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Bangchan é um solista do gênero musical K-pop, atualmente, um dos solistas mais bem sucedidos da quarta geração. Reconhecido mundialmente por ouvintes do gênero e com uma das maiores fanbases entre solistas.
Vendo seu sucesso, era óbvio que o homem iria ser convidado para diversos tipos de programas, entrevistas e shows em eventos. E hoje não foi diferente, um festival de shows muito famoso. Um dia onde ele poderia dividir palco com diversos outros artistas.
Sua programação atual, era contudo uma de um show normal. Então sentia-se um pouco relaxado em como lidar com tudo. Porém, sua aparência de nervosismo era por um motivo completamente diferente do que o esperado.
Ele se sentia mais ansioso para poder ver sua grande paixão, um de seus staffs, o responsável por suas roupas. Seo Changbin era seu estilista pessoal, sempre fazia roupas confortáveis para dançar e exatamente do jeito em que Chan queria.
Por sorte, o rapaz era um artista independente, que vivia de sua própria empresa, então não teria de se preocupar com superiores o afastando de seu amado por N motivos. Um problema era que o cantor não sabia como comportar perto do homem, sempre agia de maneira impensada e tímida, o que arrancava gargalhadas gostosas do homem de fios loiros. Ele amava esse sorrir como ninguém.
Seu medo grande era que Changbin não retribuísse seu amor.
No camarim, ele avistou o estilista se aproximando com a mão lotada de coisas, logo deixando tudo espalhado por todo o lugar. Enquanto o mesmo organizava, Bangchan se permitiu admirá-lo silenciosamente, desejando encher aquele rosto fofo de beijos a qualquer custo.
— Chan, tira a roupa! — A ordem repentina fez com que o mais velho ganhasse um forte rubor nas bochechas, ele sempre ficava assim com as falas que poderiam ser levadas a duplo sentido vindas de Changbin. Como todas as suas vezes em que trocava de roupa, ficavam somente os dois no lugar, e isso só o envergonhava mais.
Obediente, ele se despediu, mantendo apenas sua roupa íntima. Tentando tapar de maneira discreta o seu torso nu.
— Já trabalhamos juntos a mais de quatro anos e você ainda sente vergonha? Fofo. — Riu levemente. Christopher não conseguia lidar com esses elogios, todos os dias ele recebia palavras do tipo, mas quando vinham do Seo, seu corpo inteiro se arrepiava.
— Bin-ah, o que eu disse sobre esses elogios? Eu fico envergonhado! — Coçou a nuca. Changbin gargalhou ainda mais alto antes de sacudir a cabeça e ir em direção do artista.
— Você é realmente bobinho, não mudou nadinha. Aqui, você vai vestir isso aqui hoje, assim como pediu. Só tenta não dançar com tanta força, o tecido em que o resto da equipe sugeriu nos shorts é um pouco frágil, mas só se fizer muita força mesmo que ele vai rasgar! — Alertou rapidamente. Chan assentiu e pegou as vestimentas, começando a vesti-las um por um.
Além das roupas, Changbin também era o responsável pelas maquiagens de Chan. Não era seu trabalho principal, mas praticamente grande parte dos shows era ele quem o fazia por pura pirraça e preferência do idol, que se recusava caso fosse outra pessoa. Ele só aceitava outros maquiadores caso fosse realmente urgente.
— Bin, v-você tá livre no sábado que vem? — Perguntou enquanto ainda se vestia. Porém, o mais novo apenas negou com uns murmúrios, parecendo focado no que fazia na penteadeira. — Ah, tudo bem… e no domingo?
— Não sei, tenho que dar uma olhada na minha agenda. Aqui bem, senta aqui. — Christopher se sentou na cadeira, esperando pacientemente Changbin ficar em sua frente para começar a fazer sua maquiagem simples. — Mas por que?
— É que eu queria saber se você quer jantar lá em casa, sabe? Como nos velhos tempos.
— Eu adoraria, honestamente. Porém, ouvi o Minho dizer que vocês tem compromisso no domingo à noite, não é? Era uma reunião com uma revista. — Bangchan resmungou ao ser lembrado de sua tarefa, parecendo mais uma criança do que um adulto de vinte e sete anos. Quando finalmente se ligou que Changbin estava inclinado em sua frente, tão próximo de seu rosto, se sentiu tímido.
Ele tinha mania de fazer um pequeno bico enquanto estava concentrado e isso deixava Chan tonto, tinha que se segurar para não deixar seus sentidos dominarem.
Depois de longos minutos, talvez uma hora, o cantor estava pronto da cabeça aos pés. Changbin ajeitou os últimos detalhes na aparência de seu chefe e então se afastou, analisando de modo geral o homem. Em algum momento sua mente desviou de seu real objetivo, mas ele logo se colocou nos eixos e parou de encarar o Bang, dizendo que ele estava finalmente livre da arrumação.
— Hum, e quando eu fui revisar sua agenda de shows, vi que na quinta você não tem absolutamente nada a noite. Quem sabe eu não passo lá na sua casa! — Foi a última coisa que Changbin disse antes de fechar a porta do camarim. O sorriso em que Chan esboçou parecia iluminar tudo por ali.
De dentro do camarim, o estilista tinha um leve tom avermelhado nas bochechas. Sempre que ficava perto de Bangchan ele ficava assim, esse homem seria sua perdição.
Não tardou muito para que o primeiro show começasse e do lado de dentro e trás do palco, era possível ouvir toda a gritaria da multidão de pessoas. Chan se apresentaria logo depois de mais três artistas, então demoraria um pouco para que finalmente subisse ao palco. Aproveitaria esse momento para aquecer sua voz e corpo.
E o tempo passou como um pássaro a toda velocidade. Em um piscar de olhos Chris já estava no palco, cantando alegremente junto com uma multidão de pessoas.
Sua apresentação estava correndo bem como qualquer outra, sem erros nos passos, sem desafinar, sem qualquer imprevisto que pudesse dar errado. Porém, talvez pelo tamanho do entusiasmo que sentia, se esqueceu de um pequeno aviso de seu estilista; Se segurar pelo menos um pouquinho na hora de dançar.
Em meio a coreografia, sentiu seu short abrir um grande rasgo no lado interno de sua coxa direita. No instante em que notou isso, ele riu, chamando a atenção de seu dançarino de apoio, que continuando a dançar, não deixou de sorrir da minha situação também.
Aparentemente, alguns fãs também notaram o buraco que se abriu ali, soltando alguns gritos de euforia. Chan, mesmo com esse pequeno problema, tentou dar seu máximo para que não abrisse tanto as pernas até o fim de sua apresentação — mesmo que isso tivesse falhado e metade das pessoas do evento viram parte de suas roupas íntimas.
No fim da canção, ele se despediu de forma rápida do público, correndo enquanto gargalhava da sua própria situação. Ao chegar para dentro dos bastidores, seu sorriso desapareceu um pouco ao encarar o rosto um pouco furioso de Changbin. Ele se esquecia o quão assustador era quando algo acontecia com suas preciosas peças.
— Binnie… desculpa, eu me empolguei! — Falou assim que parou. O Seo, por mais emburrado que estivesse, não brigou.
— Tudo bem, dessa vez eu entendo. É um público realmente animado aqui e a culpa foi totalmente minha por ter ouvido o resto da equipe e ter colocado esse tecido tão frágil pra você dançar. — Bangchan piscou várias vezes, incrédulo, afinal era a primeira vez na vida que via Changbin admitir ter errado em alguma de suas peças. — Vem, vamos procurar um short melhor para você.
— Ei, o que aconteceu? Você normalmente estaria aos prantos lamentando que eu rasguei a roupa! Isso te chateou demais, não é? Me desculpa mesmo, não era minha intenção desperdiçar uma roupa! Eu valorizo muito seu trabalho… — Ele não parou de pedir perdão até que chegassem no camarim, com Changbin já ficando de saco cheio pelo rapaz agir assim.
— Por Deus, Bangchan! Não é nada disso, eu só não tô triste dessa vez porque eu esperava que algo assim fosse acontecer. Por isso eu sempre trago um short reserva. — Começou a procurar a peça de roupa pelo lugar. Estranhou não estar dentro da bolsa que normalmente deveria, mas não se importou tanto, começando a procurar em outro lugar.
Chan já estava confuso, Changbin havia começado a revirar praticamente a sala inteira em busca desse maldito shorts. Quando ele deu um forte tapa na própria testa, o cantor tomou um susto, ficando um pouco preocupado com a marca fraca que ficou na região.
— Eu esqueci o short reserva na empresa. — Coçou a própria nuca, mostrando claro sinal de irritação. — Que merda! Eu sou mesmo idiota, da próxima vez eu vou trazer quatro shorts extras!
— Calma Changbin, a gente vai resolver isso! Não tem como, sei lá… você costurar esse aqui ou algo assim?
— Ter, tem, mas não sei se vai dar tempo até você voltar pro palco. Porém, acho que se eu fizer bem rápido e começar agora, acredito que dê sim. — Christopher esboçou um sorriso aliviado. — Fica parado aí no meio, vou pegar meu kit de costura.
Assim o fez, parando no centro enquanto pacientemente esperava pelo funcionário. Changbin abriu a pequena mala que carregava para todo canto em que ia, tirando de dentro dela seu kit essencial.
Com isso em mãos, ele fechou a mala novamente e se foi até o idol, se agachando em sua frente automaticamente. Bangchan corou fracamente com essa ação.
Sua expressão se mantinha concentrada, abrindo um pequeno espaço entre as pernas do homem em pé para que pudesse começar a costurar de forma tranquila. O toque repentino em sua coxa fez com que o artista ficasse um pouco tenso.
Changbin parecia ignorar o redor, o que deu ao mais velho uma ótima oportunidade de poder assisti-lo focado no trabalho. Adorava a forma fofa em que o rosto do Seo ficava enquanto depositava certa atenção em algo.
O rostinho que antes era pensado como adorável em sua mente, de repente tomou outro rumo. Corou sozinho quando sua mente criou cenários nada puros em relação a sua grande paixão.
Ao notar a posição em que agora estavam, sua mente só o sabotou ainda mais. Ele olhou para cima, fechando os olhos com força enquanto tentava desviar sua atenção para outra coisa que não fosse haver com o homem de joelhos.
Ele tentou, com todas suas forças ele tentou, mas sua carne era fraca acabou se rendendo a suas fantasias. Uma protuberância começara a ganhar aparição através do tecido de sua bermuda e as mãos do Bang gelaram instantâneamente ao perceber isso.
Torcia no fundo de seu coração que Changbin não notasse, mas quando a marcação ficou completamente visível, teve a atenção do loiro capturada. Que arregalou os olhos imediatamente, obviamente não esperando por isso.
Apesar de o ter percebido, ele ainda não havia dito nada relacionado, provavelmente muito acanhado com a situação, voltando a olhar somente para a parte rasgada do tecido.
O homem dos cabelos loiros se questionou internamente o que poderia ter causado isso, ficando muito tímido em pensar ser ele mesmo o motivo. Todos seus pelos se arrepiaram com a ideia, com seu corpo se tremendo fracamente de nervoso. Apertou mais suas coxas umas nas outras enquanto ainda estava de joelhos, sentindo algo começar a crescer em si.
Bangchan agora tinha seu rosto completamente vermelho enquanto desviava sua visão para qualquer outro lugar que não fosse o rapaz logo abaixo, não soube como deveria agir nessa situação e seus pensamentos estavam a mil. Ele queria se desculpar, mas não fazia ideia de como dizer isso sem deixar a situação ainda mais embaraçosa do que já era.
Changbin tentava ignorar o volume marcado sob o short do artista, focando apenas em costurar a parte rasgada da roupa do azulado. Sua face não era muito diferente da de Chan, suas pernas ainda tremiam de nervosismo, com medo de que o homem notasse a maneira em que ficou apenas por vê-lo assim também.
Porém, indo contra toda a timidez que estava sentindo naquele momento, o cantor chamou a atenção do loiro.
— Me desculpe… eu tô tão envergonhado com isso. — Sua voz soou de forma baixa e relutante, querendo se esconder no primeiro buraco em que achasse. Ele desceu seu corpo para ficar na mesma altura do estilista trêmulo, segurando firme na sua mão enquanto encarava profundamente seus olhos. — Bin-ah…
O pobre Seo sentiu sua boca secar, tudo o que saísse de seus lábios agora pareceria extremamente inapropriado. Com apenas alguns segundos em que ficaram ajoelhados, Changbin levantou com certa pressa, indo até a porta do camarim, sendo seguido pelo mais velho, que o impediu de abri-la.
— Por favor, não me odeie. — Não poderia se dizer que ele estava preso contra a porta, mas com todo o ar em que a situação emanava, era como ele se sentia. Prendeu a respiração com o idol tão próximo de si, se encolhendo minimamente no pouco espaço entre eles.
Bangchan segurou novamente sua mão, mas dessa vez de forma mais suave, seus olhos pareciam buscar algum sinal de desaprovação ou nojo por parte do rapaz a frente, mas tudo o que achou fora confusão, uma cara vermelha e pernas tremendo. Olhou vagamente para baixo, finalmente percebendo que ambos estavam na mesma, porém ver isso só fez com que quisesse se aproximar ainda mais.
E lentamente o Bang foi se encostando cada vez mais, agora realmente prendendo o funcionário contra a porta. Suas mãos iniciaram um carinho singelo nas mãos suadas do oposto, que começara a respirar de forma mais ofegante, com o coração dos dois batendo fortemente em seus peitos.
O olhar de confusão em que se tinha transformou-se em um repleto de vontade, uma vontade que não sabia como demonstrar exteriormente, seu corpo só conseguia tremer e tremer a cada minuto que se passava.
Porém, no instante em que finalmente tiveram seus lábios se tocando foi como se toda a barulheira que estava em seus cérebros e o mundo afora emitiam, tivessem sido completamente silenciados.
Changbin retribuiu o ósculo quase de imediato em que se chocaram, seus braços, de forma insegura rodeando os ombros do cantor, querendo se aprofundar nesse calor. Chan só conseguiu sorrir entre aquele beijo, sua cabeça estava confusa demais para pensar claramente em tudo, em sua mente só ecoava o quanto ele queria se perder naquela sensação.
Bangchan enfiou seu joelho entre as pernas, pressionando levemente o volume marcado no sujeito. Changbin arfou pesadamente, espremendo seus olhos com força.
Batidas altas e apressadas na porta deram-se como o suficiente para que eles se separassem de maneira desajustada. As respirações pesadas e agitadas, não conseguiam pensar em nada claramente. A voz por detrás da porta falava tantas palavras, as quais nenhum deles sabia como decifrar, o que rolou aqui e agora era mais importante de se tentar compreender.
O homem com os cabelos loiros tinha seus olhos brilhantes, quase como se quisesse chorar, com as bochechas mais vermelhas do que antes. Quando sua consciência pareceu ter voltado, ele abriu a porta atrás de si, passando correndo por ela enquanto ignorava a mulher que antes batia. Chan ficou para trás, não sabendo como deveria reagir, sentido seu corpo inteiro tremer de adrenalina.
A staff começou a gritar um monte de coisas, coisas que ele não se importou nem um pouco em escutar. Precisava se acalmar, seu coração estava tão acelerado que ele poderia sofrer de um ataque cardíaco, e também logo ele teria que subir no palco, era questão de poucos minutos.
[ • • • ]
Havia se passado uma semana desde que a situação do camarim acontecera, e Chan estava com seus pensamentos negativos de onde Changbin agora o odiaria por isso.
Mesmo que trabalhassem juntos, era como se o estilista estivesse evitando sua pessoa. Suas conversas divertidas após o horário de serviço, agora eram resumidas em simples saudações educadas enquanto o mais novo saia da empresa às pressas.
Durante o tempo em que passavam juntos a sós, assim que Bangchan aparentava entrar no assunto do beijo, Changbin já desviava a atenção para qualquer outra coisa que não fosse isso.
Na última noite, tentou convidar o Seo para um jantar, mas este negou utilizando de uma mentira para se safar. Ele já estava perdido, não sabia o que deveria fazer para tentar conversar com o rapaz.
Porém, parece que o universo dessa vez estava a seu favor. Devido a sua falta de atenção, acabou por esquecer seu notebook dentro do estúdio de gravação da empresa.
Ligando aos prantos para Minho, implorou que seu gerente pedisse para alguém trazer. Era tarde, as chances de ninguém estar dentro do prédio além dos seguranças eram muito baixas.
O Lee apenas disse que resolveria essa situação e desligou. Depois de alguns minutos, o mesmo enviou uma mensagem avisando que um dos membros da equipe, que ficou até mais tarde, iria levar até sua casa.
Poucos minutos se passaram e a campainha ecoou por dentro de sua residência. Com desespero, correu até a entrada, ficar longe de seu computador era quase como perder um filho para si.
Assim que abriu a porta, teve a admirável visão de um Changbin com as bochechas vermelhas, encarando o chão fixamente enquanto acariciava o lóbulo de sua própria orelha. Levantou o laptop na direção do cantor, evitando ao máximo não manter um contato visual.
Mas, Chan estava paralisado diante dele, sem realmente pegar o notebook, então isso o forçou a olhar em sua direção.
— Changbin… — Finalmente falou algo. Piscou algumas vezes, caindo na real de que estava muito tempo petrificado. — V-você quer entrar um pouco? D-deve ter sido cansativo você ter que vir aqui, não é? Por favor, entre!
— N-não! Não, muito obrigado mesmo, mas eu só vim trazer o notebook! — Disse com a voz trêmula, empurrando ainda mais o dispositivo no corpo do Bang. Ao invés de pegar o computador, ele pôs suas mãos em cima das do estilista, segurando o objeto juntamente a ele.
— Por favor… — Insistiu. Changbin mordeu o seu lábio inferior, ficando minutos em silêncio antes apenas dar um leve aceno com a cabeça.
Bangchan abriu um sorriso tranquilizante, dando espaço para que o menor entrasse e assim o fez. Pegou o laptop, deixando em cima da mesa no centro de sua sala para em seguida sentar em seu sofá, sendo acompanhado por Changbin.
Agora estavam sentados frente a frente um para o outro, Christopher se permitiu pegar em uma das mãos de Changbin, agarrando com as suas. Encarou o rosto do homem à frente com um olhar indecifrável, porém novamente com uma vermelhidão que chegavam até as pontas das orelhas.
— Changbin, me desculpa por ter ficado excitado naquele dia. — Iniciou. — Eu imagino o quão repulsivo você deve ter achado aquela situação. Acabei presumindo que você também se sentia como eu e te beijei sem sua permissão, eu estou realmente arrependido com isso tudo. Se você começar a me odiar e nunca mais querer olhar na minha cara, eu compreendo.
— Chan, eu não te achei repulsivo. Eu só fiquei nervoso. — Sua voz saiu baixa, sentia-se envergonhado demais só de lembrar da situação passada.
— Mas você estava tremendo! Com certeza deve ter ficado com medo, eu sinto muitíssimo! Não queria fazer com que se sentisse daquela maneira. Se quiser me processar, me bater ou sabe lá o que mais, eu juro que estou disposto a pagar pelas minhas ações! — Abaixou a cabeça, colocando as mãos juntas um pouco acima para representar a pose de que pedia perdão. O Seo só conseguiu deixar uma risada de nervosismo sair.
— Eu não estava tremendo por medo. — E então, as bochechas que já eram vermelhas, tomaram um tom mais forte. Chan parecia parcialmente confuso. — Eu estava me tremendo de tesão, merda! Me segurar num momento daquele era praticamente impossível! Eu não falei nada porque estava envergonhado, não sabia como me portar diante toda aquela gostosura na minha frente! Cara, que vergonha…
Trouxe sua mão de volta, se encolhendo no sofá enquanto tentava a todo custo esconder seu rosto em suas pernas. Bangchan se manteve paralisado durante longos segundos. Quando sua ficha finalmente caiu e as palavras de Changbin começaram a fazer sentido, ele se sentiu como um adolescente tímido que acabara de ter a pessoa em que gostava se declarando para si.
O Seo sentia-se estúpido por sentir vontade de chorar toda vez que estivesse com vergonha, mas agora ele estava ali, na frente de uma superestrela do K-pop, com a cara mais vermelha do que um tomate, suas bochechas escorrendo lágrimas finas e com seu coração sacudindo forte dentro do peito.
Eram ambos estúpidos por amor, chorar por qualquer assunto era algo que combinava com os dois. Bangchan, estava com as mãos trêmulas, hesitando a todo custo tocar no dono dos fios dourados. Pousou sua palma sobre a cabeça dele, fazendo com que ele levantasse apenas uma parte do rosto.
— Changbinnie, eu… — Parou. Podia-se perceber que sua boca tremia ao querer falar, sua face do mesmo tom em que Changbin. — Eu… você me permite flertar com você?
Proferiu as palavras bem baixo, mas como estava perto do Seo, ele pode ouvi-lo.
— Sim. — Respondeu no mesmo tom de voz em que fora perguntado. A alegria genuína que tomou o coração do cantor era indescritível, que tudo o que conseguiu fazer foi abraçar desajeitadamente o homem a quem amava.
