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Characters:
Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2026-06-30
Updated:
2026-06-30
Words:
3,187
Chapters:
1/?
Hits:
9

Show me Love

Summary:

Para quem não conhece o amor, se manter esperançoso é um tanto quanto difícil.
Quando nem suas orações e nem suas simpatias funcionam, Tyla decide em um ato de desespero implorar a uma estrela cadente por amor.

Por outro lado Estrelas cadentes tem o poder de realizar apenas um desejo antes de morrer, e ao ouvir um pedido desesperado de um humano uma estrela decide se sacrificar e realizá-lo, mas as coisas começam a ficar estranhas quando ao invés de morrer ela cai na terra como um desses homens.

Notes:

Essa história está guardada a quase um ano nos meus arquivos e apesar de minha insegurança decidi dar uma oportunidade a mim mesma e a ela também.

Sei que o par é um pouco estranho, mas foi exatamente assim que a história se revelou pra mim.

Ainda não está finalizada e não irei revisar porque tenho certeza que desistirei de postar se o fizer.

Se chegou até essa história, por favor me diga o que acha

Chapter 1: Talking to the stars

Chapter Text

A luz baixa em um tom amarelado parecia mais intensa do que geralmente é, os casais que basicamente ignoravam a minha presença na mesa me deixavam um tanto mais desconfortável que o normal e a música ambiente que geralmente me agradava, especificamente hoje parecia muito alta, tudo, absolutamente tudo estava insuportável hoje.

Deve ser por causa do clima abafado, mas até mesmo a minha cerveja favorita está me irritando muito hoje.

— Ty, por favor, tira esse bico dessa cara, — Helena me chamou a atenção como faz toda sexta-feira, sempre por algum motivo diferente. — Talvez, se você sorrir um pouco mais e beber um pouco menos você desencalhe! Você não está cansada de estar solteira? — E, simples assim toda a atenção da mesa estava voltada para mim.

O namorado dela, tentando ser discreto ao chamar sua atenção, não ajudava em nada, apenas me constrangia mais.

— Não, ela precisa aprender a escutar! — bateu na mesa ao praticamente gritar. — Você acha normal vir vestida para um pub desse jeito?

Eu não vejo nada de errado com a forma como estou vestida.

Um jeans de lavagem escura e uma blusa justa em um tom de bege, minha escolha parece normal, e eu até mesmo estou usando o coturno preto que ela me deu de presente, não deve estar tão ruim assim.

E, para piorar dessa vez eu ainda me esforcei para seguir os “conselhos ácidos” que ela me deu na semana passada quando estávamos sentados nessa mesma mesa desse mesmo pub.

Depois de ela tanto me pressionar, estou usando maquiagem, e por mais que não pareça, me esforcei muito para fazê-la e até mesmo tentei combinar alguns acessórios que eu não apenas me esforcei para escolher, como também precisei sair para comprar! Como ela ainda pode ter motivos para reclamar?! Eu gastei cerca de duas horas finalizando o cabelo direito mesmo ele sendo muito cheio.

Me arrumar hoje não foi nada fácil e eu pensei nela enquanto fazia cada escolha, como ela pode ainda não estar satisfeita?

— Ty, não é nada atraente beber desse jeito, você irá fumar e xingar como um marinheiro se continuar nesse caminho, é sério! — Ela gritava cada vez mais alto, atraindo uma atenção desnecessária para nossa mesa.

— Minha deixa! — disse ao empurrar minha cadeira e pegar minha cerveja e o celular — Caso precisem de mim, estarei no mesmo lugar de sempre.

— Porra, como você consegue estragar o clima toda vez? — Questionou Guilherme. — Cara, eu juro que se você fizer isso mais uma vez eu não apareço mais. — Ele bateu na mesa, meio bêbado e totalmente indignado.

Não esperei para ouvir o mesmo pedido de desculpas que ela faz todas as vezes sem exceção, simplesmente me retirei para o local que seria “o lugar de sempre”.

E talvez eu esteja cansada de viver a mesma situação toda semana, mas o que mais eu faria?

Por mais que sempre termine da mesma forma, esses são os únicos amigos que tenho, então o que me resta é aceitar, até porque me encaixar não é fácil e não sei se outras pessoas aceitariam meu temperamento difícil, a maioria delas não acha confortável ficar perto de alguém que muito observa e dificilmente fala e eu os entendo, eu também me julgo esquisita.

Acho que, no fim, o problema realmente deve estar em mim e nesse sentimento ácido que me persegue há tempos e que faz com que, especialmente hoje, nada esteja bom.

— Ei, — chamei por um dos barmans ao me recostar no balcão — sabe me dizer se posso subir hoje? — falei por cima da música para que ele conseguisse ouvir.

— Você pode tudo, Ty, só toma cuidado para não se machucar com a bagunça, a porta já está aberta. — Falou alto com um sorriso em resposta e eu apenas acenei com a cabeça e segui para meu destino.

A bagunça do segundo andar já nem me incomoda mais, a reforma começou há alguns meses e tem andado como as obras de prefeitura da cidade, quase parando. O prazo de reinauguração já foi adiado umas três vezes e eu agradeço por isso.

O fato de ninguém questionar nada que eu faço e de eu poder entrar até na cozinha caso deseje, apenas comprova que talvez eu esteja vindo aqui com muita frequência.

O segundo andar é conhecido como Kiss Palace e é uma área mais calma do pub. Nesse espaço a música é abafada e as luzes são baixas em tons de laranja e vermelho e, quando estava em seu pleno funcionamento, essa área era usada majoritariamente por casais que queriam um pouco mais de privacidade para poderem se pegar sem interrupções, por isso o nome, e como um bônus aqui eu ficar de vela era mais confortável, já que ninguém ligava para a minha presença.

Ninguém tinha nada a dizer sobre a minha aparência, jeito ou até mesmo sobre o fato de eu estar encalhada, apesar de me encararem um pouco, nunca diziam nada.

Ao chegar ao lugar propriamente dito, nem mesmo acendi as luzes, simplesmente me direcionei diretamente a uma das grandes janelas de madeira antiga, precisei fazer um pouco de força para a abri-la, ela estava travando a algum tempo, mas o esforço para poder observar o maior espetáculo desse lugar não me incomodava pois sempre valeria a pena.

Gosto desse lugar por diversos motivos, aqui conheci as pessoas mais próximas a mim, e os eventos de caridade que eles promovem ao menos duas vezes ao mês são incríveis, a cerveja sempre está gelada e os drinks são os mais interessantes que eu já experimentei, os donos daqui são o mais próximo de família que conheço e sempre me apoiaram em tudo, e os funcionários que são gentis e educados parecem realmente felizes por trabalhar.

Porém tenho que admitir que gosto desse lugar especialmente pela vista que tenho dessa janela em específico.

Aqui é uma região do interior, quase como um interior do mundo de tão isolado que é o lugar.

A cidade é toda bela, principalmente por ser rodeada por florestas e montanhas, aqui a diversão é baseada em reuniões familiares, igrejas, fogueiras montadas por contadores de história, bares e pubs.

Há uma explícita proibição sobre a instalação de shoppings e cinema em toda a região, os antigos dizem que a terra não permite a instalação desse tipo de distração, é como se a alma do lugar se ofendesse, mas eu particularmente acredito que não temos por que ninguém quer fazer esse investimento.

Apesar da beleza incontestável do lugar, posso dizer que a parte mais insanamente encantadora daqui é o céu, a quantidade de fenômenos astronômicos que podem ser vistos frequentemente e a olho nu são a nossa principal atração.

Toda vez que me sinto só, o que infelizmente acontece muito, gosto de observar as estrelas, mas não apenas isso, gosto de conversar com elas pois o silêncio delas é agradável, até porque sua falta de respostas não tem nada a ver com desprezo, elas não respondem por não terem como e não por julgamento.

Não é como se eu conseguisse acreditar totalmente nessas coisas, mas a minha avó que foi quem me criou me ensinou a conversar com os Deuses dela, o que infelizmente nunca deu certo para mim, ela dizia que eles eram seres com consciência e por mais que não acreditasse neles me sentia julgada por essa humanização e para piorar nunca obtive respostas, me sentia menor do que já sou, insignificante quase, tentar acreditar nesses deuses me trouxe apenas frustação.

Mas isso é totalmente diferente do que acontece quando converso com as estrelas, o silêncio delas sempre é doce.
Dei mais um gole na minha cerveja que já estava começando a esquentar e finalmente me senti tonta o suficiente para começar a falar.

— Vocês estão tão lindas hoje, — sussurrei— estão brilhando de um jeito tão mais tão bonito, o que aconteceu de especial para vocês parecerem tão felizes? — me mantive em silêncio por um momento aguardando uma resposta.

Elas brilhavam tão intensamente que pareciam me assistir de volta.

Realmente parece uma noite especial. Embora a lua esteja cheia e brilhando em um tom de amarelo forte, as estrelas são os astros da noite e não diminuíram seu brilho nem um pouquinho.

— Você também está especialmente bela hoje Senhorita Lua, — sorri para ela como se fosse significar algo — Mas você já sabe como funciona, você, meu doce, já possui muitos amantes e recebe declarações de seus admiradores diariamente, porém as minhas amigas estrelas que fazem um trabalho árduo e ainda assim se põem belas para enfeitarem esse céu imenso, tendem a não ser reconhecidas nem como uteis e nem como belas.
Devo estar realmente bêbada, acho que vi as estrelas piscarem agitadas como se concordassem, é como se elas dançassem ao som da minha voz.

— É, eu sei como pode ser difícil existir sem amor, afinal de contas a paixão que sinto por vocês é o mais próximo que já cheguei desse sentimento, será que vocês poderiam me ajudar com isso?

Para quem se diz incrédula, tenho pedido ajuda demais e sem ao menos pensar sobre, tenho lançado pedidos aos ventos.

— Eu estou cansada, extremamente cansada e só vou pedir isso a vocês queridas e almejadas estrelas, por confiar em vocês, — apoiei a cerveja que já havia desistido de beber na soleira— juro que essa é a minha última tentativa antes de realmente desistir do amor.

Essa é a última vez, minha última alternativa.

— Eu sei que jurei por muitas vezes não acreditar em quase nada, peço perdão pela incredulidade, mas basicamente, isso faz parte de quem eu sou, perdão por viver para decepcionar a todos aparentemente. — Estou cansada, não sei até quando irei aguentar.

Devo estar finalmente perdendo a mente, essa é a única explicação plausível.

—Estou aqui, não garantindo um arrependimento sincero, mas uma tentativa de reconciliação, passei por muito assim como qualquer outro ser humano passou, e eu sei que a partir de certa idade nos tornamos responsáveis por tudo o que nos envolve, mas eu não entendo quais pecados cometi em minhas vidas passadas se é que elas existiram, para sofrer tanto nessa, para ser sempre privada dos bons sentimentos, para sempre acharem tão fácil me abandonar.

Tento ser compreensiva, porém a cada dia tem se tornado mais difícil entender o outro, principalmente em dias como hoje onde tudo me dói, me questiono, é realmente tão difícil assim me amar?

Agora tenho certeza de que realmente estou no meio de um surto, vim para esse mesmo lugar por mais uma sexta-feira, mesmo tendo jurado que não o faria mais, esperando que finalmente algo pudesse ser diferente, mas não, as coisas permanecem as mesmas, mas de um jeito um pouco pior, eu permaneço a mesma e ainda estou sozinha, apesar de rodeada de gente.

Os mesmos amigos que me convenceram a estar aqui, me tratam como se eu fosse uma invasora e embora o local seja público me sinto reclusa.

Vivem para me dizer que sou muito exigente e por isso estou a cada ano mais encalhada, só que as coisas não são bem assim e sendo sincera nunca foram, mas as vezes eu queria que fossem.

Eu tento e tento muito, aceito o que a maioria das pessoas considera inaceitável, ofereço o meu melhor e nada menos que isso e ainda assim, sempre me dizem não conseguir me amar, mas se nem meus pais me amaram, o problema deve realmente estar em mim.

Talvez as lendas estejam certas e eu tenha sido amaldiçoada devido a rejeição de meus pais.

Desde sempre fui considerada uma pessoa cética e fui por muitas vezes duramente criticada por isso e ainda assim, fiz promessas a Deuses que eu nem acredito, fiz diversas simpatias que já sabia que não dariam certo, pedi a todos os que se dispusessem a ouvir, e como um castigo final, agora terminei bêbada no segundo andar de um pub lotado, implorando aos céus por amor como um último ato desesperado, que vida, devo estar vivendo em uma comédia dramática é a única explicação.

Por mais que tudo o que eu em minha pouca fé me submeti até então, tenha sido aparentemente em vão, não posso desistir, não ainda é a minha última gota de esperança, ainda tenho um pouco de fé em mim.

Sinto um nó se formar em minha garganta e sei que isso tem a ver com o sentimento de desamparo que tenho sentido, me sinto como um gatinho de rua, almejo conforto e carinho, mas só de pensar que essas coisas virão de mãos que podem terminar me ferindo, me sinto apavorada e isso me paralisa.

Eu não estou atrás de compreensão, longe disso, na verdade eu tenho descoberto coisas em mim que antes eu não enxergava, e o fato é que pequenas situações que não significavam quase nada, hoje tem tido um peso diferente, talvez tenha a ver com os astros ou até com os hormônios, de qualquer forma eu não entendo quase nada.

O que entendo é que tudo se parece com uma confusão às vezes, e embora eu não enxergue agora acredito que ficarei bem, ainda existe a possibilidade, por isso digo que essa é a minha última gota de esperança, ainda tenho uma gotinha de fé que escondi para momentos de emergência e aparentemente essa é a hora de usá-la.

Eu descobri que tenho lutado contra mim mesma e não sei bem o que fazer com essa informação, percebi hoje que tenho aceitado de bom grado aquilo que me fere, meus amigos são realmente todos meus amigos? Provavelmente não.

Por que é tão difícil me afastar de pessoas ruins? Por que será que enxergo tanta bondade em pessoas que me machucam constantemente?

É como se depois de tudo o que aconteceu no passado, nada fosse ruim o suficiente para me fazer ir embora, mas mesmo que eu fosse, iria para onde exatamente? Sou órfã e sozinha não tenho muitas opções.

E ok, eu entendo que todo mundo esteja aqui na terra para aprender, mas desde quando isso se tornou licença para me magoar?

Eu sou tão irrelevante e dispensável que tudo bem me tratar de qualquer jeito?

Ou me tratam dessa forma exatamente por eu ainda estar aqui mesmo depois de tudo o que passei?
Eu realmente não sei, o que sei é que ainda me resta uma gota de esperança e ela fará tudo valer a pena. Está decidido.

— Não sei por que, mas as coisas parecem diferentes hoje, provavelmente é só o álcool falando mais alto, mas ainda assim, eu sinto que estou sendo observada, — e eu realmente sinto, mas ao invés de constrangedor isso é reconfortante — eu sinto que alguém parou para me ouvir hoje, então por favor, independente de quem você é, esse é o único desejo que tenho em meu coração desde que me entendo por gente, por favor, eu só quero ser amada, a minha alma implora por isso e só isso, me permita encontrar amor? Nem que seja para eu ser mais destruída do que já estou, me permita sentir algo bom e puro por favor, eu imploro!

O céu está especialmente escuro hoje, a lua cheia e redonda brilhando intensamente, e as estrelas dançantes em abundância me fazem sentir mais leve apesar do peso em meu peito, e é como se houvesse vida em tudo nesse momento.

— Eu sei que parece loucura nem ao menos saber para quem realmente estou pedindo, nem ao menos sei se é assim que se pede algo as estrelas, mas eu imploro, pela paixão sincera que ainda sinto por vocês que são responsáveis pelo único fogo que mantem acesa a minha vontade de viver até então, — fechei os olhos por um momento ao que um calor subia por meu interior— por favor me permita amar e ser amada, por favor eu imploro, me dê amor, por tudo o que há de sagrado acima e abaixo do céus, por favor me mostre amor! — abri os olhos de supetão ao derrubar a garrafa antes apoiada a minha frente.

Os gritos e palavrões que vieram de baixo da janela não foram o suficiente para me fazer olhar para baixo, pois algo mais me roubou a atenção.

No céu antes extremamente escuro surgiu um clarão azul que descia em direção as montanhas, meu coração acelerado tentava sair por minha boca, que porra é essa?
Se antes eu estava em dúvida agora eu tenho a certeza de que tinha algo diferente na bebida hoje, eu estou alucinando!

A luz desceu pelo céu iluminando todo o seu caminho até a floresta não muito distante daqui e por mais que o objeto estranho pareça ter alcançado o chão a luz permaneceu na floresta, incandescente iluminando uma região toda em um tom de azul forte, observando a cena me senti sóbria instantaneamente, um embrulho forte em meu estômago me paralisou por um momento a mais.

Quando o choque passou corri em direção ao primeiro andar, mas esbarrei em algo antes de conseguir alcançá-lo.

— Puta que pariu Tyla, viu um fantasma lá em cima? – Berrou Guilherme me segurando firme, seus olhos estavam arregalados, mas os meus provavelmente também estavam — Porra, desculpa, eu não queria assustá-la, vim te buscar para beber mais agora que o Edu e a Helena foram embora, está mais calma?

— Acho que chega de álcool para mim por hoje, — tentei sorrir para ele, mas pela cara que ele fez não obtive sucesso— preciso descansar para trabalhar amanhã Chan.

— Tem certeza de que está tudo bem e que só irá para casa por isso? — Questionou me puxando para seus braços — Quer que a gente a gente te acompanhe até em casa?

— Está tudo bem sim, e não precisam me acompanhar, provavelmente estou mais sóbria que vocês.
— Então está bom, — beijou minha testa — bom descanso Ty.

— Bom porre para você Chan, a gente se encontra outro dia. — Disse já me afastando, até porque se eu não fugir agora ele vai me prender por mais algumas horas aqui.

 

Nem ao menos sei direito como cheguei em casa, estava tão presa em pensamentos que nem senti o percurso, com certeza bebi mais do que eu devia, e apesar disso aqui estou eu já de banho tomado e deitada sozinha por mais uma noite nessa cama espaçosa.

Deitada sozinha no escuro novamente, porém ao menos dessa vez não estou triste e apesar do susto que tomei mais cedo meu coração está calmo e me sinto preenchida por um calor suave, um sentimento morno.

É a primeira vez em muito tempo que essa cama não parece grande demais, ainda é espaçosa, mas nada insuportável e por sorte essa casa não parece vazia ou silenciosa demais, é a primeira vez em muito tempo que não me sinto em luto por mim mesma.

Acho que realmente havia algo diferente em minha bebida hoje á noite, pois ao invés de sentir tontura ou enjoo, sinto uma sensação que começa em meu peito e se espalha por meu abdômen, me sinto abraçada por dentro e é como se algo bom estivesse prestes a acontecer a qualquer momento.

Essa doce sensação está me guiando rapidamente para o mundo dos sonhos, me sinto ser ninada pelos sons da vida.