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As mudanças foram sutis, mas perceptíveis. Voldemort sabia que seu novo corpo traria mudanças em seu estilo de vida anterior, mas não era nada dessa magnitude.
Seu apetite diminuiu consideravelmente, mas aumentou bruscamente. Os alimentos fornecidos pelos elfos domésticos já não eram apetitosos ao seu paladar, causando-o repugnância ao odor. Em contraste, o cheiro de sangue que vinha do seu seguidor de baixo escalão, que se machucou em uma missão, despertou uma fome visceral.
A reunião com todos os Comensais estava fazendo se sentir febril. Fazia semanas que não conseguia digerir qualquer alimento, então sentir aquele odor estava o distraindo. Um dos motivos em finalizar a reunião mais cedo, mas não antes de chamar aquele seguidor em particular no seu escritório.
Voldemort podia ver nas diversas mentes fracas que o insubordinado sofreria as consequências de sua ira — já que falharam na missão. Não deixava de ser uma mentira, no entanto, não sabiam que não haveria rodadas de crucio.
Esperou pacientemente pela entrada do Comensal, o cheiro do sangue estava lhe deixando excitado. Ele entrou no cômodo e se ajoelhou perante ao Seu Senhor. Lançando feitiços de privacidade, Voldemort levantou-se de sua cadeira; particularmente preferia torturar seus seguidores até o esquecimento, quando estão encolhidos no chão, chorando em desespero e cobertos por seus fluidos corporais, tremendo de medo, porém, com sua fome insistente, não havia tempo necessário.
Suas longas mãos envolveram o pescoço do bruxo, fazendo-o engasgar-se. As garras afundando levemente contra a pele.
“Meu Senhor”, gaguejou, tremendo perante aos olhos vermelhos de Voldemort.
O sangue quente, pulsando e manchando a sua pele escamosa e pálida… convidando-o.
Os pedidos de clemência do seu seguidor nem eram registrados.
Como uma serpente, seus dentes cravaram contra a jugular quente do homem, e Voldemort não resistiu em gemer de apreciação. Os engasgos que o bruxo deu devido ao sangue eram como música, mas a textura que atingiu a sua língua… a maciez da carne dissolvendo a cada mordida, o sangue escorrendo de seus lábios até o pescoço relaxaram toda a sede que sentia.
Ele já estava morto, mas Voldemort não registrou. Permaneceu comendo vagarosamente, pedaço por pedaço, saciando-se.
Voldemort sentia-se vivo novamente.
