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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2026-07-05
Words:
4,104
Chapters:
1/1
Kudos:
5
Hits:
108

Despensa

Summary:

— Kageyama, você gosta de mim? — Cortou Hinata rapidamente, ignorando tudo que foi dito pelo outro.

— Shoyo... Eu te amo...

— Eu não perguntei se você me ama... Eu perguntei se você gosta de mim!

 

[Uma discussão e problemas mal resolvidos geram medidas drásticas e hormônios a flor da pele.]

Notes:

escrevi isso em 2024 para uma pessoa especial hahaha! não sei se tem um enredo... quis criar uma situação de ciúmes entre dois personagens da obra só para deixar mais agitado! no mais, é apenas pornografia.

arrumei algumas coisas gramaticais no texto depois, já que a tradução automática não pega algumas gírias de meu país.

Work Text:

Era por volta das quatro e meia da tarde e fazia mais ou menos de 30°C, temperatura normal no verão de Miyagi. A quadra do Colégio Karasuno estava quente e abafada, acabou sendo usada em mais um treino semanal de vôlei. Alguns alunos já foram retirados para ir embora, outros ficaram para arrumar a mesma. Um deles era Hinata Shoyo, que estava limpando as bolas de vôlei e as guardando na descida da quadra. Porém, ele não estava sozinho, um de seus colegas de classe também não estava ajudando localmente. O problema é que a última pessoa que ele queria ver naquele dia especificamente era ele. Já tinha sido bastante difícil manter o foco no treino com essa pessoa sendo sua dupla, e se contasse, devem ter sido discutidos três vezes ou mais durante o exercício, o que acabou afetando o tempo inteiro.

 

Hinata tentou ignorar a existência do rapaz enquanto estava guardando as coisas, mas não adiantou muito pois o próprio veio na direção dele em determinado momento treinando conversar alguma coisa que ele não fazia questão de saber. Solenemente o garoto ruivo esquivava da aproximação como se não fosse com ele, nem deixando o outro falar. Por fim, acabou sobrando somente ambos na quadra, e antes que alguém fosse embora, do outro lado estava o jovem que havia sido desprezado durante vários minutos, e como havia falhado em conversar cara-a-cara, resolveu gritar, não muito alto, para que somente Shoyo pudesse ouvir.

 

— Você treinou muito mal hoje Shoyo... Ennoshita vai ficar bravo com você se continuar desse jeito. — Falou normalmente enquanto limpava o chão daquele canto que estava. Eu tentei puxar o assunto com Hinata. Não parecia, mas estava mais nervoso que o normal, provavelmente tremenda de ansiedade por toda aquela situação, por mais que fossem discutidos mais cedo.

 

O silêncio pairou na quadra. Ninguém havia respondido. Ele não respondeu. Aquilo só deixou o garoto mais nervoso e tímido. No entanto decidiu transformar esse sentimento em raiva, já que aparentemente era assim que Hinata queria que fossem as coisas, ele ia ser tratado daquela maneira, com raiva.

 

A calmaria foi quebrada por alguns passos largos e fortes que ecoaram no ambiente inteiro. Se aproximava cada vez mais de onde Hinata estava, que por sinal, não esboçava nenhuma ocorrência com o ruído. Uma sombra voraz apareceu na porta da despensa da quadra que estava aberta. Assim que surgiu, o rapaz, que estava visivelmente irritado, foi direcionado novamente ao menor.

 

— Hinata, eu estou falando com você…

 

— Vai pro inferno, Kageyama!

 

Novamente, o silêncio voltou. Na mesma velocidade que Shoyo havia virado para responder Kageyama, ele se virou e continuou seus afazeres. Aquilo encheu o maior de uma raiva imensurável. Seu desejo naquele momento era encher ele de pancadas até ficar com o rosto completamente roxo. Mas ele não o fez. Pela primeira vez na vida, ele respirou fundo quando se tratava das desavenças de Hinata. Se aproximou cautelosamente do jovem que estava agachado arrumando mais coisas, passou a mão em seus fios ruivos que brilhavam ainda por conto do suor, soltando um suspiro profundo. — Vamos conversar, meu bem, por favor. Não quero mais ficar desse jeito com você... — Shoyo tremeu com o toque e as palavras de Tobio, e por um segundo parou tudo que estava fazendo, porém logo conseguiu se recompor. Ele não ia ceder tão fácil assim, mesmo tendo escutado essas duas palavras que não ouvira há meses da boca de que tanto gostava.

 

— Eu não tenho mais nada para falar com você. Por favor, vai embora! Tenho que terminar logo isso aqui, se não vai ajudar, não atrapalha. — Sibilou enquanto se levantava rapidamente indo para o outro lado da despensa extremamente pequena que os dois estavam. Sua garganta estava com um nó enorme, provavelmente vontade de chorar, ou ansiedade, ou os dois. De qualquer forma, ele iria ignorar aquele sentimento como todas as outras vezes em que Kageyama tentou conversar com ele sobre esse mesmo assunto nesses últimos 3 meses.

 

Era só questão de tempo até que Tobio fosse embora, como sempre fazia nessas situações. Mas dessa vez ele estava determinado a ficar e pôr um fim nisso, sendo bom ou ruim. Enquanto Hinata estava virado de costas, Kageyama se aproximou novamente do menor, ousando dessa vez a colocar suas mãos na cintura do mesmo e abaixando lentamente até o seu pescoço, que mesmo soado, havia se misturado com o cheiro do perfume que ele usava, remetendo memórias a ele.

 

Imediatamente que Shoyo sentiu uma pressão atrás de si, se esquivou o empurrando fortemente. — Você ficou louco, porra?! — A raiva em seu olhar era nítida. — Vai embora! Agora! — Gritou indo para o rumo da porta da despensa. Tobio não esboçou uma reação sequer, foi novamente ao encontro dele, tentando segurar em suas mãos. Obviamente, não obteve sucesso, somente deixou o outro rapaz com mais raiva ainda, cujo começou a se debater e tirar suas mãos do outro. No entanto, Kageyama conseguiu segurar firme os pulsos do menor, por mais que ele fosse muito forte, a diferença de altura ainda era uma vantagem. Em um movimento rápido, o puxou para dentro novamente o colocando contra a parede.

 

— Hina... Me ouve, por favor! Vai ser a última vez que eu tento falar com você, eu prometo, só me escuta! — O fitou com um olhar genuinamente triste, de cansaço por toda aquela situação. Shoyo quase se esquivou novamente, mas ele também estava exausto daquilo tudo, e só abaixou a cabeça em um sinal de rendição. — Olha. — Começou Kageyama, ainda segurando os pulsos de Hinata. — Eu errei, tá! Errei muito com você. Me perdoa! Eu sei que eu sou muito imaturo, que eu magoei você demais com aquilo, mas eu só fiz aquilo por ciúmes e eu me arrependi instantaneamente quando vi o jeito que você ficou. Eu não queria que isso chegasse na proporção que está agora. Nenhum dos dois consegue se concentrar mais na escola e principalmente no vôlei, e isso está atrapalhando o desempenho do time inteiro agora…

 

— Kageyama, você gosta de mim? — Cortou Hinata rapidamente, ignorando tudo que foi dito pelo outro.

 

Chocado pela pergunta repentina de Shoyo, o moreno respirou fundo e respondeu algo que já estava guardado a muito tempo, mas que nunca tivera coragem de dizer a ele. Se preparou mentalmente e gaguejou um pouco ao balbuciar a frase. — Shoyo... Eu te amo... — Ainda, de cabeça abaixada e encostado na parede, Hinata levantou-se lentamente com o olhar mais cabisbaixo que Kageyama já viu, dessa vez fitando no fundo de sua alma.

 

— Eu não perguntei se você me ama... Eu perguntei se você gosta de mim!

 

Kageyama sentiu uma pontada no peito com aquela frase. Pois, de fato, ele não sabia o que responder. Ficou confuso e triste ao mesmo tempo. Sua única reação foi soltar os pulsos do mesmo, que até então, não tinha percebido que ainda estava segurando-os. — Desculpa... — Foi a única coisa que conseguiu proferir.

 

Shoyo soltou um longo suspiro, como se todo aquele problema tivesse saído no ar de sua boca, mas ele ainda estava lá. — Você diz ter ciúmes de mim, que só fez aquilo por conta disso, mas você sabe por que eu fiz aquilo também? Porque você nunca fez questão de me assumir.

 

Nunca! Era até ridículo o jeito que você agia como se fosse o meu dono, sendo que quando perguntavam se estávamos juntos você sempre desconversava, ainda por cima fazia isso na minha frente. E depois, como sempre, vinha no off pedir desculpas por isso. E eu burro, aceitava!

 

— O menor se aproximou do outro para olhar nos seus olhos novamente. — Você sabe por que eu não fiz questão de esconder que eu fiquei com o Kenma? Porque eu queria ver a sua cara de idiota! A sua cara de coitado por ter sido trocado! Você odeia isso, né? Seu reizinho de merda! — Sorriu sarcástico. Kageyama estava com a cabeça abaixada, ainda sem conseguir olhar para o ruivo, pois sabia que estava errado em tudo e não sabia como começar ou o que dizer a ele. — Reizinho... Ele te chamava assim na hora H também, né?

 

— Por um segundo Kageyama parou de respirar depois do que ouviu. Ele levantou a cabeça lentamente para olhar para Hinata, que ainda estava com um sorriso sarcástico no rosto. Sem pensar, ele o puxou pela gola de sua camisa, quase que a rasgando. — Se você falar essa merda de novo, eu acabo com você! — Tobio sentiu seu corpo inteiro esquentar em fração de segundos, por raiva e vergonha. Por mais que ele fizesse determinadas coisas, ele odiava falar sobre isso.

 

Era quase como um tabu. Até mesmo se quem pronunciasse isso fosse alguém que ele já havia ficado. 

O ruivo segurou a mão que estava puxando a sua gola e se aproximou do rosto do outro rapaz, ainda sorrindo maldosamente. — Você fez com o Tsukki tudo que não fez comigo, né? Se sentiu arrependido não por mim, mas porque você gostou de achar alguém que conseguiu te dominar igual uma putinha. Vai, admite! — Tobio jogou Hinata no chão assim que terminou a sua frase caindo por cima dele, o socando freneticamente. Porém, a única reação de Shoyo foi rir. Apenas rir. Enquanto apanhava e ouvia os piores xingamentos de Kageyama. Até que, num pulo, Hinata conseguiu se levantar, sem que o outro percebesse. Agora invertendo as posições, era Kageyama que apanhava. Ambos ficaram vários minutos se socando. No entanto, algo que faziam, mas não perceberam, era que nenhum dos dois estavam se batendo com violência, pois tinham medo de machucar de verdade um ao outro. Por final, quando novamente Kageyama tomou as rédeas da situação e ia bater novamente em Hinata, parou quando percebeu que ele estava chorando. Chorando muito.

 

— Shoyo? — Kageyama pousou as mãos no rosto dele desesperadamente preocupado.

 

— Eu te machuquei? Me desculpa! Eu não queria fazer…

 

— Por que você parou? — Disse Hinata entre soluços. — Continua! É só isso que eu mereço mesmo. Eu nunca mereci mais nada além disso. Nada disso estaria acontecendo se eu não tivesse ficado com você naquele nacional ano passado. Nada! — O garoto chorava como nunca jamais Kageyama viu. Saiu de imediato de cima dele, sentando-se ao seu lado o levantando para um abraço, tentando confortá-lo. Hinata não tinha forças para recusar, só aceitou o carinho do maior.

 

— Me desculpa meu amor, me desculpa! Eu não queria que você ficasse assim, eu juro, me perdoa do fundo do meu coração! — Disse Tobio enquanto o abraçava fortemente fazendo movimentos de ninar para acalmá-lo. Começou a lacrimejar também.

 

— Sai de perto de mim. Por favor. Você só me machuca... — gaguejou em meio à lagrimas tentando empurrá-lo, mas sem sucesso.

 

Kageyama segurou o rosto de Hinata para olhar em seus olhos e pedir novamente desculpas. Porém, ao olhar o menor em seu colo, teve um misto de sensações. Seu olhar puro, genuíno e triste, completamente encharcado e inchado, de quem só queria ser amado. A maneira que parecia se sentir protegido naquela situação, por mais que estivesse o empurrando agora a pouco. As coisas que sua linguagem corporal dizia e somente ele conseguia ler. Kageyama queria beijar o garoto como nunca. Estava com saudades, pois fazia meses que não sentia o toque daquele que tanto amava.

 

Hinata sentiu a respiração do rapaz muito pesada assim que segurou em seu rosto, sabia exatamente o que ele queria fazer quando o olhou por mais de cinco segundos em silêncio, mas ele não queria deixar aquilo acabar daquele jeito, pois já estava exausto daquele relacionamento complexo que eles tinham. Tobio soltou uma das mãos de seu rosto e passou a ponta de seus dedos suavemente em seus lábios contornando cada curva deles. Hinata estremeceu prontamente com o toque fechando os olhos deixando uma lágrima escorrer. Sentiu uma aproximação e sua respiração se misturando com a do moreno, até que os lábios de ambos se chocaram docemente, com pequenos selos.

 

Eu te odeio. — Murmurou Shoyo em meio aos beijos úmidos de Kageyama. Ainda estava chorando. — Eu te odeio! — Agarrou os cabelos escuros do outro puxando sua nuca. — Eu te odeio... — Suspirou fundo antes de beijar ferozmente o rapaz.

 

Hinata se levanta da posição que estava para se sentar de frente para Tobio, em seu colo. Prontamente Kageyama colocou suas mãos por baixo de sua camisa, que agora a pouco estava amassando entre os socos, e agora só queria jogá-la longe. A língua de ambos não parava de rodar uma na outra. Se beijavam como se nunca tivessem feito aquilo antes.

 

De repente, o local começou a esquentar novamente, e dessa vez não era por causa do calor do verão. Hinata parou o beijo e sussurrou para que só Tobio pudesse ouvir. — Tira a camisa. — Kageyama que já estava vermelho ficou mais ainda após escutar isso, mas obedeceu. Hinata se levantou e foi em direção a porta daquela despensa minúscula que eles ainda estavam, e fechou a mesma. Sem virar para trás, tirou a sua camisa a jogando em qualquer lugar da salinha, em seguida acendendo a luz do local que era extremamente fraca. Hinata não era o garoto mais modelo do mundo, mas desde que começou a treinar pesado o vôlei, seu dorso, parte do peitoral e ombros, começaram a se definir suavemente. Coisa que Kageyama ainda não tinha reparado, por conta desses meses afastados.

 

Shoyo se virou para Kageyama, que agora estava usando somente o seu calção de treino, sentado no chão escorado na parede esperando o menor se aproximar. Hinata andou devagar até o garoto, parando em sua frente, fazendo com que Kageyama o olhasse de baixo. Por mais que Kageyama gostasse de tomar o controle da situação nesses momentos, às vezes ele gostava de ficar do outro lado, principalmente com Hinata, mesmo tendo acontecido só duas vezes. Ele só tinha dificuldade em admitir isso, pois achava que ele perderia o respeito por ele.

 

O menor encarou fixamente os olhos azuis do rapaz que estava bem abaixo dele, segurando o seu queixo. Logo em seguida, subiu a mão para seus lábios que estavam muito macios, até chegar em seus cabelos que tinham a cor mais escura que o normal por conta da iluminação. Hinata levantou a perna sem que Kageyama percebesse, pois o fitava severamente, até que o garoto sentiu um movimento diretamente em seu membro, que sem esforço já se mantinha duro desde o primeiro beijo deles. Hinata estava massageando-o sutilmente com o seu pé, o que fez com que Kageyama estremecesse e arfasse de imediato com o toque do rapaz, olhando para baixo visualizando melhor o que acontecia. Shoyo era o único que sabia desse fetiche de Kageyama, e o fazia sempre que precisava.

 

Kageyama amoleceu com os movimentos que recebia, e começou a acariciar as coxas de Hinata por debaixo do seu calção, notou um volume minucioso na sua frente e prontamente subiu as mãos para a bunda do mesmo e começou a apertá-las fortemente. Hinata sorriu. — Tira seu calção, por favor, eu quero te ver melhor. — Falou Kageyama, meio atordoado. Hinata parou os movimentos que fizera no rapaz para cumprir seu pedido, no entanto, não tirou tudo. Voltou a segurar seu rosto, passando novamente o dedo em seus lábios, mas dessa vez colocando-o levemente em sua boca. Tobio imediatamente começou a fazer movimentos de sucção, olhando para ele.

 

A essa altura do campeonato, Shoyo já estava mais duro que uma rocha. Não aguentando mais, tirou seu dedo da boca do maior, puxou seus cabelos fazendo o arquear para trás e ordenou. — Me chupa. — E quase como se fosse a maior espera da vida de Kageyama, ele obedeceu de imediato. Passou as mãos em suas coxas, as apertando levemente, fazendo Shoyo arfar a cada pegada, enquanto beijava e mordiscava seu pau por cima da cueca que usava, nesse momento, sentiu as pernas do garoto tremerem, mas Shoyo se segurou na parede para não cair. Com o auxílio das duas mãos, retirou a cueca de Hinata com a boca, sentindo seu membro pular em seu rosto assim que a abaixou por inteira, ele estava completamente ereto, do jeito que gostava.

 

Hinata gemeu baixo quando sentiu as mãos de Tobio apertarem sua bunda ao mesmo tempo que sua língua encostava em sua glande. Recebendo movimentos circulares ao redor da cabeça, até ela ser abocanhada por inteira, e Kageyama continuar com esses mesmos movimentos dentro de sua boca. O garoto tremeu novamente quando Tobio sugou a cabeça de seu pau, dessa vez Hinata se desequilibrou e quase caiu por cima dele. — Cuidado, meu bem! Se segura ali. — O moreno apontou para uma barra de ferro que estava encostada na parede, que nenhum dos dois havia percebido a priori. Shoyo se ergueu novamente e assim fez, como pedido, indo até a barra e se apoiando nela.

 

Kageyama o seguiu, sentando-se novamente para continuar de onde parou. Dessa vez, segurou completamente a base do pau de Shoyo e o abocanhou por inteiro, fazendo movimentos de sobe e desce com as mãos e circulares com a boca, sempre dando fortes sugadas no final. — Caralho, amor... — Hinata gemeu entredentes segurando com força os fios rubros de Tobio com uma mão e se apoiando na barra com a outra. Ele sabia fazer um boquete como ninguém, apesar do ruivo também saber. E era isso que ele amava no relacionamento, a versatilidade, em quase tudo... Depois de vários minutos ali, gemendo, Hinata sentiu um arrepio na espinha, iria gozar, prontamente o menor puxou os cabelos de Tobio e começou a foder a sua boca do jeito que ambos gostavam, com fortes estocadas. Ele tinha garganta profunda, então não havia preocupação de machucá-lo, o que era ótimo principalmente para Shoyo.

 

A pequena sala estava extremamente abafada e quente, só se ouvia gemidos e barulhos de sucção de dentro dela. Para a sorte dos meninos, ninguém passava pela quadra naquele horário, já que na teoria, era para a mesma estar fechada à 1h30 atrás, e isso era trabalho de Hinata, que nesse momento, estava bem ocupado vendo Kageyama o fitar diabolicamente com aquele olhar penetrante que só ele tinha, enquanto recebia os golpes em sua boca. Shoyo sorriu com o olhar daquele desgraçado, ele sabia o que estava fazendo, e funcionou, pois naquele mesmo instante o garoto se desfez na boca de Tobio soltando um gemido estrondoso. Quando olhou para baixo, o rapaz limpava os cantos da boca, havia engolido tudo, se divertiu com a cena, ele nunca gostou de desperdiçar comida mesmo.

 

Kageyama se levantou de onde estava, indo diretamente à Hinata, o beijando freneticamente para que sentisse o seu próprio gosto. Hinata amava aquilo. — Agora é minha vez... — Arfou Kageyama na orelha de Shoyo, logo após chupando o lóbulo da mesma, fazendo o ruivo tremer de tesão e arranhar levemente às suas costas. Tobio ajudou Shoyo a sentar e se equilibrar melhor naquela barra de ferro, até que conseguisse abraçá-lo com as pernas. E deu certo. O moreno voltou a tocar no membro do ruivo, que estava extremamente sensível, para passar o resto de seu gozo na sua entrada, visto que eles não tinham nenhum lubrificante. O garoto melou bastante os seus dedos e colocou dois de uma vez dentro de Shoyo, que deslizou facilmente, mas ainda fez com que ele tomasse um susto e soltasse um gemido sôfrego.

 

Por agora, Hinata que sentia os dedos dele se movimentarem dentro de si, o puxou novamente para um beijo ardente que abafava seus gemidos. Com a sua mão livre, deu atenção para o pau de Kageyama, que ainda estava duro e coberto por panos. Tobio parou rapidamente o que estava fazendo para remover o resto de suas vestimentas, voltando depois para sua posição inicial. Shoyo sentiu o membro ereto de Kageyama pingando com o pré-gozo e fez movimentos circulares com a palma de sua mão, o maior tremeu e soltou um gemido baixo, sorrindo e olhando para o dono dessa artimanha logo em seguida. Tobio tirou os dedos dele lentamente. Cuspiu em seu próprio pau para lubrificá-lo melhor, não gostava de fazer isso, mas as circunstâncias pediam. Segurou seu membro em seguida e pincelou a entrada do menor.

 

— Coloca logo, por favor... — Puxou os cabelos do garoto que o perturbava fazendo o encará-lo. — Eu quero você dentro de mim. — Implorou Hinata com os olhos lacrimejando enquanto fitava Kageyama. A frase serviu de gatilho para o jovem, que prontamente meteu com tudo dentro de Shoyo, o fazendo gritar. Tobio ficou um tempo parado naquela posição para o outro se acostumar, e devagar, foi fazendo movimentos de vai e volta. Hinata em resposta soltava mordidas e chupões em seu pescoço que o fazia gemer em seu ouvido. Mais tarde com certeza aquilo ficaria marcado.

 

Passados alguns minutos, Kageyama colocou a mão na boca de Hinata. Um silêncio predominou o ambiente. Ambos sabiam o que viria a seguir. Em poucos segundos, Tobio desfez o silêncio com estocadas corpulentas em Shoyo, que gemia e gritava freneticamente em sua mão. — Que saudades que eu estava, amor... — Kageyama gemeu baixo para Hinata. O moreno sentiu suas costas arderem quando o suor caiu em seus arranhões feitos pelo pequeno, mas isso pouco importava, porque ele só conseguia concentrar-se em uma coisa, e era a coisa mais linda que ele via ali, em sua frente, pedindo por mais e o olhando gentilmente. Até mesmo nesses momentos, Hinata conseguia ter esse olhar doce, razão pela qual fez o outro se apaixonar por ele, no entanto não havia dito isso a ele. Tobio soltou a mão da boca de Shoyo para segurar em seu rosto, sem parar a foda, o olhou firmemente como se fosse o diamante mais raro do planeta, em meio a gemidos do ruivo, o garoto arfa. — Eu te amo, Shoyo! — Bastou isso para o menor puxá-lo para um beijo ansioso, mas dessa vez era diferente, tinha um sentimento ali, um sentimento de ambos. Kageyama jamais havia proferido aquela frase à Hinata, somente mais cedo onde não obteve resposta.

 

Pela primeira vez, Shoyo sentiu que eles não estavam fazendo apenas sexo, mas sim amor também. — Eu também te amo. — Gaguejou enquanto gemia estrondosamente na boca de Tobio em meio à beijos. O maior levantou o garoto nos braços o estocando em pé. O pequeno não esboçou reação, mas ficou surpreso com a força em seus braços que até então, não tinha há alguns meses. Tobio trocou de posição, fazendo com que agora ele se apoiasse na barra de ferro, enquanto Hinata colocou seus pés na mesma, onde conseguiu tomar controle e quicar mais em Kageyama, ocasionando em que ambos gemessem juntamente em sincronia.

 

Não demorou muito para o maior se desfazer dentro de Shoyo, ambos gritaram unicamente. Com o pouco de força que sobrara, Kageyama segurou Hinata no colo o deitando no chão juntamente a ele. Os dois rapazes respiravam cansados de olhos fechados, estavam abraçados. — O que a gente fez... — Indagou Hinata rindo, ainda de olhos fechados. — A gente ainda está na escola! Já está bem tarde! — Kageyama olhou para um velho relógio de ponteiro que estava bem no topo de uma estante, por incrível que pareça, ele sabia ler aquilo. E de fato já era bem tarde. Sete e meia da noite. O garoto deu um pulo assustado comentando a hora com Shoyo, e agora ambos estavam desesperados procurando as suas roupas que haviam sido jogadas naquela despensa sem luz.

 

Quando a porta se abriu, a quadra que antes estava cheia de luz, agora estava completamente escura, exceto pelo luar que brilhava na grade das janelas.

 

— A culpa é sua! — Soltou Kageyama sem reação nenhuma. — Você é muito irresponsável.

 

— Vai se foder! Eu sou mais velho! — Rosnou Hinata já com raiva.

 

— E eu sou maior. — Kageyama virou após dizer isso para o ruivo e imediatamente sentiu uma dor aguda na canela. Hinata acabou de chutar a mesma coisa. — SEU FILHO DA PUT... — Antes que o garoto terminasse a frase, sentiu suas lábios encostando nos de Shoyo. Um selinho rápido que o deixou extremamente vermelho.

 

— Não pode xingar o seu namorado! — Disse com um sorriso divertido no rosto. — Vem, vamos embora! Estou com fome. — Puxou o maior proteção em suas mãos indo em direção a saída.

 

Ambos caminharam banhados pela luz da lua até suas casas em silêncio, mas não um silêncio constrangedor, um silêncio amável, quase tímido, de jovens amantes que acabaram de descobrir a reciprocidade um do outro. Se abraçaram acanhadamente durante, e Kageyama pois se a fazer um cafuné nas madeixas ruivas de Hinata, que ficaram completamente assanhadas por conta da guerra que teve mais cedo. Tobio concedeu somente para si, sabendo se acostumaria com aquilo por mais vezes. Seu coração estava acelerado e confortavelmente quente. Nunca estive tão feliz quanto agora.