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Evolve | Sylus

Summary:

Ser filha de um dos políticos mais influentes do país significa viver sob regras e esconder desejos.
Mas Aria decide quebrar todas elas ao contratar sua banda favorita... e o baterista que nunca conseguiu esquecer.
Sylus sabe exatamente quem ela é, e dessa vez não vai deixar que ela fuja.
Eles têm um passado mal resolvido que só uma "aula na bateria" pode ajudar a resolver.
Aria vai precisar decidir até onde está disposta a ir por aquilo que quer, e por quem ela deseja.

Work Text:

Tara me encara com um olhar desafiador, segurando um copo de shot de tequila, enquanto nossos amigos batem freneticamente no balcão do bar. Eles gritam o meu nome, exigindo que eu vire os shots de acordo com a minha idade, mas confesso que, no terceiro, eu já não sou mais a super influencer com milhões de seguidores, muito menos a filha do político mais influente de Linkon.

É o meu aniversário, então eu não preciso atuar. Não preciso fingir que estou gostando de andar com a minha família por aí. Hoje foi totalmente pensado para ser a noite da minha vida: sem celulares, sem câmeras, sem seguranças… e com a minha banda favorita.

Encaro Tara de volta antes de pegar o copo da mão dela e virar de uma vez, queimando cada músculo da minha garganta — e um pouco do meu juízo — sendo recebida por gritos enlouquecidos. As garotas me puxam para o palco no momento em que a música começa.

As luzes coloridas e os gritos dos meus amigos tentam dopar todos os meus sentidos, mas eu não consigo desviar o olhar dele: Sylus.

Ele entra com os outros integrantes como se fosse dono do mundo — sem camisa, rodando as baquetas entre os dedos —, mas seus olhos encontram os meus. E, quando ele se senta diante da bateria, eu sinto cada batida ressoar em mim.

Ele não é só o baterista da minha banda favorita.

Ele é o motivo dos meus pensamentos mais impuros… e mais conflituosos.

Porque ele fazer parte de uma banda de rock e eu ser filha de um político não é exatamente a melhor combinação.

Eu juro que sei todas as músicas, mas, ao mesmo tempo, não consigo lembrar de nenhuma letra. Nem sei mais como é a voz do vocalista, porque tudo que eu consigo fazer é encarar Sylus.

Ao mesmo tempo, parece que as músicas são sobre nós dois — sobre como é evitar contato, mas sempre acabar mandando uma mensagem de saudade no meio da madrugada.

Minha visão passeia pelos músculos dos braços que eu tenho certeza que arranhei da última vez. O peitoral que me prendeu contra a parede antes que eu fugisse. A língua deslizando entre lábios que não soltavam os meus por nada. As mãos que percorreram o meu corpo sem pedir permissão…

Minhas amigas me puxam para pular junto com elas, mas nós dois continuamos nos olhando, presos em um passado mal resolvido.

Como eu vou dizer para elas que ele é o cara que me manda mensagens de madrugada?

Como eu vou contar que a gente se pegou no camarim de uma premiação?

Como explicar que nunca conseguimos bater as nossas agendas por causa dessa vida pública caótica?

E, acima de tudo… como admitir que a gente nunca assumiu nada?

Por causa das fãs malucas dele.

Por causa da candidatura do meu pai à presidência.

Por causa de tudo que pode dar errado.

 

 

Já não sei mais que horas são quando olho à minha volta e não vejo mais ninguém. Todo mundo já comemorou o meu aniversário… e já está voltando para suas vidas perfeitas, assim como a minha deveria ser.

Tudo o que resta são mesas vazias com copos espalhados, paredes escuras, luzes baixas… e os instrumentos da banda sobre o palco.

Eu já poderia ter ido embora também.

Mas algo me faz ficar.

Subo no palco e me sento no banco do baterista, e, ao fechar os olhos, ainda posso sentir as músicas deslizando pela minha pele, esquentando o meu interior e liberando todos os pensamentos que tenho que fingir não ter todos os dias.

Não preciso me virar para sentir a presença dele atrás de mim.

Sylus para logo atrás. Inclino levemente a cabeça… e encontro seu peitoral suado, ainda sem camisa.

— É um prazer te conhecer, “Kieran”. — ele diz, irônico, cruzando os braços.

É claro que ele descobriria que usei o nome do meu assistente para contratar a banda.

— O que você ainda faz aqui? — ele continua. — Normalmente, você sempre foge de mim.

— Você foi o único que ainda não me deu um presente. — provoco.

Sylus passa a língua pelos lábios, descendo o olhar lentamente pelo meu corpo. Seus dedos tocam o meu ombro e deslizam até o meu pulso. Ele me puxa para junto do seu corpo e toma o meu lugar no banco da bateria.

— Faz tempo que não te vejo… — a voz sai baixa — então eu acabo esquecendo o quanto você gosta de ser mimada.

Não tenho escolha.

Acabo sentada no colo dele, sentindo o peitoral quente pressionado contra as minhas costas, enquanto a respiração dele se espalha pelo meu pescoço.

Seus dedos tocam a minha orelha, levando o meu cabelo para trás. A respiração quente acaricia o meu rosto, então percebo que senti mais saudades dele do que realmente achei que teria.

Todos os dias, eu consigo controlar o meu lado impulsivo — aquele lado que me faz chorar quando ele está longe e me faz gemer quando ele está tão perto.

— Infelizmente, eu não trouxe um presente comigo… — ele murmura, perto demais — o contratante “Kieran” não me disse que eu iria tocar em um aniversário.

As mãos dele envolvem minha cintura, me puxando ainda mais contra ele, ajustando meu corpo no seu colo como se já soubesse exatamente onde eu deveria estar.

— E o que você vai fazer para me agradar?

Seus braços envolvem os meus, me apertando com força. Suas mãos envolvem as minhas ao pegar as baquetas, sinto o seu colar metálico contra a minha nuca, então inclino a minha cabeça para trás enquanto o meu peito sobe e desce, embriagada com o seu cheiro.

— Eu posso te dar uma aula de bateria. — ele sussurra, e eu concordo com um aceno de cabeça.

Ele desliza a ponta da baqueta pela minha coxa, subindo pela minha barriga, entre os meus seios apertados no vestido e parando no meu queixo.

— Primeiro, você precisa conhecer cada parte da bateria. — ele continua, com a voz rouca e baixa.

Ele guia as minhas mãos, segurando as baquetas, pelas partes da bateria.

— Aqui é o prato de condução, é bom para manter o som contínuo — a baqueta desliza suavemente pelo prato, enquanto a sua língua desliza no meu pescoço — esse é o surdo, para um som mais grave. — ele dá um toque de leve para que eu escute, enquanto a minha respiração se descontrola.

O seu antebraço desliza entre as minhas pernas. Eu não consigo ver onde ele está apontando com a baqueta, porque só consigo apertar as minhas pernas em volta do seu braço.

— Esses são os pedais. — nossos lábios se tocam enquanto ele me encara intensamente. — Você não pode esquecer deles nunca.

Ele bate com o pé uma vez. O som ecoa por todo o lugar escuro, e eu sinto uma pontada entre as minhas pernas, ao ponto de quase tentar sair do seu colo, mas ele me puxa de volta.

Os seus olhos vermelhos brilham tanto em desejo quanto em saudade. Ele desliza a língua pelos lábios enquanto desce o olhar até a minha boca.

Não consigo me segurar nem por mais um segundo. Minha boca tem tanta fome da sua que eu nem consigo respirar direito, só quero sentir a sua língua contra a minha e os seus cabelos entre os meus dedos.

Meu corpo tenta se projetar contra o seu ao mesmo tempo em que a minha mão desce pelo seu pescoço, sentindo as suas veias saltadas, enquanto a sua boca devora a minha. Suas mãos exploram o meu corpo como se estivessem checando se eu ainda sou dele.

Meu peito queima de saudade dele, da boca dele, do calor dele, dos seus carinhos…

Na última vez que nos vimos, eu tive que sair correndo para um compromisso do meu pai e acabei abandonando os seus lábios.

O nosso contato se quebra no instante em que escuto o som das baquetas caindo no chão.

— Você pode pegar pra mim? Não temos como continuar a aula sem elas. — ele sussurra.

O peso da sua voz falando isso faz todo o meu corpo estremecer no seu colo. Ele sobe mais as suas mãos grandes por cima do meu vestido justo, passando pelas minhas coxas, quadril e cintura, então percebo o quanto estou molhada.

Ele abre as pernas, e o meu corpo desliza até que eu fique de joelhos no chão.

O espaço entre o banco e a bateria é apertado, fazendo o meu rosto ficar perfeitamente encaixado entre as suas pernas. Assim que ele se inclina e ergue o meu queixo com o dedo, eu tenho a vista perfeita do seu abdômen definido e da sua boca toda borrada de batom.

Nossos olhares se encontram. E, por um segundo… é como se a gente fosse se devorar ali mesmo.

Ele agarra a minha nuca e me puxa para mais um beijo. Nossos corpos estão tão colados que percebo ele abrindo a própria calça, então sinto o seu pau encostando na minha barriga.

Sinto todos os meus pelos se arrepiarem enquanto nos beijamos desesperadamente e o seu pau se esfrega em mim. Ao mesmo tempo em que a minha mão o segura, subindo e descendo lentamente, minha cabeça gira, me questionando se eu devo mesmo fazer isso aqui com ele.

Seria o único e maior escândalo da minha vida. Todos saberiam sobre a gente, sobre o quanto eu sou totalmente maluca por ele, ao ponto de não conseguir nem questionar a forma como ele toca o meu corpo, porque eu sempre quero sentir mais.

O meu pai… não, toda a minha família ficaria decepcionada comigo, por eu ter transado com um astro do rock em cima de um palco, em uma boate.

— A sua boca… eu quero foder a sua boca. — ele murmura, entre a respiração agitada.

Sylus desliza o polegar pelo meu lábio inferior, me fazendo abrir a boca e me guiando até o seu pau. Assim que os meus lábios tocam a sua pele, o nervosismo não se dissipa como eu imaginei; ainda me sinto agitada, mas não quero parar, porque esperei demais para tê-lo só para mim.

Ele preenche a minha boca, volta a segurar os meus cabelos com firmeza. Minha respiração é controlada a cada movimento da minha língua deslizando pelo seu pau. Sylus tomba a cabeça para trás, deixando um gemido sair despretensiosamente. Ele ergue um pouco o quadril contra a minha boca.

— Só mais um pouco… tenta colocar só mais um pouco. — ele morde o lábio.

Meus joelhos nem se incomodam mais com o chão duro, pois o desejo entre as minhas pernas se tornou maior. Passo a língua por toda a sua extensão para lubrificar mais e tento seguir os seus comandos, colocando-o ainda mais na minha boca, ao ponto de nem conseguir mexer a língua.

Ele acaricia o meu rosto, passando os dedos pelos meus lábios ocupados, subindo até a minha orelha.

— Você é uma boa aluna… — ele inclina perto da minha orelha. — Ou devo dizer que você é uma boa garota? — sua voz contém uma risadinha abafada.

Todo o meu corpo estremece com a sua voz, e a minha boca relaxa em volta do seu pau. Sylus nota, ele sempre nota como eu gosto de agradá-lo.

Sylus volta a me puxar para o seu colo, mas ainda consigo pegar as baquetas do chão. Ele me senta de costas para ele, suas mãos entram por baixo do meu vestido até encontrar a minha calcinha.

— Sylus, vamos fazer isso aqui? — agarro os seus pulsos, mas também o guio para tirar a peça. — E se alguém nos ver? O que vamos fazer? — olho em volta, mas tudo continua exatamente escuro, sem ninguém além de nós.

Eu não quero parar… mas também preciso ter certeza de que posso me permitir relaxar com os toques dele. Não quero decepcionar os meus pais, mas, ao mesmo tempo, eu quero sentir o Sylus dentro de mim de um jeito que não consigo mais ignorar.

Ele esfrega o rosto contra o meu, chupando e mordiscando o meu maxilar, enquanto os nossos corpos se apertam um contra o outro.

Ele não consegue segurar a risada irônica.

— Eu não sei o que você faria, mas eu não iria negar que fodi com você em cima do palco. — ele desliza a minha calcinha pelas minhas pernas lentamente, encaixando o seu pau entre as minhas coxas, sem me penetrar. — Me diga, Aria, como você vai explicar para a mídia que estava sendo comida pelo baterista de uma banda mundialmente famosa no palco de uma boate?

Depois de me livrar da calcinha, ele sobe um pouco o banco e junta as minhas pernas em volta do seu pau. Sylus chupa o meu pescoço e logo chega na minha boca, devorando os meus lábios com uma intensidade que nem me deixa respirar direito.

A baqueta volta a passear pelo meu corpo até parar na amarração do meu vestido, na parte dos seios, então ele a usa para desamarrar.

— Além disso, nós ainda estamos na sua aula, você não devia pensar em outra coisa que não seja o que eu estou falando.

Subo a mão para os seus cabelos, enfiando os meus dedos com força, enquanto rebolo lentamente no seu colo. Sylus começa a inclinar os nossos quadris para frente, tenho a sensação de que vamos cair por causa do banco pequeno. Ele continua empurrando o meu quadril, suas mãos sobem para os meus seios, seu pau roça entre as minhas pernas, mas ainda não me preenche.

Todo o meu corpo queima, minha cabeça gira com a sua boca saboreando a minha.

— Sylus, por favor! — imploro.

Ele sorri contra a minha boca, empurrando os nossos quadris mais uma vez e, ao mesmo tempo, me penetrando lentamente. Agarro os seus antebraços, cravando as minhas unhas na sua pele, remexo as minhas pernas no seu colo, tentando manter um ritmo nos nossos movimentos.

— Toca os pedais. — Estou tão imersa com ele em mim que não entendo de primeira, então ele segura o meu rosto e me faz encará-lo de volta. — Aria, a sua aula não acabou, toque os pedais.

Sua expressão mandona mexe ainda mais com os meus sentidos. Minha cabeça gira de prazer, ao ponto de deixar a minha visão turva, mas mesmo assim tento esticar os pés para tocar os pedais. Meus pés não alcançam, então lembro que ele subiu o banco de propósito.

— Não consigo… — minha voz sai fraca.

Continuo me remexendo no seu colo, tentando alcançar os pedais, porém, quanto mais eu me mexo, mais sinto prazer com ele me fodendo devagar.

Sylus mostra aquele maldito sorriso sacana e suas mãos apertam os meus seios.

— Quer que eu faça para você? — sua voz está carregada de malícia que eu nem consigo entender, mas sei que tem algo por trás.

No momento em que concordo com um aceno, Sylus pisa no pedal com força, fazendo toda a onda dos seus movimentos chegar entre as minhas pernas. Inclino todo o meu corpo para frente, me segurando na bateria, e ele repete o movimento.

Não é só o som da bateria que me preenche, mas também os movimentos que ele faz me atingem, me deixando ainda mais molhada.

— Eu falei que não se pode esquecer dos pedais. — ele sussurra, com a voz rouca e carregada de desejo.

Sylus me ajuda a passar a perna para o outro lado, me fazendo ficar de frente para ele. Suas mãos agarram o meu quadril com firmeza, me levantando e me puxando mais para si.

Meus dedos entram nos seus cabelos, todo o meu peito se pressiona contra o dele. Os suspiros e gemidos se misturam com a sua língua.

Seus lábios descem pelo meu pescoço, chupando a minha pele, até parar nos meus seios. Todo o meu corpo se contrai quando sinto a sua língua molhada deslizar pela minha pele.

Ele mantém uma mão na minha nuca, me ajudando a continuar inclinada o suficiente para que ele possa se deliciar à vontade, enquanto a outra aperta a minha coxa e ajuda com os movimentos.

— Oh, porra, você sabe o quanto eu esperei por isso? — ele fala, atormentado, a cada sentada. — Não teve uma vez que a gente se encontrou que eu não quis comer você.

Eu também não tive um momento em que não ficasse ansiosa e excitada para encontrá-lo, mas sempre tinha algo nos atrapalhando: a agenda, os nossos assessores, as viagens, os compromissos.

— Você sabe os motivos para não ter acontecido. — Minha voz sai baixa e toda entrecortada por causa da respiração.

Seus olhos brilham com as minhas palavras, mas, ao mesmo tempo, a sua expressão se torna irritada.

Ele aproxima mais o banco da bateria, me ajudando a me apoiar nela, então levanta o meu vestido e agarra a parte interna da minha coxa. Sua expressão fica satisfeita ao encarar o próprio quadril entre as minhas pernas e depois a mim, apoiada na bateria.

— Não queira saber o que eu pensei. — ele passa a língua entre os lábios.

Todo o meu corpo se tensiona, tentando imaginar o que ele está pensando, mas logo tudo isso vira um borrão quando Sylus começa a mover o banco lentamente contra os meus quadris, me penetrando devagar e soltando gemidos em meio à sua respiração descontrolada.

Não tenho mais sanidade quando o vejo apoiar a minha perna no ombro dele. Avisto o suor descendo pelo seu abdômen, enquanto ele aproveita para cravar os dentes na minha perna.

Apenas fecho os olhos e tento não pensar muito que estou agarrada à bateria da minha banda favorita. Ele não me deixa nessa posição por muito tempo, me puxa para o seu colo novamente e volta a capturar os meus lábios.

Meu cabelo cai no rosto dele quando ele agarra e eleva o meu quadril. Sua boca desce pelo meu pescoço, chupando a minha pele e me deixando toda arrepiada, até parar nos meus seios novamente. Me contraio ao sentir a sua boca sugando o meu seio, sem pressa, apenas para me torturar. Jogo a cabeça para trás e depois para frente novamente, tentando apressar os movimentos de Sylus, mas ele se delicia ainda mais com a minha excitação.

— Sylus, nós vamos cair… — digo em meio aos gemidos, quando ele me puxa ainda mais para cima dele.

Sylus desliza a língua pelo meu seio mais uma vez enquanto me olha. Meu corpo desliza sobre o dele e volta a colar os nossos lábios enquanto me preenche novamente.

— Você tem medo de cair em mim? — ele ri, juntando os meus tornozelos nas costas dele.

Nossas mãos passeiam pelos nossos corpos, sentindo cada músculo, suor e estocada. Ele me ajuda a subir e descer no seu colo, meus pés nem conseguem alcançar o chão, mas o sinto totalmente dentro de mim.

— Ah, caralho, você tá tão molhada… te foder é melhor do que imaginei. — ele passa os braços por baixo das minhas coxas e me puxa com tudo.

— O que você andou imaginando todo esse tempo? — tomo coragem para perguntar o que ele sente por mim.

Óbvio que ele não ia deixar de sorrir e nem separar os nossos lábios antes de me responder.

— A minha namorada torcendo por mim nas premiações, esperando por mim no camarim depois do show, viajando comigo em turnê… mas eu sei que ela é o tipo de boa garota que tem que ajudar nas eleições do pai. — ele murmura contra o meu pescoço.

E eu consigo imaginar o mesmo que ele, porque é algo que eu quero muito.

— Ah, caralho, você tem até cheiro de boa garota. — sua voz rouca me estremece por completo. — Mas não sei se é uma boa aluna… ainda falta a sua última lição. — ele suga o meu lábio enquanto me olha.

Sylus volta a me colocar de costas para ele e me penetrar novamente. O suor do seu peitoral e abdômen já é absorvido pelo vestido todo retorcido. Deixo a minha cabeça apoiada no seu ombro, enquanto sinto a sua mão subindo pelo meu seio até a minha boca.

Seus dedos entram na minha boca lentamente, brincando com a minha língua. Escuto o seu sorrisinho contra a minha orelha, enquanto a sua outra mão passeia pelo meu corpo, despertando uma sensação perigosa na minha espinha.

— Se você quer ser uma baterista, você não pode sair só batendo na bateria de qualquer jeito.

Sylus inclina o meu corpo para o lado, tento virar o rosto quando sinto a sua mão deslizando pela minha bunda, mas ele imobiliza o meu maxilar e a minha língua ao prendê-la com os dedos.

— Tem a maneira certa de dar a primeira batida…

Todo o meu corpo gela quando sinto a sua mão acertando a minha bunda com tudo. Sinto todos os seus dedos agarrando a minha pele com tanta precisão que o meu corpo se projeta para frente, e eu cravo as minhas unhas no seu pulso.

Meu corpo se contorce no seu colo, se encolhendo inteiro; mesmo que eu tente gemer o seu nome, eu não consigo.

Tento mais uma vez olhar para ele e avisto a sua cabeça jogada para trás.

— Se você me apertar assim de novo, eu juro que não vou aguentar. — ele diz sério, tombando a cabeça para o lado para me olhar.

Não sei dizer se ele quer isso ou não, porque o seu olhar sério muda de expressão no momento em que ele me encara. No entanto, o nosso contato visual não dura muito quando sinto a sua mão novamente contra a minha bunda, dessa vez com ainda mais força.

Todo o meu corpo contrai novamente, e o gemido escapa dos meus lábios bem mais alto. Sylus também não segura um gemido mais desesperado, então o dedo dele desliza por entre as minhas pernas extremamente molhadas.

— Seja boazinha e aguente mais um pouco.

Então sinto mais uma vez a sua mão com força na minha bunda. Não consigo segurar mais, minhas pernas se contraem e sinto o meu corpo chegando ao limite, ao mesmo tempo em que sinto Sylus me preenchendo completamente, prolongando um pouco mais o meu orgasmo.

Ele me ajuda a repousar todo o meu corpo contra o seu peitoral. Estou sensível e inquieta, então agarro seus antebraços com força enquanto ele beija meu rosto com delicadeza.

Sylus continua entre beijos e carícias, voltando a colar nossos lábios em um beijo mais calmo. Me encolho no colo dele e envolvo seu pescoço com os braços. Ele ajeita a própria calça e depois o meu vestido, enquanto a gente mal consegue separar os lábios.

— Você sentiu a minha falta? — ele murmura entre um beijo e outro.

— Todo dia. — respondo, sem nem precisar pensar.

Ele solta um suspiro baixo.

Apoio a minha cabeça no ombro dele e escondo o rosto no seu pescoço.

Eu também sinto a mesma frustração de não conseguir fazer as coisas como eu quero. Eu também quero estar ao lado dele, quero beijá-lo todos os dias, tomar café da manhã em um hotel no dia do show e cantar todas as músicas em todas as suas apresentações.

— Então a gente devia oficializar isso. — as mãos dele descem até o meu quadril. — Uma coisa é não conseguir se ver por causa da agenda… outra é não ter nem o direito de se procurar.

— Então oficializa logo! — empurro o ombro dele de leve, brincando.

Não dá pra continuar negando. Eu sou emocionada o suficiente para saber que não vou conseguir fingir que ele não existe depois de termos transado na bateria dele, eu vou querer tê-lo para mim todos os dias.

Ele levanta o olhar e sorri.

— Você também não oficializou. — retruca.

— Porque eu sou a mimada daqui. — seguro o maxilar dele.

Ele me puxa ainda mais contra si e cola nossos lábios de novo.

— Quero ver quanto tempo a mídia leva pra descobrir que a super influencer e filha do presidente tá namorando o baterista de uma banda de rock. — ele sorri contra minha boca, sem se importar de verdade com isso. — Quer que eu te leve pra casa?

Sylus se levanta comigo nos braços e começa a caminhar em direção aos bastidores.

Eu já nem sei que horas são. Nem se ainda é o meu aniversário, ou quanto tempo durou a nossa “aula de bateria”.

Só sei que não quero me separar dele agora.

Deslizo o dedo pelo colar dele, envolvo a corrente e puxo de leve, trazendo seu rosto pra mim… antes de descer pelo peitoral definido.

— Meu aniversário ainda não acabou… — murmuro contra os lábios dele. — Você pode me dar mais algumas aulas lá na sua casa.

Ele não consegue conter o sorriso e passa a língua pelos lábios.

— Tudo bem… vamos pra minha casa. — ele pressiona a boca contra a minha. — E feliz aniversário!