Actions

Work Header

Alvo

Summary:

Quando o filho de Atena, Cellbit, é desafiado a ganhar a competição de Encontre o Alvo do acampamento meio-sangue, ele se vê obrigado a seguir o conselho de sua gêmea e pedir ajuda ao líder do chalé de Apolo, Roier, o qual ele sempre teve uma quedinha.

Notes:

Essa fanfic é sobre os cubitos q!Cellbit e q!Roier do QSMP no universo de Percy Jackson, não é sobre os streamers.
Apesar de se passar no Acampamento Meio-Sangue, haverá quase nenhum referência a eventos e personagens criados por Rick Riordan, sendo focado muito mais nos personagens do QSMP.

Chapter 1: Um desafio de verdade

Chapter Text

— Errou o alvo? — Roier perguntou.

— Claro que errei — respondeu Cellbit com desdém.

O tom de descaso com que o filho de Atena respondeu era falso. Ele queria estar indiferente - ou até frustrado - com seu péssimo desempenho no treino de arco e flecha, mas era extremamente difícil sentir qualquer emoção negativa enquanto o rosto do belo filho de Apolo estava muito próximo do seu.

Cellbit não só errou o alvo e quase acertou outro campista, como também machucou o próprio rosto no embalo da corda e por isso ele se encontrava no Chalé de Apolo sendo tratado por seu líder. Apolo não era apenas o protetor dos arqueiros, como também o deus dos médicos e da beleza masculina. Roier era uma prole perfeita nesses três quesitos.

O contato entre os dedos do mexicano e o rosto do brasileiro era anestésico, mas também fazia Cellbit sentir borboletas dançando em seu estômago. Alguns filhos de Apolo eram abençoados com magia curativa, então não demorou mais do que cinco minutos até Roier afastar sua mão e sorrir, satisfeito. Um sorriso tão ofuscante quanto o próprio sol.

— Nem um arranhão! 

O loiro se olhou no espelho e se espantou com a ausência de qualquer resquício do ferimento. Seu cabelo estava um pouco bagunçado e a mecha branca virada para o lado errado.

— Se não tem cicatriz, podemos fingir que aquele treinamento nunca aconteceu — ele disse, ajeitando a mecha.

— Não, não. — Roier balançou a cabeça. — Semana que vem tem mais. O treino de arco é obrigatório para todos no Acampamento, pendejo .

Cellbit gemeu de entristecimento. Ele conferiu mais uma vez seu rosto e agradeceu, inconscientemente, em espanhol:

Gracias, guapito .

O apelido improvisado escapou sem querer e pegou Roier de surpresa.

Guapito? — riu. — De nada, gatinho.

O filho de Atena ainda olhava para o espelho quando viu o próprio rosto corar. A vergonha o consumiu por completo, o impossibilitando de falar qualquer coisa. Ele apenas seguiu o moreno até a saída do Chalé.

— Pelo menos agora eu sei que tu nunca vai ganhar de mim em “Encontre o Alvo”.

Essa foi a última coisa dita por Roier antes de se despedirem e cada um voltar a suas atividades daquele dia. Cellbit queria se enfiar no primeiro buraco que encontrasse pela frente. Ao invés disso, teve aula de grego antigo com Quackity e combate desarmado com Foolish depois do jantar. Por sorte, não encontrou Roier em nenhum desses lugares. O brasileiro aproveitou a oportunidade para se desculpar com o filho de Hebe, deusa da juventude, pelo acidente de mais cedo.

— Não é comigo que você deve se desculpar. A sua flecha acertou a Rey! — Foolish apontou para a nuvem em miniatura flutuando atrás dele.

Cellbit nunca descobriu o por que de Foolish ter uma nuvenzinha de estimação que obedecia suas ordens e o ajudava a carregar materiais de construção, mas depois de quase duas semanas vivendo no Acampamento Meio-Sangue, o filho de Atena começou a se acostumar com essas esquisitices.

Ele pediu desculpas à Rey. Sem reação por parte da nuvem.

Mais tarde, Cellbit precisou aguentar o flerte embaraçoso entre Pac e Fit durante a cantoria na fogueira. O loiro conseguia entender os sentimentos do brasileiro filho de Afrodite, no entanto. Afinal, foram Fit, filho de Poseidon, e Roier que salvaram o pequeno barco dos brasileiros do ataque de criaturas aéreas que quase causou um naufrágio. Por sorte eles já estavam próximos à praia do Acampamento quando o ataque aconteceu. As flechas de Roier abateram as criaturas e os poderes marítimos de Fit levaram o barco em segurança à costa.

De volta ao Chalé de Atena, Cellbit se deitou em sua cama no beliche e abraçou um travesseiro. Sua mente ainda estava presa naquela manhã. No rosto de Roier próximo ao seu, analisando o ferimento. Aquele queixo definido… Os delicados dedos do moreno deslizando por seu rosto enquanto o curava. Cellbit ainda sentia o formigamento na pele quando se lembrava.

— Que sorriso bobo é esse? Tá pensando naquele mexicano bonitão?

Bagi espiava seu irmão gêmeo da cama de cima do beliche, sorrindo maliciosa. Cellbit tentou acertar o travesseiro nela, que bloqueou com o livro que segurava.

— Fiquei sabendo que essa é a segunda vez que você erra um alvo — ela provocou.

— Você sabe o que é “Encontre o Alvo”? — Cellbit desviou o foco do tema.

— O que?

— Roier mencionou isso hoje. Que eu nunca venceria dele em “Encontre o Alvo”.

Bagi ficou em silêncio, pensativa. Cellbit sabia o quanto sua irmã ficava incomodada quando lhe era apresentado algo desconhecido. Ela logo pulou de sua cama, foi até a estante do outro lado do dormitório, correu o dedo por entre os livros até que parou em um. A gêmea pegou esse livro e o folheou enquanto voltava para o beliche.

— Aparentemente, Encontre o Alvo é um tipo de esporte individual em que os competidores correm no meio da floresta procurando por alvos. O atleta que encontrar e marcar todos os alvos no menor tempo é o vencedor.

— Posso dar uma olhada? — Cellbit pede.

Bagi entrega o livro a seu irmão. Sofia, a líder do Chalé de Atena, se aproxima da dupla.

— Gêmeos do mistério — ela os chama — Já iremos apagar as luzes. Se ainda quiserem ler, podem usar a sala de estudos lá em cima.

Cellbit aceitou a sugestão de sua líder, desejou boa noite às duas mulheres e subiu para o andar superior. Outros filhos de Atena ocupavam o espaço, cada um perdido em sua própria leitura. Cellbit se acomodou num canto e começou a ler.

O livro era sobre os diversos esportes e competições que aconteciam no Acampamento Meio-Sangue, desde “caça à bandeira” até “corrida de bigas”. “Encontre o Alvo” foi criado mais recentemente e funcionava da forma como Bagi explicou com alguns detalhes a mais. A cada informação nova que ele descobria sobre esse esporte, mais interessado ele ficava, mas a exaustão daquele dia eventualmente chegou. O filho da deusa da sabedoria adormeceu na poltrona da sala de estudos com o livro deitado em seu peito.

Quando Bagi acordou na manhã seguinte e não viu seu gêmeo na cama de baixo, ela imediatamente subiu para a sala de estudos. Ela o encontrou já acordado, com mais dois livros abertos e diversos papeis e mapas espalhados pela mesa principal. Cellbit anotou em um caderno pessoal, depois sublinhou uma frase em um dos livros e então conferiu os mapas.

— Sabe como o Chalé de Atena sempre domina no “Caça à bandeira” por ser um jogo bastante estratégico? — Ele começou a discursar assim que notou a presença da irmã. — Sob um olhar superficial, “Encontre a Bandeira” é um esporte que testa velocidade, mira e resistência física. Apesar de essa ideia não estar incorreta, acredito que a estratégia seja um elemento crucial para vencer nessa competição.

— Bom dia para você também.

Cellbit levantou o rosto para ela e Bagi conseguiu ver a empolgação estampada em seu rosto. A filha de Atena conhecia seu irmão e o quanto ele era competitivo. Ele estava determinado a participar desse jogo que acabou de descobrir e vencer. Bagi não se interessava muito pelo esporte em si, mas o entusiasmo de Cellbit era contagioso. Bagi se animou também.

— Só tem um problema. — Ele parecia desapontado. — Apesar de não ser obrigatório, ter maestria no uso de arco e flecha é uma vantagem enorme em relação a usar qualquer outro método para marcar os alvos.

— Sabe o que isso significa? — Bagi não se deixou abalar. Ela sorriu ainda mais com essa informação.

— Que você vai me ensinar a usar o arco? — Ele perguntou, esperançoso.

— Eu não. — Bagi guiou seu irmão até a janela que dava de frente para os outros Chalés. — Ele vai.

Cellbit conseguiu ver à distância, logo ao lado do Chalé de Ares, para onde sua irmã apontava. O Chalé do deus do Sol, da beleza, da medicina e dos arqueiros. O Chalé dos filhos de Apolo. O Chalé de Roier.


Cellbit passou o café da manhã inteiro reunindo coragem para conversar com Roier. Ele conseguia ver o mexicano conversando animadamente com seus irmãos na mesa de Apolo. Sua risada era alta e contagiante. O filho de Atena esperou que Roier terminasse de comer para se levantar e caminhar até sua mesa. Cellbit recebeu olhares desconfiados dos outros filhos de Apolo à medida que se aproximava, agravando ainda mais seu nervosismo. Roier ergueu a cabeça assim que percebeu sua presença.

— Bom dia, gatinho! — Roier o cumprimentou em português.

— Buenos dias, g-guapito — Cellbit gaguejou, torcendo para que ninguém ali entendesse o significado desses apelidos. — Eu queria conversar com você depois… Ou agora, quando você puder, na verdade.

— É coisa rápida? Pode falar. — Roier escutava enquanto empilhava os pratos usados por seus irmãos.

— Hã… Eu queria que você me ensinasse a usar arco e flecha.

Cellbit escutou risos vindo de alguns filhos de Apolo. Ele tentou ignorá-los ao máximo. Roier também riu, mas não de forma debochada.

— Olha, Cellbit, eu sei que disse que as aulas eram obrigatórias, mas se isso estiver te forçando muito eu posso conversar com o Sr. C pra te liberar…

— Não! — Cellbit interrompeu. — Não é isso. É que eu… Quero… Ganhar de ti em “Encontre o Alvo”.

A mesa ficou em silêncio. Roier ergueu as sobrancelhas, surpreso. O moreno olhou ao redor, procurando por alguém.

— Slime! Você cuida dos pratos hoje.

Roier deu mais algumas instruções para seus irmãos mais novos e se levantou. Ele se aproximou de Cellbit e tocou seu ombro.

— Me encontre nos estábulos em 15 minutos — ele disse e foi embora.

O brasileiro retornou à mesa de Atena para arrumá-la e convenceu sua líder a trocar sua atividade matinal do dia para “Cuidado de Pegasus”. Sofia estava relutante no começo, mas acabou cedendo com o apelo de Bagi.

Quinze minutos mais tarde Cellbit chegou aos estábulos. Roier já estava terminando de escovar um cavalo alado branco com penas azuis em partes da asa. Vários outros campistas estavam no local cuidando de outros pegasus.

— Você nunca participou de uma competição de “Encontre o Alvo”, né?

Cellbit negou com a cabeça.

— O que você sabe sobre esse esporte?

O filho de Atena explicou brevemente o que aprendeu lendo os livros de seu Chalé. Roier escutou tudo, pensativo. Ele ficou em silêncio por um tempo ao fim da explicação, então montou no pégaso que estava cuidando.

— Sobe aqui. — Roier estendeu a mão para Cellbit.

Um pouco hesitante, Cellbit segurou a mão e, com a ajuda do moreno, montou atrás dele no cavalo alado. O loiro nem tinha decidido onde se segurar ainda quando o pégaso galopou em alta velocidade para fora do estábulo e bateu as asas, logo se afastando do chão. Em desespero, Cellbit abraçou o tronco de Roier com força e gritou. Já era tarde demais para avisar que ele tinha medo de altura.

— Não precisa se desesperar! — Roier gritou por cima do barulho forte do vento. — Bobby é o nosso pégaso mais forte. Um dos poucos capazes de carregar tranquilamente até 3 pessoas!

O brasileiro abriu um pouco os olhos. Ele nem percebeu que os havia fechado. Se arrependeu imediatamente. Os dois estavam tão no alto que dava para ver os 30 Chalés abaixo, tão pequenos como numa maquete. Cellbit arriscou olhar para frente e viu para onde estavam indo: a Árvore do Mundo.

No meio da floresta ao norte do Acampamento crescia uma sequoia gigante de 30 metros de diâmetro e mais de 200 metros de altura. Apesar de ser uma sequoia, suas folhas mágicas tinham o formato elíptico. Essas folhas eram tão grandes e leves que eram usadas pelo Chalé de Hefesto na construção de alguns meios de transporte aéreo, asas deltas e paraquedas. Um dos galhos era tão grande que pôde ser usado pelo pégaso como pista de pouso.

A aterrissagem teria sido mais majestosa se não fosse acompanhada por uma sequência de xingamentos em português brasileiro por parte de Cellbit. O loiro desmontou do pégaso e apoiou-se com as costas contra o enorme tronco da arvore. Roier desmontou e caminhou pelo galho com tranquilidade, como se estivesse andando no chão.

— Pode se segurar em mim, eu não vou te deixar cair.

Com as pernas tremendo, Cellbit se afastou do tronco e abraçou um dos braços de Roier. O mexicano começou a levá-lo cada vez mais para a ponta do galho.

— Por que me trouxe até aqui? — Cellbit perguntou, ofegante.

— Eu só queria te mostrar a paisagem.

A ponta daquele galho saia da parte mais densa da folhagem e dava uma visão impressionante de toda a floresta do Acampamento. Os dois semideuses se sentaram ali mesmo, com os pés balançando sob 180 metros do chão. Cellbit estava um pouco mais confiante, mas ainda se agarrava ao braço de Roier.

— Vê ali? — apontou Roier. — É a clareira dos sátiros. Seguindo o rio naquela direção dá pra ver o poço do labirinto. Um pouco para oeste é o Dedo de Gaia e ali do outro lado fica o Punho de Zeus.

Cellbit acompanhava os dedos de Roier atentamente, identificando na distância cada um dos pontos de interesse citados. Foi aí que ele entendeu o motivo de o moreno o ter levado até ali. Aquela floresta inteira era a área de competição de Encontre o Alvo.

— O Dedo de Gaia é aquele monte de pedregulho empilhado?

— Sim. Dizem que aquele é literalmente um dos dedos que a Mãe Terra ergueu quando quase acordou uma vez. O resto da mão não dá pra ver daqui de cima por que está por baixo da vegetação — Roier explicou.

— Parece que Gaia está fazendo um gesto obsceno para Uranus. — Cellbit brincou, arrancando uma risada de Roier.

— É uma interpretação válida.

Os dois ficaram em silêncio por um tempo. O filho de Atena ficava cada vez mais constrangido de ainda estar segurando o braço do filho de Apolo, mas retirar o abraço só daria mais atenção a esse fato, então Cellbit deixou como estava e torceu para que Roier não estivesse se incomodando.

— Por que eu? — Roier perguntou.

— Você o que?

— Etoiles é o nosso especialista no uso de armas e é ele quem ensina os outros campistas com o básico de arco e flecha.

— Mas você é o melhor arqueiro daqui, não é?

Roier concordou silenciosamente com o argumento de Cellbit.

— A competição vai acontecer em menos de uma semana. Você acha que consegue aprender tudo tão rápido?

— Eu vou dar meu melhor. Minha dúvida é se você também daria esse esforço. — O brasileiro respondeu, provocativo.

Roier cruzou os braços e olhou para o céu. Ele parecia considerar e reconsiderar a proposta em sua mente.

— Você está me pedindo para te ensinar a ser bom em arco e flecha para poder vencer de mim no esporte que eu estou com cinco vitórias consecutivas. Por que exatamente eu devo aceitar?

— Você acabou de responder a própria pergunta. — Cellbit tinha o argumento na ponta da língua. — Cinco vitórias consecutivas com uma margem considerável entre você e o segundo colocado. Não tem graça competir sem um desafio de verdade .

Roier se virou para Cellbit, jogando a perna direita para o outro lado do galho. Ele nem perguntou ao outro sobre a fonte dessas informações específicas. Todo mundo sabe que os filhos de Atena são especialistas em descobrir qualquer coisa que queiram.

— E você se considera um desafio de verdade? — Ele se inclinou levemente para frente.

Cellbit imitou o movimento do outro, jogando a perna esquerda para o outro lado do tronco e se inclinando na direção do moreno.

— Se você me ensinar a usar o arco, sim.

— Saber usar o arco é apenas um terço do que você precisa saber para ganhar. Você nunca competiu “Encontre o Alvo” antes. — Roier se inclinou um pouco mais.

— Eu consigo me virar com os outros dois terços.

Seus rostos estavam muito próximos um do outro. Cellbit precisou fazer um esforço considerável para não desviar o olhar.

— Não vai ser o suficiente pra ganhar de mim.

— Quer apostar? — Cellbit sorriu com sagacidade.

— Se eu ganhar — Roier pausou para pensar — você vai ter que dar banho no Bobby por um mês.

— Fechado — o loiro aceitou, sem hesitar. No calor do momento, ele propôs: — Se eu ganhar, você me deve um beijo.

O mexicano ergueu as sobrancelhas e arregalou os olhos num segundo de surpresa, então ele sorriu.

— Fechado.

Roier se levantou num pulo. Ele ergueu os braços para alcançar uma das folhas gigantes e a puxou, arrancando a de um galho menor.

— Treinamento de arco todo dia ao nascer do sol até a hora do café, começando amanhã. — o moreno se virou e caminhou para mais próximo da ponta do galho. — Leva o Bobby de volta para os estábulos por mim. É bom que vocês dois já vão se acostumando um com o outro.

— Ué. — Cellbit se levantou. Ele nem se incomodava mais com a altura em que estava. — Você vai para onde?

— Vou ali.

Então Roier se jogou da ponta do galho, assustando Cellbit por um momento. No meio da queda, o filho de Apolo segurou a enorme folha elíptica acima da cabeça. A folha se expandiu com o impacto do vento e desacelerou a queda, como um paraquedas. O filho de Atena encarou com um sorriso bobo e um olhar de admiração.

Quando Cellbit se virou, Bobby, o pégaso, o encarava de canto de olho enquanto mastigava um pedaço de folha do galho ao lado. O semideus poderia jurar que o cavalo julgava sua alma com aquele olhar. Isso pelo menos não impediu que o pégaso deixasse o filho de Atena montá-lo novamente e ambos retornaram para o chão. Cellbit passou o caminho inteiro tentando decifrar o motivo de Roier ter ido embora tão subitamente.

A verdade é que Roier não tinha um compromisso para atender ou algo assim. Ele só estava constrangido e não queria que o outro o visse ruborizado. Quando Cellbit fez aquela proposta, Roier pensou por um momento:

“Talvez perder não seja tão ruim assim…”