Chapter Text
Ele estava confuso, isso confuso, essa é a palavra certa. Itoshi Rin estava confuso, completamente desnorteado
Não porque não soubesse o que estava acontecendo com ele,como aconteceria com a maioria que estivesse no lugar dele, mais não, Rin sabia o que estava acontecendo com ele
Ele só estava tonto da viagem e da mudança repentina no seu corpo.
Era noite, óbvio, afinal agora ele era um ser da noite, não poderia mais ver a luz do dia, ela o mataria. Bem, ele já estava ciente de que havia um método para contornar isso, mais claro demoraria, afinal ele é um recém chegado, está sozinho.
Não encontrou nenhum de seus namorados ou amigos, até nem mesmo conhecidos, estava sozinho não encontrou ninguém, afinal ele havia acabado de chegar
Depois que a tontura e a confusão se acalmou, desconfortável com as mudanças ainda sim ele caminhou, e caminhou
Afinal de contas ele precisa encontrar alguém ou pelo menos alguma coisa
Era noite, ele estava em uma floresta, ele não tinha o costume de caminhar a noite em uma floresta, na verdade aquela era a primeira vez que caminhava em uma floresta e ainda por cima a noite, tinha uma atmosfera assustadora e fantasmagórica, como nós seus filmes de terror que assistia.
Já estava se arrependendo de ter os assistindo e agora ter tanto material para sua imaginação lhe pregar peças.
Estava tão amedrontador que qualquer um escolheria procurar um abrigo e deixar pra se aventurar no dia seguinte, mas infelizmente ele não tinha essa opção, ele só poderia se locomover a essas horas e será assim por um bom tempo
Ele está tentando procurar alguém, está seguindo em uma só direção, lhe disseram que seriam capazes de sentir uns aos outros, dependendo da relação emocional e de o quão perto estão, se a relação emocional for forte e estiverem perto, conseguirão saber com precisão quem está próximo, se estiverem longe, apenas saberão que a uma presença de forte ligação ao longe. E se a relação emocional for fraca, caso esteja por perto, apenas sentirá uma presença de um dos seus por perto, sem nenhuma precisão, caso esteja ao longe não sentirá.
A fome já começou a surgir, bem era inevitável, pelo tanto que ele caminhou e infelizmente não encontrou ninguém.
E ele já está sentindo as mudanças que a fome trás ao seu novo corpo, e ele está preocupado, pois agora ele não comerá mais o que antes comia. Agora ele era um vampiro, deveria beber o sangue de alguém ou de algum animal para se alimentar.
Mais o problema morava ali, por mais que tivesse um estilo de jogo de destruir e matar, era isso, apenas um estilo de jogo e nada mais.
Ele era somente um adolescente, que morou a vida toda na cidade que não faz a mínima ideia de como sobreviver em uma floresta principalmente agora que é um ser sobrenatural, ele está fudido.
E a situação está cada vez pior, a cada passo que dá a dor da fome lanteja em seu âmago,ele sente sua respiração que deveria ser inexistente ofegando, o corpo todo tremendo, e a boca completamente seca como se nunca tivesse conhecido a água, por mais que nessa situação água não ajudaria em nada.
E então ele começou a sentir, uma pulsação por todo seu corpo , uma que assim como a respiração não deveria existir, mais ele sentiu, e sentiu uma eletricidade que percorria seu corpo junto a pulsação e cada vez mais forte e percorrendo por todo seu corpo agora fraco cada vez mais rápido, e então os sentidos se agusaram, de forma que ele nunca pensou que os teria aguçados.
E então ele sentiu, sentiu tudo, tudo que havia a sua volta.
E ele viu,
Viu comida
Ele viu um veado
E assim que o viu , nem percebeu , seu corpo se moveu sozinho , instintivamente.
E quando ele viu
O veado já estava em sua boca
E ele estava se alimentando,a sensação foi uma das melhores de sua vida, o gosto foi o melhor , foi o melhor sabor que ele experimentou em sua vida , nunca havia esperimentado algo igual ou melhor.
A textura também era boa , era viscoso , líquido e viscoso
A temperatura foi perfeita, não havia problemas ou defeitos em nenhuma parte da alimentação.
E então ele sentiu o alívio, sua fome que antes o incomodava como se fosse o matar, começou a se esvair e ele a se acalmar.
E antes que pudesse perceber ele havia terminado, já não havia mais sequer uma gota de sangue naquela carcaça que antes era um veado, mais ele ainda estava com fome, ela não havia se esvaido completamente. Ele queria mais.
E ele teria mais, o plano inicial de vagar por aí na direção das presenças que sentia ficou de escanteio, na verdade era possível conciliar os dois, era só caçar na direção das presenças, e assim ele fará.
Mais a prioridade se tornou era claro caçar, encontrar alguém virou um plano B, uma consequência de ir na direção de alguém, mais não mais o objetivo. Afinal ele precisa se alimentar.
