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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2023-02-01
Words:
1,887
Chapters:
1/1
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2
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20
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191

O homem do prédio ao lado

Summary:

“Quando meu chefe me mandou para Sidney, na Austrália, para uma reunião com um possível parceiro, não imaginei que ficaria num hotel tão caro. Tudo bem, a empresa está pagando e provavelmente tinha negociado o preço do quarto em que estou hospedado, já que vou ficar aqui a semana toda. E claro, jamais imaginei que a janela do meu quarto daria de frente com a janela do quarto de um cara loiro de cabelos cacheados extremamente gostoso que mora no residencial atrás do hotel.[...]”

Work Text:

Quando meu chefe me mandou para Sidney, na Austrália, para uma reunião com um possível parceiro, não imaginei que ficaria num hotel tão caro. Tudo bem, a empresa está pagando e provavelmente tinha negociado o preço do quarto em que estou hospedado, já que vou ficar aqui a semana toda. E claro, jamais imaginei que a janela do meu quarto daria de frente com a janela do quarto de um cara loiro de cabelos cacheados extremamente gostoso que mora no residencial ao lado do hotel.

A ideia era simples: passar a semana toda negociando com um bando de velhos engravatados que só estavam ali pensando em comer as secretárias deles escondidos das esposas, voltar pro hotel e descansar. Era para ser entediante e fácil, já que sou muito bom em negociar com esses velhos. O problema é que a parte de descansar se tornou mais algo como: babar intensamente no vizinho enquanto ele fazia abdominais e flexões, ou saia do banho com a toalha amarrada na cintura. Ou simplesmente assistir ele batendo punheta enquanto assistia algum pornô gay entediante.

E bem, se deus fez é porque cabe. O rapaz é bem avantajado e obviamente eu me peguei pensando em sentar deliciosamente naquele pau até perder os movimentos das pernas. E sim, em algum momento ele notou que eu ficava o observando, até porque quando as janelas tem o tamanho da parede, é meio difícil não notar essas coisas. Ele não fechou as cortinas nenhuma vez e na verdade, parecia que ele passou a andar menos vestido pelo apartamento, sabendo que eu estaria olhando.

Neste dia, em específico, eu havia tido um dia extremamente cansativo. Os velhos estavam mais chatos que o normal e um deles ficou tentando passar a mão em mim, o que me irritou bastante. Cheguei no quarto, retirando os sapatos e as meias, fechando a porta e afrouxando o nó da gravata, tirando o paletó e o jogando no sofá, assim como o meu próprio corpo.

Olhei para a janela e vi o vizinho saindo do banheiro, com a toalha na cintura e algumas gotinhas escorrendo pelo abdomên malhado dele. O loiro arqueou a sobrancelha ao olhar pelo vidro e notar o meu cansaço, pegando um caderno de desenhos e escreveu algo, colocando na janela em seguida.

“Está tudo bem? Parece cansado. Dia difícil?”

Ri baixinho, me levantando e procurando por algum papel que eu pudesse escrever para respondê-lo, pouco me importando se outros vizinhos poderiam notar nossa conversa a moda antiga.

“Problemas no trabalho. Nem me esperou para malhar hoje.”

Escrevi e coloquei o papel na janela, vendo-o ler e rir baixinho, murmurando algo como “Desculpa”

“Você demorou para vir, mas deu tempo de me pegar saindo do banho.”

Revirei os olhos e murmurei um “Idiota”, sem ter certeza se ele entenderia. Notei ele rabiscar mais alguma coisa e sorri travesso ao ler.

“Ei, eu fui bonzinho. Não acha que eu mereço um prêmio?”

O olhei confuso, ainda que sorrisse, incentivando-o a dizer mais sobre a ideia que tinha em mente.

“Você sempre me observa, batendo uma, malhando, saindo do banho, cozinhando. Mas o máximo que eu tive seu foi vê-lo vestindo apenas um moletom antes de ir dormir. Acho que estou em desvantagem aqui.”

“E o que você sugere, vizinho?”

“Quero vê-lo com menos roupas, acho que seria justo.”

Coloquei o papel em cima da mesa, balançando a cabeça em negação enquanto ria. Eu nem ao menos sei o nome dele, mas temos esse nível de intimidade por conta de nossas janelas. Coloquei uma música em meu celular, mesmo sabendo que o outro não conseguiria ouvir, decidido a dar um pequeno show a ele. As primeiras notas da música soaram pelo ambiente e eu fiquei de frente para a janela, sentindo a batida e rebolando no mesmo ritmo, passando as mãos pelo meu corpo. Sorri satisfeito ao notar que ele havia se sentado, observando atentamente cada movimento que eu fazia, ainda tendo apenas a toalha cobrindo parte de seu corpo.

Desabotoei minha camisa social de manga longa lentamente, com uma paciência que certamente não me pertenceria se a situação fosse outra, sem parar de me mover ao ritmo do som. Depois de abrir a peça, não a retirei de meu corpo, apenas deixei com que ela escorregasse até meu cotovelo, deixando meu tronco exposto o suficiente para vê-lo passar a língua entre os lábios, buscando umedecê-los. Passei a palma da minha destra por meu abdômen, descendo em direção a braguilha da calça, desabotoando o botão, logo direcionando ambas as mãos para os meus mamilos, prendendo-os entre os dedos e ofegando com o estímulo. 

Fiquei de costas para o vidro, ondulando meu corpo enquanto deixava a camisa escorregar para fora do meu corpo, caindo pelo chão sem que eu realmente me preocupasse com isso. Desci as mãos pelo meu corpo, seguindo em direção a minha bunda e minhas coxas, as alisando lentamente, olhando por cima do ombro e sorrindo malicioso ao ver que o rapaz apertava o membro endurecido ainda coberto pela toalha. Desci o zíper da minha calça social e me abaixei, empinando a bunda, para retirá-la do meu corpo, propositalmente rebolando no ar como uma forma de provocar o outro.

Joguei a peça em algum lugar, o qual eu não me importei em saber qual era naquele momento, e voltei a dançar sensualmente, vestindo apenas a cueca box vermelha. Esfreguei minha mão em minha própria ereção, que começava a se formar, estimulando meu membro e mordi meu lábio inferior.  Gostava da sensação de estar sendo observado naquela situação, principalmente por saber que meu expectador estava adorando a vista que tinha, então retirei lentamente a última peça que cobria meu corpo, deixando que ele pudesse ver tudo.

Toquei diretamente em meu falo, envolvendo-o com a mão ao me sentar na cama, que ficava virada para a janela, subindo e descendo lentamente, ofegando baixo. Mantive meus olhos abertos, observando o loiro retirar a toalha, exibindo a ereção rígida e passando a acariciá-la no mesmo ritmo que eu fazia em mim. Acelerei um pouco os movimentos, vendo-o me imitar e sorri ladino, passando a oscilar o ritmo com que movia minha mão. O australiano xingou, ainda seguindo o ritmo que eu fazia, claramente incomodado por eu não ir rápido. Esfreguei meu polegar em minha glande, pressionando a fenda uretral, e notei o rapaz xingar novamente, o que me fez rir sacana.

Levei a mão livre até a boca, passando a língua por dois de meus dedos, sugando-os em seguida. Imaginei o pau do loiro em minha boca, chupando com vontade, mantendo os olhos nas expressões que ele fazia, provavelmente imaginando a minha boca no lugar da mão dele. Me dei por satisfeito quando meus dígitos estavam bem molhados e me deitei na cama, buscando uma posição confortável para abrir as pernas e levar os dedos úmidos até o espaço entre minhas nádegas. Forcei a entrada do indicador, após ter a certeza de que o vizinho teria a visão privilegiada do que eu estava fazendo em mim mesmo. Esperei um pouco antes de começar a mover o dedo, entrando e saindo lentamente até que me acostumasse o suficiente. Assim que senti a resistência das paredes do meu canal cederem, inseri o segundo dígito, indo mais fundo desta vez e gemendo manhoso.

Movi-os para dentro e para fora, sem os retirar totalmente, de forma lenta, imitando o movimento de uma tesoura aos separá-los dentro de mim, buscando alargar a entrada. Rebolei contra minha mão, passando a mover a destra em meu falo de forma síncrona com o ritmo com que fodia a minha bunda. Não consegui conter o gemido alto que escapou por meus lábios quando curvei os dedos dentro de mim, ao inseri-los fundo, acertando meu pontinho doce. A sensação de prazer se espalhou de forma tão intensa por todo o meu corpo, sendo aumentada pela adrenalina de ser observado pelo loiro. Imaginei-o se movendo forte e duro contra mim, movendo minha mão no ritmo que eu imaginava que ele faria comigo.

Tentei mirar em meu próprio ponto de prazer a cada movimento, vez ou outra mantendo meus dedos parados apenas para rebolar ali, massageando a glândula e sentindo a corrente elétrica se espalhando por todo o meu corpo de forma prazerosa. Imaginei ele ali, marcando o meu pescoço, clavícula e ombros com a boca, enquanto as mãos arranhavam e apertavam minhas coxas, vez ou outra estapeando minha bunda. A ideia de ter o loiro ali, me tocando de forma tão intensa, fazia com que eu movesse minha mão mais rapidamente em meu falo, bem como em meu canal, causando gemidos altos e arrastados, completamente necessitados.

Puta merda, se eu tiver a oportunidade, claramente vou sentar nesse homem até esquecer meu próprio nome e precisar de uma cadeira de rodas. Não vou parar até ele ter tido, pelo menos, quatro orgasmos dentro de mim e deixar toda aquela pele branquinha aranhada e mordida, para que qualquer pessoa possa ter a noção de que ele teve uma ótima noite.

Senti os espasmos percorrerem meu corpo de forma violenta, enquanto eu socava meus dedos contra minha próstata, me levando a soltar o meu membro apenas para puxar o travesseiro, mordendo-o na tentativa de abafar um pouco os meus gemidos altos, logo voltando a me punhetar rapidamente. Minha mente ficou completamente nublada e meus olhos reviraram, enquanto minhas falanges eram esmagadas pela contração das paredes da minha entrada e meu pau contraía, sujando meu abdômen e peito com o produto do meu prazer. Continuei a movimentar ambas as mãos, prolongando a sensação prazerosa por algum tempo, antes de relaxar completamente, retirando meus dedos de dentro de mim. Tendo total noção de que eu estava sujo e completamente bagunçado, levantei o tronco, o suficiente para que eu pudesse olhar meu vizinho, vendo que ele também estava sujo de porra e completamente bagunçado.

Sorrimos um para o outro e então ele se levantou, buscando novamente o caderno e a caneta.

“Puta merda, você é muito gostoso!”

Movi meus lábios, com esperança que ele conseguisse entender, em um “Obrigado.”

“A propósito, meu nome é Christopher. Me manda uma mensagem e vamos combinar de tomar um café.”

O número dele estava logo a abaixo e eu ri, me levantando um tanto trêmulo ainda, procurando pelo celular no bolso do meu paletó e anotando o número, mandando uma mensagem como resposta.

“Meu nome é Minho e você também é muito gostoso, mas acho que já entendeu isso pela maneira como eu olho para você todos os dias.”

Pude vê-lo rir, indicando que leu a mensagem ao ficar online no aplicativo.

“Espero que o café seja um convite para eu acabar na sua cama.” Complementei, vendo o rir novamente e morder o lábio inferior ao que se recuperou do pequeno surto de riso.

“Ainda bem que entendeu. Não sei se eu conseguiria ser mais direto com isso.”

“Ele é tímido, que fofo. Sabe que eu não sou do país, certo? Não vá se apaixonar”

“Deixa eu adivinhar. Coréia? Tenho uns amigos em Seul, então acho que vou correr esse risco.”

Foi a minha vez de rir, seguindo para o banheiro, após avisá-lo que iria tomar um banho e então ele poderia me levar para comer alguma coisa. Pelo visto, o resto dessa semana será bem divertida e interessante, não só regada de reuniões chatas.