Work Text:
Kyungsoo estava deitado, confortável e quietinho debaixo de seus lençóis. No braço do sofá, estava uma caneca de chocolate quente e um saquinho de pipoca recém saído do microondas. Em suas mãos estava o controle da televisão e diante de seus olhos estava a grandíssima tela de setenta e duas polegadas que ele tinha comprado dias atrás; era o dia em que finalmente poderia inaugurá-la. O clima estava agradável, uma chuvinha deixava o ambiente fresco, a iluminação estava na medida e tudo estava perfeito para ter a noite mais confortável e deliciosa de sua semana, até do mês.
Mas claro, tudo estava bom demais para ser verdade. Nada poderia ser do jeito que Kyungsoo queria, aparentemente. Isso porque no mesmo instante em que ouviu o “tudum” do comecinho do filme, ouviu junto um outro barulho. Mais especificamente, o som de algo sendo acertado contra sua janela. Ao pausar o filme, escutou mais outra vez. E depois mais outra, e outra… Até perder a paciência e criar coragem de levantar para ver do que se tratava.
Soltou um suspiro pesado e impaciente ao se levantar e jogar o lençol sobre os ombros para fugir do frio. Imaginava que seria alguma pegadinha das crianças do prédio onde morava, ou então o vento forte batendo contra a janela, talvez até mesmo alguma ave ou inseto burro. Mas nada, absolutamente nada lhe preparou para ver seu ex-namorado visivelmente bêbado e molhado de chuva, com um buquê de rosas vermelhas — destroçadas — e um violão em mãos.
— Mas que porra…? — o Doh perguntou, ao mesmo tempo que abria a janela e olhava para baixo, tentando ver se aquilo era mesmo o que estava vendo.
Kyungsoo e Baekhyun tinham terminado há mais ou menos dois meses. Uma briga complicada motivada por ciúmes trouxe à tona diversos pequenos problemas não ditos, que viraram uma bola de neve e quando os dois foram ver, a briga estava tão aflorada que não conseguiam conversar. Eventualmente, motivados pela exaustão, concordaram em encerrar ali o relacionamento romântico e seguir cada um com seu caminho separadamente. Mas um deles superou antes que o outro, aparentemente.
No instante em que Baekhyun lhe viu, abriu um sorriso torto, deixou o buquê no chão e posicionou o violão em mãos, prestes a cantar uma música para ele. Contudo, ele era apenas iniciante nas aulas de violão — Kyungsoo sabia disso por experiência própria, afinal acompanhou ele apanhando para aprender diversas músicas —, e além disso estava mexido pela bebida, então a música estava soando um tanto quanto… Peculiar. Piorou ainda quando ele começou a cantar, porque foi questão de segundos até ele começar a chorar.
— Kyungsoo, volta pra mim! — gritou de lá de baixo, largando o violão e desistindo de cantar. — Por favor!
— Que merda você tá fazendo, Baekhyun? — perguntou, mas não queria de verdade saber a resposta. — Vai embora, cara, faz favor.
— Eu só saio daqui quando você voltar pra mim! — a voz soava tão manhosa que parecia até mesmo… Pirracenta? De fato, ele tendia a ficar mesmo emocional demais quando estava bêbado. — Por favor, pelo menos fala comigo!
Agora o Doh pensava: quem diabos tinha deixado ele passar pela portaria? Claro que não saía por aí contando os detalhes de sua vida pessoal para todos os porteiros, mas faziam meses que ele não vinha! Não dava para pegar pelo contexto? Não ficou óbvio pela quantidade de dias que saiu e voltou sozinho? Pelas malas devolvidas? Estava se desesperando e a única coisa que queria agora era encontrar um culpado, mesmo que não fosse de fato fazer alguma diferença.
Os vizinhos começaram a olhar por suas janelas também. A senhora do 401, uma idosinha muito mal humorada, encarava pela varanda com aquela típica carranca de quem perdeu-se no meio de ponto-cruz. O rapaz do 403 estava rindo para se acabar e claramente gravava com o telefone, com direito a flash ligado e tudo. A coisa toda começou a se tornar uma questão de reputação para Kyungsoo, principalmente quando outras pessoas estavam indo até o térreo acompanhar.
Um gemido derrotado abandonou o peito do Doh. Seus olhos se fecharam e, mentalmente, ele precisou contar até dez para evitar de fazer uma loucura. Abriu os olhos e a visão ainda era aquela mesma cena diabólica. Ele não podia ter feito isso por mensagem?
— Sobe. — gritou, seco e sem emoção alguma, fechando a janela e indo abrir a porta.
Foi questão de minutos para que Baekhyun subisse pelo elevador e tocasse sua campainha. Quando abriu a porta, ele parecia ainda pior do que antes. Os cabelos encharcados, a camisa quase transparente, os olhos vermelhos e inchados e um beicinho nos lábios que fazia com que parecesse ainda mais coitadinho do que já era. O violão estava pendurado pela alça sobre seus ombros e o buquê ainda estava destruído em sua mão.
— Oi, Soo… — disse num sussurro, os olhos marejando. Parecia envergonhado, agora pertinho.
— Entra. — deu espaço. — Antes que eu me arrependa.
Não deu nem tempo de ele falar qualquer coisa quando fechou a porta, enfiando-se no banheiro para buscar uma toalha para ele. Voltou não só com ela, mas também com um copo de água e algo para comer. Puxou uma cadeira da sala de jantar e nem sequer ordenou nada, apenas apontou com a cabeça e esperou que ele obedecesse. Manteve-se parado à sua frente com os braços cruzados e, calado, deixou que ele falasse algo primeiro; era ele que tinha que se explicar, mesmo.
— Por que está cuidando de mim? — perguntou quase em um resmungo.
— Eu não tô cuidando de você. — Kyungsoo afirmou. — Eu tô garantindo que você fique sóbrio pra me explicar o que caralhos passou na sua cabeça.
Enrolado na toalha, comendo a fruta e bebendo o copo de água, Baekhyun murchou um pouco com o comentário. Fazia sentido, na verdade, mas não era o que estava esperando. Largou o copo e pensou por um instante, tentando manter sua paciência antes de falar.
— Eu só pensei que…
— Você pensando?
— Kyungsoo… — reclamou. — Eu só queria te impressionar. Só isso.
— Você queria me impressionar assim? Tem formas melhores, Baekhyun.
O bico dobrou de tamanho. Sim, era uma ideia idiota, Baekhyun sabia disso. Ou ao menos saberia se estivesse… Sóbrio. No entanto, no momento de desespero e de uma quantidade absurda de cerveja mexendo com seu cérebro, parecia que funcionaria.
— Vou pra casa…
— Não vai não.
— Hm? — o Byun questionou, a cabeça pendendo para o lado.
Kyungsoo suspirou. Sentia que a qualquer momento o ar de seus pulmões acabaria de tanto suspirar.
— Por mais palhaço que você seja, eu me sentiria culpado se acontecesse algo com você desse jeito na rua. Você fica aqui até voltar a agir como gente.
Deixou-o de lado, mandou ele fazer o que quisesse e voltou para o sofá para ver seu filme. A essa altura do campeonato, nem tinha mais tanta graça assim, a noite já tinha sido arruinada mesmo. Eventualmente, Baekhyun também se sentou ali no sofá, deixando uma distância cuidadosa entre eles, quase como se pisasse em ovos. Mesmo assim, Kyungsoo conseguia sentir o olhar dele queimando sobre si o tempo inteiro. Porém, como estava um tanto quanto grogue, não demorou quase nada para que Baekhyun acabasse cochilando ali mesmo, com direito a cabeça pendida para trás, ronquinhos e resmungos. Antigamente o Doh achava fofo, mas agora estava lhe irritando. Não pelo ronco por si só, mas pela pessoa que roncava.
Kyungsoo tentou assistir seu filme, tentou ir para o quarto dormir, tentou fazer alguma outra coisa… Mas não conseguia focar em nada. Nada que não fosse aquele bebum dorminhoco em seu sofá. Esteve por ali algumas vezes e ainda fez questão de deixar ele confortável, afofar um travesseiro, trocar a toalha molhada por um lençol, ajustar seu pescoço para ele não acordar com torcicolo… Isso porque dizia que não se preocupava.
O que, no caso, era uma mentira esfarrapada que ele contava para si mesmo.
O Doh nunca parou de se importar com o Byun. Mesmo que dissesse que estava aproveitando a solteirice, que adorava ficar sozinho, que se sentia confortável com o silêncio, sentia falta dele. Tentou por um bom tempo se convencer que não sentia, mas sentia sim, e muita. Ainda mais pela forma conturbada que terminaram, onde os dois só cansaram de insistir na discussão e concordaram em se separar — mesmo que nenhum dos dois quisesse aquilo de fato.
Kyungsoo passou a madrugada inteira para o lado e para o outro, sem nenhuma pretensão de dormir. Estava de alerta, mais do que pretendia para aquela noite. Foi umas quatro ou cinco da manhã, quando desistiu de dormir e foi tomar um banho para despertar, que escutou a voz sonolenta — mas definitivamente soando sóbria — de seu ex chamar-lhe. Deixou tudo o que estava fazendo e aproximou-se em passos leves ao ver Baekhyun sentado no sofá, claramente envergonhado e parecendo disposto a conversar nesse momento.
— Quer ir pra casa? — perguntou para o Byun, parando em pé ao lado dele.
— Senta aqui. — pediu, chamando com dois tapinhas no estofado do sofá. — Por favor.
Baekhyun soava quase tão desesperado quanto antes com o violão, mas agora conseguia esconder melhor. O que entregava era o olhar; os olhos do Byun não mentiam. Kyungsoo não hesitou, apenas sentou-se ao seu lado e aceitou.
Ninguém falou nada no primeiro momento. A situação estava quase uma competição de quem dava a primeira palavra. Os dois estavam constrangidos e levemente desconfortáveis, mesmo que por motivos diferentes.
— Desculpa. — Baekhyun falou, sem pestanejar. Coçou a nuca e pensou em como prosseguir, meio perdido. — Eu não queria te fazer passar vergonha. Eu exagerei um pouco na bebida ontem e… Eu… Eu só pensei que…
— Tá tudo bem. — interrompeu ao perceber ele com dificuldade de prosseguir. — Eu entendo. Não tô bravo.
Outro silêncio foi capaz de deixar a situação ainda mais vergonhosa do que já era. Baekhyun estava com vontade de cavar um buraco e se esconder dentro, mas queria de verdade conversar com Kyungsoo. Conversar numa boa, sem conflito, só… Resolver aquilo.
— Você parecia bravo. — ousou em falar como uma brincadeira, até riu baixinho. Por sua sorte, Kyungsoo soprou um riso baixo de volta.
— Eu estava mesmo. — admitiu. — Mas já passou.
Baekhyun virou o corpo de lado, observando Kyungsoo por um momento. Estava contente de estar ao lado dele, mesmo que a situação fosse estranha. O Doh parecia meio desconfortável — talvez sem saber o que dizer —, e o Byun já estava tendo em mente que ele precisaria ser o responsável por qualquer assunto ser puxado ali. Na verdade, era ele que devia satisfações, mesmo…
— Sinto sua falta. — falou, antes mesmo que pudesse medir as próprias palavras. Arrependeu-se de imediato.
— Baekhyun… — suspirou. — Não torna isso mais complicado do que precisa ser.
— Não, Soo, eu que digo isso. — achegou-se e segurou sua mão. Deixou uma carícia suave em sua palma com o polegar e até puxou para deixar um beijinho. — A gente não conversou desde que a gente terminou. Eu sei que você não tem raiva de mim. Se tivesse, não teria me deixado ficar…
— Baek, eu-
— Me escuta, Soo, por favor. — pediu, e o Doh assentiu. — A gente não pode voltar atrás? Aquela briga… Nós dois fomos contra o que realmente acreditamos, você sabe disso. A gente não precisa ficar desse jeito…
Kyungsoo não sabia o que dizer. Estava de mãos atadas, porque seu lado racional insistia para acabar com aquilo ali mesmo; mandar ele embora, pedir pra não voltar. No entanto, ao contrário do que passava em sua mente, seu coração batia feito louco no peito e as mãos, ainda segurando as mãos dele, suavam frio de nervosismo. Seu lado mole estava gritando que deveria ceder, porque era o que de fato queria. Matutava tudo dentro da própria cabeça, completamente estagnado, inclusive sem soltar a mão do ex-namorado — porque não conseguia.
— Baekhyun, é melhor você ir.
O Byun encarou o chão, pensativo, então foi ele quem se soltou, balançando a cabeça como quem assente e se afastando logo em seguida.
— Tudo bem. — pôs-se de pé e foi atrás das coisas que tinha trazido. — Não vou insistir. Peço perdão.
Foi como uma facada no peito de Kyungsoo. Embora estivesse tentando ser racional, ainda machucava. Embora quisesse superar aquilo e deixar tudo para trás, uma faísca seguia acesa ali, insistindo que não deixasse ele ir embora.
E Kyungsoo deu ouvidos a ela.
Levantou-se e andou com precisão até Baekhyun, e então segurou sua mão. Por um momento, apenas ficou ali, pertinho, com as mãos unidas e a mente a mil. O Byun encarou as mãos juntas como quem mistura receio e confusão, antes de erguer o olhar para o Doh e notá-lo tão confuso quanto. Estava prestes a dizer algo quando o ex-namorado puxou-o para perto pela mão e uniu seus lábios sem antes dizer uma palavra sequer.
Kyungsoo repousou a mão no quadril de Baekhyun e empurrou-lhe delicadamente até a parede mais próxima, somente para que ele largasse suas coisas. Baekhyun, que até o momento seguia atônito, largou tudo e se entregou tão, mas tão rápido que nem sequer chegou a pensar em nada. Abraçou o pescoço do Doh com os dois braços e o trouxe para perto, colando os corpos dos dois enquanto os lábios de ambos se encontravam em um ritmo calmo, mas desesperado de saudades.
Os dedos da destra de Baekhyun desciam pelo braço de Kyungsoo com uma carícia delicada. Kyungsoo, por sua vez, ergueu a mão que antes estava em seu quadril até seu queixo, onde deixou um carinho gentil. Os toques de ambos eram sutis e cuidadosos, como quem pede permissão. Eram completamente contrastantes ao ósculo, que seguia intenso, quente e urgente, as línguas se esbarrando incontáveis vezes.
O Byun segurou o Doh pelas coxas e ergueu-lhe do chão, então trocou as posições e deixou as costas dele encostadas na parede, ainda em seu colo. Afastou os lábios por um breve momento apenas para fitá-lo de pertinho e sorriu breve, um sorriso que misturava-se entre os sentimentos de vitória e de genuína felicidade.
— Senti tanta falta disso…
— Shh. — Kyungsoo murmurou. — Não fala. Me leva pro quarto.
Assentindo, seguiu cegamente em direção ao quarto, com direito a selinhos molhados no meio do caminho — quase tombando em tudo, só não tanto por ser familiarizado com a casa. Deixou o Doh sobre a cama e parou alguns segundos por cima dele, fitando-o por alguns segundos antes de fazer algo de fato. Kyungsoo estava tão lindo. Seus olhos grandões expressivos, as bochechas vermelhinhas, os lábios — já cheios por natureza — inchadinhos pós beijo… Era algo que não via a meses, e também algo que não sairia de sua mente tão cedo.
Inevitavelmente, acariciou sua bochecha com leveza antes de se reaproximar. Selou os lábios novamente, enquanto as mãos abriam, um por um, os botões do blusão que Kyungsoo usava para dormir. Os beijos de Baekhyun escapuliram e seguiram por seu rosto e pelo pescoço, deixando uma trilha de carinhos por onde passava. Não conseguia evitar de ser lento e dócil com ele, Kyungsoo era quase sagrado para si.
Depois que o caminho antes coberto pela camisa estava livre, a única coisa que cobria o corpo do Doh era a peça íntima. Enquanto selava pouco a pouco a barriga lisinha dele, encarou-o de baixo e encostou o rosto ali, esfregando a bochecha com manha.
— Você quer mesmo fazer isso? — teve que garantir.
Kyungsoo deixou a destra sobre seus fios e fez um cafuné breve, tão gostoso que Baekhyun precisou fechar os olhos.
— A gente já chegou até aqui mesmo… — e ainda que ele não tenha dito explicitamente que sim, balançou a cabeça; além de seu olhar que esbanjava desejo.
O Byun então ergueu o próprio tronco e empurrou os joelhos do mais novo, antes de remover o último tecido que cobria seu corpo. O peito exposto do mais novo subia e descia com a respiração ofegante, e as mãos do mais velho tremiam levemente durante todo o processo de terminar de despí-lo. Afastou as pernas dele e, novamente, esfregou dengosamente o rosto por entre suas coxas, causando uns arrepios na pele do Doh.
— Você pode… — o Byun iniciou repentinamente, tão tímido que as palavras escapavam. Um biquinho quase choroso estava em seus lábios, enquanto acariciava a coxa alheia, bem pertinho da ereção marcada. — Você pode falar que é meu? Só hoje…
Baekhyun era mesmo inacreditável. Kyungsoo não conseguiu evitar soltar um riso baixo com o pedido, descrente. No entanto, seu corpo gostava daquele jeitinho dele; derretia sempre que o via pedir, implorar e até choramingar pelo que quer. Inevitavelmente, sentiu seu membro pulsar com aquilo.
— Eu sou seu, Baekhyun. — o cafuné que deixava nele virou um fraco puxar em seus fios, só para fazer com que ele olhasse para si. — Você é tão manhoso…
— Só com você.
Inebriado de tesão, tocou o falo teso do mais novo, observando-o estremecer abaixo de si. Movimentou a destra em um vai-e-vem sem pressa, ao passo que também aproximava o rosto e deixava um beijo úmido na glande sensível e inchadinha. Kyungsoo gemeu baixinho, fechando os olhos e usando uma força maior na mão que agarrava seus fios.
Baekhyun não hesitou nada depois de escutar a voz de Kyungsoo. Desceu os selares pela extensão, alternando entre beijos, chupadinhas e lambidas. Cada mínimo ruído do mais baixo lhe incentivava a querer cada vez mais, e dessa forma voltou à cabecinha e o abocanhou com tudo. Empurrou as pernas do Doh contra seu corpo, e seguindo no sobe e desce com a boca em seu falo, tateou cegamente a bunda cheinha até tocar de forma superficial a entradinha sensível. Kyungsoo pulsou com o contato, desviando o olhar por timidez.
Baekhyun afastou-se somente para abrir a gaveta da mesinha de cabeceira e tirar de lá o tubinho de lubrificante — que constatou, com um sorrisinho de canto, ser o mesmo que usaram da última vez que estiveram juntos. Melou os dedos sem demora e tocou-lhe com sutileza, usando a outra mão para masturbá-lo e distraí-lo no momento em que o adentrava com dois dedos, calmamente. O Doh franziu o cenho, gemeu baixo e agarrou o tecido dos lençóis, entregue de uma forma que não pretendia. Byun seguiu tocando-o por mais algum tempo, com toda a paciência do mundo, até o momento em que Kyungsoo pediu para que se afastasse.
— Hm? — Baekhyun parou e perguntou, distraído; estava focado demais em dar prazer para o homem que amava.
— Eu quero ver você. — disse baixo, em tom urgente, erguendo o tronco e puxando Baekhyun para perto. Segurou a barra de sua camisa e retirou, aproveitando a proximidade para então roubar-lhe outro beijo.
O Byun aproveitou a deixa para terminar de se despir, e após isso, não demorou quase nada para que Kyungsoo lhe empurrasse sobre a cama e trocasse suas posições. Sentou-se sobre seu colo e rebolou sobre a ereção firme, bem encaixada entre as bandinhas. Baekhyun grunhiu e o observou de baixo, as mãos tocando em todas as partes que estavam ao seu alcance.
Impaciente, Kyungsoo ergueu o quadril e posicionou a glande do mais velho na entradinha pulsante, e então desceu aos poucos, um gemido arrastado escapando simultaneamente por parte dos dois. Encostou a testa no ombro do Byun e ficou quieto, aproveitando a proximidade por alguns instantes. Era uma sensação já conhecida, sempre foram um casal com uma boa química sexual; mas naquele momento, causava também uma espécie de nostalgia gostosa.
— Eu também senti sua falta. — Kyungsoo sussurrou, quase mudo. As mãos trêmulas de Baekhyun o envolveram numa espécie de abraço desengonçado, com direito a carícias em suas costas e um choramingo sofrido rente ao seu ouvido.
Antes que Baekhyun pudesse pensar em dizer alguma coisa, Kyungsoo começou a mover-se. Subiu até a glande devagar e desceu de uma vez. Gemeu manhoso e arrastado, mordendo o lábio inferior para evitar que fizesse barulho demais. O rostinho estava todo contorcido enquanto manteve aquele rebolado ritmado.
Baekhyun agarrou as coxas grossas do rapaz acima de si, gemendo alto e mole ao ter todo o pênis envolvido por aquele aperto quente, suas sobrancelhas franzidas entre cada movimento dele. Desceu as mãos por sua bunda, alternando entre apertar a carne entre os dedos e acariciar, então passou a inclinar o quadril para cima toda vez que ele descia, ajudando-o a se foder no falo teso.
O mais baixo estava começando a se empolgar além da conta. Revirava os olhos e gemia arrastado e expressivo enquanto sentava gostoso, rebolando no ex namorado. Ele ia tão, mas tão fundo dentro de si que não conseguia se controlar ou sequer pensar em ser lento. Apertou os olhos e passou a ser um pouco barulhento demais quando aumentou a velocidade, sentando com mais força, com mais rapidez, quase urgente. Foi aí que Baekhyun tomou o controle e deitou Kyungsoo de bruços na cama, puxando um travesseiro para debaixo de seu quadril e fazer com que ele empinasse bem a bundinha para ele.
— Caralho, Soo… Que coisa mais linda… — não fez nada por um tempo, só ficou apreciando a visão, hipnotizado. Passou a pontinha dos dedos sobre as bandas afastadas, encarando fixamente. — Você é perfeito. — Kyungsoo olhou-o por cima do ombro, numa mistura de tesão e impaciência.
— Você pode olhar enquanto mete. — murmurou, mandão, e Baekhyun soprou uma risadinha, mas logo acatou.
Com cuidado, ajustou Kyungsoo no colchão e segurou seu quadril com uma mão, ao mesmo tempo que com a outra guiou o pau teso para dentro dele novamente, ofegando com o aperto. Baekhyun deslizou para dentro do Doh com tanta facilidade que o mais baixo não conseguiu fazer nada além de gemer choroso, sentindo-se cheio. Ao passo que começou a se movimentar, deixou suaves beijos na pele lisinha das costas dele, mapeando cada uma de suas pintinhas com seus lábios.
Desacelerou a velocidade, rebolando o quadril rente ao dele para acertar aquele pontinho específico que o fazia revirar os olhos. Estava bastante concentrado em fodê-lo bem, e mais concentrado ainda nas reações corporais do mais baixo. Ele se esfregava na cama, estremecia, gemia, xingava, falava palavras soltas… Porém uma dessas acabou não passando despercebida por Baekhyun. Em um desses gemidinhos baixos, Kyungsoo sussurrou “amor”.
Não conseguiu se segurar; girou Kyungsoo na cama, para que ficasse de frente para si. Voltou a se mover com mais força, mas agora se aproximou para beijá-lo. Sua mão procurou a dele, e os dedos foram entrelaçados em meio ao selar afetuoso. Sabia que, daquela forma, não demoraria muito para chegar ao ápice.
— S-Soo… — chamou, quebrando o beijo com curtos selinhos. — Posso?
O Doh olhou-o pela brechinha dos olhos semicerrados, entendendo o que ele quis dizer. Entre um suspiro, passou a língua entre os lábios e fez que sim com a cabeça, o rostinho todo contorcido pelo prazer. O Byun meteu forte e rápido, e sua destra seguiu para o membro sensível de Kyungsoo, que gemeu alto e quase lacrimejou com o contato após um tempinho sem tocá-lo. A cama rangia no mesmo ritmo que os corpos balançavam, e foi questão de instantes até que não aguentassem mais. Baekhyun veio primeiro, enchendo Kyungsoo por dentro enquanto a mão seguia bombeando o pênis rígido dele, que veio logo em seguida, melando os corpos dos dois com jatos fortes de porra.
Passou-se um certo tempo com os dois deitados em silêncio. Kyungsoo olhava para o teto, porque sentia que morreria de vergonha se olhasse para ele agora. Baekhyun, no entanto, tentava desviar o olhar, mas não conseguia. Receoso, aproximou-se e deitou a bochecha no peitoral do mais novo.
— Você tá... Bem? — perguntou, meio perdido, só tentando quebrar o silêncio. Kyungsoo riu.
— Eu tô, Baek. — finalmente olhou para ele, o coração acelerando ao ver aquele olhar de pidão que ele carregava quando estava consigo. — Você dificulta minha vida, sabia?
— Hm?
— É. — confirmou. — Eu tento, tento, tento ser firme, mas não consigo. Não com você.
Baekhyun deu um sorrisinho.
— É? E o que mais?
— Você me deixa mole. Não consigo te negar nada.
— E o que mais? — o sorriso só aumentava de tamanho.
— E eu ainda gosto de você. — bufou. — Idiota.
— Agora sim.
Kyungsoo soltou um riso soprado e revirou os olhos, como se estivesse genuinamente irritado, mas não se afastou de maneira alguma. Ao contrário, abraçou o rapaz manhoso que estava ali agarrado em si. Baekhyun segurava um sorriso de orelha a orelha, vitorioso demais para quem acabou de ser chamado de idiota. Deixou um beijinho no canto de seus lábios e então fechou os olhos, sossegando finalmente. Se fazer besteira bêbado sempre lhe renderia esse tipo de final, ele definitivamente não aprenderia a lição tão cedo.
