
— Uhum.
— Sim. O que era?
— Bem — começou, sentindo a pequena ansiedade dentro do peito, mesmo depois de ter feito a namorada ter um ótimo orgasmo, não queria ouvir uma negativa para o seu atual maior sonho da vida —, eu estava pensando… eu queria muito te foder usando a nossa cinta.
A resposta de Eduarda veio muito antes de abrir a boca, Lorena sentiu quando a sua buceta contraiu nos seus dedos e isso foi o suficiente. Mesmo assim, ela levantou o rosto do seu ombro e a olhou nos olhos.
— Eu ia amar, Lorena! Nossa, eu ia amar muito.
— Sério?
— Uhum, você indo fundo… cacete, eu quero.
Lorena sorriu e, de propósito, mexeu os dedos que estavam dentro de Eduarda. A sua namorada fechou os olhos e gemeu novamente, acompanhando o movimento com o quadril. Novamente, ela estava muito molhada.
— Hum, vou te comer gostoso, meu amor.
Depois daquela noite, as duas conversaram algumas vezes sobre os desejos de Lorena e a expectativa de Eduarda. Combinaram que da próxima vez que usassem a cinta, Lorena iria vesti-la. Eduarda comentou por cima as posições que queria testar e até brincaram que iriam precisar repetir a dose para conseguir fazer todas. Obviamente, ambas queriam repetir a dose e nem tinha feito a primeira vez.
Passaram alguns dias e Lorena já estava pensando nisso novamente. Queria que tivesse um clima para usar a cinta e não uma coisa de começar as preliminares e sair correndo para abrir o armário e tirar o brinquedo de dentro da caixa. O irônico era que, a primeira vez que usaram foi mais ou menos isso. Encomendaram pela internet e deixaram guardado, até que um dia, no meio de toda a provocação, Eduarda perguntou se Lorena queria e saiu correndo para higienizar o brinquedo.
Agora, com a experiência trocada, Lorena gostaria que a namorada aproveitasse o momento, para querer repetir. Como estava ficando ansiosa demais com isso, deixou o pensamento de lado e uma semana se passou. Elas transaram outras vezes nesse tempo, mas não citaram o strap.
Em um momento de reflexão sobre a sua vida sexual, Lorena percebeu que a dinâmica sexual entre elas havia mudado bastante desde os primeiros meses de namoro. Antes, a namorada gostava de assumir uma posição controlada e autoritária na cama, controlando as posições, estímulos e intensidade. Lorena não se opunha, gostava de quando Eduarda mandava-lhe fazer algo. Agora, depois de dois anos, ela estava mais relaxada, topava algumas ideias malucas de Lorena e se deixava ser passiva.
A primeira vez que assumiu totalmente o controle na hora do sexo foi emocionante. Lembrava que Eduarda vinha de uma semana muito estressante na faculdade e no estágio no TJSP. Ela ligou para Lorena, perguntando se a namorada poderia ir para a casa dela ao invés da sua própria e obviamente Lorena aceitou. Quando chegou no casarão em Higienópolis, onde Eduarda morava com os pais, encontrou uma garota cansada e abatida, precisando de carinho e chamego. Aquela foi, na verdade, o primeiro dia que Lorena cuidou de Eduarda e, sem querer, o carinho virou uma boa noite de sexo.
Isso foi alguns meses depois do início do namoro, há mais de um ano atrás, e depois daquele dia, Eduarda deixou as barreiras caírem aos poucos e se permitir ser cuidada por outra mulher, e a experimentar o sexo sem aquele controle habitual.
Quando conversaram sobre isso, Duda tinha confessado para Lorena que acreditava ser uma proteção para não se apaixonar por ninguém e se machucar. Entendia que sexo também era confiança, se deixasse todas as suas amarras caírem em um momento de vulnerabilidade, significava que confiava naquela pessoa de olhos fechados, de corpo e alma. Por isso, Lorena adorava a sensação de saber que Eduarda confiava nela o suficiente para se abrir, pedir cuidados e relaxar durante o sexo.
O bom disso tudo era que o relacionamento realmente vingou. Semanas viraram meses, que viraram anos e ali estavam: morando juntas, pensando em adotar um gato e em fazer uma grande viagem internacional sozinhas. E, atualmente, Eduarda era a pessoa que mais se entregava para aquele relacionamento e Lorena amava estar ali para segurá-la.
Em uma tarde no final de julho, Eduarda avisou Lorena que iria sair com algumas amigas da faculdade e voltaria mais tarde. Seria aniversário de uma delas e iriam fazer um rolê por São Paulo. Naquele dia, Lorena aproveitou que estaria sozinha em casa e arrumou algumas coisas do jeito que gostava antes de passar a tarde inteira deitada na cama lendo.
Quando a noite se aproximou, Eduarda enviou uma mensagem avisando que voltaria antes das oito horas e pediu para Lorena pedir alguma coisa no iFood para comerem. Feliz em agradar, pediu a massa favorita de Eduarda no restaurante vegano que Lorena gostava e separou um vinho. Pouco antes da comida chegar, Lorena perguntou onde Eduarda estava e desceu para esperar o entregador.
Eduarda: oeeeee vidaa chegoem 5min
*Localização
Lorena abriu o mapa compartilhado, confirmando que ela estava chegando, então abriu o vinho, serviu as taças e organizou as massas nos respectivos pratos. Para deixar o ambiente mais gostoso, arrumou a mesa com dois jogos americanos e apagou as luzes centrais da sala, mantendo apenas as laterais. Quem visse, pensaria que estava planejando um mega encontro. Mas só queria mimar a mulher que a mimava com frequência.
Quando Eduarda chegou em casa, Lorena teve certeza que ela bebeu.
— Aproveitou a noite? — perguntou, rindo.
Duda sorriu de mostrar os dentes e concordou, os movimentos um pouco mais lentos do que o normal.
— Muito — respondeu alegremente, tirando a bolsa transversal e as botas. — Fomos em um bar de vinho e cerâmica. Fiz uma caneca para você, mas ficou para queimar.
— Você tirou foto?
— Não, ela não ia ficar igual antes da queima. E o que você fez?
Lorena deu a volta no balcão e contou sobre o seu dia calmo com a companhia de si mesma. Eduarda continuava rindo, sentada no banco ao lado da porta. A bolsa tinha caído no chão e as botas estavam com a sola para o alto. Lorena foi até ela e tirou os fios ruivos do rosto.
— Está com fome?
— Muita. Comi umas torradinhas com patê, não foi o suficiente.
— Comprei macarrão, tudo bem?
Eduarda assentiu com a cabeça e enlaçou Lorena pela cintura, a puxando para mais perto e apoiando a sua cabeça na barriga dela. Ela respirou fundo algumas vezes, recebendo cafuné, e Lorena abaixou para dar um beijo no topo da cabeça dela.
— É o vinho?
— Bebi quatro taças.
— Eu separei mais uma, você aguenta?
— Eu aguento, mas já vou deixar avisado que assim que cruzei essa porta toda o tesão que eu precisei segurar durante a tarde voltou com força.
Lorena gargalhou, não esperando a resposta. Ela deu outro beijo na cabeça da namorada e se afastou alguns passos, voltando a segurar as suas mãos e a puxando para cima. Elas trocaram um beijo rápido e Lorena precisou se afastar para Eduarda não aprofundar e atrasar o jantar delas.
— Depois de comer eu sou toda sua, Duda.
O murmúrio que ouviu também a surpreendeu. Voltou a olhar para o rosto de Eduarda e ela estava com bico, os olhos quase marejaram de tanto drama.
— Mas eu queria ser sua.
— Você já é toda minha, meu amor.
— Você promete?
— Por toda a vida.
Ela deu um outro beijo breve em Eduarda e a guiou para sentar-se na cadeira. Conforme comiam, o humor de Eduarda voltou ao seu normal e o vinho a deixou mais corada. Lorena observava os seus movimentos e deixava o vinho fazer efeito, pensando nas palavras da namorada quando chegou e agora há pouco, falando sobre querer ser dela. Riu pelo nariz, pensando no que aquilo podia significar.
Depois que jantaram, Eduarda levantou e espreguiçou os braços para o alto, os “crecs” dos ossos estalando ecoando no cômodo.
— Duda, você vai tomar um banho?
— Acho que sim, estou com roupa de rua.
— Vai lá. Vou organizar aqui e depois te encontro no quarto. Não coloque roupa.
Quando processou as palavras, Eduarda soltou os braços e olhou para Lorena, um sorriso ansioso surgindo no rosto.
— O que você irá fazer comigo?
— Surpresa — ela ainda não sabia, mas iria planejar até lá.
Eduarda a encarou por mais alguns segundos e concordou com a cabeça, andando devagar para o quarto. Antes de cruzar a soleira, ela gritou para Lorena:
— Você podia realizar aquele seu sonho, hein?
Lorena olhou para o nada e abriu a boca. Sim, sim! Podia, sim, realizar aquele seu sonho, como não tinha pensado nisso?
Dez minutos depois, Lorena entrou no quarto e ouviu o chuveiro da suíte ainda ligado. Eduarda cantarolava um pop brasileiro e o vapor quente fugia por debaixo da porta. Se deixou distrair por alguns segundos, também cantarolando a letra da música, até que se concentrou para organizar o ambiente. Pensou em deixar as luzes de apoio acesas, então apagou a luz do teto e ligou os abajures. Depois, separou a cinta, o dildo e o lubrificante. Nunca era demais e não sabia como seria para Eduarda ter aquilo dentro de si. Pensou em pegar um creme novo e passar no corpo da namorada, como uma preliminar, e quando abriu a parte do guarda-roupa onde deixava as novas embalagens, se deparou com as suas gravatas…
Quem sabe.
Lorena não esperou Eduarda sair do banho para entrar no banheiro e higienizar o dildo.
— Amor, você me escuta? — perguntou, aumentando o tom de voz para passar por cima do som do chuveiro.
— Hum?
— Você se interessa pela ideia de ser vendada?
O coração de Lorena bateu um pouco mais rápido enquanto esperava a resposta. Não sabia, mas o de Eduarda também estava acelerado, processando os próprios sentimentos e desejos. Quem tomou a decisão foi o seu corpo, a buceta apertando em torno de nada e sentindo a lubrificação natural começar a dar as caras.
— Podemos fazer, sim.
— Combinado — respondeu em um fio de voz e saiu do banheiro, deixando o brinquedo molhado em cima da mesa de cabeceira, em cima de uma toalha de rosto.
Enquanto Eduarda não saía do banho, Lorena pegou a cinta e observou com atenção tentando entender onde apertava o que. Não foi preciso muito, pois Duda saiu completamente nua e riu baixo quando a viu analisando o mecanismo.
— Você quer colocar agora?
— Não exatamente, queria fazer umas coisas antes.
— Ok — Eduarda engoliu em seco, as pupilas dilatando. — Vou te mostrar, cada perna em um buraco e você ajusta aqui para ficar bem preso. Vai por mim, você não vai querer deixar justo, não deixa um bom atrito e você não consegue controlar muito bem.
— Ok, entendi.
— Para colocar o dildo, você encaixa aqui e ele irá travar.
— Ok.
Elas se encararam por alguns segundos, uma refletindo a vontade da outra, até Lorena segurar o seu rosto e a puxar para um beijo profundo, passando a língua pelos lábios de Eduarda antes de pedir passagem para dentro da sua boca. Eduarda apertou a sua cintura, puxando os seus corpos para mais perto, e Lorena a empurrou levemente para trás.
Quando as pernas de Duda bateram na base da cama, Lorena se afastou e acenou para a superfície macia.
— Deita no meio e fique bem confortável.
Eduarda concordou com a cabeça e fez o que foi pedido, enquanto Lorena tirava a pouca roupa que usava no seu dia da preguiça, deixando apenas a calcinha. Por um momento, pensou se queria amarrar os braços de Eduarda ou vendar os seus olhos. Ela olhou novamente para a gravata que tinha separado, que estava na outra cabeceira da cama, e foi em direção ao guarda-roupa atrás de um tecido maior e mais grosso.
— O que você está procurando?
— Algo para vendar os seus olhos.
— Eu fico com ele fechado — falou em tom de voz brincalhão, Lorena olhou por cima dos ombros e negou com a cabeça, sorrindo.
— Nem pensar.
Ela achou um lenço escuro e grande o suficiente para dar um nó na cabeça da namorada e voltou para a cama. Eduarda estava apoiada nos cotovelos, sorrindo para ela.
— O que você irá fazer comigo?
— Eu vou tampar os seus olhos e você irá ficar bem quietinha.
— E o que você vai fazer?
— Você vai sentir.
Lorena subiu na cama e ficou em cima de Eduarda, uma perna de cada lado do corpo. Automaticamente, as mãos da namorada foram para a sua coxa e os olhos subiram para os seios nus. Ela levantou obedientemente a cabeça quando Lorena solicitou e mandou um beijo para ela antes de fechar os olhos.
— Você me avisa se alguma coisa te incomodar?
— Acho que nada vai me incomodar estando com você.
— Mesmo assim, não quero passar dos limites.
— Você não está. Eu confio em você.
O coração de Lorena errou uma batida. Novamente, Eduarda deixando claro como se sente confortável e segura com ela.
Depois que amarrou o primeiro nó, Lorena certificou se não estava muito apertado e Duda levantou o polegar, garantindo que estava tudo bem. Feliz com o trabalho, ela se afastou um pouco, sentando na altura do quadril da namorada, e olhou a sua obra de arte. Eduarda sorria confiante.
Lorena se aproximou para dar um beijo na sua bochecha.
— Eu te amo.
— Eu amo você — Duda respondeu, suave.
O coração de Eduarda estava um pouco mais acelerado do que de costume. Ela sentia ele batendo nas costelas, no pescoço e entre as pernas. Estar vendada mudava tudo e até o beijo carinhoso de Lorena no seu rosto a deixou arrepiada. Por mais que estivesse segurando as coxas dela e sentindo os movimentos em cima do seu corpo, era pega de surpresa.
O segundo susto foi quando sentiu o creme gelado nos braços. Xingou baixo e ouviu a risada de Lorena tomar o ambiente, junto com o barulho das suas mãos melequentas subindo e descendo no seu membro superior.
— Vou ganhar massagem?
— Um pouco, sim. Acho que você merece, fez o que eu pedi sem reclamar.
— Olha só, temos uma dominante.
— Apenas nas férias, bebê — respondeu rindo. — Mas eu estou pensando seriamente em puxar esses seus braços para cima, não sei se você deveria estar me tocando.
— Ah, vida, qual é? Eu não posso te ver, agora não posso te tocar?
— É para você me sentir, Eduarda.
— Mas eu estou. Inclusive, acho que você já está molhada.
Lorena riu novamente, porque era verdade. A ideia do seu plano estar dando certo era maravilhosa e ver Eduarda relaxada e entretida com a preliminar… porra, como não ficar molhada? Fora que, tinha uma mulher gostosa e completamente nua na sua cama. Foi o que respondeu, inclusive.
— Melhor do que ser gostosa é ser sua.
— Ah, isso eu concordo, meu amor.
Eduarda sorriu e relaxou o aperto das mãos, sentindo ainda mais a massagem, que agora avançava para o seu busto e ombros.
— Não prende a respiração, Duda.
Como pedido, soltou o ar pela boca e inspirou novamente pelo nariz, criando um fluxo que relaxou ainda mais o seu corpo por inteiro. O aperto das mãos de Lorena nos seus ombros era melhor do que nos braços, e aos poucos eles foram descendo pelos seus seios e barriga. Ela pulou a região principal, saindo de cima de Eduarda e tocando os seus pés.
Por não ser uma região erógena, não sentiu nada além da surpresa do toque. Estava ansiosa para a sensação de quando começassem a ser sexuais, a imaginação naquele momento valeu mais do que a massagem que subia pela sua panturrilha. Tinha certeza de que quando Lorena a tocasse, seria bom.
Sentiu o arrepio voltando quando as mãos geladas foram para as suas coxas, apertando e deslizando, os dedos descendo para o interno e se aproximando da sua buceta. Eduarda estava desejando mais do que sentindo os dedos de Lorena tocando-a ali, com calma, espalhando o líquido por toda a área íntima, entrando para dentro, a fodendo do jeito que Eduarda gostava e Lorena sabia muito bem.
Mas esse movimento não chegou. Eduarda sentiu o vazio da cama e identificou o som dos passos descalços no piso de madeira. Franziu o cenho, tentando descobrir o que estava acontecendo e ouviu uma risada baixa.
— O que você está fazendo?
Silêncio.
A resposta veio quando Lorena voltou a sentar em cima do seu quadril e ergueu ambas as suas mãos para cima. O tecido de seda deu uma volta muito leve e sutil nos seus pulsos.
— É simbólico, ok? Mas se você quebrar a minha regra, eu vou ter que te prender de verdade.
— Vou fazer o que você mandar.
Queria poder ver o rosto de Lorena neste momento, essa era a pior parte de estar vendada. E agora, com os braços inúteis para cima, também seria um pecado não poder tocar o seu corpo enquanto ela fosse fazer o que fosse fazer…
Por longos segundos, Lorena não fez nada, observando o rosto de Eduarda sair da tensão para a calma que estava antes, durante a leve massagem pelo corpo. De propósito, inspirou e expirou alto, esperando que a namorada pegasse a dica para voltar a concentrar-se na respiração e relaxar ainda mais os músculos. Demorou um tempo, mas o fez assim que as pontas dos dedos de Lorena começaram a tocar os seus braços e foram descendo em direção ao umbigo.
Eduarda estava novamente com tesão. Os arrepios subiam pela coxa e estômago até os seios e braços, depois desciam pelas suas costas e se encontravam entre as pernas, o líquido quente escapando de dentro de si para escorrer pelas suas dobras. Os dedos de Lorena continuaram descendo, pelas coxas e pernas; subindo pelas pernas e coxas. E sem esperar, a língua da namorada subiu pela sua buceta.
— Caralho, Lorena. Ah!
Lorena sorriu, era o exato resultado que estava esperando. A contração muscular, Eduarda arqueando o quadril, a sua respiração passando a ficar ofegante e seus braços obedientemente em cima da cabeça. Feliz, ela continuou o movimento da língua para cima e para baixo, rodeando a entrada com a ponta, provocando o clítoris, descendo mais uma vez.
Eduarda estava gemendo alto, contorcendo o corpo. Ela tentou fechar as coxas em volta da cabeça de Lorena, mas foi impedida pelos braços da namorada, mantendo-as bem abertas. Tentou levantar o quadril para ditar o movimento para poder gozar rápido, e recebeu uma mão gelada empurrando a sua barriga para baixo.
— Amor, me fode logo. Por favor.
A última sílaba virou um gemido quando a língua de Lorena se concentrou em movimentos rápidos pelo seu clitóris. Eduarda estava quase gozando quando ela parou e voltou para a entrada, recolhendo a sua recompensa. O gosto de Eduarda era maravilhoso.
— Estava tão bom, amor.
Eduarda sentiu Lorena sorrir e sorriu junto. Ela gostava de provocar Eduarda desse jeito, e Eduarda sabia que não adiantaria pedir, mas não iria perder a magia do momento. Principalmente quando a língua de Lorena finalmente entrou dentro de si.
Duda gemeu alto e teve vontade de colocar aquele pano que prendia os pulsos entre os lábios, para poder abafar os sons que soltava. Estava muito perto de gozar, muito perto mesmo, e falou isso para Lorena, deixando bem claro que estava muito bom daquele jeito, com a língua dela a fodendo. Além disso, com os olhos vendados, se surpreendia com os mínimos toque e isso também era bom.
Quando Lorena baixou o polegar para o seu clitóris, Eduarda gozou em uma confusão de gemidos e suspiros, com Lorena lambendo e recolhendo toda gota que ainda existia dentro da namorada. Elas estavam uma bagunça, Lorena com o rosto melado, Eduarda completamente molhada. Depois de um tempo, Lorena subiu os beijos pela barriga, esterno e seios, abocanhando um mamilo e massageando o outro com as mãos. Elas gemeram juntas Lorena amava aquilo mais do que qualquer outra coisa, a pele macia dentro da sua boca, o mamilo rígido entre as pontas dos seus dedos.
Enquanto provocava Eduarda, pressionou uma das coxas entre as pernas dela e usou a da namorada para se estimular, não escondendo como estava molhada. Eduarda, sentindo, gemeu mais alto e desejou poder apertar a bunda de Lorena, incentivando a continuar os movimentos.
Lorena intercalou os beijos entre os mamilos por longos segundos, até não aguentar o próprio tesão e se afastar de forma repentina. Eduarda torcia para esse ser o momento que esperava ansiosamente. Desta vez acertou. Escutou quando Lorena abriu o frasco de lubrificante e depois os seus sons enquanto colocava o strap.
A ansiedade que tomava o corpo de Eduarda era para o momento que Lorena voltaria para cama e a comeria muito bem, igual ao que prometeu semanas atrás, no dia que conversaram rapidamente sobre o desejo em comum de Eduarda em ser fodida com um strapon.
Quando subiu novamente na cama, Lorena se viu confusa pela primeira vez. Não fazia ideia de como seguiria. Fantasiou tanto o momento que esqueceu de estudar a parte técnica da coisa. Eduarda pareceu sentir a dúvida e cochichou:
— Vai devagar, pode explorar.
Decidiu deitar por cima de Eduarda, como a namorada fazia às vezes, e beijá-la. Duda não esperava pelo beijo e gemeu quando sentiu o seu gosto na boca dela. O dildo também estava gelado, a deixando arrepiada pelo que viria pela frente.
Lorena se afastou brevemente para alinhar a ponta do dildo com a entrada de Eduarda e a penetrou devagar, engolindo um gemido ao olhar para baixo e ver o brinquedo entrando com facilidade. Eduarda permanecia com os braços para cima, a boca aberta em um perfeito “o”, sem soltar nenhum som, apenas sentindo a intromissão gelada e deliciosa preenchendo-a.
Quando sentiu dificuldade em avançar, Lorena puxou o quadril levemente para trás e continuou o movimento pela frente. Nesta hora, Eduarda gemeu.
— Isso é bom.
— Porra! É mesmo.
Lorena continuou o movimento devagar, tomando cuidado para o dildo não sair de dentro de Eduarda, e a cada investida, Eduarda gemia um pouco mais alto, o pescoço se esticando para cima, totalmente disponível. Quando sentiu maior controle do que estava fazendo, Lorena arriscou-se em deitar em cima da namorada, sentindo os seus seios tocarem, e passou a língua pela pele quente e exposta do pescoço.
Era estranhamente bom foder a namorada assim, sentia a resistência da sua buceta e o pedido por mais; e o movimento quando o quadril também a estimulava, principalmente quando o seu próprio clitóris friccionar com a base do dildo. Era muito bom poder tocar o corpo de Eduarda e beijá-la, sentir a sua pele quente. O contato aumentou consideravelmente quando Eduarda fechou as pernas em volta do quadril de Lorena, dificultando um pouco os seus movimentos, mas intensificando o que estava sentindo.
Nesta sutil mudança de ângulo, Eduarda conseguia sentir a ponta do brinquedo tocando na parte dentro da sua buceta que a fazia ver estrela. Para não gritar, mordeu o lábio inferior e ajustou os próprios movimentos do quadril para encaixar melhor com Lorena.
— Ah, eu vou gozar — balbuciou quando não aguentava mais.
Lorena concordou com a cabeça e então decidiu tirar a venda dos seus olhos, querendo ver como eles ficavam neste momento. O movimento foi rápido e quando encontrou a íris castanho-escuro, foi Lorena quem quase gozou. Eduarda gemeu alto, sem quebrar o contato visual, e depois fechou os olhos com força.
Sorrindo, ela voltou a beijar e chupar o pescoço da namorada, diminuindo o movimento aos poucos. Era muito satisfatório ver como Eduarda estava naquele momento, as pernas tremendo levemente em volta do seu quadril, a respiração alta, os seios subindo e descendo com rapidez.
Quando as pernas de Eduarda voltaram para o colchão, Lorena saiu de dentro dela com calma, olhando para baixo e observando. Aquilo era muito bom. Depois, soltou a mão de Eduarda e deitou ao seu lado na cama, respirando tão pesadamente quanto ela.
— Isso foi muito bom — Eduarda falou depois de bons minutos, virando de lado e olhando para a namorada.
— Nem me diga.
— Nossa, eu faria isso de novo agora mesmo.
— Eu também.
— Você gostou de usar?
— Eu gostei.
— Eu também gostei. Você pegou jeito muito rápido, da primeira vez que eu usei, cada movimento era o negócio aí saindo de dentro.
— Para, não quero ouvir sobre você comendo outras meninas.
Eduarda riu e deitou de costas novamente, apoiando ambas as mãos nos seios.
— Amor?
— Hum?
— E se agora eu sentasse em você?
Rapidamente, Lorena sentou na cama e a olhou com a boca apertada, encantada com a possibilidade.
— Você jura que faria isso?
— Nossa, às vezes eu fico imaginando isso. Deve ser tão gostoso sentir você dentro de mim tão fundo assim, nessa posição.
Lorena continuou a olhando para ela sem reação e Eduarda riu, sentando-se também.
— Posso?
— Porra, claro!
Lorena se ajeitou na melhor posição, apoiando os travesseiros de uma forma que ficasse meio sentada, meio deitada, com a melhor visão da namorada sentando nela.
Eduarda passou as pernas pela cintura dela e segurou a ponta do dildo, alinhando com a sua entrada e olhando enquanto descia devagar e absorvia todo o silicone. Ela gemeu e levantou, antes de sentar um pouco mais dessa vez. Fez isso três vezes até ele estar totalmente dentro dela e então olhou para Lorena, que estava ainda mais gostosa.
— Uau, acho que eu vou gozar.
Eduarda riu e se movimentou pela primeira vez, se esfregando no brinquedo dentro dela. Assim, a base do brinquedo fazia pressão direta com o clitóris de Lorena.
— Eu definitivamente vou gozar — Lorena falou em um único som, fechando os olhos e enroscando os dedos da mão direita nos cabelos ruivos, os puxando para trás.
Quando Eduarda mudou o movimento, Lorena abriu os olhos e usou a mão livre como apoio para erguer o tronco e beijar o pescoço da namorada, que estava marcado. Naquele momento, não se importava com as consequências daquilo no dia seguinte.
— Use a mão, Lo.
Lorena não entendeu o que foi pedido e Eduarda gemeu, tanto de frustração pela namorada idiota quanto pelo que acontecia ali embaixo. Ela puxou a mão de Lorena dos seus cabelos e a colocou no seu pescoço, apertando levemente, sinalizando o que queria.
Foi a vez de Lorena gemer e Eduarda sorrir. Ela apoiou a outra mão no peito da namorada e a empurrou para deitar novamente e voltou para o movimento que estava deixando Lorena maluca.
— Amor, se você não parar, eu vou gozar.
Eduarda não parou.
E dessa vez não era um sonho.
