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You know I think about you all the time

Summary:

Há 3 anos que Max não vê George.

Notes:

isso tudo é culpa do noah kahan

Work Text:

Max está de mau humor.

Ele sonhou com ele de novo.

Como em muitas manhãs eles estavam deitados juntos, seu rosto enterrado no pescoço dele, era uma obsessão que Max tinha na época, quase como uma necessidade básica. A pele quente contra a sua bochecha, o cheiro dele, a risada bêbada de sono. 

Foi tão real. 

A lembrança faz seu estômago revirar. 

Quando acordou, Max não sabia se vomitava ou quebrava alguma coisa de tão agonizante que era a dor em seu peito. 

Ele não faz questão de esconder o mau humor, ainda mais por ser obrigado a estar ali, fazendo mais uma merda de coletiva de imprensa. 

Carlos estava à sua esquerda e Lando à sua direita. Uma jornalista estava em pé, falando com Lando, arrancando uma risada alta dele, mas Max não quis prestar atenção no que ele respondia, sua cabeça estava distraída demais. 

Ele encara as próprias mãos em seu colo, em algum momento ele percebe olhos demais o encarando. 

Nunca vai conseguir se acostumar com isso. 

Max levanta o rosto e percebe um dos jornalistas em pé, o olhando, esperando por sua resposta.

Ele pisca rapidamente, voltando à realidade. 

— Desculpa. Pode repetir a pergunta? 

Um silêncio constrangedor toma conta de todo o ambiente. 

— Nós estamos no Canadá. Você está competindo contra Kimi no campeonato, a última vez que você correu contra uma Mercedes aqui era com George. O que você espera de domingo? 

Lando se mexeu desconfortável ao seu lado. 

Carlos solta um palavrão baixinho em espanhol. 

Os dois sabiam que falar sobre George é delicado. 

— Eu me lembro.

Max lembra de absolutamente tudo sobre George. 

É uma coisa que acontece quando você fica quatro anos casado com alguém. 

Mas agora George não está mais ali, e viver com isso ainda é estranho e errado para Max. 

— A largada dele foi muito boa, e eu devo ter tentado ultrapassar ele umas quatro vezes, mas acabou que não deu certo. Sim. Foi uma corrida muito divertida. 

Por incrível que pareça Max sorri. 

— Ele acabou com a gente naquele dia.

Lando solta, sorrindo também. Ele olha para Max com um olhar de tudo bem?, porque ele sempre foi um bom amigo e se preocupa demais com ele, mesmo que às vezes Max sinta que não mereça. 

Ele não responde a Lando, não o ignorando, mas porque o que ele deveria responder? ele não quer mentir. 

Max desvia os olhos dele e se volta para o jornalista escolhendo as frases mais genéricas que consegue pensar. 

— O que eu espero da corrida? Podemos nos sair bem, sempre gostei de correr aqui, e o carro está bom, vamos decidir a estratégia certa e fazer de tudo para sair o mais perfeito possível. 

O jornalista o responde com um sorriso educado e volta a se sentar, e finalmente a coletiva é encerrada. 

— Max.

Carlos o chama logo atrás dele, mas Max é mais rápido e em um piscar de olhos já sai da sala de imprensa.

— Max.

É Carlos mais uma vez. 

Porque ele é sempre um idiota insistente. 

Mas acontece que Max é muito pior que ele, então ele não para por Carlos. 

— Desculpa, cara, eu tenho que ir, a equipe está me esperando. 

Ele está evitando essa conversa a três anos, e não vai ser hoje que vai acontecer. 

 


 

George Russell se despede da Fórmula 1 

Estrela da temporada anuncia sua saída do automobilismo.

 

De Williams para Mercedes: A carreira de George Russell na Fórmula 1

Das pistas de corrida aos pódios, depois de conquistar seu primeiro campeonato, George Russell deixa a categoria. 

 

Por que George Russell, Campeão Mundial, encerra sua carreira na Fórmula 1?

Após temporada de ouro do piloto, conquistando o tão sonhado título de Campeão Mundial, George Russell encerra sua carreira.  

 

Três anos depois: Onde está George Russell? O último campeão mundial da Mercedes Petronas

Há três anos que ninguém vê fisicamente o ex-piloto de Fórmula 1, George Russell. 

 


 

Em um piscar de olhos eles já estavam correndo em Abu Dhabi. 

Ele estava liderando o campeonato, a equipe estava em êxtase por mais uma vitória, Max sabe que devia estar feliz, não que ele esteja triste também, é só que tem uma grande massa pesada em seu peito fazendo-o sentir o mais absoluto nada. 

Ele está no meio de um jantar com muitos patrocinadores da equipe quando recebe a mensagem. 

Max se retira da mesa por alguns minutos para respirar um pouco de ar puro.

A brisa da noite é levemente fresca contra a sua pele. 

O arranha-céu que fica o restaurante francês tem uma vista perfeita da Ilha de Yas.

Seu celular vibra no bolso da calça algumas vezes, quando ele desbloqueia a tela consegue ler. 

F1 GRID - 2026

De: Lewis

Oi idiotas, amanhã a noite no hotel Huan as oitos horas 

JANTAR!!!!

E eu sei muito bem que vocês estão nos outros hotéis na mesma rua então nem pensem em dar alguma desculpinha 

Logo a conversa se torna uma bagunça com os outros pilotos respondendo a Lewis. 

Max não responde e coloca o celular de volta no bolso. 

Faz alguns anos que ele não se encontra com nenhum deles para coisas assim. Algo leve, sem muita gente por perto, só jogando conversa fora. 

Ele sabe que isso não é bom, está longe de ser saudável passar mais de três anos se trancando em casa ou em seu quarto de hotel, mal mantendo contato com sua família. Só que é estranho porque Max nem percebeu que estava se fechando nessa bolha de isolamento, quando viu já estava nela e ela é confortável pra cacete. 

Mas também é absurdamente solitária. 

E Cristo, ele se sente assim o tempo inteiro. 

Em um impulso, Max tira o celular do bolso ao mesmo tempo que anda apressadamente para voltar à mesa de jantar. 

Abre sua conversa com Lando, e digita.

ei

que horas você vai amanhã à noite? 

você pode passar no meu quarto antes? 

podemos ir juntos

tudo bem? 

Não demora nem dez segundos para ele ter uma resposta de Lando.

CLARO Q SIM SEU IDIOTA

te vejo às nove

esteja lindo e sexy para mim 

 


 

Max vira uma pequena dose de whiskey, no mesmo segundo duas batidas são dadas em sua porta. 

Lando. 

Assim que abre a porta é recebido por um sorriso alegre de Lando. Faz muito tempo que ele não o olha desse jeito. 

Max percebe ele tentando conter a animação. 

— Eita. Pelo jeito alguém quis adiantar a diversão. 

Lando solta quando percebe o copo de whisky na mão de Max. 

Max dá de ombros, ficando de costas para Lando para ir em direção a mesa de centro, deixando o copo ali no meio. 

— Não- eu… to um pouco nervoso. 

Max confessa. 

— Porque? 

— Faz muito tempo que eu não faço isso. 

Lando tem aquele olhar preocupado, Max sempre odiou ele. 

Ele coloca uma mão no ombro de seu amigo, apertando gentilmente, forçando Max a olhar pra ele. 

— Max. É só a gente cara. As mesmas pessoas que te conhecem desde sempre. Nós queremos você lá. 

— Ok.

— Entendeu? 

— Sim.

— Ótimo. Vamos. 

 


 

A caminhada de cinco minutos até o hotel de Lewis é leve e divertida, Max percebe que não tinha tirado o sorriso do rosto desde o momento que eles pisaram na rua. 

Lando passou o caminho todo fazendo-o gargalhar alto, deixando sua barriga levemente dolorida. 

Max não se lembrava da última vez que se sentiu assim. 

A jovem recepcionista os recebe com um sorriso gentil e educado. 

— Senhor Verstappen. Senhor Norris, é um prazer recebê-los. 

— Não, não, não, só Lando e Max, por favor. 

— Claro. Sr. Hamilton espera por vocês, fiquem à vontade. 

— Muito obrigada. 

Max responde.

Os dois seguem reto em direção ao qual ela apontou que eles deveriam seguir. 

E então de repente Carlos estava ali. 

— E ai cara. 

Max o comprimenta sorrindo, mas Carlos não o responde. 

Rapidamente ele percebe o semblante tenso do espanhol.  

— Max…

— O que? Tá tudo bem? 

— Espera- 

As mãos dele atingem o peito de Max o impedindo de continuar andando. 

Mas não é preciso mais do que isso porque Max paralisa. 

Uma risada alta surge à sua esquerda. Uma risada que ele nunca vai ser capaz de esquecer. 

Porque é a risada de George. 

Max vira o rosto.

E ele está bem ali, sentado em um canto mais afastado da mesa, ao lado de Lewis e Alex. 

Ele ouve Lando dizer alguma coisa mas ele consegue raciocinar e descobrir o que é. 

Tudo para. 

Seu coração. Sua respiração. O tempo. Por alguns segundos ele fica ali, preso na visão de George. 

— Vem comigo. 

E do nada, eles estão se afastando e uma coisa feia, raivosa e gelada consome Max. 

— Não. 

— Max! 

A voz de Carlos é autoritária. Ele nunca tinha ouvido esse tom de voz vindo dele. 

Sem muita escolha, Max se deixar ser arrastado para o outro lado do restaurante, indo parar no bar. 

— Cacete, puta merda.

Lando solta, soltando um suspiro pesado. 

Max se escora no balcão, se sentindo meio tonto e sem ar. 

— Porque ele está aqui?

Max consegue balbuciar.

Carlos finalmente o olha depois de pedir três doses para a bartender. 

— Eu não faço ideia, cara. Quando eu cheguei ele já estava aqui. Lewis provavelmente o convidou.

— Puta ideia de merda.

Lando fala.

A bebida chega, os três viram o copo ao mesmo tempo. 

Max fecha os olhos, encostando a testa no mármore frio do balcão. Ele fica assim por um tempo, até conseguir respirar como deveria. 

— Ok. Vamos embora. A gente pede serviço de quarto no meu hotel. 

Lando o chama colocando uma mão em seu ombro. 

Na mesma hora Max se levantou, arrumando a postura. 

— Não. Eu vim aqui pra jantar e é exatamente isso que eu vou fazer. 

 


 

Eles só se sentaram à mesa depois que Max prometeu a Carlos que ele iria avisar no segundo em que precisasse meter o pé daquele lugar. 

E Max tentou, ele não sabe da onde tirou forças, mas tentou focar apenas na comida, na bebida, e em Lando, Carlos e Esteban e Pierre, que estavam todos sentados à sua volta, e incluíam ele em cada palavra que saiam de suas bocas. Mas eles estavam competindo com George Russell, e é difícil pra cacete ganhar dele. 

O único momento que George lhe dirigiu atenção foi quando os três voltaram à mesa, o dando um simples oi, como se Max fosse um mero conhecido, e não alguém que ele passou quatro anos casado. 

Claro que ele passou o jantar inteiro desviando o olhar para seu ex-marido. 

É o George Russell pelo amor de Deus. 

Seu cabelo estava um pouco mais longo que o normal, fazendo alguns fios loiros caírem em sua testa. Tão absurdamente lindo. 

Porra, como Max sente falta dele. 

Ele gira mais um copo de whisky, precisando da queimação porque era melhor do que a dor em seu peito. 

Ele fica até o final. Se levanta da mesa, posa para a mesma foto que eles tiram todos os anos, e Carlos decide que é o suficiente e o arrasta para fora dali. 

— Não foi tão ruim assim. 

Max solta quando ele, Lando e Carlos chegam no andar de seu quarto. 

Ele não percebe Lando e Carlos tendo uma troca de olhares.

— Claro amigão.

Lando solta.

Ele não tem coragem de dizer a Max que ele não conseguia passar mais de trinta segundos sem olhar para George. E que toda vez que seu ex marido gargalhava um pouco mais alto, Max segurava o copo tão forte que Lando ficou preocupado dele ser quebrado.

Max é o primeiro a entrar no quarto, Lando está logo atrás dele, e Carlos fica por último fechando a porta. 

Lando assiste Max seguir em direção ao pequeno bar montado pela equipe do hotel, ele destampa uma garrafa de whiskey e vira um gole.

Mierda.

Carlos solta parando ao lado de Lando. 

Max limpa a boca com as costas da mão e solta uma risada, absurdamente triste. 

— Aquele babaca, filho da puta. Que merda ele veio fazer aqui? Fuder com a minha noite. Ik haat hem. 

Max vira mais um pouco do whisky. 

— Como ele tem coragem de aparecer assim? três anos! Faz três anos que ele simplesmente desapareceu da minha vida, e do dia pra noite ele resolveu voltar. 

Ele ri de novo, com os olhos cheios de lágrimas. 

Ik haat hem. Eu estava bem sem ele. Tudo estava melhor sem ele. 

Lando e Carlos não falam nada, sabendo que é melhor dar tempo para Max. E também porque demorou três anos para essa conversa acontecer, e eles não querem correr o risco de fazer com que ele se feche de novo, e guarde tudo para si. 

— Eu era um marido de merda.

— Max, não-

— Eu era.

Ele responde a Carlos, com um sorriso forçado no rosto. 

— Porque até hoje eu não entendo porque ele foi embora, então a única resposta possível é essa. Eu era um marido de merda. 

Ele pisca algumas vezes e finalmente percebe que estava chorando. E Max decide que não suportava mais guardar tudo isso dentro de si. 

— Porra. Eu sinto tanta falta dele.

Max confessa, soluçando. 

Ele solta a garrafa e leva as mãos aos olhos. 

— Eu amava ele. Eu amava cada segundo que ele estava do meu lado. E puta merda eu ainda amo tanto ele que às vezes esqueço como respirar- mas ele foi embora, e eu odeio o George por isso. Eu odeio ele e eu quero ele de volta. 

Max solta tudo, fala até perder o fôlego. 

— Depois do divórcio, quando eu acordei sozinho, porra eu quase perdi a cabeça. Eu odeio viver sem ele. 

Ele não sabe em que momento aconteceu, mas agora Max estava sentado no chão, com Lando e Carlos ao seu lado. 

De repente uma onda de culpa e constrangimento toma conta de Max, fazendo ele querer se afastar dos dois por puro reflexo. 

— Merda. Desculpa. 

Max solta se encolhendo. 

— Vocês não têm que ouvir nada disso. 

— Mas a gente vai. Você querendo ou não. 

Lando diz apertando seu ombro. 

E Carlos responde logo em seguida. 

— Infelizmente, para você, nós dois não vamos a lugar nenhum. 

— Você praticamente se tornou um fantasma nos últimos anos, cara. Isso não é bom, Max. A gente sabe que você está triste, mas isso não pode continuar assim.

— Faz três anos que a gente assiste você se destruir, e isso preocupa a gente pra cacete. Eu não quero acordar um dia e descobrir que você decidiu colocar um ponto final nisso. 

Max não fala nada por um tempo. 

Eles estão certos. Max sabe. Ele não precisa pensar muito nisso. Mas o que ele precisa fazer para começar a resolver as coisas o assusta pra cacete. 

— Eu to com medo. 


Ele ainda estava vestindo o macacão, amarrado na cintura.  

Agora a pista estava vazia e silenciosa, diferente de horas atrás quando Max cruzou a linha de chegada primeiro, ganhando mais um campeonato, onde a equipe inteira saiu da garagem e foi de encontro a ele, o cercando, em uma comemoração alta e contagiante. 

Tinha uma festa esperando por ele, mas não havia um pingo de vontade em Max para ir e comemorar. E se ele se forçasse a isso, só iria ficar mal humorado e acabar estragando a noite de todo mundo, por isso ele ainda estava ali.

Max caminhava sem rumo, dando voltas no circuito. 

O ar frio o fazia bem, sempre o ajudava a pensar melhor, com mais clareza. 

E ele pensava em tudo o que aconteceu na noite passada, em tudo o que ele confessou para Lando e Carlos naquele quarto de hotel, em George. Ele sempre pensava em George. 

O medo ainda estava ali. 

O único jeito dele conseguir poder seguir em frente era ter que conversar com George, e o assustava pra caralho a ideia de tudo poder ficar pior, mas Max sabe que ele também precisa de respostas, sem elas ele talvez nunca consiga deixar George para trás. 

Não o surpreende quando ele percebe passos vindo em sua direção. 

Max sabia que de algum jeito ele o iria encontrar ali. 

— Oi, Maxie.

O coração de Max faz uma coisa idiota, como sempre fez, quando George o chama assim.

Ele precisa respirar fundo e fechar os olhos, e por alguns segundos eles não estão divorciados, tudo está bem. Mas a realidade não é essa, por mais que Max queira. 

Ele finalmente arranja coragem e se vira, ficando frente a frente com George, depois de três anos. 

— Hexacampeonato. Eu estou muito orgulhoso de você.

George fala com um sorriso enorme no rosto. 

Max fica entre querer correr em direção a ele para abraçá-lo e nunca mais soltar, e também em quebrar alguma coisa. 

— Jos disse que eu fui preguiçoso, e devia ter ganhado a muito tempo atrás. 

Max conta e percebe o leve revirar de olhos de George. Ele nunca conseguiu esconder o quão não gostava de Jos, mas Max não tem problema algum com isso, seu pai é um homem muito complicado. 

— Bom, ele não sabe do que fala. Você fez uma de suas melhores temporadas esse ano. 

Isso atinge Max de um jeito que não deveria. 

— Você assistiu? 

Ele pergunta baixinho como se estivesse com medo da resposta. 

— Todas as corridas. 

George responde com um sorriso brilhante. 

Ele estava ali, George estava bem ali assistindo tudo, cada movimento de Max. E de repente essa percepção o deixa furioso, porque Max passou três anos no completo escuro e silêncio, enquanto para George foi o oposto. 

— Porra. O que você está fazendo aqui, George? 

Max finalmente pergunta com uma raiva quente queimando seu peito. 

O sorriso do rosto de George desaparece, e seus ombros ficam tensos. 

— Eu queria conversar. 

George responde com cuidado. 

— Sobre?

Max fala cruzando os braços rente ao peito. 

— Eu queria te explicar algumas coisas. Sobre o porque eu fui embora-

Max não o deixa terminar.

— Você não precisa me explicar nada, George. Você não queria mais ser o meu marido, simples assim. 

— Não. É mais complicado que isso. 

George se aproxima dele, com desespero jorrando de seus olhos. Ele estava tremendo, Max percebe, e se força a não puxar ele para mais perto e segurar sua mão. 

— Eu não conseguia mais fazer isso, Max. Eu não conseguia mais correr, aquilo estava me destruindo. Eu mal conseguia dormir, mal conseguia comer, algo sempre estava errado, a próxima vez sempre tinha que ser perfeita, e eu mal falava com você, eu nunca conseguia te ver, ou estar do seu lado te apoiando, ou fazer qualquer coisa com você, e eu sentia tanta a sua falta… Então eu desisti. 

Max se lembra. 

Ele foi acordado pelo toque de seu celular, tinha milhares de mensagens e ligações, confuso Max clica na primeira notificação da ESPN que aparece em seu celular e le: 

George Russell se despede da Fórmula 1 

Estrela da temporada anuncia sua saída do automobilismo.

Dois dias depois, George aparece com os papéis do divorcio. 

— Eu achei que você fosse me odiar por isso. 

— O que?

— Eu não era mais um piloto, não era mais um campeão, não teria mais pódios e troféus. 

— Que porra voce esta querendo dizer? 

— Achei que você iria ficar decepcionado, e com raiva de mim porque eu estava desistindo. 

Max grita de raiva.

— Eu não me importava com nada disso, George. Foda-se os podios e trofeus, e qualquer merda de campeonato. Você importava. Você era tudo. Você. Era. O. Meu. Marido. 

— Eu sei disso agora… Me desculpa, amor. 

Lágrimas embaçam completamente sua visão, mas não importa porque George está ali de novo, e ele está em seus braços. E Max o segura forte, porque ele simplesmente não pode deixar George ir embora de novo.  

Me desculpa. Me desculpa. Me desculpa. George sussurra. 

 


 

Max não está mais sonhando. 

George está ali, deitado em seu peito, seguro em seus braços. Seu cabelo faz cócegas em seu queixo. Seus dedos traçam linhas aleatórias no peito de Max. 

Ele beija George mais uma vez só porque pode.