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A cabeça de Dean latejando faz sua visão se encher de pontos e a boca secar. Seu corpo dói. Ele precisa de mais bebida.
Ele ouve passos pesados e rápidos atrás dele, e logo sabe que o incômodo só vai piorar. Dean nem sabe direito como isso aconteceu. Na verdade, sabe, mas o álcool entranhado em seu cérebro não permite que ele pense.
— Dean Winchester, s... —
— Agora não, Castiel! — Ele se vira, um tanto zonzo, para o anjo que o seguiu. Que foi buscar ele no bar. Que o trouxe em segurança. Que quer estrangulá-lo — Eu não sei o que deu em você, mas não é hora pra isso.
Castiel olha com irritação o dedo que Dean aponta para seu peito.
— O que deu em mim? Em mim?! Olha o estado em que você está, Dean! Só... — Ele é interrompido outra vez.
— Que se dane como eu estou, Castiel! — Ele leva uma mão à têmpora, tentando conter a dor — Você não precisava ir atrás de mim, eu não sou um animal e nem uma criança.
Castiel olha incrédulo para o homem à sua frente.
— E não é assim que eu te vejo, Dean, o que... — Dean abre a boca outra vez, aproximando-se.
— Mas pareceu, Castiel! E não foi a primeira vez!
— ME DEIXA FALAR, DEAN WINCHESTER.
Dean para no meio do caminho, surpreso com a voz que fez sua cabeça arder por dentro. Castiel se arrepende internamente.
— Ah, claro, o anjo do Senhor vai me colocar na linha — Zomba — Vai gritar comigo pois ele é mais sábio, mais forte e precisa me proteger, não é? NÃO É?
Dean ergue a voz também, apontando o dedo para Castiel outra vez. O esforço piora a dor que sente.
— Dean, puta merda, desculpa! A gente po...
— DESCULPA?! Escuta aqui, Castiel, esse seu olharzinho de cachorro não vai me fazer ficar com pena não, entendeu? Geralmente funciona, admito, mas você tem que aprender algumas coisas.
Dean volta ao caminho que fazia até a cozinha, sabendo que provavelmente acordou seu irmão. Castiel, apesar de querer sair dali e voltar apenas no mês que vem, vai atrás dele. Dean suspira ao ouvir os passos seguindo seu rastro.
Eles não brigam. Não dessa forma. É claro que discutem, qualquer relacionamento tem discussões, e o deles está longe de ser um relacionamento de duas pessoas comuns, mas eles se resolvem. Uma discussão, no máximo, acalorada é o mais próximo de um conflito que os dois têm, e eles conseguem se resolver. Não precisam de gritos, não precisam de insultos. O fato é que Dean não é fácil de lidar e sabe disso. Ele tem seus métodos e crenças enraizados, nem sempre age como gostaria de agir. Com Castiel, ele tenta ser melhor. Tenta.
As luzes fortes da cozinha machucam seus olhos. Ele vai até o uísque por pura memória muscular enquanto ouve o muxoxo de Castiel na entrada do cômodo.
— Você não vai beber de novo, Dean!
— Porra, Castiel! — Ele desiste de pegar um copo e vira a garrafa na boca — Vai fazer o que? Me expulsar daqui? Gritar mais? Explodir a garrafa da minha mão?
Castiel suspira, quase derrotado.
— Eu não vou fazer isso, Dean, você sabe que não! — Se Dean não é fácil de lidar, Dean bêbado é pior — Eu só quero que você pare, querido, só...
— Ah, Castiel, não vem com "querido", não — Ele se força a pensar no que trouxe os dois à essa discussão — Eu não estou tendo dias fáceis e nem noites boas, e a culpa não é sua — acrescenta esse detalhe quando vê a expressão de Castiel mudar — Então avisei que daria uma saidinha, só para ouvir uma música e beber algo longe daqui, e é claro que o cordeirinho angelical foi atrás de mim, me tirou do lugar onde eu estava, me obrigou a entrar no banco traseiro do meu próprio carro e me jogou aqui dentro outra vez — Ele vira a garrafa com vontade.
— Você esqueceu de mencionar — Castiel coloca as mãos na mesa que separa os dois — Que estava lá quase desmaiado de tanto beber desde às três horas da tarde, brigou com dois homens maiores que você, perdeu dinheiro para dois vagabundos em aposta de sinuca e ainda acha que está na razão — A graça de Castiel faz o lugar zunir — Eu tentei te ligar, mas roubaram o seu celular quando você estava distraído. Eu fiquei preocupado até às duas da manhã quando resolvi que precisava ir atrás de você de qualquer jeito.
— Sim, aí está — Dean aponta o dedo outra vez. Sua mão treme — Você resolveu ir atrás de mim, não é? Você decide e eu tenho que vir quietinho de volta todos pra esse buraco.
— Já que você não se importa com nada, eu preciso me mexer, não é?! Seu...
— NÃO ME IMPORTO?! — Dean bebe mais um gole antes de repousar a garrafa na mesa — Eu me importo sim, Castiel! Você não faz ideia do que eu faço, não faz ideia de tudo o que eu sou capaz. Eu mato e morro por você, Castiel, eu...
— EU NÃO QUERO QUE VOCÊ MATE E MORRA! — Castiel praticamente implora enquanto seus olhos marejam quase imperceptivelmente — EU QUERO QUE VOCÊ VIVA! Eu quero que você viva, Dean. Por favor...
A voz de Castiel vacila, despertando algo em Dean.
Ele não costuma ouvir um pedido para que viva. Ele foi treinado para matar e preparado para morrer. Lembra-se de ser orientado a matar até mesmo o próprio irmão se fosse preciso, e não hesitar em morrer caso fosse por algo maior. Mas viver? Isso não era um pedido, não era algo a se pensar. Ele aprendeu que viver é uma consequência de ter nascido.
— Me desculpa se eu te sufoquei em algum momento, Dean — Castiel continua. O nó de sua garganta se aperta — Mas eu sinto que você se destruiria se pudesse, Dean. Sua vida já é perigosa e insalubre o bastante para você ser desse jeito... Esses dias e noites ruins, Dean, o que são?
Dean se sente pequeno, envergonhado pela forma como agiu com Castiel.
— Eu... Eu não sei — Admite. Sua garganta queima, mas não é por causa do uísque — De uns tempos para cá eu anseio o tempo todo por ficar longe, eu sonho... Sonho com muita coisa, tudo aqui. Alastair, Azazel, Amara, meus pais, o Inferno e o Purgatório... Tudo se mistura aqui no bunker.
Dean sente que está sendo ingrato ao dizer isso, mas um peso se solta de seu peito.
— Esse lugar é o mais próximo que eu tenho de uma casa, mas eu sinto... Sinto que estou sendo observado. Que estou sendo seguido — Agora, Dean sente que irá chorar. Então bebe outro gole — Que eu não deveria estar aqui. O que é estranho, considerando que eu dormi em motéis, no carro e em construções durante a maior parte da minha vida.
Outro gole, mesmo sob o olhar de reprovação de Castiel.
— Mas isso... Isso não é desculpa para ser escroto com você, Cas, eu...
— Agora não, Dean — Agora, é o anjo que interrompe — Algumas vezes, vamos falhar, em outras, vamos acertar. Eu não gostei da forma como você me tratou — Dean desvia o olhar — Mas eu creio que você também não tenha gostado de agir assim. Não creio que queira fazer de novo.
— Nunca mais — Dean se prontifica. Castiel parece mais tranquilo.
— E acredito que seus comportamentos de risco não estão aí porquê você quer se machucar de propósito, não é? Me responda, se quiser, mas entendo se preferir conversar comigo em outra hora. Só que precisaremos conversar, Dean.
— Acho que nós nem estaríamos nessa situação ridícula se eu conversasse direito, eu acho — Dean diz, finalmente fechando a garrafa de uísque — A bebida me faz ser só um homem, sabe? No bar, eu sou um homem bebendo e nada mais. Às vezes... eu não quero encarar o que tem lá fora, mesmo que signifique ignorar o que é bom pra mim... E eu odeio, odeio isso, Castiel.
As palavras pairam feito névoa na cozinha. Dean não fala sobre as coisas, não até que elas estejam prestes à destruí-lo. É assim que ele se sente agora que as lágrimas correm por seu rosto, misturando-se com a vergonha e a ira que sente.
— Oh, Dean... Você pode odiar as coisas. Mas não a si mesmo, por favor. Não odeie... Não odeie o que eu tanto amo.
Castiel contorna a mesa, indo até Dean. O cheiro azedo do bar está impregnado em casaco, mas ele não se importa. Passa as mãos pelo rosto do homem, afastando as lágrimas que rolam soltas por suas bochechas coradas.
Dean surpreendendo-o abraçando seu corpo com força, os soluços baixos mais audíveis agora. Castiel retribui, permitindo que Dean o aperte mais, que enterre o rosto na curva do seu pescoço enquanto tenta regular a própria respiração outra vez. O coração de Dean se bate intensamente contra suas costelas, agitando seu corpo trêmulo a ponto de Castiel conseguir sentir através das roupas que usam.
— Desse jeito é melhor, não é? — Castiel murmura, acariciando as costas de Dean.
— É — Concorda, sem soltar o anjo. Ele passa um bom tempo desse jeito, apoiado em Castiel enquanto processa o que acabou de acontecer.
Ele anseia por paz, anseia por segurança. Nunca se deu ao luxo de imaginar isso, e, agora que imagina, percebe o quão angustiante sua realidade pode ser. Enquanto suas mãos se agarram ao sobretudo de Castiel, Dean pensa nessa minúscula possibilidade, esse sonho febril que ele se permite ter. Será que Castiel também pensa em algo assim?
— Eu... Eu vou fazer um chá para nós, Cas — Dean solta ele agora que as lágrimas já não turvam mais seus olhos — Posso?
Castiel assente, sorrindo, mesmo que o chá tenha gosto de moléculas em sua boca. Dean gosta de fazer coisas, então provavelmente vai se sentir melhor depois de preparar o chá de hortelã que estoca em um armário. O silêncio é interrompido apenas pelos sons soluçantes que chacoalham Dean ocasionalmente e as batidas metálicas das portas dos armários.
Ele ainda não olha para Castiel. Prefere encarar a chama do fogão enquanto a água esquenta, mesmo que isso o faça lembrar de um pesadelo recente.
Há algumas noites atrás, ele acordou suando frio, com a visão da sala do mapa pegando fogo. No sonho, Dean olhava a cena em terceira pessoa enquanto via a si mesmo, Sam e Castiel incapazes de fugir dali. O fogo se alastrou e os queimou das roupas aos ossos enquanto gritavam.
Quando acordou nessa noite, agradeceu mentalmente por não ter caído da cama, como aconteceu outra vez, e assustado Castiel. Com as asas feridas e a graça enfraquecida, ele precisa dormir, mas tem o sono incrivelmente leve.
O som de apito que a chaleira faz quando a água ferve traz Dean de volta. Ele vira a água nas canecas que pôs os saquinhos de chá e leva elas para a mesa, onde Castiel o aguarda com os olhos pesados.
— Obrigado, Dean — Hesitante, ele aproxima a caneca dos lábios. Às vezes ele se queima ou se fere de forma banal, o que deixa-o mais alerta.
— Eu preciso urgentemente disso. Minha boca deve estar igual a um tanque de gasolina.
— Está — Castiel concorda antes de dar um gole no chá.
Dean ri, ainda envergonhado, enquanto faz a mesma coisa. Sua garganta agradece pelo alívio que o chá traz à ela. Outro silêncio se instala entre os dois, mas ele não é opressivo dessa vez. É tenso, Dean sente, mas há como contornar. Ele leva sua mão até a mão que Castiel deixou repousando na mesa, envolvendo-a com ternura, mas sem olhar para ele.
— Me perdoe, Castiel — Dean solta. Ele percebe que raramente perde perdão — O que eu fiz... Bom, as circunstâncias não justificam. Nada justifica. Eu...
— Está tudo bem, querido — Os olhos de Castiel fixam nos de Dean — Não há nada que a gente não consiga superar, Dean, eu te garanto.
— É quando você fala essas coisas que eu percebo o quanto eu te amo.
Castiel sorri, mexendo sua mão para entrelaçar os dedos nos de Dean. No início, Deans sentia uma dificuldade enorme em dizer “amo” ou qualquer coisa do gênero, mas agora a palavra simplesmente surge em sua língua. Talvez seja mais uma das coisas que ele superou com Castiel.
Dean sabe que isso é verdade. Talvez as coisas melhorem, talvez não, mas eles irão superar.
— São quase três horas da manhã, acho — Castiel diz — Você precisa de um banho, sem desmaiar, e de quantas horas de sono conseguir. E sim, eu estou mandando.
Dean revira os olhos em brincadeira. Ele concorda plenamente com Castiel, bebendo o resto do chá e levantando-se enquanto recolhe as canecas dos dois.
Dean sai da cozinha atrás de Castiel, que provavelmente vai para o quarto deles. O banheiro do bunker não é muito convidativo, considerando um dos sonhos que teve onde a água do chuveiro se tornava sangue, mas ele pode lidar com isso.
As roupas dele mal fazem barulho ao cair no chão. Droga, roubaram-lhe a carteira. Ele vai contar para Castiel outra hora. Agora, ele precisa da água quente nos músculos doloridos e enrijecidos pelo tempo que passou sentado. A água o acolhe, relaxando seu corpo e levando o peso que sente. A vergonha. O medo. A raiva. O cheiro familiar do sabonete o tranquiliza. Agora que parou de usar exclusivamente os produtos de qualidade duvidosa que acha em motéis (não que tenha parado de roubá-los quando precisa se hospedar em um), passou a valorizar um aroma fresco e específico que associa à sua cama. Ele nunca tinha feito isso antes. Não se permitia.
Ao sair do chuveiro e se olhar no espelho para escovar os dentes, percebe que Castiel estava certo ao reclamar de seu estado. Olheiras fundas contrastam com seus olhos e com a pele ruborizada pelo álcool, seus lábios estão rachados, castigados pelo frio que passou durante a noite. O lado de fora do bunker também está frio, mas Dean esqueceu de buscar uma roupa antes de entrar no banheiro, então precisa lidar com isso usando apenas a toalha amarrada na cintura enquanto caminha até seu quarto. Ele já saiu pelo bunker nu em outra situação, nesse mesmo horário, e descobriu que Sam acorda durante a madrugada para beber água ocasionalmente, então toma cuidado para não acontecer outra vez.
Ele colocou uma cama maior em seu quarto quando Castiel começou a dormir lá, além de ter acrescentado algumas plantas do tipo que não gosta de sol depois que Castiel comentou em alguma caçada que achava-as fascinantes. O único lugar que não aparece em seus pesadelos é o quarto dele. Deles.
Castiel está sentado na cama, com o cobertor sobre as pernas e o notebook no colo, digitando vagarosamente. Ele ergue o olhar cansado quando Dean chega, sem acender a luz antes de pegar uma roupa de dormir. Quando abre a porta do armário, sente que vai cair dentro dele.
— Entre debaixo da coberta antes que você congele, Dean — Castiel diz, sem tirar os olhos da tela. Dean surpreende-se com sua concentração.
Dean obedece, indo até a cama para finalmente se deitar.
— Posso pegar meu travesseiro? — Castiel está com os travesseiros dos dois apoiando suas costas, mas parece ter esquecido.
— Pode. Mas primeiro veja isso aqui — Ele chega um pouco para o lado, permitindo que Dean se apoie nos travesseiros também. O calor de Castiel faz Dean suspirar ao s=chegar mais perto — O Sam me mostrou há uns dias atrás. São propriedades que os Homens de Letras mantinham sob pseudônimos, as escrituras originais estão em algum lugar da biblioteca e o Sam digitalizou, mapeou e catalogou os endereços. São basicamente chalés e casas simples, algumas isoladas, outras em bairros pequenos, que eles usavam para ajudar caçadores em alguns lugares, mesmo que os caçadores não soubessem. Provavelmente existem outras, mas o Sam ainda não encontrou — Ele vira o notebook na direção de Dean. Na tela, um mapa do estado e dos arredores é marcado por pontos vermelhos com o símbolo dos homens de letras no centro mostrando a localização das propriedades.
Dean acha que sabe onde Castiel quer chegar com isso.
— Quando eu disse que quero que você viva, Dean, eu falei sério. Eu sei que você mataria e morreria por mim se fosse preciso, mas você viveria por mim? Ficaria bem por mim? Curaria suas feridas por mim? — Castiel envolve Dean com o braço livre — Não só por mim, é claro, mas talvez fique mais fácil de você entender se eu te disser desse jeito.
— Eu… Eu posso, Castiel — Dean encara o mapa com os olhos quase se fechando. Ele entende o que Castiel quer dizer, sabe que ferir é muito mais fácil do que curar, mas ele está disposto a fazer isso — Essas propriedades…
— Eu acho perfeitamente compreensível que você não se sinta muito à vontade no bunker, querido, e isso não é ingratidão. Esse lugar foi seu lar por bastante tempo, mas te lembra de tudo o que há de ruim lá fora, correto? — Dean concorda com a cabeça — Talvez uma casa, uma casa mesmo, mesmo que tivesse seus sigilos de proteção e as armas escondidas, seja uma boa mudança — Castiel fecha o notebook e o deixa no móvel que fica em seu lado da cabeceira. A escuridão, agora, toma conta do quarto — O que você acha?
Dean suspira, entrelaçando sua mão na mão que Castiel deixou livre ao guardar o notebook. Uma casa. Ele havia pensado nisso antes, mas enterrou essa ideia no fundo da mente. Ele aprendeu ao longo dos anos que a esperança costuma deixar um buraco vazio quando vai embora, por isso parou de tê-la. Mas agora ele pensa diferente.
— Eu acho que eu preciso te beijar — Dean responde, olhando para os lábios do anjo — E que…
Castiel vira o rosto para unir os lábios de Dean aos seus, puxando-o para mais perto enquanto o beija com paixão. Dean retribui avidamente, passando as mãos pelo cabelo do anjo. Os movimentos lentos de suas bocas contrastam com o quão rápido o coração de Dean bate, a maciez da língua de Castiel é o oposto do aperto forte na cintura de Dean. Eles demoram para se separarem e finalmente ajeitarem os travesseiros para dormir.
— Como eu ia dizendo antes de você me agarrar, mas não que eu esteja reclamando, claro… — Dean recomeça. Mesmo no breu do quarto, ele sabe que Castiel sorri — Eu quero, Cas. Uma casa. Um pouco de paz, um lugar para voltar depois de cada caçada, um lugar que eu sei que é nosso.
Dean agora se sente incrivelmente mais leve.
— Paz. Nós teremos isso, Dean, eu posso te garantir.
Eles aproximam-se um do outro sob o cobertor pesado, sonolentos, antes que o sono finalmente os envolva com a promessa de um amanhecer que será melhor que o anterior.
