Work Text:
Az tinha um rosto lindo, um peitoral esplêndido, abdômen perfeito e um pau glorioso.
Mas Azriel de costas era a verdadeira visão.
E Eris pouco se continha, aproveitando toda e qualquer situação para estapear a bunda dele, arranhar seu quadril, a lateral de suas coxas, e expirar em sua nuca, lentamente, instigando seu parceiro a roçar nele como o bichinho ansioso que era.
O Grão-Senhor fora obrigado – ameaça de lágrimas, por parte do parceiro – a tirar um dia de folga. Ele estava bem descansado, depois de comida boa, massagem e algumas brincadeiras mais gostosas, mas quando saiu da banheira e viu aquilo, ideias terríveis começaram a se formar em sua mente.
Ele talvez precisasse daquela obra prima em um quadro, na parede de seu quarto. Ou do próprio Azriel, ao vivo e a cores, todo dia e o dia todo, em diferentes posições, em cada superfície daquele lugar.
A asa esquerda estendida sobre a cama colossal, sua ponta pendurada, e a direita jogada para o outro lado, levemente curvada sobre o corpo do illyriano. Azriel abraçava um travesseiro como se não tivesse inimigos – ou um companheiro fogento – e suas pernas estavam levemente separadas, seu quadril inclinado despretensiosamente, e aquela bunda inexplicável tinha olhado primeiro para Eris – apesar da bermuda idiota.
Os lençóis cremosos contrastavam com musculatura firme, e tinta negra, e membrana cicatrizada e as sombras enroladas em cachos de nanquim, tudo sob a luz do sol poente. Não, nenhum artista seria capaz de capturar Azriel com fidelidade.
Eris precisava da musa, sim. Não em uma tela, mas sob suas mãos.
Um segundo, e ele montava as costas definidas de Az, e o espião resmungou um xingamento ao ouvir as risadas do Grão-Senhor, ao sentir seus longos dedos no couro cabeludo.
– Eu confiei em você – ele choramingou, nem um pouco ofendido.
– E será bem recompensado – a voz de Eris cantou em resposta. – Morceguinho.
Seu tom de segurança e promessa e malícia levou um arrepio pela coluna de Azriel. Os efeitos instintivos de ter alguém em suas costas não eram agradáveis à maioria dos illyrianos, mas Az sentia seus mamilos raspando no tecido macio, a vontade de erguer seu quadril e as asas ao toque dele. Tão quente, carinhoso. Era sequer possível recusar as mãos de Eris?
Uma delas esfregou a pele sob as escápulas, seus calos sobre mínimas cicatrizes e perigosamente perto das articulações sensíveis.
– Meu querido parceiro, que cuidou tão bem de mim até agora... – Eris ronronou, deslizando dois dedos para cima, até a nuca, e arranhou o caminho até a lombar. Ele sentiu Azriel se mover, procurar fricção no colchão, e travou o corpo musculoso com as coxas. – Não pode ter qualquer coisa, né? Você merece um baita prêmio.
Azriel continuou sentindo arrepios e descargas elétricas e ele não conseguia pensar em nada melhor do que os dedos de Eris na raiz de seu cabelo, entre suas escápulas, a ponta das unhas em suas asas e a voz perversa, doce, despejando palavras calculadas sobre dele. Eris estalou a língua.
– Mas eu nunca sei o que você quer.
Ele colocou os dentes na nuca de Azriel, prendendo seus cotovelos ao lado do corpo. Isso exigia que seu membro fosse pressionado contra a base das costas dele, e Eris se esfregou nele de forma obscena, sua língua e seu pau, contra o cós da bermuda. Um grunhido insatisfeito escapou de Azriel.
– Eu realmente não sei, amor. Conforto? – Um beijinho no alto das costas. – Não me parece um bom prêmio, você pode ter isso todo dia. Alívio, talvez?
O silêncio rugiu nos ouvidos de Azriel e seus braços lutaram pra se libertar quando a respiração quente tocou a base de sua asa esquerda, um lampejo de umidade e lábios macios... E se afastou. Ele riu.
E depois colocou aquela maldita boca na outra asa. Azriel gritou tão lindamente que Eris vibrou um "Ownn" baixinho contra a articulação e continuou lambendo, cutucando com a ponta do nariz. Ele circundou o primeiro nó com os dentes e todo o corpo de Azriel se debateu.
– Não, eu conheço você... – Eris ronronou contra a membrana, encaixando melhor sua ereção contra o quadril de Azriel.– Só depois de mim, né, Az?
O illyriano demorou um tempo até se lembrar do que estavam falando. Prêmio, alívio. Aguentar até que Eris gozasse.
Quem teve essa ideia de merda?
Ele gemeu, lembrando que havia sido feita uma pergunta – "né, Az?" –, embora Eris definitivamente não esperasse qualquer resposta.
– Eu sei que você gosta de emoção – comentou o Grão-Senhor, como se estivesse falando de flores, e não daquela vez na Cidade Escavada, ou do Salão do Trono, ou das Estepes... – e eu sinto muito, amor, mas estamos tentando relaxar. Né?
– Eris, por favor-
– Hm... Acho que eu vou só... Dar o meu melhor.
Eris se afastou, deixando o frio acariciar aquela região tão sensível e o tremor do corpo sob ele o fez sorrir, de repente se dando conta do quão duro já estava. Um banho rápido longe dele era o suficiente para que seu corpo quisesse de novo. E de novo. E de novo.
Estaria Azriel tão desejoso quanto ele? Eris esperava que sim, embora seus planos não envolvessem empinar para, sentar no, ou chupar o pau miraculoso, no momento pressionado contra o colchão. Ele tivera sua oportunidade mais cedo, e teria outra mais tarde. Agora...
Eris murmurou para que seu parceiro ficasse quietinho e se ergueu para agarrar, com as duas mãos, as bochechas maravilhosas da bunda maravilhosa abaixo dele. Ele estapeou, e a bermuda desapareceu, e seus olhos beberam a cena, o que tornou difícil não entrar de uma vez.
Mas ele tinha planos melhores.
– Você é tão lindo, Azriel, tão grande – Eris balbuciou, com sinceridade, e deslizou um dedão entre as nádegas fartas, esfregando em sua entrada. O movimento fez Azriel encolher as asas. – Ah, ah, ah, estique-as para mim.
E Azriel obedeceu, e os músculos de suas pernas se tensionaram quando ele sentiu uma pontinha entrar em seu corpo.
– Não, amor, eu quero que você relaxe – Eris reclamou e colocou um joelho entre as coxas dele. – Afasta.
E Azriel obedeceu, sentindo aquela pontinha do dedão se mexer dentro dele conforme reposicionava seu quadril. Eris estava entre as coxas agora e beijava uma trilha ao longo de suas costas, mordiscando a cintura de Azriel e o alto de sua bunda. Uma mordida particularmente forte na carne macia o fez contrair seus músculos novamente.
– Tão grande, em toda parte – Eris repetiu, e suas mãos abriram a bunda de Azriel como uma fruta. Os olhos dele encararam o buraco no meio, que se contraiu ao redor da pontinha de seu dedão, envergonhado. – Menos aqui. Seu cu é tão pequeno, Az. É fofo.
Ele daria tudo pra ver a expressão no rosto de seu parceiro, embora soubesse que Azriel desviaria o olhar com timidez incorrigível.
Eris aproximou-se, retirou o dedo e lambeu, devagar, sentindo o corpo do macho travar e oscilar contra sua boca, e lambeu de novo, mais provocante. Ele começou a estocar sua língua no pequeno buraco, babando na entrada, e tentando usar as mãos, onde estavam, para manter seu quadril no lugar. Mas não estava funcionando.
– Aqui, amor – recuou para dizer – me dê suas mãos. Sim, abra sua bunda... Oh, sim – ele não conseguia escolher entre lambidas e elogios – É tão- – Azriel empinou e Eris gemeu contra ele – Você é tão lindo, assim.
As mãos cicatrizadas apertavam a própria pele de um jeito cruel, suas costas arqueadas e asas esticadas, para mim, e Eris chiou com o pensamento. Era tão fácil perder...
Ele ergueu a cabeça e deslizou o indicador no buraquinho molhado, rápido, porque ele só precisava ter alguma coisa dentro de Azriel. A invasão fez o corpo de seu parceiro saltar, um incomodo repentino, mas desejado. Az grunhiu no travesseiro e apertou e sacudiu seu quadril, mais, e Eris puxou seu dedo, e enfiou de novo, e de novo, e de novo, sonhando em substituí-lo.
Ele cuspiu, a saliva atingiu em cheio o vale acima da entrada, e então Eris colocou um segundo dedo em Azriel. A seguinte movimentação selvagem de seu parceiro dizia que a cuspida não fora um problema, confirmando algumas teorias.
– Ah, sim, mais um gosto esquisito do meu parceiro – ele zombou, bombeando seus dedos em Azriel – você gosta de ficar melado aqui, é isso? – Um grunhido foi a resposta, e cuspiu de novo. – Minha baba no seu cuzinho, você gosta, Az?
Ele riu, pura malícia, ao sentir e observá-lo se apertando ao redor dos dois dedos, e acariciou o períneo com o dedão enquanto introduzia o anelar.
– E a minha porra? Você quer? – perguntou, movendo os dígitos com cuidado dentro de Azriel, procurando sem pressa. Ele não queria estimular demais. – Você quer o meu pau gozando aqui dentro, Azriel?
Mas um grito escapou dos lábios de seu parceiro, seguido de um choro "não, por favor, não" e ele quase retirou seus dedos antes de "não, não para". Eris suspirou. Que susto.
O botaozinho esponjoso resvalou em seu dedo médio novamente, arrancando mais um lindo gemido engasgado de Azriel, que agora não se mexia de forma selvagem. Ele estava tremendo, percebeu Eris. Muito perto.
Ele puxou seus dedos e deslizou a saliva pelo próprio pau – o qual não aguentava mais ser ignorado – antes de encaixar a cabeça no ânus melado e penetrar Azriel, devagar, por completo.
– Deuses, Az-
Eris rebolou, e o sentiu contrair ao seu redor, e soltar, e apertar de novo quando saiu, até a metade. Então, afundou novamente no corpo convidativo, com peso. E depois socou o interior de Azriel, que ergueu seus quadris da cama em algum momento para se chocar contra Eris, ambos subitamente dominados por uma resistência física que só existia para a foda deles.
O Grão-Senhor se apoiou na cabeceira e deslizou uma mão pela barriga do parceiro só pra sentir suas investidas dentro dele, inchando e diminuindo de forma obscena. As asas permaneciam estendidas, como fora ordenado, sacudindo trêmulas com as estocadas e o balanço do próprio corpo de Azriel.
Az estava se fodendo no pau dele como um bicho do cio. Seu orgasmo veio com tudo, um solavanco e um grito esganado e o interior quente de Az se contraindo e relaxando ao seu redor.
Mas o illyriano se ergueu, escapando dele num salto e Eris teve pouco tempo de se preparar antes que as coxas poderosas cercassem sua cabeça no colchão e Azriel enterrasse, fundo e sem piedade.
Olhos fixos no abdômen acima, um jato grosso sendo atirado em sua garganta, a mão de Az em punho no seu cabelo e sua respiração falha enquanto fodia a boca de Eris, com a selvageria única de um Azriel bem tratado. Orgulho enchia o peito do Grão-Senhor.
Ele abraçou as coxas, engasgando sufocado, e então Az recuou, olhando nos olhos âmbar ao terminar seu orgasmo na língua e no lindo rosto do Grão-Senhor. Se encararam, ofegantes.
– Olha quem tá sujo agora – o illyriano debochou.
Eris fez um bico, pintado de branco, lambeu os lábios e colocou a mão entre as nádegas de Azriel novamente. O adorável buraquinho piscou em seus dedos. Saliva e sêmen escorriam dele.
– Nós dois – Eris respondeu. Sua garganta arranhava deliciosamente. – Vamos precisar de outro banho, eu diria.
Azriel desceu os joelhos, se curvando para beijar a boca quente de Eris.
– Mais tarde. Estou sendo recompensado.
