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Capítulo 187. Extra 3 (Cont.) — Ratoeira

Summary:

Essa é uma extensão da cena na academia do porão.

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O Diretor Fei deveria saber que comparar um capitão da polícia a um hamster em uma roda traria consequências. Afinal, Luo Wenzhou tem fôlego de sobra, e a noite ainda é longa.

Notes:

Este texto nasce da minha total incapacidade de aceitar que a Priest fechou a porta do quarto no Extra 3. Se o Fei Du teve a audácia de chamar o Capitão Luo de hamster, ele precisava arcar com as consequências, e eu me senti na obrigação de descrevê-las.

​Tentei manter o máximo da dinâmica original...

Aviso: Conteúdo explícito.

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

Todas as noites, Fei Du podia pegar seu laptop e sentar-se nos degraus que levavam ao porão e fazer hora extra. Essa era sua localização fixa; ele tinha todo tipo de travesseiro e almofada e um pequeno porta-copos. Em sua mão direita ele tinha uma tigela de água de pera de cristal de rocha, em sua esquerda ele tinha um Luo Yiguo — Luo Yiguo ficava perto da abertura de aquecimento de seu computador, aproveitando o calor, apoiado em suas patas dianteiras com os olhos fechados — e quando ele estava olhando para a tela por muito tempo, Fei Du também podia levantar a cabeça e dar uma olhada em um homem bonito para descansar os olhos.

Especialmente porque o belo homem acima mencionado, pingando de suor, sabia que era bonito e usava apenas um par de calças largas de exercícios.

Além das bugigangas e da velha bicicleta, o porão de Luo Wenzhou também tinha um conjunto completo de aparelhos para musculação, uma esteira, um saco de areia, pesos... tudo o que era necessário.

Ainda impulsionado pela inércia, ele pulou da esteira, pegou uma toalha, enxugou o suor brilhante em seu corpo e caminhou até Fei Du como se exibisse seus peitorais e abdominais claramente delineados. — Você se senta lá todos os dias como um observador externo. Aquele médico da última vez não disse que você poderia fazer exercícios apropriados?

Fei Du marcou o último sinal de pontuação, enviou seu e-mail e disse muito superficialmente: — Espere até eu conseguir um cartão de academia.

Luo Wenzhou pegou meia tigela de água de pêra que não havia terminado de beber e bebeu dois goles. Então ele mostrou uma boca cheia de dentes brancos para Fei Du. — Que cartão de academia? Não há coisas suficientes em exibição em casa? De qualquer forma, um personal trainer pode fornecer o 'serviço pessoal' completo que eu posso?

Fei Du olhou para o "treinador" tentando vender seu próprio corpo, depois olhou para a academia à sua frente. Parecendo relutante, ele apontou. — Olhe, no meio da noite, um quartinho escuro onde você não pode ver a luz do dia, correndo no lugar em uma esteira girando em uma velocidade uniforme - você não acha que é como um hamster na bola?

Luo Wenzhou: “...”

Devido a seus comentários impertinentes, o presidente Fei foi levado na boca do grande hamster no local.

Luo Yiguo se levantou e arregalou os olhos de surpresa. Então decidiu que não seria necessariamente capaz de derrotar o demônio roedor e só poderia perseguir alguns círculos atrás de sua própria cauda em irritação, rolando em uma bola covarde e não fazendo nada para ajudar.

 

Quando a porta do quarto se fechou, a atmosfera mudou. Luo Wenzhou depositou Fei Du no centro do colchão. Fei Du tentou se apoiar nos cotovelos, o cabelo espalhado, buscando recuperar a compostura para lançar uma de suas farpas elegantes, mas o Capitão foi mais rápido. Ele se projetou sobre Fei Du, prendendo-o com o peso do próprio corpo, os braços esticados e as mãos espalmadas ao lado da cabeça do outro, obrigando Fei Du a se inclinar para trás. 

O calor emanava de Luo Wenzhou em ondas, seu corpo ainda estava úmido de suor, os músculos mais marcados que o normal pelo esforço, a visão preencheu os sentidos de Fei Du.

— Você está suado, Shixiong. É anti-higiênico. — Fei Du murmurou, a voz tentando manter o tom irônico de sempre, mas o brilho nos olhos de fênix entregava a antecipação.

Luo Wenzhou deu um sorriso de lado, aquele que indicava que a paciência dele para jogos verbais tinha acabado. Ele não recuou diante da falsa reclamação de Fei Du; pelo contrário, ele se inclinou ainda mais, levando os lábios ao lóbulo da orelha de Fei Du, e sussurrou com aquela voz de quem está prestes a cometer um crime:

— Anti-higiênico? — Luo repetiu, a voz baixando para um tom perigosamente rouco, vibrando rente ao ouvido de Fei Du. — Não se preocupe tanto com isso, Bǎobèir. Em dez minutos você vai estar exatamente no mesmo estado que eu.

Ele sentiu o corpo de Fei Du tensionar sob o dele, a respiração do outro falhando por um milésimo de segundo. Luo Wenzhou aproveitou a brecha e deslizou a mão para a nuca de Fei Du, mantendo-o no lugar. Antes que Fei Du pudesse retrucar, Luo Wenzhou selou seus lábios em um beijo profundo e possessivo.

Foi um choque de texturas e urgência. Fei Du relaxou o corpo por um instante, deixando-se levar pelo ritmo do outro, a língua de Luo Wenzhou envolvendo a sua, exigindo entrega, exigindo cada vez mais. As mãos de Fei Du subiram para os ombros largos de Luo, sentindo a pele quente e úmida sob as palmas.

Luo Wenzhou desviou o beijo. Seus lábios desceram pela linha da mandíbula de Fei Du com uma precisão cirúrgica, até chegarem ao pescoço. Em um movimento firme, Luo envolveu o pescoço de Fei Du com uma das mãos, forçando levemente a cabeça dele para trás para ganhar espaço, enquanto sua coxa definida se enfiou entre as pernas de Fei Du, obrigando-o a abri-las mais. Fei Du sentiu a pressão entre suas pernas e a mão calejada de pegar em armas do capitão na lateral de seu pescoço, a pressão leve.

No momento em que a palma calejada cobriu a traqueia e os lábios de Luo encostaram na pele pálida, o sistema de Fei Du entrou em curto-circuito.

O corpo de Fei Du tremeu e ele realmente não conseguiu conter o arfar que deixou seus lábios. A sensação das mãos de Luo Wenzhou ali era diferente daquele anel frio, a boca e os lábios eram quentes e carinhosos. 

Luo Wenzhou sentiu a rigidez. Ele conhecia aquele fantasma. Em vez de continuar as carícias, ele pausou. Wenzhou pressionou o nariz contra a curva do pescoço dele, inspirando profundamente o perfume caro do outro misturado ao seu próprio suor, marcando território de forma silenciosa e visceral.

Ele começou a distribuir beijos lentos e úmidos, seu polegar acariciando abaixo do queixo de Fei Du.

— Respira — sussurrou Luo Wenzhou contra a pele dele. — Sou eu.

Fei Du soltou o ar em um tremor longo e desamparado, seu corpo derretendo sob o de Luo. Ele levantou a cabeça encarando o capitão, havia algo em seu olhar, as pupilas frenéticas, intensas, ao mesmo tempo entorpecidas. Quase simultaneamente com seu olhar, usou as mãos para puxar o Capitão para mais perto, as mãos deslizando pelas costas musculosas dele, sentindo cada detalhe daquela força que, embora bruta, era o seu único porto seguro. Fei Du o beijou desesperadamente e o Luo Wenzhou retribuiu com fervor.

Luo Wenzhou não esperou mais. Enquanto uma das mãos mantinha o carinho no pescoço, a outra desceu pelo corpo de Fei Du, tateando por baixo da camisa de seda, sentindo a pele fria contrastar com o calor de suas próprias palmas.

Com uma agilidade que denunciava anos de treinamento, Luo Wenzhou desceu a mão que tateava sob a seda e começou a abrir os botões da camisa de Fei Du. Ele não tinha paciência para a etiqueta que o Diretor Fei tanto prezava; cada casa de botão que se abria revelava mais daquela pele pálida e impecável, que agora começava a corar sob o calor do quarto. O Capitão se sentiu impaciente. Ele puxou as laterais do tecido, arrancando os últimos botões e deslizou o tecido pelos ombros de Fei Du, obrigando-o a elevar levemente o tronco. A seda deslizou pelos braços de Fei Du como água, caindo em algum lugar esquecido do tapete. Agora, não havia mais barreiras. O peito suado de Luo Wenzhou finalmente encontrou a pele fria de Fei Du.

O Capitão levou as mãos até as calças do mais novo, enfiando a mão por dentro.

Fei Du realmente tentou evitar, mas arfou, a cabeça cedendo pra trás antes dele se controlar e encarar aquele homem.

— Quanta pressa. Onde está a etiqueta de um cavalheiro?

Luo Wenzhou soltou uma risada curta e anasalada, aquele som de quem está se divertindo às custas da dignidade alheia. Ele não retirou a mão; em vez disso, seus dedos grandes e calejados envolveram a pele sensível de Fei Du, iniciando um movimento lento, firme e experiente que fez o mais novo travar a mandíbula na mesma hora.

— Agora eu sou o cavalheiro? — Luo inclinou o rosto, a voz carregada de uma malandragem perigosa, enquanto observava as pupilas de Fei Du dilatarem. — Engraçado... não era você que estava me chamando de "hamster" agora pouco, querido?

Luo Wenzhou intensificou os movimentos, a palma da mão pressionando a base do membro de Fei Du com uma autoridade que não deixava espaço para sutilezas. Ele via o esforço hercúleo que Fei Du fazia para não desviar o olhar, para não deixar o queixo cair e os sons escaparem, mas o tremor nas mãos de Fei Du — que ainda tentavam, sem sucesso, manter uma distância mínima — entregava o jogo.

— Onde foi parar aquele seu sarcasmo todo? — continuou Luo, a voz baixando a medida que ele deslizava pelo corpo de Fei Du e, finalmente, puxava as calças do Presidente Fei para fora do caminho.

A respiração quente de Luo Wenzhou em sua área sensível foi o único aviso que ele teve antes de se afogar.

No momento em que a boca de Luo Wenzhou o envolveu, o mundo de Fei Du se reduziu a um borrão de calor e pressão. A mente dele, sempre tão ágil em construir barreiras e defesas, foi atingida por uma descarga sensorial que não permitia lógica. Foi como se o oxigênio do quarto tivesse sido substituído por uma névoa espessa e inebriante.

Ele sentiu as mãos grandes de Luo Wenzhou ancorarem seus quadris, mantendo-o firme enquanto o Capitão explorava cada centímetro dele com uma voracidade que beirava a possessão. Fei Du tentou manter os olhos abertos, tentou focar no teto, em qualquer coisa que o mantivesse na superfície, mas suas pálpebras pesavam. O prazer era um peso físico, uma corrente que o puxava para o fundo.

Seus dedos se cravaram nos lençóis com tanta força que os nós das articulações ficaram brancos. O tremor que antes era apenas nas mãos agora percorria seu corpo inteiro; suas pernas, sem força para resistir, tremiam contra os ombros de Luo Wenzhou. Ele queria dizer algo — uma provocação, um pedido, qualquer coisa que o fizesse sentir que ainda tinha o controle da própria língua —, mas o que escapou foi apenas um som arrastado, um arquejo que ele não reconheceu como seu.

Luo Wenzhou não deu trégua. Enquanto sua boca trabalhava com uma rítmica que fazia a mente de Fei Du oscilar entre o êxtase e o delírio, uma de suas mãos subiu para o peito do mais novo, provocando os mamilos já congestionados, enquanto a outra, generosamente banhada em lubrificante — que Fei Du não notou quando ele pegou —, desceu para a entrada que pulsava em expectativa.

Fei Du sentiu o primeiro toque e o mundo pareceu girar. O contraste entre a sucção quente e úmida na frente e a pressão firme e fria dos dedos de Luo Wenzhou atrás criou um curto-circuito em seus sentidos. Ele tentou morder o lábio para conter o som, mas o primeiro dedo de Luo entrou com uma facilidade que o fez se contorcer, uma mão alcançando o ombro do Capitão e a outra inutilmente tentando agarrar o lençol.

— Shixiong... — Fei Du arquejou, os olhos se fechando enquanto suas pernas tentavam se fechar por instinto, mas Luo foi voraz em controlar seus movimentos, obrigando-o a receber ambos os estímulos de forma que desmoronou o que restava de sua resistência.

Luo Wenzhou não parou. Ele sabia que Fei Du tinha pouco fôlego, então ele usou o prazer da boca para distrair o corpo do outro da tensão da preparação. Conforme ele adicionava o segundo dedo, girando-os com uma paciência que beirava a tortura, Fei Du sentiu as paredes de sua resistência desmoronarem. Ele estava completamente aberto, exposto ao toque experiente do homem que o conhecia melhor do que ele mesmo.

O Capitão subiu um pouco o olhar, observando através da névoa do prazer como Fei Du estava: o rosto corado, os olhos de fênix úmidos e semicerrados, a pele pálida brilhando de suor. Luo Wenzhou sentiu uma onda de possessividade atingi-lo. Ele queria ver o Fei Du se perder por completo, queria arrancar cada grama daquele autocontrole elegante.

Dedo após dedo, não foi até Fei Du ter o peito ofegante, subindo e descendo, o olhar já desfocado, as mãos tremendo e os quadris se movendo levemente, que Luo Wenzhou parou. 

Por fim, só então Luo Wenzhou retirou os dedos lentamente, sentindo a sucção involuntária daquele lugar que agora clamava por mais. Ele se levantou, ajoelhado na cama entre as belas pernas de seu garoto. Os lábios do capitão do departamento de investigação criminal estavam vermelhos e Fei Du observou fascinado a forma que ele limpou a boca com as costas das mãos, lhe encarando a todo momento. Em seguida, ele se levantou mais e enganchou os polegares na lateral da maldita calça de treino, puxando lentamente para baixo. Primeiro os ossos do quadril, depois o V até revelar o membro ereto e excitado. Fei Du não conseguia desviar o olhar.

Fei Du, com os lábios entreabertos e o peito subindo e descendo em um ritmo errático, soltou uma risada fraca e úmida com a exibição de Luo Wenzhou. Ele estendeu uma mão trêmula, os dedos roçando levemente o abdômen tenso do capitão, subindo até tocar o rastro de umidade que Luo acabara de limpar do canto da boca.

— Querido... — murmurou Fei Du, a voz sendo pouco mais que um sussurro rouco e carregado de uma admiração pecaminosa. — Você não cansa de se exibir, não é? Até para me foder você precisa de uma performance.

— Ainda tem fôlego pra provocar? — Então ele se inclinou para a frente, voltando a ficar sobre Fei Du, olhando fixamente naquelas pupilas dilatadas.

Sabiamente, Fei Du não respondeu com palavras. Em vez disso, ele sorriu de volta — um sorriso lento e predatório que não condizia com o tremor em seu corpo e com uma das mãos puxou o Capitão para um beijo. Com um movimento que exalava uma preguiça lasciva, enganchou os calcanhares na borda do tecido que Luo já havia baixado até as coxas. Com uma pressão precisa, ele usou os pés para empurrar o resto da calça para fora do caminho, chutando a peça para longe sem quebrar o contato entre as bocas.

Luo Wenzhou guiou uma mão entre as pernas, levando o pau até a entrada de Fei Du. Com um movimento firme, ele começou a se empurrar para dentro. Fei Du sentiu a pressão familiar o abrindo e agarrou os ombros fortes do capitão, suas unhas bem feitas fincando na carne.

O preenchimento foi lento e implacável, uma invasão que não pedia licença e que parecia ocupar cada milímetro do espaço que Fei Du tentava, inutilmente, manter sob controle. Ele soltou um arquejo longo, a cabeça caindo para trás e expondo o pescoço vulnerável enquanto seus pulmões pareciam ter esquecido como processar o ar.

Luo Wenzhou esperou apenas o tempo necessário para que o corpo de Fei Du se moldasse ao seu, beijando e mordendo de leve a pele a seu alcance. Ao sentir Fei Du levar a mão até sua lombar, o incentivando, ele começou a se mover.

A resistência física de Fei Du, sempre tão limitada, começou a cobrar o preço quase instantaneamente. O suor frio brotava em sua têmpora, misturando-se ao calor que emanava de Luo. Ele tentava manter o olhar fixo no homem acima dele, buscando aquele conforto malandro nos olhos de Luo, mas a visão começava a embaçar. O Capitão se movia com constância entre suas pernas, o ritmo e o som preenchendo os sentidos.

O prazer era agudo, imediato a cada estocada, mas o Diretor Fei, fiel à sua natureza autodestrutiva, não conseguiu deixar essa plenitude reinar. Ele respirou fundo, o peito pálido subindo e descendo, e lançou um olhar de soslaio, carregado de uma audácia febril.

— Shixiong... — Fei Du arquejou, um sorriso trêmulo e provocador surgindo nos lábios. — Todo esse esforço no porão... puxando tanto ferro... é só para isso? Achei que o seu condicionamento físico fosse render algo mais… hss… rigoroso. Ou o Capitão Luo está economizando energia para o plantão de amanhã?

O movimento de Luo Wenzhou cessou de repente.

O silêncio que se seguiu não era vazio — era pesado, denso, o CEO Fei imediatamente sentiu a eletricidade no ar entre eles. Luo Wenzhou manteve o olhar fixo em Fei Du, observando sem pressa aquela mistura familiar de provocação e algo mais instável escondido por baixo.

Então, o mais velho soltou um leve sopro pelo nariz, quase inaudível — não exatamente riso, mas perto disso.

A mão dele subiu, firme, fechando-se no queixo de Fei Du para obrigá-lo a sustentar o olhar.

— Você realmente não sabe a hora de parar, né…

A voz saiu baixa, sem pressa, mas com um peso que não deixava espaço para dúvida.

Os dedos apertaram um pouco mais antes de soltá-lo.

— Quer testar isso agora?

Sem aviso, Luo Wenzhou segurou os pulsos de Fei Du com uma única mão, prendendo-os acima da cabeça dele contra a cabeceira de madeira com uma força que não permitia contestação. Ele recuou apenas para estocar de volta com uma brutalidade rítmica e profunda, atingindo o fundo com uma precisão que fez a visão de Fei Du brilhar em branco.

O sarcasmo morreu na garganta de Fei Du, substituído por um grito abafado. Não havia mais espaço para piadas sobre academia. O impacto físico de Luo Wenzhou era avassalador, cada estocada forte desmontava as articulações do corpo frágil do Diretor. Luo não dava tempo para ele recuperar o fôlego; cada estocada era um lembrete de quem detinha o controle físico ali.

— Continue falando, querido — Luo rosnou, o suor de seu abdômen colando na pele febril do outro, a voz rouca rente ao ouvido dele. — Me conta mais sobre o meu esforço.

Fei Du começou a tremer de forma descontrolada. O prazer era tão intenso e agressivo que beirava o insuportável. Suas pernas, antes provocantes, agora tentavam inutilmente encontrar apoio, perdendo a força a cada investida. A mente estrategista de Fei Du entrou em colapso; ele não conseguia formular uma única frase curta. A "roda do hamster" agora girava em uma velocidade que seu coração não conseguia acompanhar.

— Shixiong... eu errei... por favor... — O imploro finalmente veio, despojado de qualquer ironia. — Wenzhou... chega... eu não... eu vou...

Luo Wenzhou não cedeu. Ele estava em toda parte, pressionando seu corpo na cama, seu membro sendo estimulado contra o abdômen de seis gominhos, as mãos ásperas segurando as suas acima da cabeça, enquanto ele usava a força do quadril para transforma-lo em uma bagunça. O suor escorria por seu corpo de porcelana, as pernas tremiam, a respiração descontrolada e Luo Wenzhou estava em cima dele, dentro dele… atingindo um ponto em seu corpo, em seu peito, que somente ele seria capaz. O cabelos de Fei Du estavam espalhados pela cama, seus óculos perdidos em algum lugar, sua boca desenhada arfando. Ele poderia ser um mestre do crime, mas na cama do Capitão, não passava de um homem de carne e osso, entregando cada fragmento de sua alma quebrada ao único porto seguro que o amava o suficiente para mantê-lo inteiro enquanto o desfazia. Ali não existia mais passado, presente e futuro, os pensamentos de Fei Du pareciam desconexos, somente um mantra: Luo Wenzhou, Wenzhou, Wenzhou!

O ritmo de Luo Wenzhou tornou-se uma cadência implacável, cada estocada desenhada para esgotar o pouco oxigênio que restava nos pulmões de Fei Du. O Diretor, que momentos antes se achava no controle da provocação, agora lutava apenas para manter a consciência.

Luo Wenzhou os levou até o limite absoluto, onde o corpo de Fei Du não passava de um feixe de nervos expostos e espasmos de exaustão.

— Querido... por favor... — Fei Du tentou novamente em um fio de voz, os olhos de fênix revirando enquanto ele perdia o foco. — Eu não aguento… ah... Wenzhou...

Luo Wenzhou, porém, não era o namorado gentil naquele momento; ele era um homem apaixonado que havia aceitado o desafio. Ainda assim, ele moveu os quadris em um movimento circular e profundo, mais devagar, ao mesmo tempo que inclinou-se, o rosto banhado em suor, a respiração pesada batendo contra a orelha de Fei Du.

— Você aguenta sim, bǎobèir — ele disse com a voz arrastada, crua, carregada daquele jeito delinquente que sempre desarmava Fei Du. — Olha para você... está aguentando perfeitamente.

Luo intensificou o movimento novamente, atingindo o ponto exato que fazia o sistema nervoso de Fei Du entrar em colapso. Foi o golpe final. A fortaleza mental de Fei Du, construída com anos de cinismo e controle, desmoronou. Ele finalmente "quebrou". De seus lábios, escapou um gemido alto, agudo e desamparado — o tipo de som que ele odiava soltar, o som da perda total de dignidade.

Aquele som foi o gatilho para o próprio Luo Wenzhou. O Capitão soltou os pulsos de Fei Du, deixando-os cair moles sobre o travesseiro, enquanto ainda tinha espasmos, ele desceu as mãos para a cintura do mais novo. Ele cravou os dedos ali, ancorando Fei Du com uma possessividade feroz, obrigando-o a receber cada centímetro, cada impacto, enquanto os dois eram arrastados para o abismo.

Fei Du sentiu o prazer explodir em cores que sua lógica não conseguia nomear. Ele arqueou o corpo uma última vez, o peito ofegante, antes de sua mente começar a se desconectar da realidade. Através da névoa do blackout iminente, ele registrou apenas flashes: a visão do pescoço de Luo Wenzhou tenso pela exaustão, o som rouco e gostoso do Capitão gemendo o seu nome, e a sensação de calor absoluto quando Luo finalmente se derramou dentro dele, preenchendo o vazio que Fei Du sempre tentou esconder.

Depois disso, ele sentiu como se tivesse apagado.

Por um breve momento, a consciência de Fei Du voltou como um sussurro. Ele sentiu o corpo ser manuseado com uma delicadeza infinita; Luo Wenzhou o limpava com uma toalha morna, removendo o rastro da batalha da noite. Estava escuro, o único som era a chuva lá fora ou talvez apenas o bater do coração de ambos.

Fei Du sentiu o colchão afundar quando Luo se deitou nu ao seu lado. Braços fortes e familiares o envolveram, puxando-o para uma conchinha apertada, onde as costas de Fei Du encontraram o peito ainda quente do Capitão. Ele sentiu um beijo terno em sua nuca antes de apagar de vez, seguro no único lugar do mundo onde ele não precisava ser nada além de amado.

[....]

No dia seguinte, Fei Du foi acordado pelo leve som da fivela do cinto de Luo Wenzhou. Por um momento ele pensou que tinha dormido demais e se sentou abruptamente... e caiu de novo quando sua cintura ficou fraca.

Luo Wenzhou o juntou junto com a colcha, beijando seu cabelo. Ele disse baixinho: — Ainda não é hora de você se levantar. Volta a dormir.

 

 

 

 

Notes:

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