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A Arte da Culinária e da Convivência

Summary:

Park Jimin odeia Jeon Jungkook. Ele sempre odiou, mas durante o maior festival de torta da pequena cidade deles, tudo piora quando Jeon empurra "acidentalmente" Park em uma torta gigante na cerimônia. Tudo a partir daí piora para Jimin, mas o gatilho para junkook é ver seu arquinimigo sem camisa e sentir coisas que não deveria sentir.
O que eles vão fazer quando seus pais os obrigarem a competir juntos no festival do próximo ano? Como Park vai conseguir cozinhar ao lado do garoto de olhos grandes que ele tanto odeia e como Jeon vai se desapaixonar pelo baixinho cozinhando lado a lado com ele?

Notes:

É minha primeira fanfic então por favor paciência comigo <333

Chapter Text

Tortas podem destruir vidas. Isso se tornou óbvio para mim a 2 horas atrás, quando no maior festival de torta de toda cidade, eu fui depravado e humilhado, desprezado e destinado a ter o pior ano de toda minha vida no momento em que Jeon Jungkook entrou pelas portas de madeiras nem um pouco eficiente do espaço em que estava acontecendo o evento que todo padeiro e boleiro da cidade conhecia. 

 “Sabe, não é o fim do mundo” Disse o garoto de cabelo azul sentado do meu lado. Taehyung, meu suposto melhor amigo.

"Você diz isso por que não é você que está coberto de geleia de morango em lugares que geleia de morango não deveria estar” 

 “Para de fazer beicinho, você sabe que foi um acidente”

   Eu encaro Taehyung torcendo para que pensar forte o suficiente faça ele desaparecer. 

“Vc não viu o olhar monstruoso que ele me lançou antes de me empurrar direto naquela torta gigante cheia de açúcar processado”

“Achei que vc amasse geleia processada” Taehyung questionou.

“Eu nunca mais vou ousar tocar em geleia de morango outra vez” Eu disse levantando de onde estava sentado. 

   Indo em direção à lata de lixo, eu jogo nela o décimo quinto pedaço de guardanapo que usei para limpar toda a gosma vermelha enfiada dentro de minhas roupas e grudada no meu rosto. 

“Jeon não seria tão maluco para te empurrar de propósito, Chim”

"Você não estava lá Tae, você não viu o momento exato em que aquele diabo chegou ao meu lado e “acidentalmente” me empurrou direto em um uma torta de quinze metros de comprimento em frente a cidade toda” Eu digo me controlando ao máximo para não gritar. “Eu fui desprezado, Tae, humilhado” 

   Eu olhos nos olhos dele e sei que não estou mentindo. Hoje, dia 10 de março, aconteceu o maior festival de tortas da minha cidade. E tudo estava indo tão perfeitamente bem, a padaria da minha mãe estava concorrendo e se tornou cada vez mais óbvio que íamos ganhar a competição de melhor torta do ano.

Até que, Jeon Jungkook chegou.

  Jeon é filho do dono da padaria La creme, a padaria em frente a minha, que também estava competindo. Eles apostaram em uma torta simples de maçã com canela e pegaram o segundo lugar no pódio, enquanto eu e mamãe com uma torta recheada de cerejas saímos vitoriosos com a medalha de ouro. Entretanto, o desgraçado filho dos Jeons arruinou tudo.

 Enquanto eu caminhava em direção ao pódio, eu pude olhar nos olhos do diabo que me observava.

"Parabéns, Jimin"  Disse aquela voz aveludada.

E então, depois de subir no palco, senti a presença dele atrás de mim, com aquele olhos olhando diretamente para as minhas costas como se quisesse me esfaquear.

As palmas começaram e eu sorri com toda felicidade que estava sentindo dentro de mim, eu e mamãe sempre nos esforçamos muito para ganharmos, e desde de que os Jeons entraram na competição, as coisas ficaram acirradas.

“Muito obrigado a todos, eu e minha mãe preparamos com muito carinho a…”

Eu nunca terminei o discurso.

Antes mesmo de poder reagir, Jungkook estava do meu lado no palco me empurrando diretamente na maior torta da cidade.

Recheada com geleia de morango artificial, a torta era uma tradição do festival e ficava em frente ao pequeno palco amarelo do espaço. E eu, Park Jimin, cai de cara nela com mais de trezentas pessoas me observando.

“Ai meu deus, Park, me desculpe!" Exclamou Jeon, sendo o primeiro a se mexer.

Ele chegou do meu lado e contornou a torta para me dar a mão.

“Foi um acidente, me desculpe, me desculpe”

Eu poderia ter acreditado naquelas palavras se não tivessem vindo daquela boca traiçoeira.

“Jesus, me perdoe”

Ele não parou de proclamar as mesmas palavras,mesmo quando os sussurros da multidão aumentou e quando eu comecei a ouvir risadas.

“Por favor, Jimin, eu sinto muito”

   Nem mesmo quando eu já estava de pé sem ter aceitado a mão dele como ajuda e as lágrimas de vergonha descendo do  meu rosto.

    Eu estava correndo para a barraca da minha mãe antes de poder olhar pro rosto dele e dizer o quanto eu o odeio, e o quanto eu desejo que Jeon Jungkook desapareça.

  Mas isso foi a duas horas atrás, quando a geleia ainda estava quase entrando nos meus olhos.

“Setenta por cento do seu corpo já voltou a ser água ao invés de geleia” Taehyung diz,

 ainda ao meu lado. 

“Suas piadas não são engraçadas” bufo.

“Olha eu to achando bem divertido ver meu melhor amigo tirando geléia das pálpebras” - Ele solta uma risadinha. 

Bastardo.

Eu jogo uma quantidade de papel nem um pouco agradável para a natureza em uma lixeira azul próximo a barraca de mamãe. De novo. 

    Eu usava uma camiseta xadrez amarela durante o acidente, mas depois que percebi que ela nunca iria se recuperar, igual seu dono, coloquei-la  na lata de lixo junto com minha flanela vermelha.

 Agora, aqui estou eu, Park Jimin, sem camisa, sem flanela, sem prêmio e sem dignidade.