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Amarelo

Summary:

Quando Phoenix bate com a cabeça e passa a sofrer de amnésia, Maya pede para que Edgeworth os ajude a recuperar as memórias do amigo, o que acaba aproximando promotor e advogado.

Notes:

Atenção: essa fic toma as liberdades presentes nos jogos e animações de Ace Attorney, sendo as ideias aqui descritas (seja sobre os casos, seja sobre a profissão dos personagens) totalmente ficcionais e pouco coerentes com a realidade.
Embora seja canon que Phoenix sofreu de amnésia em alguns jogos, essa fic não se inspirou nesses casos, sendo esses inexistentes nesse universo.
Assim dito, desejo boa leitura!

Work Text:

Amarelo

Capítulo 1

 

Cinco de Julho de XXXX

Corte de Los Angeles - 14:09

 

“Ordem! Ordem no tribunal”, o juiz ordena, batendo com seu martelo para chamar atenção de todos os presentes na corte. Os murmurinhos cessam, e o juiz, após ajeitar minimamente sua longa barba, olha para a ré, que se encolhe nos próprios ombros, o semblante aflito, mas, acima de tudo, tristonho. Ele a observa por meio segundo antes de anunciar: “Julgo a ré Margot Jones inocente da acusação de assassinato. Ela está livre.”.

Houve um misto de alegria e indignação, e Maya comemorou ao lado de Phoenix, lhe agarrando o braço com entusiasmo.

“Nick, você conseguiu mais uma vez!”, ela disse, sorrindo de orelha a orelha, “Conseguiu provar a inocência da senhora Jones!”. 

“Ora, Maya, só fiz o meu trabalho. E você, como sempre, foi de grande ajuda”, Phoenix comentou, também sorridente.

Maya voltou a sorrir, olhando para o outro lado da corte, vendo que a acusação parecia irritada.

“Oh, acho que o senhor Edgeworth está de mau-humor”, disse entre risinhos, cobrindo a boca com a manga de sua roupa.

O advogado olhou sobre o ombro e suspirou, chegando à mesma conclusão que sua parceira ao observar o semblante sombrio de Edgeworth. Claro que o outro estaria irritado: acreditava ter sólidas evidências que levariam a ré a ser condenada, mas a defesa surgiu com uma nova testemunha de última hora, e toda acusação caiu por terra.

“Não fale assim, Maya. Edgeworth foi um excelente profissional durante todo o julgamento. O mínimo que podemos fazer é respeitar seu trabalho”.

A moça fez um biquinho infantil, dando de ombros em seguida.

“Bem, ele perder significa que ganhamos, então~”, sorriu, “Oh, Nick! Temos que comemorar! É seu vigésimo caso ganho!”, Maya lembrou, logo voltando a fazer biquinho ao ver que seu amigo não parava de observar o rival a recolher suas coisas e deixar a sala da corte, “Oi, Nick? Terra chamando Nick!”

“Desculpe, o que disse?”, Phoenix questionou, coçando de leve a nuca enquanto ria, “Eu estava distraído”.

“Claro que estava”, Maya rolou os olhos, mas deu de ombros e repetiu: “É seu vigésimo caso ganho, isso merece uma comemoração!”.

Phoenix sorriu outra vez, assentindo.

“É verdade”

“Que tal ligarmos para o Larry e para o detetive Gumshoe e sair para beber essa noite?”.

O mais velho coçou o queixo.

“Hm… Mas, Maya… Você já tem idade legal para beber?”

Maya fez outro biquinho.

“É claro que tenho, Nick!”, ela reclamou, e Phoenix apenas riu.

“Sendo assim, deixo com você a tarefa de ligar aos dois. Quero falar com o senhor Edgeworth sobre o caso de hoje, você me manda o endereço do bar por mensagem e nos encontramos lá, que tal?”.

Maya inflou as bochechas, visivelmente contrariada.

“Por que você vai falar com ele, Nick? Ele é um almofadinhas chato que vive nos atazanando e não perde uma oportunidade de atingir você!”.

“Ora, Maya, não fale assim… Já disse que é por causa dele que--”

“Você se tornou advogado de defesa, eu sei, Nick. Mas também sei, assim como você, que ele é um pé no saco e aproveita qualquer baixa na nossa guarda para atrapalhar nossa vida”, cruzou os braços.

Phoenix suspirou, mas voltou a sorrir.

“Prometo explicar tudo mais tarde.”, e ao ver que ela ainda estava irritada, coçou a nuca, “Eu pago a sua sobremesa”.

“Aceito!”, Maya praticamente berrou, fazendo o mais velho rir.

Phoenix, então, ajeitou a sua gravata, e seguiu atrás de Edgeworth.

Edgeworth levava a xícara até a boca quando o telefone tocou. Ele olhou para o relógio, erguendo uma sobrancelha ao ver que já se passava da meia-noite. Apenas duas coisas explicavam ligações tão tarde: ou alguém havia morrido, ou alguém havia cometido um assassinato.

Deixou o jornal e a caneta em cima da mesa de centro, as palavras-cruzadas inacabadas, e seguiu até o aparelho do outro lado da sala.

“Edgeworth falando--”

A voz aflita praticamente berrou do outro lado, forçando o jovem homem a afastar o telefone da orelha.

“Senhor Edgeworth! Por favor, me diga que o Nick ainda está com você!”.

O promotor piscou.

“Senhorita Fey, por que eu haveria de estar com Wright?”

Havia reconhecido a voz de Maya, a assistente de seu rival Phoenix Wright. Edgeworth não entendi como a ideia de que Phoenix se encontraria consigo fora do tribunal pudesse se passar pela cabeça de alguém, então logo ele percebeu que algo não cheirava bem.

Ouviu algumas vozes a discutir, a de Maya sobressaindo-se às demais para calá-las. Então, ela voltou a falar consigo, a voz mais ponderada, mas igualmente - ou até mesmo mais - aflita.

“Desculpe, senhor, mas o Nick devia nos encontrar há duas horas e não temos notícias dele. Como ele disse que desejava falar consigo, imaginei--”

Edgeworth sentiu o sangue gelar, e involuntariamente ele moveu os olhos em direção ao aparelho em seu ouvido, como se assim pudesse ouvir melhor.

“Senhorita Fey”, ele interrompeu, “O que quer dizer…?”.

“O Nick desapareceu”.

“Phoenix Wright!”.

Edgeworth entrou no quarto de hospital praticamente a correr. Alguns minutos após encontrar-se com os amigos de Phoenix para tentar entender o que poderia ter acontecido, recebeu uma ligação do hospital perto do tribunal: Phoenix havia sido encontrado desacordado e levemente ferido por um civil, sendo necessário um responsável para que alguns formulários fossem preenchidos. O contato do promotor estava entre os favoritos, e a médica não demorou a contatá-lo.

“Senhor Edgeworth, preciso avisar que--”

Edgeworth interrompeu-a, encerrando a ligação para que pudesse se apressar até o hospital com os demais.

Phoenix estava sentado na cama, uma atadura a envolver toda a sua testa demonstrando que a ferida ainda sangrava de leve, e olhou para o promotor que chegava aflito.

“Faz ideia do estresse e dor de cabeça que causou? A senhorita Fey estava com os nervos à flor da pele; o detetive Gumshoe ordenou que cem homens fossem atrás do seu paradeiro, conseguindo até trancar o aeroporto para evitar uma possível fuga do país; e Larry disse que morreria se algo de ruim acontecesse com você! Estive a última meia hora tentando acalmá-los enquanto pensava em onde você poderia ter se metido e você estava no hospital porque escorregou, caiu e bateu a cabeça? Isso é idiota demais até para você!”.

Phoenix piscou, pendendo de leve a cabeça para o lado e Edgeworth, sentindo a última gota de paciência esvair-se no ar.

“Responda, Wright!”.

O advogado, então, sorriu meio sem graça, encolhendo-se nos próprios ombros.

“Desculpe, mas… Quem é você? E quem é esse tal Wright?”.

Edgeworth não saberia descrever o que sentiu naquele momento. O tempo parecia ter parado ao mesmo tempo em que parecia ter acelerado. O ar à sua volta parecia não ser suficiente, e o promotor sentiu a ponta de todos os seus dedos formigar. O coração parecia estar na sua garganta, e Edgeworth não conseguiu emitir um som coerente, mesmo que sua boca estivesse entreaberta.

“Senhor Edgeworth!”, uma ofegante Maya parou ao seu lado, mas o jovem continuava a olhar para Phoenix, “Por que não nos esperou e- Nick!”, ela se jogou nos braços do amigo, que gemeu levemente de dores e lhe deu tapinhas nas costas, “Nick, você me deu um susto enorme, seu bobão!”.

Larry e Gumshoe chegaram no minuto seguinte, não se sabendo qual dos dois estava pior da corrida.

Um enfermeiro também veio a correr, tentando contê-los.

“Senhores, por favor, não façam barulho!”, pediu, mas o detetive apenas lhe mostrou o distintivo e pediu para o rapaz chamar a pessoa responsável por seu amigo. 

Logo, a médica que telefonara mais cedo chegou, sorrindo ao perceber que Phoenix parecia melhor.

“Doutora, o que aconteceu com o Nick?”, Larry perguntou, agarrando as mãos da pobre médica, enquanto chorava.

“Acalmem-se, por favor”, ela pediu, cordial, “O senhor Wright foi encontrado desacordado aqui perto por um senhor que passeava com o seu porquinho e a ambulância foi chamada. Ele tinha um ferimento na cabeça e foram feitos alguns exames, assim como o curativo.”, soltou-se do choroso Larry e pegou o formulário de Phoenix, “Quando ele acordou, há uns quarenta minutos, pedimos autorização para mexer no celular e contatar algum conhecido, por isso ligamos para o senhor Edgeworth”.

“Mas como você bateu a cabeça, Nick?”, Maya questionou, e a falta de resposta de Phoenix fez a médica falar por ele.

“Senhorita… Infelizmente o senhor Wright… Ele perdeu as memórias”.

Com a exceção de Edgeworth, todos questionaram ao mesmo tempo:

“É o que?!”.

Edgeworth olhou para Phoenix, incrédulo, e ao perceber um desconhecido no olhar do advogado, o promotor desviou o olhar para o chão, apertando as mãos em punhos.

A médica, então explicou o que se imaginava ter acontecido: Wright havia escorregado, provavelmente em algum limo na calçada, e caído, batendo a cabeça numa escadaria. A lesão não causara grande sangramento, mas a pancada havia sido feia o bastante para causar a amnésia. Se ela seria temporária ou não, só o tempo responderia.

“Claro, é muito mais provável que seja uma amnésia temporária, não acreditamos que haja algum dano tão crítico assim”, concluiu.

“Mesmo assim… Sem memórias, o Nick vai se cuidar como? E trabalhar?”.

“Recomendo que o senhor Wright tire alguns dias de folga. Principalmente se a amnésia persistir. Fora isso, ele tem totais condições de fazer de tudo, mas sem ecageros”, sorriu.

Phoenix, enfim, falou:

“Se puderem me dar uma carona até a minha casa, agradeço”.

Todos trocaram olhares, e se aproximaram do amigo. O promotor, claro, manteve-se em seu lugar.

“Claro, Nick! Quer companhia?”, Larry perguntou, dando tapinhas nas costas do advogado, que sorriu.

“Obrigado, mas… Eu prefiro ficar sozinho, se estiver tudo bem para vocês…”, o olhar perdido dele fez Maya suspirar.

“Eu sou Maya Fey, sua assistente. Esse é detetive Gumshoe, e esse é seu amigo de infância e cara mais azarado que conheço, Larry.”, apontou.

“Oh!”, Phoenix exclamou, tentando memorizar os nomes, e olhou para Edgeworth próximo à porta, “E ele?”.

Maya olhou para o promotor por sobre o ombro, voltando sua atenção a Phoenix antes de lhe responder:

“Miles Edgeworth. Vocês são rivais, sabe? Tipo mocinho e vilão; azul e vermelho; luz e escuridão? Isso”, sorriu. Edgeworth rolou os olhos.

“Bem, agora que o senhor Wright apresenta-se seguro, vou me recolher.”, fez um pequeno aceno de cabeça, “Boa noite senhores, senhorita”.

Despediu-se e, sem delongas, foi embora.

Os três amigos certificaram-se de que Phoenix chegara bem no pequeno apartamento, mas, apesar de todos insistirem, o advogado não aceitou que algum deles passasse a noite consigo. Maya foi quem mais reclamou, mas após Phoenix prometer que ligaria para ela caso precisasse de alguma coisa - qualquer coisa! -, ela também seguiu para casa.

Phoenix, então, permitiu-se relaxar pela primeira vez em horas e suspirou profundamente, sentindo sua cabeça doer de leve. Fechou os olhos por um momento, e quando tornou a abri-los, tentou localizar-se naquele ambiente agora desconhecido.

Era estranho. Havia roupas suas, alguns filmes espalhados, fotos… Definitivamente era seu lar, mas ele se sentia um intruso ali. As roupas lhe pareciam estranhas, os filmes lhe causavam indiferença e as fotos pareciam editadas, como se a sua figura não pertencesse à elas originalmente, tendo sido adicionada depois.

A sensação de não pertencimento era sufocante, e o advogado deitou a cabeça no sofá pouco confortável, forçando-se a adormecer.

Mal havia passado das oito horas da manhã quando Phoenix foi acordado com batidas na porta.

“Um momento”, pediu, recebendo como resposta o silêncio de quem lhe visitava.

 O advogado, então, vestiu seu roupão por sobre as roupas não trocadas, abrindo a porta, “Oh, o senhor?”.

Edgeworth pigarreou de leve, recuperando a compostura após perceber-se a suspirar audivelmente em alívio.

“Senhor Wright, permiti-me visitá-lo no intuito de saber sua condição.”

Phoenix piscou.

“Permitiu-se? Há alguma ordem de restrição entre nós que eu deva saber?”.

O promotor voltou a perder a compostura.

“O que? Não!”

“Então por que tantas voltas para me perguntar se estou bem?”, Phoenix sorriu, e Edgeworth torceu o nariz.

“Estou sendo educado!”.

“Certo, certo”, ele ergueu as mãos em sinal de paz, “Estou bem, obrigado…”, e suspirou, “Desculpe, o seu nome…?”.

Edgeworth o encarou.

“Edgeworth. Miles Edgeworth”.

“Isso! Luz e escuridão, certo?”, riu, e o promotor se negou a concordar.

“Apenas trabalhamos em lados opostos.”

O advogado, então, ergueu o indicador.

“Oh, sim! No que eu trabalho, exatamente?”.

Edgeworth apoiou um braço sobre o outro.

“Você é advogado de defesa. Eu sou o promotor, então trabalhamos em diversos casos em conjunto, mas como oponentes.”.

Phoenix assentiu, cruzando os braços.

“Entendi… Então esse é nisso que trabalho...”.

“Sim”.

“E eu moro aqui?”

“Aparentemente?”

“Você não sabe?”

“Por que a surpresa? Não é como se fôssemos amigos. Lembre-se, literalmente trabalhamos um contra o outro, não é como se depois pudéssemos sair para jantar”, resmungou, impaciente.

O advogado voltou a assentir, coçando o queixo.

“Bem, mas também não impediria, certo?”.

Edgeworth deu de ombros.

“Apenas respondi sua pergunta”.

Phoenix suspirou, apoiando-se no marco da porta enquanto fazia um biquinho.

“Obrigado na mesma. Devo falar com aquela moça… Maya, sobre meus clientes. Preciso explicar o que houve e aconselhá-los a procurar outro advogado. Devolverei qualquer dinheiro que já tenham investido no meu trabalho, não posso deixá-los sem uma orientação e--”, uma leve pontada fê-lo se calar, e o promotor lhe segurou o braço.

“Senhor Wright?”.

Phoenix abanou a mão, agradecido pelo apoio.

“Desculpe, a doutora avisou que eu poderia ter enxaquecas”.

Edgeworth suspirou.

“Acredito que seja melhor voltar a descansar. Posso falar com a senhorita Fey sobre seus planos, assim ela pode adiantar algumas coisas.”.

O detetive sorriu.

“Obrigado, isso seria de grande ajuda, senhor Edgeworth!”

“Não agradeça, eu tinha assuntos a tratar com ela em todos os casos'', Phoenix mesmo assim riu, e o promotor olhou as horas, “Bem, eu preciso ir.”.

“Oh, sim. Tenha um ótimo dia, senhor Edgeworth!”, ele sorriu, “E… obrigado pela visita”.

Edgeworth colocou as mãos nos bolsos e saiu após desviar o olhar, deixando Phoenix sem respostas.

“Ah, Nick! Você não faz ideia do quão triste é você não nos reconhecer!”, Larry chorou, esfregando o nariz, que escorria, na manga do casaco, “Somos seus melhores amigos e você me chamou de Harry!”.

Phoenix coçou a nuca, rindo nervoso.

“Larry, pare de ser idiota!”, Maya lhe deu um tapa na nuca, “Se é triste para nós, imagine pro Nick, que perdeu a memória! Seu insensível!"

“Você também está sendo insensível, garota! O Nick pode te ouvir!”

“E a você também e--”

“Por favor, não briguem”, Phoenix interveio, e seus amigos olharam para si, “Vocês disseram que vinham me ajudar a recobrar a memória”., relembrou-os, e Maya suspirou.

“Você tem razão, Nick”, ela voltou a se sentar ao seu lado, o celular em mãos para mostrar as diversas fotos que tinham juntos, “Aqui estamos nós numa apresentação do Circo! O Larry se apaixonou pela trapezista, mas ela já era casada, então ele apanhou do esposo dela, que era o homem mais forte das Filipinas!”.

Phoenix riu quando Larry comentou que aquele detalhe era desnecessário, mas não conseguia lembrar de nada. Mesmo que Maya lhe mostrasse gravações deles a conversar, o advogado tinha a sensação de que tudo não passava de um filme aleatório, onde ele era apenas um personagem sem relevância.

Suspirou, e aquilo alertou Maya do que se passava.

“Nick…”

Phoenix baixou o olhar.

“Podemos descansar um pouco? Acho que são muitas informações em pouco tempo…”.

Gumshoe apoiou a mão no seu ombro, apertando de leve.

“Está tudo bem, amigo, a gente sabe que você vai recuperar a memória”, sorriu, “Sei que você está de licença médica, mas talvez você possa ver filmes de advogados? Quem sabe ajuda?”.

“Isso é uma ideia meio estranha, senhor Gumshoe”

“Não acho, Maya. O Nick pode ter algum momento de iluminação se vivenciar o trabalho dele”, Larry disse, alisando a barbicha.

“Vivenciar?”, a jovem repetiu, pensativa.

Phoenix sorriu, concordando com os outros dois homens.

“Vocês têm razão, isso pode ser bem útil!”, pegou o controle da televisão e a ligou, “Obrigado!”.

Larry e Gumshoe, então, começaram a discutir qual filme deveriam ver primeiro, ignorando completamente Phoenix no processo.

“Senhorita Fey? Aconteceu alguma coisa com Wright?”, Edgeworth perguntou assim que a moça apareceu na porta da sua casa.

Maya balançou a cabeça, sendo convidada para entrar pelo promotor.

“Não! Digo, sim! Ou… talvez?”, ela suspirou, aceitando o copo de água oferecido, “Senhor Edgeworth, eu quero lhe pedir um imenso favor”.

Edgeworth piscou, tendo um péssimo pressentimento.

“Qual favor, senhorita Fey?”.

“Por favor, senhor Edgeworth… Deixe o Nick trabalhar como seu assistente enquanto tenta recuperar as memórias!”.