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i can do better

Chapter 14: capítulo 14

Notes:

Pela última vez nessa fic, boa leitura, e não esquece dos kudos!

Foi uma honra traduzir para vocês, leiam as notas finais!

(See the end of the chapter for more notes.)

Chapter Text

Tudo não está normal como sempre foi.

A segunda-feira começa boa; Hinata ainda consegue sentir, mas ele está bem o suficiente para jogar normalmente. Kageyama está viajando um pouco, porém; ele está mandando levantamentos que Hinata sabe que não tem a menor chance de acertar, e quando ele reclama, Kageyama o olha com cara de quem está de mau humor.

Eles se encontram para almoçar, como sempre, mas Kageyama não está sentando tão perto como sempre, e quando Hinata se inclina sobre seu ombro para espiar a revista que Kageyama estava lendo, ele pula e afasta Hinata. Hinata fica o encarando, mas Kageyama o ignora e só continua a ler sua revista.

No treino da tardinha, Hinata confirma que há algo de errado, porque Kageyama só o responde com respostas pequenas e evasivas, e toda a vez que ele vai fazer uma brincadeira, Kageyama diz algo muito, muito malvado. (‘Talvez você conseguisse acertar esses se não fosse tão baixo.’ ‘Preste atenção em uma coisa na vida, idiota.’ ‘É impossível jogar com você.’) Hinata acaba saindo bravo da quadra, e pode sentir lágrimas de raiva em seus olhos e ele odeia isso porque não era para ser assim, Kageyama nunca é ruim de verdade.

Ele fica sentado o resto do treino inteiro, o que o deixa pior ainda, porque ele realmente quer jogar, mas nem isso está com vontade mais. Daichi até vem até ele e coloca uma mão em seu ombro em conforto, o dizendo que Kageyama só está em um dia ruim e que não era para ele levar isso para o lado pessoal. Ele não consegue não levar para o lado pessoal, contudo, porque Kageyama está tranquilo com todo mundo, menos com ele. Hinata tenta se lembrar se fez algo para deixar o maior bravo, mas não importa quantas vezes ele reflita sobre isso no dia, não consegue encontrar nada.

Kageyama nem espera por ele depois do treino, ele fica quieto quando eles estão trocando de roupa, e todos percebem que há algo errado entre eles. Nishinoya e Tanaka são particularmente muito legais, tentando animar Hinata, mas não está funcionando. Ele precisa conversar com Kageyama.

Quando Kageyama sai da sala, Hinata sussurra um ‘tchau’, agarrando rapidamente suas coisas e se apressando para ir atrás. Kageyama já está no portão e parece estar caminhando o mais rápido que pode sem parecer óbvio, então Hinata começa a correr.

“Kageyama!” Hinata grita atrás dele. “Espera, seu idiota! Para de me evitar!”

Kageyama o escuta, mas continua andando. Ele nem olha sobre o ombro, e por alguma razão isso vai direto para os nervos de Hinata, que está correndo a toda velocidade, ignorando a dor em suas pernas e ele consegue ver Kageyama começando a correr também em sua frente, mas ele definitivamente não vai ser ignorado de novo. Ele odeia isso. Ele odeia Kageyama por estar sendo ruim de verdade com ele.

Ele persegue Kageyama por toda a entrada, pátio da escola e metade do caminho atém em casa antes de ele dar um último sprint de velocidade, se jogando sobre o mais alto e o derrubando no chão. Kageyama acaba de barriga para baixo com Hinata sobre suas costas, e ambos estão respirando com dificuldade.

É Hinata quem fala primeiro. “Mas que porra, Kageyama, você tem sido um babaca o dia todo, me deve uma explicação! O que eu fiz?!”

Kageyama continua em completo silêncio, com o rosto pressionado no chão sujo como se tivesse totalmente desistido e se ele ficasse ali por tempo o suficiente, seu problema iria embora. Hinata não está nem pensando em deixar isso como está, porém, e ele soca Kageyama no ombro.

“Se você não me disser porque está bravo, eu não vou levantar! Eu posso ficar sentado aqui a noite toda, paga pra ver!”

Finalmente, Kageyama se vira no chão e derruba Hinata, que cai de bunda na terra. Ele senta e encara Hinata, mas não é com seu olhar usual de petulância; ele parece frio e fechado e Hinata não gosta disso, ele não quer Kageyama o olhando desse jeito.

“Eu quero que você me deixe em paz.” Kageyama diz, e o coração de Hinata se espatifa. “Estou cansado de jogar esse jogo estúpido com você, você ganhou.”

Hinata ofega por um minuto, tentando lembrar do que ele está falando. “Que jogo?”

O rosto de Kageyama se torce em uma expressão irreconhecível. “Tocar. Beijar. Estou cheio disso. Você ganhou, cansei de fazer isso.”

“Isso é… Por causa do que a gente fez sábado?” Hinata finalmente entendeu do que Kageyama estava falando, e agora ele sente vontade de vomitar, porque não era para isso estar acontecendo. “Você está bravo comigo por isso? Desculpa, eu pensei-”

“Sim, eu estou bravo com você, estúpido!” Grita Kageyama, o olhando. “Por que você deixou isso ir tão longe? Você realmente é burro a ponto de transar com alguém só pur causa de uma competição boba? Você é tão estúpido que nem percebe a grande coisa que isso é, que tudo isso é, e você só continuou com isso por causa da sua personalidade competitiva de merda.”

Hinata se sente como se tivesse levado uma surra. Ele achou que Kageyama estava bem com isso; ele iniciou várias vezes, não foi? Ele encara Kageyama, cuja respiração está ainda mais pesada agora, como se ele tivesse corrido uma maratona, e não gritado.

“Se isso realmente te enojava tanto era só ter dito!” Hinata grita de volta, e ele consegue sentir mais lágrimas de raiva se acumulando no canto dos seus olhos e ele odeia, e odeia Kageyama por ser um babaca burro e joga tudo pra cima dele dessa forma.

“Eu não estava enojado!” Kageyama senta mais perto e fica olhando para Hinata, que começa a chorar de verdade. “Eu não sei porque você não estava enojado! Você ao menos tem noção do que está fazendo?”

“Sim!” Hinata está soluçando agora. “Eu faço essas coisas com você porque eu me sinto bem e eu gosto, e eu nem me importo com aquela competição ridícula!” Ele se detesta por não ter conseguido disfarçar o quanto isso o incomodou; ele só está falando sem pensar, como se vomitasse tudo o que sentia. “Você parecia ter gostado também e não é justo agir dessa maneira comigo quando você deveria apenas ter dito que não queria!”

Kageyama está inquieto agora, e ele finalmente não parece mais arrogante. “Hey, para de chorar, eu-”

“Você é um babaca idiota!” Hinata nem tem nada para falar,, então ele joga uma mãozada de terra na direção de Kageyama. “Eu estava feliz que você estava querendo fazer várias coisas comigo, mesmo que fosse por causa da sua competitividade ridícula e eu achei que você gostava! Você não tem o direito de ficar bravo comigo porque você estava fazendo também!"

Ele se prepara para jogar mais terra, mas alguém agarra seu pulso e ele se sente sendo puxado para a frente e seu rosto sendo esmagado contra o ombro de Kageyama. Ele está chocado, mas isso só dura uns segundos e então ele está enrolando os dedos no tecido da jaqueta de Kageyama e chorando contra seu ombro por causa do quanto ele se sente irritado, chateado e envergonhado, e ele realmente, realmente odeia Kageyama.

“Me desculpa, para de chorar.” Kageyama sussurra, mas ele parece genuíno. “Você vai deixar minha jaqueta cheia de ranho.”

“Você que colocou meu rosto aqui.” Hinata funga, mas consegue sentir que está se acalmando.

Quando ele se acalma o suficiente, se afasta de Kageyama e enxuga o rosto com a manga. Kageyama está o assistindo, e ele junta os olhares, lutando contra a vergonha de estar com os olhos tão inchados.

“Se isso é porque a gente… Fez aquilo, então é só dizer e a gente nunca mais faz.” Hinata olha firme para Kageyama, que desvia o olhar. “Você que foi estúpido para deixar isso ir tão longe!”

Os olhos de Kageyama pousam novamente em Hinata. “Você não entende.”

“O que eu não entendo?” Hinata sabe que seu tom de voz está subindo novamente e ele parece meio desesperado, mas não liga. “Me diz! Você não me fala nada, seu escroto!”

“Eu gosto de você!” Kageyama grita, e as respostas planejadas de Hinata morrem em sua língua enquanto ele encara o rosto corado de Kageyama. “Eu gosto de você. Eu queria fazer todas essas porcarias com você. Eu sinto que me aproveitei de você e é por isso que eu não quero mais.”

Kageyama gosta dele. Ele gosta dele o suficiente para querer o beijar e o tocar e transar com ele de verdade e genuinamente, e não por causa de uma competição. Hinata sente seu próprio rosto esquentando com a descoberta.

Por outro lado, Kageyama parece abalado. Ele não parece mais irritado, só envergonhado e resignado. “Eu gostava de você antes disso começar, e eu achei que estava tudo bem porque você que quis isso em primeiro lugar, então eu não estava fazendo nada errado. Eu pensei… Que seria a única chance de ficar com você. Então, é por isso que eu não quero mais, e eu entendo se você me odiar ou qualquer coisa. É minha culpa.”

De repente, Hinata está se inclinando para a frente sem nem pensar, e ele empurra Kageyama para o chão pela segunda vez no dia. Ele segura os braços de Kageyama contra o chão.

“Eu não acredito que você acha que eu sou burro o suficiente para concordar em fazer as coisas com você só por causa de uma competição.” Ele diz, olhando em seus olhos, mas não está mais chateado. Tem algo realmente animador e morno borbulhando em seu peito, e ele se segura para não sorrir porque era para ele ainda estar bravo com Kageyama por ele ser um idiota. “Quero dizer, eu fiz, mas… Eu queria fazer isso. Eu gosto de beijar você. Eu gosto quando você me toca.” Ele sente suas bochechas esquentando. “É bom e eu não quero que mais ninguém faça isso, só você.”

“Isso não é algo que amigos só fazem um com o outro, idiota,” Kageyama fala, mas sua voz é fraca. “Eu não quero-”

“Sim você quer! Você acabou de me dizer que gostou!” Hinata agarra seus ombros novamente. “Eu não ligo se é algo que amigos não fazem, você não é um amigo! Você é, você é o Kageyama.” Ele diz, e consegue sentir sua voz falhando, porque é de fato a única palavra que ele encontra para isso. Kageyama é Kageyama. Ele é diferente, ele é alguém que Hinata confia totalmente e quer fazer tudo com. “Eu não faria isso com mais ninguém. Eu não quero pensar em você fazendo isso com mais ninguém. Eu não quero que você faça isso com mais ninguém, também.”

Kageyama está totalmente corado, suas pupilas estão dilatadas e nesse momento Hinata quer muito o beijar, então assim ele faz. É muito hesitante e rápido, mas é um beijo, um beijo de verdade, e ele não sabe porque não percebeu antes o que tudo isso significava pra ele também. Ele quer beijar Kageyama o tempo todo.

“Geralmente as pessoas se confessam uma pra outra antes de fazerem sexo.” Kageyama pontua quando Hinata se afasta.

“Yeah, eu poderia dizer o mesmo para você.” Hinata dá a língua para ele, sentindo que um grande peso saira de seus ombros. Ele consegue sentir seus lábios salgados do choro de antes que agora ele tinha vergonha de ter derramado. “Você é tão bebezão que deixou chegar a esse ponto pra conseguir me dizer que gosta de mim.”

Kageyama olha para longe. “Eu disse que sinto muito.”

Isso não está certo, também, porque finalmente ambos estão na mesma página. Kageyama não deveria continuar se desculpando mais, mesmo que ele tenha sido um escroto sobre toda essa situação ao invés de dizer o que sentia, para que nada disso tivesse acontecido. Como sempre. Se ele tivesse apenas dito que gosta de Hinata, Hinata teria dito que gosta dele também.

E é então que Hinata percebe. Ele gosta de Kageyama. Ele gosta GOSTA de Kageyama. Ele sente seu estômago despencando e se enchendo de borboletas ao mesmo tempo, e suas bochechas estão ficando coradas, ele tem certeza, então ele se joga em cima de Kageyama e esconde seu rosto na curva do pescoço dele. Kageyama foi o burro na história, mas talvez Hinata tenha sido um pouco burrinho sobre seus sentimentos, também.

As mãos de Kageyama vão para suas costas, incertas, como se ele não soubesse reagir a essa situação ou não soubesse se Hinata está chateado ou algo do tipo. Hinata realmente não quer se levantar porque é dessa maneira que ele quer as coisas, da maneira que ele tem querido já faz um tempo.

Finalmente Kageyama está o forçando a se sentar de novo e tirando a poeira de seus ombros. “Vamos lá, as pessoas vão chamar a polícia daqui pouco.” Ele diz, e Hinata relutantemente sai de cima dele para poderem se levantar. Agora que tudo acabou, ele está se sentindo meio tímido, porque ele nunca aprendeu a se comportar perto de alguém que gosta dele, e que ele aparentemente gosta de volta.

Eles ficam parados em silêncio por um segundo, antes de Kageyama perguntar para Hinata se ele quer ir para a casa dele, e Hinata está assentindo antes mesmo de se dar conta. Eles andam em silêncio, e Hinata continua não gostando da aura esquisita em volta deles, então ele se estica e segura a mão de Kageyama.. Ela é quente, e Kageyama não se afasta, então Hinata sente seus ombros se relaxando. A aparência deles deve ser uma bagunça a esse ponto, mas ele não se importa. Ele se sente quente e tudo que consegue focar é na mão de Kageyama na sua, e a expressão de Kageyama quando ele disse que queria o tocar, o beijar e tudo mais, flutua em sua mente e ele aperta o passo porque ele sabe exatamente o que quer fazer agora. Ele vai se desculpar por fazer Kageyama se sentir culpado em ter transado com ele.

Quando eles chegam na casa de Kageyama, Hinata impacientemente espera para entrar, e então ele está empurrando o garoto mais alto contra a porta e eles caem no chão enquanto Hinata gruda seus lábios nos de Kageyama. Eles já fizeram isso antes, mas dessa vez é diferente. Kageyama gosta dele.

“Mas que porra, Hinata-” Kageyama tenta falar, mas Hinata continua pressionando seus lábios de novo e de novo e Kageayama continua tentando chegar na maçaneta da porta para, pelo menos, fechá-la. Ele finalmente consegue empurrar Hinata de cima dele. “Pelo menos tire seus tênis.” Sua voz é baixa, como se estivesse envergonhado,e Hinata nunca tinha notado o quanto isso é adorável até esse momento.

Hinata empurra seus tênis para fora dos pés de qualquer jeito e então está tentando tirar do de Kageyama por ele, porque ele é lento demais, como se não estivesse entendendo o que o garoto ruivo quer. De alguma forma eles acabam de pé, e Hinata o arrasta até o quarto, o jogando para dentro e ele mal tem tempo de encostas a porta antes de Hinata, mas uma vez, se jogar em cima de Kageyama (ele parece estar fazendo isso vezes demais hoje) e eles estão caindo na cama e um deles começa o beijo novamente, nenhum sabendo qual deles foi. (Mais tarde, um vai culpar o outro, mas Hinata tem certeza que a culpa foi toda dele.)

“Kageyama,” Finalmente Hinata fala, quando eles se separam. “Eu quero fazer de novo.”

“Quer- Você tá falando sério?” Kageyama está juntando as sobrancelhas, como se não tivesse certeza do que fazer. “Nós não precisamos-”

“Eu quero!” Hinata encara as calças de Kageyama; ele consegue saber que Kageyama estava se animando também. “Nós fizemos da última vez, mas eu não sabia… Você sabe… Eu só queria fazer de novo.” Kageyama continua com um olhar relutante, então Hinata acrescenta um ‘por favor’, sabendo que Kageyama não consegue resistir.

Com um suspiro, ele finalmente dá um sorriso de lado e empurra Hinata para ir pegar as coisas que eles vão precisar. Hinata nem sabe se ele tem mais camisinhas, mas então Kageyama está de volta; ele tem pelo menos cinco nas mãos. Hinata o encara, e ele cora.

“Eu te falei, Suga me deu elas.” Ele murmura, olhando para outro lugar.

Francamente, Hinata não se importa em como ele as conseguiu, porque ele está se sentindo quente demais e tonto e excitado e ele só quer tirar suas roupas, e ele tira. Ele está lutando contra sua camiseta quando Kageyama finalmente para e o olha.

“Tire as suas também.” Hinata diz, inflando as bochechas. “Não é justo se só eu estou fazendo, me sinto burro.”

“Você é burro.” Kageyama retruca, mas está jogando sua jaqueta -agora suja- no chão e tirando a própria blusa, e Hinata dá um pulo e vai até as suas calças no mesmo instante. Kageyama acaba sentado no chão com Hinata em seu colo, ainda trabalhando no zíper. Ele não sabe muito bem que cara está fazendo, mas sente a ponta de sua língua no canto da boca em concentração quando Kageyama agarra seu rosto e o beija; suas mãos escorregam do zíper e de repente ele está de costas no chão, olhando para o rosto corado de Kageyama.

“Eu gosto de você.” Kageyama diz novamente, parecendo determinado, e acaricia Hinata com a mão aberta sobre suas calças. Hinata empurra os quadris contra a fricção, e mesmo que eles tenham feito isso por semanas a fio, dessa vez é diferente, porque eles estão fazendo com uma motivação totalmente diferente. Ou talvez, Hinata tenha descoberto a motivação que esteve por trás disso o tempo todo.

Ele sorri quando sente a mão quente de Kageyama deslizar para dentro de suas calças, em sua pele e em volta do seu membro e ele já está se sentindo bem, talvez seja mil vezes melhor que das outras. Hinata fecha os olhos e se foca na sensação; Kageyama faz o movimento para cima e para baixo algumas vezes antes de tirar a mão e Hinata suspira triste com a perda do contato. Não dura muito, entretanto, porque Kageyama está finalmente abaixando seu zíper e Hinata levanta o quadril para o ajudar.

Quando suas calças saem, ele se segura em Kageyama. Eles giram de novo e Hinata acaba ficando em cima, firmemente pressionado sobre o volume nas calças de Kageyama no que ele procura pelo zíper com suas mãos. Kageyama está pressionando a cabeça contra o chão e fechando seus olhos com força; ele parece estar perdido, então Hinata se inclina para baixo e o beija novamente. Ele não consegue parar de sorrir quando se afasta, porque Kageyama parece estar tão contrariado em estar preso no chão com Hinata se esfregando em si e estando por cima.

“Tire logo a porra das calças ou eu mesmo faço.” Xinga Kageyama, com os olhos ainda fechados. Hinata se arrepia com sua voz e desce pelo corpo de Kageyama levando as calças consigo, e eles estão nus no chão e se encarando.

“Deixa eu fazer isso por você dessa vez.” Hinata diz, finalmente, encontrando confiança em sua voz, mesmo sabendo que suas bochechas estão vermelhas. Kageyama abre a boca para protestar, mas Hinata apenas o empurra para o chão de novo e estica o braço para cima da cama. Ele tapeia um pouco até achar um dos (vários) tubos de lubrificante (seu rosto esquenta ainda mais, o que Suga achou que estava acontecendo?)

Kageyama assiste enquanto Hinata cobre seus dedos e então o entendimento se mostra evidente em seu rosto quando o garoto menor coloca a mão para trás e morde os lábios enquanto desliza um dedo para dentro de si mesmo. Kageyama está prestes a dizer alguma coisa, mas Hinata apenas acena com a cabeça.

“Não ouse dizer nada ou eu corto seu pau fora.” Ele diz. Na verdade, ele prefere os dedos de Kageyama, mas ele quer fazer isso ele mesmo. Ele quer impressionar Kageyama.

Enquanto ele trabalha, outro questionamento passa por sua cabeça, e ele decide perguntar. “Kageyama, você gosta de garotos?”

Kageyama o encara como se ele tivesse duas cabeças. “O que você acha, boke?”

“Não foi isso que eu quis dizer!” Hinata coloca mais um dedo e morde novamente o lábio. “Tipo, você já gostou de garotas antes?”

Ele fica em silêncio por um tempo e Hinata acha que ele não vai responder, mas ele responde, dando de ombros. “Não sei. Nunca gostei de verdade de ninguém antes.”

Por alguma razão, isso faz Hinata ficar inesperadamente tímido. Ele é a primeira paixão de Kageyama. E então ele se dá conta que Kageyama provavelmente é a sua também.

Ele assente. “Acho que eu também.”

“Você sempre fala sobre como garotas são fofas,” Diz Kageyama, e ele soa um pouco inseguro, e Hinata não gosta disso. Por quanto tempo Kageyama tem se preocupado com isso?

“Garotas são fofas, mas eu não quero beijar nenhuma delas.” Como eu quero beijar você, ele não diz, mas ele sabe que Kageyama entende. “Além disso, você também é meio fofo, eu acho, quando sua cara não está atrapalhando.”

Kageyama está xingando baixinho e Hinata pega sua mão livre e a fecha em volta de seu membro em um aperto firme, e a voz de Kageyama morre na garganta. Isso é uma truque muito bom e útil que ele descobriu. Ele vai utilizar mais vezes.

Quando ele coloca o terceiro dedo, consegue se sentir ficando animado. Ele se sente super sujo, fazendo isso bem na frente de Kageyama, mas isso só o deixa mais excitado e ele sorri para o garoto abaixo dele. O rosto de Kageyama está imóvel o assistindo; uma das raras vezes em que ele não está falando nada e apenas observando. Ele parece bem sério, como se estivesse anotando mentalmente o que Hinata gosta e faz em si mesmo para fazer na próxima vez, e o pensamento de uma próxima vez deixa Hinata com mais calor ainda. Eles podem fazer isso sempre que quiserem agora.

De repente, Kageyama desvia o olhar. “Você é bonito.”

O coração de Hinata dá um pulo como faz toda a vez que Kageyama o elogia. Por alguma razão esse elogio o deixa tímido e o faz querer se cobrir , mas o olhar de Kageyama para ele o faz seguir em frente. Ele consegue fazer isso, já fez antes.

Ele retira seus dedos e pega um dos pacotes prateados que estão em volta de Kageyama. Kageyama pega um e empurra os braços de Hinata para longe enquanto abre o pacote e desenrola em torno de si, mordendo o lábio inferior. Ele definitivamente está mais duro do que estava da outra vez, se é que isso é possível, e nem tocou em si mesmo; Hinata cora com a ideia de que talvez Kageyama tenha ficado dessa jeito só de o assistir. Talvez isso seja um pouco narcisista, mas é um bom pensamento. Todo seu corpo se sente aquecido.

“Hey, Kageyama,” Ele diz, pausado. “Você sabia como fazer tudo isso antes de nós fazermos, certo?”

Kageyama assente, então ele continua.

“Isso significa… Que você já tinha pensado em fazer isso antes?” Ele acha que é uma pergunta meio invasiva, mas realmente quer saber.

Kageyama então faz uma cara estranha como se estivesse prestes a correr para longe, então Hinata coloca uma mão em sua bochecha. “Vamos lá eu não ligo, só quero saber.”

O sim com a cabeça é quase imperceptível. “Não que eu estivesse planejando isso, eu só… Queria saber, para o caso de.” Seu olhar é de culpa, então Hinata se inclina e o abraça; Kageyama dá um pulo enquanto se sente ser esmagado por ambos os corpos.

“Cuidado, boke!” Ele grunhe, mas não empurra Hinata para longe.

“Ok, ok.” Hinata volta para trás e olha para o membro de Kageyama entre eles. Isso vai estar nele, mais uma vez, e ele vai fazer isso sozinho. Ele leu um pouco sobre, honestamente, mas só porque ele queria estar totalmente a par de todas as situações.

Ele se ajeita mais para a frente, uma coxa de cada lado dos quadris de Kageyama, as mãos apoiadas em seu peito. Kageyama, por sua vez, estava transparecendo um pouco de nervosismo, como se pensasse que Hinata ia o machucar, ou se machucar, ou machucar os dois.

Hinata coloca a mão para trás e segura o membro de Kageyama. É quente e ele sente as veias pulsando e está começando a se sentir impaciente, lembrando de como foi da última vez. Devagar, muito devagar, ele começa a deslizar para dentro. É apertado, e desconfortável, então ele pausa uma vez a cada alguns segundos para se permitir ajustar, mas ele está fazendo isso e sente uma pontada de orgulho ao ver a expressão de Kageyama.

“Kageyama, você vai me deixar ser tops da próxima vez, certo?” Ele respira fundo e diz, para se distrair. Kageyama suspira.

“Parece que você gosta muito disso, então eu não sei.” Ele responde, e Hinata arranha seu peito, envergonhado. Não que ele goste disso particularmente, mas é gostoso, e daí? Ele fala isso alto, e Kageyama só o olha com um sorriso que o confirma que estava sendo apenas provocado.

Com isso, Hinata respira fundo novamente e coloca o resto dentro de si, trincando os dentes, e ele consegue se sentir 100% preenchido. Ele se apoia contra o peito de Kageyama; as mãos de Kageyama estão em seus quadris para o ajudar a ficar no ângulo certo, e seus dedos escovam as marcas de ontem. Kageyama o assiste e então o pressiona para baixo, e a respiração de Hinata entrecorta. É gostoso.

Hinata se dá mais um minuto antes de se levantar novamente, e ainda é estranho, mas ele está se acostumando, Ele senta de volta e é muito melhor do que um minuto atrás, e ele consegue sentir o aperto de Kageyama em seus quadris se intensificar e sua respiração ficar mais ofegante.

Hinata senta a satisfação subindo por seu peito, e ele faz isso mais uma vez, mais confiante; ele assiste as mãos de Kageyama deslizarem para suas coxas, onde os músculos estão se contraindo, e ele se arrepia. As mãos de Kageyama em seu corpo sempre são boas, o tempo todo, mas especialmente agora, e ele consegue se sentir perdendo o foco. Piora quando as mãos de Kageyama voltam para seus quadris e subitamente os agarra com firmeza, puxando Hinata para baixo de encontro ao seu corpo e seus quadris se inclinam para cima, e Hinata consegue sentir ir fundo, muito fundo, escovando o ponto que o faz jogar a cabeça para trás e gemer o nome de Kageyama.

O ângulo é estranho, mas Hinata se sente um pouco mais no controle do que da última vez, e Kageyama está estocando tão fundo que é difícil até de respirar. Eles se movem juntos, e suas unhas estão deixando marcas no peito de Kageyama, e ele consegue sentir seu próprio membro pedindo atenção contra seu abdômen, até que a mão de Kageyama começa a masturbá-lo e ele geme alto e abertamente. Ele se sente sensível e seus nervos estão pegando fogo e ele consegue sentir cada ponto em que Kageyama está o tocando, dessa vez é tão melhor que dá outra que ele quer continuar fazendo isso, todos os dias, até ficar tão bom que nenhum dos dois vai ter fôlego.

“Kageyama” Hinata se escuta dizer, mal registrando o que está fazendo. “Diz Shouyou.”

Kageyama o encara e Hinata olha de volta para ele, e começa a se sentir envergonhado. Ele está quase retirando o que falou quando Kageyama o olha pensativo.

“Shou-chan.”

“Não!” Hinata soluça. “Isso é tão embaraçoso! Shouyou!”

Kageyama revira os olhos mas Hinata consegue ver os cantinhos de sua boca formarem um pequeno sorriso, então ele diz “Shouyou” e o coração de Hinata se enche e ele inclina os quadris para baixo, e dessa vez Kageyama geme. Hinata escuta e grava mentalmente para pensar sobre isso depois, mas agora ele está tão quente e quer que essa sensação se espalhe até para as pontinhas de seu corpo e quer ir até o limite, e quer ouvir Kageyama dizer seu nome novamente.

Quando ele o faz, expirando, ‘Shouyou’, Hinata goza, com a mão de Kageyama ainda o masturbando. Ele realmente vem por toda sua barriga e um pouco no abdômen de Kageyama e ele se sente absolutamente, maravilhosamente satisfeito. Ele deixa Kageyama agarrar seus quadris e continuar, se empurrando contra ele até que seus quadris estão tremendo e ele sente o maior pulsar dentro de si e ele está gozando, também, com outro gemido.

Quando Kageyama o solta, Hinata cai sobre ele. Kageyama sai de dentro dele fazendo um barulho de nojo para o provocar, mas ele não dá a mínima, porque se sente como se tivesse ganhado o campeonato nacional. Kageyama reclama do seu peso, mas não o tira de cima. Suas mãos deslizam das costas de Hinata até suas coxas, desenhando círculos nelas com as pontas dos dedos; Hinata queria saber como ele adivinhou que elas doem um pouco depois de todo o trabalho, mas ele aprendeu que Kageyama sempre sabe tudo sobre ele. Isso é outra coisa que faz ser perfeito sempre que eles estão um em volta do outro.

“Isso foi bom, certo?” Hinata finalmente diz quando recupera o fôlego.

“Não foi ruim.” Kageyama diz, e Hinata dá uma lambida em seu ombro, brigando. “Levantam esse chão vai me machucar.”

Hinata realmente, de verdade, não quer se levantar, mas se deixa ser rolado para o chão e levado até a cama. Kageyama tira a camisinha e a joga no lixo perto da cama; Hinata mantém os braços abertos, e Kageyama vem e se joga sobre ele. Ele graciosamente não reclama.

Eles acabam dormindo desse jeitinho, e quando Hinata acorda já passou das 11 da noite e ele entra em pânico sobre chegar logo em casa. Kageyama o diz para ficar durante a noite, soando grogue e sonolento, com seu rosto pressionado na lateral de Hinata. Hinata acaba ligando para a mãe e dizendo que vai ficar na casa de Kageyama para fazer um trabalho, e então ele se deixa ser novamente puxado e circulado por braços e ele volta a dormir quase que imediatamente. Ele acha que talvez é assim que ele queria estar desde sempre, aquecido e tranquilo e com Kageyama respirando calmamente ao seu lado.

Na manhã seguinte, eles tem que correr e se vestir para a escola, depois de tomarem banho e fazer o possível para ficarem apresentáveis (o cabelo de Hinata foi um pouco complicado de lidar, mas eles não acham que alguém vá perceber). Eles chegam no treino no limite do tempo, sem fôlego, e correm até a sala do clube para se trocarem.

Kageyama é o primeiro a notar todos olhando para eles, porque ele avisa Hinata com um leve cutucão em sua lateral. Hinata olha para cima e yeah, Sugawara está disfarçando um sorriso e Nishinoya e Tanaka estão o encarando com o que parece ser respeito. Hinata olha para si mesmo; com certeza eles não podem notar, certo?

Seu rosto esquenta quando ele olha para as marcas roxas, do tamanho perfeito das mãos de Kageyama, e ele está lutando para colocar a blusa o mais rápido possível. Kageyama parece estar já resignado, porque está fazendo tudo em seu ritmo normal, ignorando os olhares dos outros. Hinata desejava ser frio assim as vezes, mas quando ele lembra da noite passada, lembra que Kageyama não é sempre frio.

Antes de eles irem para a quadra, Hinata sente uma mão contra seu ombro, e ele vira para encontrar Sugawara sorrindo para eles. “Parabéns!” Ele diz, dando batidinhas no ombro de Kageyama também, que assente.

Hinata não sabe o que está acontecendo, mas ele assente também, e Kageyama sussurra um ‘obrigado’. Eles se ajeitam quando Suga está alegremente andando até a porta, como se tivesse atingido um grande objetivo e Hinata acha que talvez, sem eles saberem, ele atingiu.

Eles precisam agradecer Suga melhor depois, mas por enquanto ele só segura a mão de Kageyama e o arrasta até a quadra. É como sempre, ele pensa, só que melhor, porque os dedos de Kageyama se encaixam perfeitamente entre os seus.

Ele acha que talvez tudo bem em Kageyama ter ganhado essa competição. Ele ganhou muito mais, enfim.

Notes:

É isso! Eu li essa fic no AO3 e me apaixonei, ela foi publicada faz tempo, então estranhei não haver tradução. Fui atrás do twitter da autora para pedir permissão, ela gentilmente cedeu e permitiu que eu postasse para vocês.

 

Obrigada por cada voto e cada comentário, eu amo o carinho que recebi aqui, vocês são incríveis, e espero que me acompanhem em outras traduções/ trabalhos originais.

Tenho uma short fic também KageHina planejada, e, se vocês quiserem comentar quais outros casais vocês shippar, quem sabe eu não escrevo sobre ou procuro? (Eu vivo por BokuAka, IwaOi, DaiSuga, AsaNoya e KuroKen)

Mais uma vez obrigada por me deixar entreter vocês.

Com todo o amor,

Lau 💕

Notes:

É isso, se quiserem falar comigo no twitter sobre, é @inukaggs
sou flopadona lá, mas entro direto. beijos e até o próximo cap!