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A casa estava silenciosa quando Minho chegou, a mesa de jantar organizada, porém Han não se encontrava ali como de costume.
Ele realmente tinha ficado tão bravo assim?
Pensou ao caminhar pelo corredor, o barulho da televisão ficando mais alto à medida em que se aproximava do quarto, fazendo-o chegar à conclusão de que o namorado estava ali.
Minho abriu a porta, sanando suas dúvidas ao ver Han deitado na cama dormindo tranquilamente, um sorriso de canto surgindo em seu rosto ao observar a cena. A mala foi deixada de lado e o rapaz andou até a cama, sentando-se com cuidado no colchão para não assustar o mais novo.
Tão lindinho, nem parece que passou a semana me ignorando.
─ Jisung?
Chamou baixinho, recebendo um murmúrio do outro em resposta, mas ele não esboçou nenhuma outra reação, permanecendo com os olhos fechados.
─ Amor? Não vai me receber? Acabei de chegar.
Chamou novamente, dessa vez se atrevendo a abaixar o corpo para se aproximar do namorado e depositar alguns beijinhos em seu rosto, finalmente obtendo mais do que apenas alguns resmungos.
Han abriu os olhos devagar, tentando entender o que estava acontecendo e quando Minho percebeu que ele havia acordado, colou seus lábios nos dele, iniciando um beijo calmo que foi retribuído pelo mais novo apesar do susto.
─ Já comeu? Vi que fez a janta.
Minho separou o beijo, depositando alguns selinhos antes de se afastar e se levantou, retirando o casaco e o pendurando no suporte.
Han o observava ainda meio sonolento, esfregando as mãos no rosto numa tentativa de despertar totalmente, nem se lembrava de quando tinha pegado no sono, havia colocado um filme qualquer para assistir depois de preparar a comida, pois sabia que Minho voltava da viagem hoje.
Mesmo depois de uma semana o ignorando, eu não podia deixá-lo com fome quando chegasse em casa, certo?
O pensamento fez Jinsung arregalar os olhos, lembrando-se de que não estava em bons termos com o namorado, que chegou como se nada tivesse acontecido.
Que cara de pau!
─ Ainda não estou falando com você.
Han pegou o controle e desligou a televisão, o loiro gargalhou enquanto se aproximava da cama novamente, tirando a gravata que o incomodava desde cedo e começou a desabotoar a camisa social, na intenção de se despir para tomar um banho.
─ Bom, acho que você acabou de falar, e não ouvi você reclamar enquanto eu estava te beijando, querido.
Ele jogou a camisa no chão e Jisung revirou os olhos, sabendo exatamente o que Minho estava tentando fazer, mas não queria ceder tão fácil daquela vez, apesar de ser difícil desviar o olhar quando Minho começou a tirar a calça, controlou o impulso de morder os lábios e se levantou da cama, calçando suas pantufas e indo em direção a porta.
─ Vou esquentar a comida.
⏳
Jisung continuava ignorando Minho, ou pelo menos tentava, era mais fácil fazer aquilo por mensagem do que pessoalmente, o mais velho tinha uma capacidade absurda de tirá-lo do sério e quando percebia já estava falando com ele outra vez.
─ Eu já pedi desculpa, até quando vai ficar com esse bico? Uma semana desse tratamento de silêncio já não foi punição o suficiente?
Seus braços envolveram a cintura do mais novo, que lavava a louça numa tentativa de se distrair, mas era impossível fazer isso quando o motivo de precisar se distrair resolvia te agarrar por trás.
─ Você acha que tratamento de silêncio é punição? Eu fiz isso pra não te xingar em todas as línguas existentes e inexistentes. Porquê, acredite, eu inventaria palavrões para te ofender.
Han retirou as luvas após terminar de lavar a louça, sendo pego de surpresa quando Minho o virou de frente para ele, um biquinho se formou nos lábios do loiro, e Han quase aproximou o rosto do dele, pensando em desfazer aquele bico ele mesmo.
─ Preferia os xingamentos, se quiser pode me xingar agora, aproveita que eu to aqui e aí a gente segue em frente. O que acha?
─ Acho que isso também não é punição suficiente.
─ Meu Deus! Então me diga logo, o que seria uma boa punição? Pelo amor de Deus!
O moreno cruzou os braços, assumindo uma expressão reflexiva, pensando no que poderia fazer, é claro que queria ceder e ficar numa boa com o namorado.
Também gostaria de dar uma lição em Minho, afinal realmente ficou chateado, mas sabia que aquilo era mais drama do que qualquer outra coisa, porém nada o impedia de tirar proveito da situação e a ideia que surgiu em sua mente o deixou animado.
─ Acho que tenho uma boa punição pra você, tem certeza de que está disposto?
Minho franziu o cenho, tentando entender o que poderia ter feito Han mudar de ideia tão rápido, mas não ousou reclamar, um sorriso surgiu em seu rosto ao pensar na possibilidade de fazerem as pazes como sempre, havia ficado fora durante uma semana por conta de uma viagem a trabalho, estava realmente precisando do namorado depois de tanto tempo.
─ Ainda pergunta? Sabe que estou sempre disposto a qualquer coisa por você.
─ Ótimo, está proibido de voltar atrás agora, fique ciente.
Han sorriu e envolveu os braços ao redor do pescoço de Minho, o puxando para mais perto e colando seus lábios, iniciando um beijo intenso, as mãos do mais velho apertando sua cintura enquanto retribuía o beijo com o mesmo vigor.
O beijo era agressivo, não havia espaço para suavidade quando ambos estavam sedentos um pelo outro, Minho apertava a cintura de Han com força, o puxando para mais perto e grudando seus corpos ainda mais, a cozinha ficando cada vez mais quente e abafada na medida em que as mãos começavam a deslizar por lugares sensíveis demais.
─ Quarto… vamos pro quarto…
Jisung sussurrou ofegante após pararem o beijo, não que ele se importasse de transar na cozinha, mas seus planos envolviam certas coisas que não estariam ao seu alcance se ficassem ali.
Eles saíram do cômodo e foram em direção ao quarto, as peças de roupa sendo jogadas no chão no meio do caminho enquanto continuavam a se beijar, Jisung arfou ao ter suas costas pressionada contra a porta e procurou a maçaneta, suspirando aliviado quando conseguiu abri-la.
─ Não acredito que fiquei uma semana sem você, caralho!
Minho reclamou em meio aos passos desajeitados e alguns tropeços, eles chegaram na cama, o mais velho sentou-se no colchão com o Han em seu colo, às mãos passeando por todo o corpo de Jisung, arrancando suspiros dele toda vez que apertava desde sua cintura até sua bunda.
Han envolvia os fios loiros de Minho em seus dedos, puxando levemente, como se fosse possível aprofundar ainda mais o beijo. Eles pararam um pouco para respirar, as testas coladas, a respiração ofegante, tudo contribuia para tornar a tensão do ambiente maior, cada toque uma pequena faísca prestes a causar um grande estrago.
— Lembra que eu disse que não poderia voltar atrás, certo?
O loiro suspirou pesadamente quando Han começou a depositar beijos em seu pescoço, a língua quente e molhada causando espasmos por todo seu corpo quando deixava chupões por ali também.
— Lembro…
Um gemido baixo escapou de seus lábios quando Han moveu o quadril devagar, rebolando em seu colo, o volume na cueca cada vez maior a ponto de começar a incomodar, Minho só queria tirar aquele pedaço de pano inútil e sentir Han em cima dele direito.
— Ótimo, então a partir de agora, quero que seja um bom garoto e me obedeça.
Minho franziu o cenho, tentando processar aquela informação, mas seus pensamentos foram interrompidos quando Han rebolou em seu colo novamente, dessa vez com um pouco mais de força, ele sabia o poder que tinha sobre o mais velho, e estava disposto a usar aquilo a seu favor.
Minho não pode fazer nada além de assentir em concordância, resmungando a contragosto quando Jisung se levantou e apontou para a cabeceira da cama, dizendo-lhe para deitar-se mais para cima e ele obedeceu, movendo-se até chegar lá, encarando o namorado com curiosidade.
— Eu ia te mandar fechar os olhos, mas como não confio muito em você, é melhor me precaver.
— O que você vai aprontar comigo? Hein?
— Por que a pressa amor? Você já vai descobrir.
Sorriu maliciosamente após pegar a gravata na cômoda, se aproximando novamente de Minho, que observava atentamente cada movimento dele. Geralmente era ele quem tomava as rédeas da situação, mas estava gostando de estar naquela posição, era sexy ver Jisung daquele jeito, cheio de autoridade, o sorrisinho discreto que dava quando estava pensando no que fazer.
Meu Deus, ele precisava muito foder aquele homem!
— Se você espiar, vai ter que se aliviar sozinho.
— Ainda bem que eu sou um bom garoto.
Minho riu debochado enquanto Han passava a gravata ao redor de seu rosto, cobrindo seus olhos e impedindo-o de enxergar, seu coração batendo rápido em seu peito, ansioso com o que estava por vir. Jisung se afastou de novo, indo até a cômoda e abrindo a gaveta, pegando o que achava que fosse precisar e colocou em cima do móvel.
— Sabe, eu realmente fiquei muito bravo com você…
Ele voltou para a cama, sentando-se no colo de Minho e abaixou um pouco o corpo, começando a distribuir beijos pelo pescoço do loiro, as mãos subindo discretamente para os pulsos de Minho, distraído demais com os lábios de Jisung para perceber o que estava acontecendo. Han prendeu um lado da algema na cabeceira, tomando cuidado para não fazer barulho, ou seus planos iriam por água abaixo.
— Mas acho que minha raiva está prestes a passar.
Em um movimento rápido Jisung passou o outro lado da algema pelo pulso de Minho, o prendendo na cama, um sorriso vitorioso surgindo em seus lábios quando percebeu que tinha conseguido.
O mais velho usou a mão livre para tirar a gravata de seu rosto, alternando o olhar entre seu pulso preso na cabeceira e o moreno em seu colo, seu semblante incrédulo demonstrando o quão surpreso estava com aquilo fez o moreno soltar uma risada baixa, ele estava esperando qualquer coisa, menos aquilo, definitivamente não aquilo.
— Puta que pariu Jisung, isso é sério?
Minho balançou o braço, suspirando frustrado quando percebeu que estava realmente preso, não faria esforço para tentar se soltar, sabia que seria em vão e apenas gastaria sua energia à toa.
Voltou a olhar para Jisung, o sorriso em seu rosto mostrando como estava se divertindo com a situação, ele segurou o outro braço de Minho, repetindo o mesmo processo de antes com a outra algema.
─ O que foi querido? Só você pode usar elas em mim?
Voltou a sentar-se no colo de Minho, espalmando as mãos no peitoral dele e moveu o quadril lentamente, vendo o loiro tombar a cabeça para trás, um gemido escapando dos lábios dele devido a fricção em seu pau.
Minho queria tocar em algo, tocar em Han, mas suas mãos presas não o deixavam aproveitar o momento como ele queria, fazendo-o soltar outro suspiro frustrado.
─ Eu juro que quando me soltar, você vai ficar sem andar direito por no mínimo uma semana.
Minho levantou a cabeça para encarar Jisung, que riu provocativo ao ouvir as “ameaças” do namorado, aquele tipo de comentário apenas o excitava mais, se tinha uma coisa que gostava era de quando Minho o fodia com brutalidade, mal podia esperar.
─ Já que vai fazer isso comigo, o que eu deveria fazer com você? Hm?
Apoiou as mãos ao lado do corpo de Minho e abaixou-se até seus rostos ficarem próximos, roçando seus lábios nos dele antes de finalmente o beijar, suas línguas brigando por espaço com agressividade.
Eles gemeram entre o beijo quando Jisung começou a mover seu quadril novamente, ele mal havia começado e Minho sentia que estava prestes a explodir, toda aquela tensão e provocação estavam o estimulando de uma maneira surreal, tudo aquilo misturado com a saudade que sentiu durante a semana longe, era o combo perfeito para o menor detalhe o afetar.
Jisung se afastou para respirar um pouco, descendo seus lábios para o pescoço do loiro, ele beijava, lambia, chupava, fazia tudo o que podia com a boca e o corpo de Minho reagia involuntariamente, levantando o quadril toda vez à procura de mais contato, arfando baixinho.
─ Eu deveria fazer você gozar apenas assim? O que acha?
Sussurrou no ouvido dele, mordiscando o lóbulo antes de se afastar novamente e ajeitar a postura, ainda rebolando em seu colo, sentindo Minho cada vez mais duro embaixo de si.
A boca inchada e vermelha de tanto se beijar, a respiração ofegante, os olhos fechados enquanto tentava se controlar para realmente não gozar daquele jeito, ele já era lindo, mas vulnerável daquela forma ficava ainda mais.
Han não se encontrava tão diferente, o volume evidente em sua cueca, as mãos ao lado do corpo de Minho apertando o lençol com força, os gemidos do loiro o estimulando a se movimentar mais depressa, sentia-se completamente molhado dentro da cueca, a sensação tão gostosa que apenas o fazia querer mais.
Ele se ajeitou sobre Minho, se encaixando melhor e roçando sua ereção na dele com mais facilidade, ambos gemendo com o contato mais próximo.
— Isso… ah…
Minho mordeu o lábio inferior, abafando os gemidos que insistiam em sair, sentia seu pau pulsar cada vez que Jisung se mexia em cima dele com mais força, seria impossível não gozar daquele jeito se ficassem se esfregando por mais alguns minutos, a visão de Han em seu colo estava o deixando louco, ainda mais pelo fato de estar preso e não poder tocar naquele corpo.
Queria puxá-lo para si, agarrar sua cintura, seu pescoço, sua bunda, queria fazer tudo o que não conseguia naquele momento. Puta que pariu, Minho queria beijá-lo, queria muito beijá-lo.
─ Han, eu preciso… Caralho…
Seu olhar era carregado de desejo e frustração ao mesmo tempo, ele encarava Han como se seu corpo estivesse prestes a entrar em combustão, precisando apenas de uma reação para enfim detonar. Jisung abaixou o tronco novamente, suas mãos passeando pelo corpo de Minho até chegar em seus braços, onde ele acariciou suavemente, sorrindo ao vê-lo estremecer com seu toque.
O loiro fechou os olhos quando finalmente sentiu os lábios dele nos seus, causando espasmos por todo o seu corpo, a língua de Han explorando sua boca por inteiro, o fazendo suspirar quando resolvia chupar sua língua ou morder seu lábio.
Han levou uma de suas mãos até a cintura dele, apertando com força enquanto seu quadril se movia num vai e vem intenso, Minho gemia descontroladamente entre o beijo, sentindo seu corpo cada vez mais tenso. A mão que antes estava no braço de Minho agora agarrava seu cabelo, enrolando os fios loiros em seus dedos, Jisung puxava com força, fazendo-o arfar entre o beijo.
─ Porra…
O barulho do beijo, as respirações ofegantes, os gemidos que aumentavam a cada minuto, detalhes pequenos mas tão excitantes que os faziam delirar de prazer. Han sentia seu pau latejar, o tesão era tão grande que chegava a ser doloroso, amava aquela sensação, e amava ainda mais saber que deixava Minho do mesmo jeito.
O quadril dele levantava cada vez que Han intensificava os movimentos, se esfregando nele com mais força, a cueca úmida com seu pré gozo, deixando o atrito entre os dois ainda mais gostoso, Minho sentia o calor em sua virilha cada vez mais intenso, não sabia explicar aquelas sensações, apenas que era bom, muito bom.
─ Jisung… eu vou…
As palavras de Minho foram substituídas por gemidos, as mãos fechadas em punho enquanto sentia suas pernas tremerem, o corpo antes tenso agora se desmanchando em alívio quando finalmente gozou.
Han ainda se mexia em cima dele, gemendo em sua boca quando o ápice veio, o som tão erótico que fez Minho se contorcer de prazer embaixo dele, sensível demais, parecia que iria desmontar a qualquer momento. Jisung parou o beijo, escondendo seu rosto no pescoço de Minho, tentando controlar a respiração ofegante, enquanto parava de movimentar seu quadril aos poucos, o peito do mais velho subia e descia rapidamente.
Eles ficaram assim por um tempo, apenas tentando controlar a respiração, abalados demais pelo o que tinha acabado de acontecer, tentando recuperar o pouco da lucidez que ainda restava em seus corpos dominados pelo tesão.
─ Amor…
Minho finalmente resolveu quebrar o silêncio, sentindo um formigamento em seu braço, causando um leve incômodo por estar tanto tempo na mesma posição.
─ Hm?
─ Não tá esquecendo de nada?
Han levantou a cabeça, vendo Minho balançar os braços algemados, uma risada baixa escapando de seus lábios, achando graça ao perceber que o mais velho realmente pensou que estaria livre assim tão rápido.
─ Não estou, acontece que eu ainda acabei com você!
─ Você tá tentando me matar por acaso?
─ Sim, de prazer.
O mais novo gargalhou enquanto levantava o corpo apenas o suficiente para alcançar as chaves em cima da cômoda, voltando a se aproximar de Minho e abrindo apenas uma algema, enquanto o outro braço permanecia preso.
Jisung foi pego de surpresa com a mão de Minho em sua nuca, o puxando para um beijo cheio de desespero, tentando suprir toda a falta de toque que não conseguiu obter há alguns minutos atrás e arfou ao sentir Minho puxar seu cabelo com força, aprofundando o beijo.
─ Tem noção do quão frustrante é não poder tocar em você? Porra!
A mão de Minho agora estava no pescoço de Jisung, o mais novo mordendo o lábio quando ele apertou levemente, gostava do jeito que Minho tentava dominá-lo mesmo estando numa posição desvantajosa, a verdade é que o mais velho não se entregava com facilidade na maioria das vezes, e era isso que tornava tudo ainda mais excitante.
─ Será que se eu te foder bem gostoso, essa sua frustração vai passar?
— Isso você só vai descobrir me fodendo…
Jisung enfiou uma mão por dentro da cueca de Minho, o fazendo gemer com o toque repentino em seu pau, sensível por ter gozado a pouco tempo, ele apertou o pescoço de Han com mais força quando o mesmo começou a masturbá-lo.
Estaria mentindo se dissesse que as palavras de Han também não o afetaram, eles não invertiam os papéis com frequência, mas negar que gostava de ser fodido pelo namorado seria uma grande mentira, seu pau latejava só de pensar na possibilidade de ter Jisung em cima dele, cuspindo todas as palavras sujas que ele podia imaginar.
Minho soltou um resmungo quando Han parou de o tocar, mas levantou o quadril para ajudá-lo assim que percebeu que ele retirava sua cueca, finalmente se livrando daquele pedaço de pano inútil e logo após voltou a atenção para o pulso ainda preso de Minho, abrindo a algema e o deixando livre.
— Vira.
Minho obedeceu, ajeitando-se na cama assim que Han saiu de cima dele e deitou-se de bruços, a cabeça apoiada sobre os braços cruzados enquanto observava o namorado tirar a cueca, aproveitando para percorrer o olhar pelo corpo dele.
A pele levemente bronzeada, as tatuagens o deixando incrivelmente mais atraente, os músculos definidos, a cintura fina que ele adorava apertar, se a tentação fosse parecida com alguém, certamente se inspiraria nele. Jisung voltou para a cama, ficando no meio das pernas do loiro e guiando sua mão para uma coxa dele, a empurrando para cima e deixando sua perna dobrada.
— Você fica tão gostoso assim… Ah Minho!
Jisung mordeu o lábio inferior, suas mãos deslizando pelo corpo do namorado, ombros, cintura, quadril, por onde os dedos dele se arrastavam Minho sentia a pele pegar fogo.
Seu corpo arrepiava da cabeça aos pés, era uma sensação que apenas Han conseguia causar nele, mesmo depois de tanto tempo, o toque dele ainda o afetava como se fosse a primeira vez.
Han desceu uma das mãos para o meio das pernas de Minho, colocando os dedos entre sua bunda, brincando com o indicador em sua entrada antes de finalmente penetrá-lo, recebendo um gemido alto em resposta, o que fez seu pau latejar dolorosamente, nem parecia que tinha acabado de gozar, já estava duro e cheio de tesão de novo.
─ Caralho…
Minho gemeu novamente quando Jisung introduziu outro dedo, ele movia a mão num vai vem devagar, sentindo seus dedos serem engolidos com mais facilidade cada vez que voltava, Minho abria mais as pernas e movimentava o quadril contra os dedos de Han, numa tentativa de senti-lo mais fundo.
Quando achou que Minho finalmente estava pronto, ele retirou os dedos lentamente e abaixou o corpo, aproximando o rosto das costas dele, beijando, mordendo, chupando, o calor e o contato da pele na pele os fazendo suspirar, os dois gemendo ao mesmo tempo quando Minho empinou a bunda, roçando no pau de Jisung, deixando evidente o desejo por mais.
─ Ah amor… você me quer tanto assim?
Jisung segurou a cintura de Minho, fazendo uma pressão maior, um gemido manhoso escapando da garganta do mais velho, as mãos antes embaixo da cabeça agora agarravam o travesseiro, a fim de descontar o que estava sentindo em alguma coisa.
Com a outra mão, Han segurou seu pau, posicionando-se melhor e se encaixando no meio de Minho, não contendo a vontade de olhar para baixo, vendo-se sumir dentro dele a medida que empurrava seu quadril contra o do mais velho, os dois gemeram ao mesmo tempo quando Jisung o preencheu por inteiro.
Eles ficaram assim por um tempo, até Minho se acostumar com ele ali, a dor se misturando com o prazer ao mesmo tempo, não seria difícil dizer qual sensação estava mais presente, principalmente quando Minho levou uma das mãos para trás, alcançando o quadril de Jisung e o apertando com força, puxando-o contra o seu da forma que conseguia, o desespero de Minho fazendo Han arfar.
─ Puta que pariu, o que eu faço com você? Porra!
Jisung levou a outra mão a cintura de Minho, o segurando com força antes de começar a se mover com estocadas firmes, sentindo seu pau latejar cada vez que se afundava mais em Minho, que empinava-se ainda mais.
Os espasmos em seu corpo mais frequentes, sentia uma onda de prazer se alastrar toda vez que Jisung o invadia com força, sem conseguir controlar os gemidos que saiam de sua boca. Na verdade não queria controlar, assim como ele amava ouvir Han delirar de prazer por ele, sabia que causava o mesmo efeito no namorado, e aquilo só o excitava ainda mais.
─ Jisung…
Gemeu baixinho dessa vez, ouvindo Han murmurar alguma coisa que parecia um palavrão, mas antes que pudesse processar as mãos dele o envolveram e Jisung sentou sobre os calcanhares, puxando Minho com ele, fazendo-o sentar em seu colo.
Uma mão em sua cintura o segurando firme enquanto mantinha o ritmo das estocadas e a outra se direcionou até o pau do loiro, seu polegar deslizando pela glande inchada e molhada, o duplo estímulo fez Minho morder o lábio com força, precisou controlar muito o impulso de tombar o corpo para frente, suas pernas tremiam involuntariamente e ele sentia que estava prestes a enlouquecer de prazer.
─ Você gosta disso? Hum?
Jisung sussurrou para Minho, a respiração próxima ao seu ouvido fazendo o mais velho se arrepiar, a cabeça tombando para trás quando Han intensificou os movimentos em seu pau, tentando manter-se em sincronia com seu quadril enquanto estocava lentamente, provocando o loiro.
─ Han, mais… mais rápido.
Minho choramingou, movendo-se em cima dele, revirando os olhos de prazer com a mão de Jisung o masturbando em uma lentidão prazerosa e dolorosa ao mesmo tempo.
Toda vez que empurrava seu quadril o sentia mais fundo, mesmo sabendo que não aguentaria muito tempo, ele queria mais, precisava de mais, desejava a brutalidade quase como se sua vida dependesse disso.
─ Merda… É tão gostoso te ouvir implorando!
A mão de Han que antes apertava a cintura de Minho, agora fazia um caminho até o pescoço dele, o segurando e aproximando seus rostos, colando seus lábios num beijo urgente, sua língua explorando cada canto da boca de Minho, arfando toda vez que o mais velho gemia contra seus lábios.
Ele voltou a se movimentar mais depressa, o calor em sua virilha cada vez maior, seu corpo tensionando à medida que sentia Minho tão apertado nele, fazendo-o gemer no ouvido do mais velho.
─ Ah… Isso… assim…
Minho levou uma das mãos até a de Jisung em seu pau, ao perceber que ele estava tendo dificuldade em manter o ritmo devido as estocadas rápidas, então retirou a mão dele dali, fazendo Han separar o beijo e o encarar confuso, seu semblante mudando para o completo choque quando Minho começou a mastubar a si mesmo, a outra mão agarrando a nuca de Jisung com força, tentando segurar em algo para manter-se sã, ou ao menos tentar.
─ Você é um filho da puta Minho, porra!
Era como se uma onda intensa de prazer o atingisse com aquela visão, a mão de Minho sobre o próprio pau, o abdômen contraído, o peito subindo e descendo rapidamente, os olhos fechados com força de tanto tesão, ele não iria mesmo durar com o que estava vendo, e Minho também parecia prestes a desmoronar em seu colo.
─ Eu vou… Han, eu vou…
A voz de Minho falhou, sendo substituída por um gemido alto enquanto ele sentia todo seu corpo tenso, as pernas tremendo involuntariamente, seu pau pulsando sem parar em sua mão, se não fosse por Jisung ter segurado sua cintura certamente não estaria se aguentando em cima dele.
─ Eu sei…
Han estocou mais algumas vezes, até que Minho finalmente atingiu seu ápice, gozando em cima do lençol e ele não precisou de muito para chegar ao seu limite também, se desmanchando dentro de Minho e o preenchendo por completo, sentindo seu corpo finalmente relaxar e a tensão ir embora.
Suas mãos ainda seguravam a cintura de Minho, que agradecia mentalmente por aquilo, ou já teria desabado na cama, sem contar com o fato de que estar com o corpo colado no dele era uma das coisas que mais gostava.
─ Acho que agora sua raiva passou, não é?
Minho falou após recuperar o fôlego, ouvindo a risada de Jisung no pé de seu ouvido, fazendo-o arrepiar, um pequeno sorriso surgindo em seu rosto quando o moreno o envolveu ainda mais em seus braços, depositando um beijinho em seu pescoço.
Ele levantou Minho apenas o suficiente para sair de dentro dele com cuidado e arrastou o lençol sujo para longe, deitando e puxando Minho para que deitasse ao seu lado.
─ Se a sua frustração também tiver passado, então acho que estamos quites!
─ Estamos, definitivamente estamos quites.
Foi a vez de Minho dar uma risada, se tinha algo que não estava nenhum pouco era frustrado, seria impossível depois de ter sido muito bem tratado por Jisung. Ele fechou os olhos, sentindo Han o abraçar pela cintura e se acomodar em seu peito, entrelaçando suas pernas nas dele, sua mão foi parar no cabelo do mais novo, iniciando um cafuné.
─ Senti sua falta.
─ Também senti sua falta.
Jisung levantou a cabeça o suficiente para ficar com o rosto próximo ao de Minho, colando seus lábios nos dele em um selinho demorado, o clima no quarto totalmente diferente de alguns minutos atrás.
─ Ainda não acredito que você me ignorou por uma semana!
Disse após Han se afastar e deitar a cabeça em seu peito novamente, seu corpo balançando conforme ele soltava uma risada, Minho não conseguiria se fingir de bravo nem se quisesse, aquele o homem o desmontava em uma fração de segundos apenas com seu sorriso.
─ Em minha defesa, a culpa foi sua, eu não acredito que vocẽ quebrou a regra mais óbvia do jogo.
─ Na próxima vez que jogarmos você pode me matar, prometo não fazer drama!
─ Isso é um pedido de desculpa ou é pra me estressar?
Jisung depositou um leve tapa no ombro de Minho, antes de se afastar e levantar, estendendo sua mão para que Minho o acompanhasse, afinal precisavam tomar um banho depois de todo aquele esforço.
─ Posso me desculpar com você no banho!
Minho segurou na mão dele e levantou-se, puxando-o para perto e o pegando de surpresa quando segurou sua bunda, o pegando no colo, as pernas de Jisung se envolvendo ao redor da cintura dele num reflexo.
─ Você é um homem ou uma máquina? Meu Deus, não faz nem 5 minutos que acabamos.
O loiro riu enquanto caminhava até o banheiro com Jisung em seu colo, apesar de concordar com o que ele disse, não havia nenhuma chance de terminar aquela noite sem foder Jisung, estava a uma semana longe e todo dia ele pensava em como faria Han implorar por ele de todas as maneiras possíveis e impossíveis.
Ele abriu a porta do banheiro e caminhou até o box, finalmente colocando Jisung no chão, abriu o registro e deixou a água quente cair sobre seu corpo, sabendo que o namorado provavelmente estava o observando da cabeça aos pés, confirmando suas suspeitas quando o olhou também.
─ Por que está me olhando assim? Já quer que eu te foda? Tão cedo amor? Não faz nem cinco minutos!
Falou debochado, vendo Han revirar os olhos, sem conseguir conter o sorriso divertido em seu rosto quando Minho agarrou sua cintura, o prensando contra a parede gelada do box antes de o beijar.
─ Eu disse que quando me soltasse, faria você ficar sem andar direito por no mínimo uma semana, não disse?
💫Fim.
