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Uma Hora

Summary:

Uma semana depois de um presente de aniversário que Hermione jamais esperava, ela ainda não conseguia entender por que isso aconteceu. Não que ela tenha tido muito tempo com a campanha para Ministro da Magia, tornando-se mais intensa com a mudança de tática de Rita Skeeter. Apesar disso, ela não consegue tirar Severo Snape da cabeça. Com sua campanha levando-a à Hogwarts, para uma reunião planejada bem antes da sua festa de aniversário, um confronto é iminente e ela quer respostas. O que pode ser revelado em apenas uma hora?

Notes:

Notas iniciais da autora:

Meu amor para as betas CorvusDraconis e TheFrenchPress (Estou tão mimada que ambos revisaram ♥️)

Também adorei o moodboard da TheFrenchPress, sempre me esqueço de creditá-la duas vezes pela “betagem” e pelo moodboard.

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

 

 

Um momento do seu tempo

DeepShadows2

Um momento do seu tempo”, uma história indecente que se transformou em uma série pervertida com mais outras histórias indecentes.

Moodboard criado por TheFrenchPress

 

Uma hora

DeepShadows2

 

Sete dias.

Uma semana inteira se passou desde o encontro com Severo Snape, na biblioteca do Largo Grimmauld, e Hermione ainda não conseguia parar de pensar nele. Ela reviveu o momento várias vezes em sua mente, analisando cada ação e movimento, desde o instante que entrou e o viu na biblioteca até quando a deixou sozinha.

 Ela não conseguia compreender nada disso — ou ele. “Por que ele fez isso?”. O que ela perdeu, que, de alguma forma, apagou dez anos de evitação e curtas saudações para colocá-los nessa situação? Seu coração disparava toda vez que a lembrança do encontro vinha à mente, a qual tinha o hábito de vir à tona nos momentos mais inapropriados.

Ela ainda não tinha mais tempo para se dedicar a qualquer outra coisa — muito menos a alguma gratificação sexual. Não desde que deixou o cargo de Chefe do Departamento de Regulamentação das Criaturas Mágicas e passou a fazer campanhas em tempo integral. Embora, ela presumisse que o afastamento do cargo lhe daria mais tempo, a busca pelo cargo de Ministra da Magia parecia que havia consumido todo o seu tempo livre — ou até o não tinha. Reuniões com apoiadores, preparação de discursos políticos e certificando-se de que um determinado plano político era realmente o que todos diziam ser antes dela concordar com este.

Hermione estava cheia de papelada, apertos de mão e sorrisos falsos até as orelhas. A não ser que ela estivesse pensando sobre o que aconteceu na biblioteca do Largo Grimmauld, então, seu sorriso vinha sem luta ou esforço e, mais de uma vez, ela foi pega corando. Felizmente, ambas às vezes, foi Harry que achou que ela estava muito ruborizada e ofereceu-lhe um copo d'água enquanto alegrava-se, que o seu brilhante plano, de ter lhe dado uma festa jantar-surpresa de aniversário tivesse sido a coisa certa para afugentar o recente mau humor da campanha.

Ela agradeceu as axilas não depiladas de Merlin por não ter sido a Rita maldita Skeeter. Em vez da jornalista se concentrar no fato de que Hermione era uma: "solteirona de quase 40 anos que não conseguia manter um homem porque persegue a fama desde a juventude", Skeeter começou a jogar a cartada do status da pureza da sua linhagem de sangue. Assim, todas as manchetes eram: “Hermione Granger, nascida trouxa, isso” ou “Trouxa Granger aquilo”; e Hermione só queria esbofetear aquela mulher com um processo de difamação mais longo do que o volume “Guerra e Paz”, de Liev Tolstói. No entanto, um processo não seria bem-visto para sua imagem política e Rita sabia disso.

Ao invés de enfrentar Rita, Hermione fez o que fazia desde os quinze anos, comportando-se como se Skeeter não tivesse nenhum poder sobre ela. Ela a ignorava, a menos que a pergunta dela fosse pertinente às conversas durante as coletivas de imprensa. Hermione havia queixado-se muitas vezes sobre a conduta de Rita com o editor-chefe do Profeta Diário, Barnabas Cuffe, todavia ela sabia que ele fazia ouvidos de mercador. Afinal, Rita Skeeter vendia edições e isso era tudo com o que Cuffe se importava.

Hermione balançou a cabeça, afastando os pensamentos da grande besoura verde do Profeta Diário. Ela tinha problemas maiores para lidar. Hoje, ela estava programada uma visita à Hogwarts para encontrar-se com o diretor e a vice-diretora. O compromisso tinha sido planejado meses atrás, bem antes da sua festa jantar-surpresa de aniversário, e antes do confuso ressurgimento dos seus sentimentos por Severo Snape e a recente raiva.

Ela enfiou os dedos dentro do bolso do robe, sentindo a superfície lisa do envelope preto repousava lá. Este não havia deixado a sua pessoa ou visão desde que ele o pressionou em seus dedos, com um sorriso perverso. Hermione disse a si mesma que só o manteve consigo para evitar que fosse encontrado por alguém que o mal interpretasse ou o usasse como evidência para arrastá-los pelas manchetes da mídia bruxa. Pelo menos era o que uma parte dela disse a si mesma, mas outra parte dela o manteve consigo devido à incerteza que isso lhe trazia. Para ela era um convite, claro como o dia, para algo que ela não entendia.

Dez anos atrás, quando ela deixou escapar que gostava dele, Severo Snape agiu como se tivesse sido mordido por Nagini novamente. Suas feições se contorceram, zombando dela enquanto se elevava em sua direção, e, assim, toda a amizade que ele estava mostrando a ela se dissipou. Ele cuspiu veneno em palavras, descartando-a e a noção lhe caiu em um único golpe. Isso a machucou profundamente, mais fundo do que ela jamais admitiria para alguém. Não que mais alguém soubesse da rejeição de Severo Snape, graças aos pelos pequenos milagres de Merlin.

Aquele envelope continha perguntas e respostas, assim como a localização de sua calcinha roubada. Esse pensamento trouxe o rubor rastejante de volta ao seu rosto e ela balançou a cabeça. Ela não negou a si mesma que a paixão, que imaginou ter sido assassinada, na verdade estava adormecida, e como a bela adormecida, ele a acordou com um beijo — em mais de uma maneira.

Havia tantas perguntas passando por sua cabeça, mas ela estava com medo de quais seriam essas respostas. “Foi um mau julgamento da parte dele? Ele estava sob a influência de alguma coisa ou não quis dizer isso? Ou pior, era uma possível chantagem futura?” Mesmo que ela não pensasse exatamente desta forma, esta era uma possibilidade para a qual ela tinha que estar preparada.

Apesar do seu dilema interno e com a renovada atração pelo diretor, ela ainda teria que ir à Hogwarts hoje. Fazia parte do seu plano de campanha, além de que ela não desistiria de vê-lo simplesmente porque ele enfiou a cabeça sob sua saia uma semana antes.

Hermione respirou fundo examinando seu armário. Falando em saias, ela estava olhando para as mesmas roupas por quase uma hora. Ela não tinha ideia do que vestir. Por um lado, ela queria se vestir como sempre fazia e agir como se nada tivesse mudado, no entanto, por outro lado, ela queria se esforçar para parecer realmente bonita e não apenas profissional.

Esfregando a testa, ela lutou contra a ideia de tentar impressioná-lo. Se ela se arrumasse, estaria se esforçando demais. E o que isso diria? Se ela não o fizesse, isso poderia significar que ela fecharia completamente o que havia acontecido entre eles. E ela não queria fazer isso.

Apesar da dor que sentiu com as palavras ditas anteriormente por ele, ela não estava pronta para desistir se houvesse uma chance que algo desconhecido o tivesse feito mudar de ideia. Algo razoável, nada a ver com o fato de que ela provavelmente se tornaria a Ministra, como alguns outros homens que vieram cortejá-la e não conseguiram impressioná-la.

Hermione respirou fundo, contou até dez e repassou suas opções. Sem mantô! Eles ficaram no meio do caminho da última vez. Não que algo fosse acontecer desta vez, mas, ainda assim, nada de mantô!

Resolvendo os problemas de uma peça de roupa de cada vez, ela finalmente chegou a um meio-termo. Ela vestiu uma saia que caiu logo acima dos joelhos, nem muito apertada e nem muito inadequada, combinando com uma blusa com decote em V que revelava o fato que possuía algum decote, nada muito profundo. Ela olhou para si mesma no espelho puxando o cabelo para cima. Era profissional o suficiente para uma reunião, mas também casual e apenas com um toque de flerte — era o que ela esperava.

“Não é para ele... Este encontro não é sobre ele... Você não vai lá para flertar”, ela lembrou a si mesma, borrifando apenas um toque de perfume nos pulsos e depois rolando-os pelos lados do pescoço. Ela revirou os olhos para seu reflexo — ela sabia que estava mentindo para si mesma.

Felizmente, sua indecisão sobre suas roupas não a atrasou para o compromisso em Hogwarts. Ela aparatou em Hogsmeade e pegou uma das carruagens até o castelo. Quanto mais próximo o castelo ficava à vista, mais apertado seu peito parecia ficar. Seus dedos tremiam levemente com a ideia de vê-lo novamente.

“Pare com isso! enfrentei uma maldita Quimera e parti em frente. Posso falar com Severo Snape depois que ele... depois que aquilo aconteceu”, ela ordenou a si mesma, sacudindo as mãos e soltando um suspiro trêmulo. Ela passou o resto do caminho olhando para o terreno, respirando uniformemente e escondendo sua apreensão.

Uma vez dentro do castelo, uma certa calma caiu sobre ela. A sensação de estar em casa. O castelo fazia-na sentir-se com que se tivesse uma sensação de pertencimento, não importava quanto tempo ela estivesse longe. Embora já tivesse se passado quase vinte anos, ainda estava exatamente como ela havia deixado. Inabalável, confiável e familiar.

— Hermione — cumprimentou alguém.

Ela se virou para ver Neville avançando com suas vestes marrons movendo-se ao seu redor enquanto sorria para ela. Hermione notou a sujeira em suas mangas e uma folha em seu cabelo. “Ele deve ter vindo das estufas.”

— Olá Neville, como você está? — ela perguntou, nunca sentindo como se tivesse que forçar um sorriso na presença dele. De todos os seus amigos, foi ele quem mais entendeu a dedicação com a carreira, pois ele próprio tinha uma filosofia de vida semelhante.

Ele a envolveu em um abraço que ela retribuiu, sentido o cheiro a terra revirada e mandrágoras.

— Eu estou bem. As aulas estão indo muito bem — ele respondeu, dando um passo para trás e olhando para ela. — Você parece bem hoje. Finalmente conseguiu dormir um pouco? — perguntou ele.

— Não, foi apenas um bom café. — respondeu Hermione sorrindo e balançando a cabeça. — Você viu Minerva e Severo? Tenho um compromisso às onze da manhã com os dois — comentou ela.

— A última vez que os vi foi perto da biblioteca, apenas um momento atrás — disse Neville apontando para a grande escadaria. — Você está aqui para falar sobre a atualização dos N.O.M.s e N.I.E.M.s? — questionou ele.

Hermione queria trabalhar de perto com os educadores reais para garantir que os testes padronizados realmente refletissem o que estava sendo ensinado e o que precisava ser ensinado.

— Sim, eu sou — assentiu ela.

Os olhos dele desviaram dela por um momento e ela o seguiu quando um par de Lufa-Lufas pareciam se esgueirar pelos corredores. Ele foi atrás deles, balançando a cabeça.

— Boa sorte! Sei que você será uma excelente Ministra, Hermione — parabenizou ele.

— Obrigada, Neville — disse ela sorrindo e começando a subir as escadas em direção à biblioteca.

Não foi tarefa difícil para ela encontrar a biblioteca já que ela conhecia de cor os muitos caminhos até ela. Ela estava chegando às portas quando estas se abriram e saía o homem, que havia se estabelecido em sua mente.

— Srta. Granger — cumprimentou-lhe com os olhos negros parecendo se iluminar momentaneamente.

Cada comentário que ela esperava dizer a ele escapou de sua mente, caindo no vazio. Sua boca ficou seca de repente e ela sentiu o coração disparar em seu peito. Ela piscou e então balbuciou o primeiro conjunto de palavras que não eram um lixo total.

— Olá, diretor — cumprimentou de volta.

Hermione tinha certeza de ter imaginado o canto dos lábios dele subindo tão rápido, quase tão rápido do que ela seria capaz de perceber. 

— Eu suspeito que você está aqui para o encontro comigo e com Minerva — disse ele, pausando. Hermione soube que desta vez ele deu a ela o mais breve dos sorrisos maliciosos. — Ou esta é uma visita social? — provocou ele.

A palavra “social” entrou por seus ouvidos, passou pelo seu cérebro e escorregou direto para seu âmago. Era o mesmo tom de voz que usou quando ele disse a ela que seu presente vinha com “condições”.

A princípio, tudo o que ela conseguiu fazer foi acenar com a cabeça, respirando fundo. Merlin, ela pensou que tinha superado esse constrangimento. Hermione reuniu o seu Eu-Político interior, endireitou-se mais segura, mesmo quando aqueles olhos escuros fizeram-na se derreter por dentro.

— Uma reunião, receio. Não tenho tido tempo para nenhum tipo de visita social desde... —Hermione hesitou, pois, as imagens e a sensação dos lábios dele voltaram à sua mente “desde minha festa de aniversário”.

Uma forte necessidade de dar uma explicação sobre o porquê de nunca ter respondido o cartão que ele lhe deu emergiu dentro dela, mas como ela poderia expressar esses pensamentos em uma escola? “De todos os lugares justo na escola?”, seus olhos se moveram para o chão por um momento, pensando antes de olhar para ele novamente.

 — Tenho estado incrivelmente ocupada. O trabalho sequestrou todo o meu tempo livre — explicou ela.

“Por que sinto que devo uma explicação a ele? Ele que me deve uma! E uma das grandes.” Hermione se repreendeu quando ele acenou com a cabeça para ela.

— Eu entendo. Eu esperava que fosse esse o caso. — disse ele, segurando a porta da biblioteca aberta para ela, indicando para dentro. — Venha, Minerva chegará em breve. Ela quer se encontrar em uma das salas privadas de estudo em vez do meu escritório e eu não poderia discordar — esclareceu ele.

A maneira como ele falou a fez inclinar a cabeça para ele, em confusão.

— Há algo de errado com o seu escritório, diretor? —perguntou ela.

— Atualmente estou trabalhando para fazer algumas reformas muito necessárias com o castelo. — Severo a informou, fechando a porta da biblioteca atrás deles enquanto adentravam o recinto. Ele moveu-se ao redor dela, assumindo a liderança até a sala de estudos.

— Isso parece cansativo — comentou Hermione, perguntando-se o quão exaustivo era trabalhar na reforma do castelo. Ela se lembrou da quantidade de magia necessária para repará-lo.

Seu cabelo se moveu quando ele balançou a cabeça ao concordar e ao virar-se para olhar por cima do ombro para ela.

— Eu garanto a você que não é tão estressante quanto o que você tem suportado ultimamente — replicou ele.

A sala de estudo privada tinha estantes do chão ao teto em duas paredes. Hermione podia dizer pelas capas dos livros que eram principalmente publicações de referência e periódicos. No centro da sala havia uma mesa redonda com quatro cadeiras de madeira, e na parede oposta à porta havia uma janela com arco pontiagudo. Conforme ela se aproximava desta ela podia dizer que a vista dava para a floresta em direção à Hogsmeade, visualizando o contorno mais fraco das chaminés visíveis à distância.

Hermione o ouviu fechar a porta atrás dela e ela se virou sentindo a incerteza encher o seu peito, embora sua respiração permanecesse inalterada. Ela tinha sido capaz de dominar a aparência calma sob pressão. No entanto, sem a sua respiração para se concentrar, ela não conseguia decidir se queria encará-lo, até que ele dissesse o que diabos estava pensando, ou se evitaria completamente o seu olhar e fingiria que nada aconteceu. Ela acabou fazendo um pouco de ambos antes de voltar o olhar para as estantes. Severo ficou em silêncio, observando-a, com o que ela acreditava ser interesse, mas sem dizer nada.

Minutos se passaram.

— Quanto tempo até... — Ela começou a perguntar quando o patrono de Minerva, um gato azul fantasmagórico, entrou na sala.

— Severo. Hermione. Peço desculpas, mas vou me atrasar. Houve um incidente de encolhimento na Sala de Aula de Feitiços. Vários alunos juntamente com Filius estão a caminho da enfermaria. Devemos ter Filius de volta ao seu tamanho normal não mais que uma hora. Por favor, não comece sem mim. Eu sei como você odeia se repetir. Tenho certeza de que vocês dois podem se ocupar por algum tempo. — Era o aviso do patrono.

Uma hora .

Hermione fechou os olhos, contando até dez enquanto a compreensão tomava conta dela. Ela ficaria naquela pequena sala com Severo por uma hora — sozinha. Tantos pensamentos a inundaram, especialmente com os flashbacks de suas costas contra as estantes e com uma longa série de perguntas que esta lembrança havia criado. Uma hora parecia lhe dar tempo suficiente para chegar ao fundo dessas questões. Ela respirou fundo e olhou para ele com o seu olhar periférico.

— Eu tenho dúvidas — disse ela.

Um som divertido o deixou.

 — Eu ficaria surpreso se você não as tivesse, mas posso perguntar a você primeiro? — replicou ele.

Ela assentiu, virando-se para olhá-lo diretamente.

— Claro — respondeu ela.

— Você se arrepende do seu presente? — Suas mãos se curvaram ao redor de uma das cadeiras de madeira, enquanto ele olhava para ela.

O calor subiu por seu peito enquanto ela balançava a cabeça, talvez com muita ansiedade.

— Não. Não, eu só... por quê? Por que agora? Por que depois de tudo o que você me disse? — questionou ela.

Algo na linguagem corporal dele mudou, relaxando e enrijecendo em diferentes aspectos. A iluminação estava de volta em seus olhos.

— Você finalmente tem idade suficiente para que meu interesse seja apropriado — respondeu ele.

O queixo dela caiu um pouco com as palavras dele, por mais impressionantes que fossem. “Ela tinha idade suficiente para seu interesse?”

— O que isto quer dizer? — indagou ela.

— Não sou pervertido. Eu não tinha o menor interesse em uma garota que mal saíra da escola. —  Severo deixou pouco espaço em seu tom de voz para qualquer discussão.

Infelizmente para ele, Hermione não tinha perdido completamente sua capacidade de raciocínio após a sua declaração e estava preparada para uma discussão.

— Eu tinha vinte e oito anos! Dificilmente eu poderia ser considerada como alguém que tinha acabado de deixar a escola — exasperou ela.

— Você teve sua juventude roubada em uma guerra na qual não teve oportunidade de escolher não lutar. — Ele exalou com o seu lábio curvando-se no final. — Eu não iria privá-la ainda mais. — disse ele.

Isso era inacreditável. Totalmente inacreditável.

Hermione se moveu ao redor da mesa até que ela estava apenas a distância de apenas um braço dele.

— Então você está me dizendo que estava interessado em mim na época e, em vez de dizer algo, você me disse: “Cresça! Porque você nunca consideraria ter um relacionamento com uma garota como eu”, porque você pensou que eu era muito jovem e não porque você não gostava de mim? — esbravejou ela.

— Sim — respondeu a ela, sem nem parecer envergonhado.

Hermione, atordoada e um tanto perplexa, inclinou a cabeça para frente e colocou uma das mãos nos quadris.

— E então você me evitou por quase dez anos. Quase não me dizendo mais do que algumas palavras — exprimiu ela.

Ele olhou para ela sabendo como ela devia esperar por aquilo.

— Sim — respondeu ele.

— Agora você me aparece depois de todos esses anos e faz aquilo? — Ela o questionou.

— Sim. — Ele sorriu.

Hermione estava quase perdendo a eloquência das palavras.

— Essa é uma ótima maneira de dizer a uma mulher que você está interessado nela. — Ela disse rispidamente.

— Uma maneira extremamente poderosa. — Duas sobrancelhas se ergueram enquanto ele falava. — E eu pedi o seu consentimento e estava totalmente preparado para você me negar — comentou ele.

— Então você só... você só... — Ela não conseguia dizer as palavras, sua boca a traindo.

— Te chupei no seu aniversário? — Ele inclinou a cabeça com um sorriso.

— Sim, isso mesmo. — Hermione se sentiu um tanto escandalizada por ele poder dizer aquilo enquanto estava na biblioteca da escola. — Por que essa foi a primeira coisa que veio à sua mente quando você decidiu demonstrar o seu interesse por mim? — questionou ela.

Severo largou a cadeira e ergueu-se, ficando de pé em toda a sua altura.

— Você parecia precisar da satisfatória liberação de um orgasmo. — explicou ele.

— Pela bunda sem sol de Morgana, eu não entendo você. — Hermione procurou respostas dele. — O que você quer de mim então? — perguntou ela.

Com um único passo, ele estava apenas a um fio de cabelo de distância dela. Os olhos negros a fixaram com intensidade.

— Nada mais do que você está disposta a receber de mim. Nada mais do que você está disposta a me dar. O que você quer de mim? — perguntou ele.

— O que eu quero receber de você? — Ela piscou, balançando a cabeça. Ele queria dela, apenas o que ela queria dele. O que ela queria dele era... era? Ela não sabia, e essa não era uma posição que ela gostava de estar. — Você está louco? Estou concorrendo a Ministra da Magia, eu... — Um pensamento a atingiu e ela devolveu o olhar dele. — O que você teria feito se eu tivesse dito não? — perguntou ela.

Ele exalou, mantendo a sua expressão ilegível.

— Neste caso, eu teria dado a você o outro cartão de aniversário que preparei, assim eu saberia que o navio havia zarpado e eu havia perdido minha chance — disse ele.

Ele estava muito perto dela e o seu corpo estava reagindo à aproximação enquanto a sua mente estava tentando disseminar e entender tudo o que acabara de ouvir dele. Hermione deu um passo para trás, voltando-se para a janela.

Isso não era o que ela esperava. A euforia de sentir que o seu interesse era recíproco ficou manchada pela dor causada pelas palavras venenosas que ele usou para rejeitá-la. Ela colocou mais distância entre eles, para que pudesse deliberar e respirar, parando em frente à janela.

— Isto é ridículo. — disse ela.

Ele não a seguiu imediatamente, mas, quando ele o fez, ela o sentiu se aproximando atrás dela.

—  O navio partiu, srta. Granger? — Havia algo quase vulnerável na maneira como ele falava.

Hermione podia pensar em cem milhões de razões pelas quais isso era uma má ideia. Primeiro e principalmente, devido a proximidade das eleições ministeriais, a qual é seguida de perto por ele ser o diretor de Hogwarts. Isso seria um claro conflito de interesses, mesmo que fossem cuidadosos e profissionais a respeito dessa relação. “Rita Skeeter teria um dia de trabalho cheio”.

 — Você entende que seria um escândalo, para você e eu, se alguma coisa viesse a público sobre haver algo entre nós — divagou ela.

Como se estivesse testando se ela o aceitaria, ela sentiu a mão dele hesitante ao seu lado e também o calor da sua respiração enquanto ele falava, movendo-se por cima do ombro dela.

 — Acredito que provei que não sou nada menos do que discreto, mas isso não foi um não — comentou ele.

— E não era   — respondeu Hermione, que não faria com ele o que ele fez com ela. Afinal, ela não cortaria o próprio nariz apenas para se irritar.

— Então meu interesse em investir em algum sentimento é recíproco? — Severo perguntou, sua mão pousou suavemente no outro lado do seu corpo.

Hermione ponderou cuidadosamente sobre como ela procederia.

— Sim, mas tenho algumas condições. — Hermione sabia que nada disso iria funcionar se um pequeno detalhe não fosse totalmente resolvido agora.

— Quais condições? — Foi a primeira vez que ela pensou ter ouvido uma trepidação na voz dele.

— Eu quero um pedido de desculpas — disse Hermione com firmeza, esperando que fosse a única coisa que ela nunca receberia dele. Severo Snape era assumidamente ele mesmo, então ela sabia que era perigoso fazer esse pedido em primeiro lugar. No entanto, as palavras dele a machucaram profundamente e a fizeram pensar que havia algo errado com ela.

Ela podia ouvir a hesitação e o estalar de sua língua enquanto ele pensava em como proceder.

 — Eu acredito...  Eu acredito que posso fazer isso — respondeu ele.

Hermione ficou surpresa pela concordância aberta com algo que ela esperava obter uma resistência significativa. A mão de Severo deslizou pela cintura dela, puxando-a de volta para que as costas dela ficassem encostadas no peito dele enquanto os lábios dele se moveram contra sua orelha ao ele sussurrava:

— Peço desculpas pela dureza das minhas palavras naquele momento e como elas afetaram você negativamente. Minha intenção era que você vivesse livre de mim, de modo que, se alguma forma de atração mútua surgisse entre nós, então seria apropriado. Sinto muito. — Desculpou-se.

As palavras dele espalharam-se sobre ela, estendendo-se em uma velha ferida como um bálsamo. Isso não melhorou e nem desapareceu com a dor, mas, de fato, foi um começo que dizia muito por ele estar disposto a se desculpar.

— Obrigada. — Ela agradeceu.

Ele cantarolou com aprovação com a boca ainda perto da orelha dela.

 — Agora, tenho algumas perguntas para você. — Ele anunciou.

Ela deixou calor dele cercá-la juntamente com a respiração dele, lavando-lhe o pescoço e descendo pelo peito, causando-lhe arrepios. Apesar da seriedade da conversa entre eles, a proximidade dele ainda tinha aquele efeito de acelerar o coração dela.

— Pergunte-me o que quiser. — Hermione disse suavemente, resistindo ao desejo de descansar a cabeça no ombro dele.

O abraço de Severo se intensificou ligeiramente enquanto ele ressoava em seu ouvido.

— Você foi para casa e se tocou, srta. Granger, pensando no que aconteceu na biblioteca de Potter? — Ele perguntou.

As pupilas dela se dilataram com essas palavras, enviando uma onda de excitação através dela, que seguia o mesmo caminho que a respiração dele: descendo pelo pescoço, entre os seios e para mais além disso. Hermione tentou se lembrar que ela estava aqui a negócios, não por prazer, e que eles estavam em uma biblioteca. “A biblioteca de Hogwarts, pelo amor de Merlin!” Se eles fizessem alguma coisa, Irma Pince iria trucidá-los.

— Diretor... — Ela tentou imprimir formalidade mencionando o título dele.

— Responda-me. — Ele exigiu com as mãos agora deslizando sobre o estômago dela, mas nunca indo muito longe ou muito alto.

O rosto dela avermelhou-se com a pergunta dele. O rosado de vergonha surgindo em suas bochechas fez todo o ar escapar dela, deixando-a em uma luta para responder à pergunta dele. Ela olhou para a floresta e acenou com a cabeça, admitindo silenciosamente que sim.

— Sim. — Ela disse.

Ele rosnou no ouvido dela, assim como os dedos dele se enrolando no tecido da sua roupa.

— Bom, eu quero que você me conte sobre isso. — Ele exigiu.

Aqui, na biblioteca? — O rosto de Hermione parecia ainda mais vermelho com seu pedido.

O nariz dele deslizou pela sua orelha, sentindo a borda de seus lábios tocando a pele do lóbulo.

— Sussurre para mim, Hermione. Ninguém mais deve ouvi-la além de mim. — Ele sussurrou.

— Mas Minerva poderia... — Tudo o que ela conseguia pensar era no fato que a vice-diretora poderia entrar a qualquer minuto e eles seriam pegos em uma situação comprometedora.

— Minerva nos deu o presente de uma hora, srta. Granger. — A mão dele roçou a parte inferior de seu seio.

— Hermione. — Ela corrigiu.

— Hermione. — Ele ronronou, fazendo o som ir direto para a virilha dela, onde a umidade estava começando a se manifestar. — Conte-me sobre como você se tocou. — Ele pediu.

— Bem... — Conscientemente, ela se atrapalhou com as palavras. — Eu tomei banho quando fui para casa e eu... — Hermione estava corando, o embaraço estava cobrindo seu rosto. Ela não precisava de um espelho para saber disso, além dos lábios dele pressionados em um beijo contra a pele logo abaixo da orelha, iluminando seus nervos.

— Certamente, para alguém tão corajoso, você não tem escrúpulos para falar sobre o prazer que deu a si mesmo. Você já fez isso antes? — Ele indagou.

— Eu nunca... não. Não é algo que já tenha feito — Hermione admitiu rapidamente.

— Eu notei. Deixe-me ajudá-la então, se me permite. — Ele deu um beijo contra sua bochecha. — Posso, mais uma vez, pedir o seu consentimento? — Ele perguntou.

— Sim, por favor. — Nem mesmo parecia a voz dela, soava muito desesperada e carente. Ela o sentiu pressionar-se contra ela enquanto suas mãos percorriam seu corpo por cima de suas roupas.

— Você estava no banho e, enquanto você pensava em mim, onde suas mãos foram primeiro? — Severo respirou em seu ouvido enquanto uma mão se movia para segurar seu seio. — Estava aqui? — Sua outra mão desceu mais, fazendo ela respirar fundo enquanto ele segurava seu sexo através de sua saia. — Ou foi aqui?

As mãos deles eram tão quentes que ela podia sentir o calor delas através de suas roupas. O coração de Hermione estava trovejando em seus ouvidos que ela mal conseguiu balbuciar uma afirmativa que ela realmente havia tocado primeiro seus próprios seios. Incapaz de responder com palavras, ela ergueu o braço movendo a sua mão sobre a dele, aquela que segurava o seu seio. O som de sua aprovação em seu ouvido só intensificou o crescente calor que a percorria.

— Ah, sim. Você fez isso... — Severo perguntou enquanto a apalpava com firmeza antes de passar a palma da mão sobre o seio coberto pela blusa. — ... enquanto você pensava em mim passando minha língua em sua boceta? — Ele sussurrava.

— Pensei. — Ela sentiu um arrepio percorrer a espinha, vacilando os seus joelhos momentaneamente, o que a fez se apoiar mais contra o corpo dele. Severo não deveria ter permissão para dizer aquela palavra, deveria ser ilegal por ser tão pecaminoso.

Todo o seu foco estava agora em sua mão enquanto deslizava por cima dos seus seios. As pontas dos dedos dele encontrando a borda do decote da sua blusa e encontrando pela nua. “Era eletrizante”. A mente de Hermione estava tentando racionalizar como apenas o toque dele poderia fazê-la se sentir assim. Esse pensamento não durou muito, pois a mão dele mergulhou sob o tecido, empurrando sob o bojo de seu sutiã com o polegar para roçar em seu mamilo. “Como eles já tinham ficado tão duros? Como ele a tinha excitado tão rapidamente?”

— Lamento não ter tido tempo suficiente para prestar a devida atenção aos seus seios da última vez. — Ele sussurrou enquanto o indicador e polegar puxavam seu mamilo ereto.

Seus joelhos iam falhar, ela sabia disso, e, em antecipação, ela jogou a mão para frente, pegando o peitoril da janela quando eles se dobraram. Não era necessário realmente, pois a mão que segurava o seu sexo a puxou de volta contra ele.

— Você me imaginou de joelhos, lambendo sua fenda e imaginando como seria sentir a minha língua em seus lindos seios? — A língua dele traçou a pele por trás da concha de sua orelha. Ela fez tudo o que pôde para não desmoronar o quando suas pernas cederam debaixo dela.

— Imaginei. — Hermione podia sentir a sua excitação umedecendo suas roupas íntimas. Ela se contorceu para que suas coxas se esfregassem, somando mais pressão na mão que estava contra ela.

Como se entendesse sua necessidade, os dedos da mão dele se curvaram mais contra o seu sexo, dando-lhe apenas um toque de estimulação.

— Suas mãos deslizaram pelo seu corpo molhado até aqui? — A voz dele parecia vibrar contra a pele dela, lançando outros pensamentos viagem abaixo. — Pensando em mim? — Ele instigou.

Hiper consciente de cada movimento dele em seu corpo e da crescente dureza pressionada contra a base de sua espinha, ela assentiu.

— Mhmm. — Ela murmurou.

Ele beliscou o seu mamilo com força.

— Essa não foi uma resposta adequada, Hermione. — Ele repreendeu.

— Sim, minhas mãos desceram lá. — ela respondeu imediatamente.

Os dedos dele pressionaram contra o seu sexo através de sua saia.

 — Você brincou com seu clitóris, pensando em mim? — Ele insistia.

Hermione amaldiçoou as camadas de tecido entre a mão dele e o seu sexo, esforçando-se para se concentrar tanto nas palavras quanto nos movimentos dele.

 — Sim. — Ela respondeu.

— Você gostou? — Ele murmurou acaloradamente contra sua bochecha.

A respiração dela engatou e os seus olhos se fecharam quando o sentiu esfregar-se contra ela.

— Muito. — Ele suspirou em resposta.

Ela gemeu quando pressão da mão dele em seu sexo se foi e só parou de lamentar quando o percebeu que as mãos dele estavam levantando a sua saia. Agradecendo a Merlin, Morgana e todos os outros bruxos antigos por não ter escolhido uma saia justa, ela usou a outra mão para ajudá-lo a levantar a parte da frente da saia.

A voz de Severo ressoou por ela.

 — Você gostaria que eu estivesse lá com você, tocando em você, e esfregando meus dedos nas suas dobras? — Ele insistiu mais.

Ela descobriu que não conseguia respirar porque os dedos dele estavam muito perto. Ela podia sentir o calor dele através do tecido da sua calcinha. Surpresa com a potência do toque, das palavras e seu desejo por tudo aquilo. Hermione queria desesperadamente que ele a tocasse, que mal ouviu o que ele disse, mas ela estremeceu quando ele beliscou seu mamilo novamente.

— Hermione, eu te fiz uma pergunta. — Ele exigiu.

Pensar era difícil, então ela deixou suas palavras saírem sem censura.

— Merlin, sim, eu queria que fosse você me tocando. — Ela respondeu entorpecida.

Deve ter sido a frase que ele estava procurando porque Hermione o sentiu afundar a mão por dentro da sua calcinha exposta. Ela ajustou a postura para lhe dar mais acesso, até que o sentiu deslizar um dedo dentro dela, enviando fogo por suas veias.

— Assim? — Severo gemeu baixinho em seu ouvido.

Hermione encostou a cabeça no ombro dele, virando-se para olhá-lo.

— Bem desse jeito. — Ela suspirou.

Os lábios dele estavam curvados em um sorriso perverso e os olhos escuros diabólicos a olhavam sobre suas bochechas. Um segundo dedo juntou-se ao primeiro, circulando ao redor de seu clitóris antes de estender as pontas dos dedos sobre este. Um gemido alto escapou dela ao finalmente conseguir o estímulo pelo qual seu corpo estava quase gritando.

Silêncio, srta. Granger. Isto é uma biblioteca — Severo ordenou a ela, pressionando seus dedos nela com mais firmeza.

Puxando o lábio inferior entre os dentes, ela sugou o ar com força pela sua repreensão. A outra mão dela se estendeu para trás, agarrando-se às vestes dele enquanto ele começava a deixá-la louca de desejo.

Os dedos dele aceleravam e desaceleravam os movimentos, mantendo-a sempre suspensa em desejo, mas querendo desesperadamente por mais. Os olhos dele tinham um olhar que ela já tinha visto uma vez antes, quando ele a alertou que era hora do silêncio. A expressão era primitiva, luxuriosa e pesava impiedosamente sobre ela. Ela fechou os olhos para se concentrar nas mãos dele, uma segurando seu seio com firmeza e a outra excitando-a provocadoramente.

— Diga-me, você empurrou os seus dedos em si mesma, desejando que fossem meus dedos, ou talvez meu pau? — Suas palavras eram tão baixas, tão silenciosas que parecia que reverberavam através de sua pele ao invés da sua orelha, fazendo o estômago se apertar de excitação com a ideia dele transando com ela.

— Porra. — Ela ofegou.

Ele riu com seus lábios pressionando contra a têmpora dela.

— Sim, porra. Foi o que você imaginou quando estava sozinha no banho? Que eu estava transando com você? — Ele instigou.

— Sim, sim, foi isso sim. — Ela suspirou, enfeitiçada com o toque e as palavras dele.

— Perfeito. — A mão dele se moveu, pressionando entre as coxas trêmulas dela e afundando ainda mais.

Hermione se arqueou ao sentir o dedo dele pressionando-a dentro da sua intimidade. Isso a tirou do repouso, forçando-a a perder o equilíbrio e pensar que cairia no chão, mas a outra mão escapou dos limites de sua blusa e o braço dele envolveu a sua barriga e a segurou contra ele. Hermione sentiu os nós dos dedos pressionando contra ela enquanto ele a enchia com um dedo, e então se retirava lentamente e tentadoramente.

— É isso que você quer? — As palavras cheias de desejo rolaram pelo lado do seu pescoço.

Inundada com excitação as palavras saíram facilmente.

— Ôh, sim. — Ela suplicou.

— Você quer meus dedos enterrados até os nós dos dedos dentro de você, tocando as partes mais íntimas de você? — Ele provocava.

— Por favor, não pare. — As palavras escaparam dela antes mesmo que ela pudesse pensar nisso, carentes e desesperadas.

Ele continuou fodendo-a com os dedos. O rosto dele se inclinou para colocar um beijo de boca aberta em seu pescoço, arrepios rastejaram sobre os braços e ombros de Hermione, e ela o sentiu sugar a sua pele antes de quase gemer algumas com a boca em sua pele.

— Você quer que eu te foda? — Ele sussurrou a pergunta.

— Doce Merlin, sim. Eu quero, Severo. — Hermione engasgou com a mão segurando a capa e puxando-o para ela.

A dureza da excitação dele estava pressionada em suas costas e a ideia dele transando com ela ali mesmo não parecia tão escandalosa para seus sentidos cheios de luxúria. Hermione reprimiu um gemido quando um segundo dedo entrou nela e o polegar dele roçou seu clitóris.

— Coisas boas vêm para aqueles que esperam, srta. Granger, mas, neste momento, devo negar meu pau a você embora não vou negar o orgasmo que você tanto precisa. — Ele prometeu.

As palavras vibraram contra a sua pele ao ter a boca dele mais uma vez em sua orelha. O tom de sua voz era tão carregado de desejo que só acrescentava mais combustível ao fogo que crescia em seu ventre.

— Quero que você se lembre disso quando for para casa esta noite. Lembre-se de meus dedos enterrados tão profundamente em sua boceta, meus lábios em seu ouvido sussurrando doces obscenidades e, quando você estiver na cama esta noite, quero que se toque pensando em todas as coisas que deseja que eu faça com você. — Os dentes dele rasparam na pele da concha de sua orelha. — Faça-me uma lista, srta. Granger, com cada pequena fantasia; quero saber de todas elas e quero ser aquele que as trazem à vida. — Ele estimulava o desejo dela.

Hermione não conseguiu parar o gemido alto que escapou dela. Seu rosto foi guiado pelo queixo para o lado dele e os seus lábios dele estavam sobre os dela, beijando-a acaloradamente. O ritmo de seus dedos aumentou, o prazer disparando por ela enquanto ele bebia cada um de seus gemidos e suspiros. Hermione não se importava mais que eles pudessem ser pegos ou que esta fosse uma reunião profissional de negócios — esses pensamentos foram abandonados há muito tempo. Tudo o que importava era o sangue correndo em seus ouvidos, a língua dele em sua boca e aqueles dedos pecaminosos persuadindo-a a subir um penhasco do qual ela queria pular.

Quando ela alcançou o topo, ela começou a tremer. Mesmo tremendo os braços dele, ele a segurava com força, nunca deixando o ritmo diminuir ou afrouxando o aperto que segurava. A pressão atrás de seus olhos era demais, fazendo-a manter os olhos fechados enquanto seu coração apertava no peito. De uma vez, todo o ar a deixou, no momento que os dedos dele se curvaram contra aquele ponto novamente, fazendo-a abafar um grito em seus lábios. Ela ia ter um ataque cardíaco ou desmaiar e não tinha certeza, mas se fosse assim, ela não se importava.

Mesmo de olhos fechados, o escuro de sua visão ficou branco com a pura força de seu orgasmo. Não havia divisão entre os lábios dele e os dela ou entre os dedos dele e a intimidade dela. Tudo foi mais uma vez lavado no tufão do seu clímax. Essa sensação persistiu mesmo quando ela desceu da corrida inebriante, sentindo-se fraca e sem fôlego.

Os dedos dele se retiraram dela, durante a sua descida, deixando a saia caída sobre as suas coxas. Hermione abriu os olhos, virando-se exatamente quando ele levou os dedos à boca para sugar os vestígios dela nos dedos dele. Seus olhos escuros encontraram os dela, seus lábios se curvaram em um sorriso quando ele colocou todo o dedo indicador em sua boca, cantarolando de prazer. Era lascivo e, no entanto, fez algo com ela que fez todo o seu corpo tremer novamente.

Hermione observou até que ele ficou satisfeito por ter lambido e sugado cada gota de sua essência de seus dedos, e sua mão se moveu para virar o rosto dela para longe dele. Sua mente ainda estava voltando da névoa e ela estava confusa sobre o porquê de ele não querer que ela olhasse para ele, até que sua boca começasse em seu pescoço. Severo colocou beijos suaves ao longo da coluna de seu pescoço afetuosamente. Foi então que ela percebeu que sua calcinha havia sumido, sentindo sua virilha ficando gelada quando a umidade foi enfrentada pelo ar gelado do castelo. Ela estava prestes a perguntar sobre eles quando a voz dele sussurrou contra sua pele.

— Quando eu disse a você que nunca pensaria em fazer nada com uma garota como você, estava insinuando que estava esperando que você crescesse e se tornasse o que eu desejava. — A mão dele deslizou sobre ela, apertando seu lado suavemente. — Uma mulher forte e sólida, capaz de aguentar qualquer coisa sem medo de quebrar. Você cresceu magnificamente em sua mente, corpo e beleza. Espero que você possa me perdoar porque eu só evitei você para permitir que você fosse a mulher que poderia ser. Esta mulher, sem a possibilidade de que minha influência ou aparência tenha pressionado você a qualquer coisa. — Ele esclareceu.

Este foi um pedido de desculpas.

Hermione podia sentir a sinceridade e a força em suas palavras.

— Você poderia ter dito isso então. — Ela disse.

Ela sentiu a cabeça dele balançar contra ela.

— Então você teria esperado, permanecido nesses sentimentos e deixado que eles apodrecessem. Eu queria que você tivesse uma chance de se tornar você. Para entender o que é uma vida plena. Agora você está exatamente um ano mais velho do que eu quando a guerra finalmente acabou. Você viveu o inferno mais difícil e o paraíso da paz em igual medida e permaneceu fiel a si mesma. Essa é a mulher que eu desejei, eu desejo. — Ele completou.

Uma sensação de véu macio caiu sobre sua mente. Ela virou-se em seu abraço, ficando de frente para ele, e não havia engano naqueles olhos negros; sem escárnio ou carranca em seu rosto. Ela não tinha palavras para expressar o que estava sentindo, então ficou na ponta dos pés e seus lábios encontraram os dele.

Não foi um beijo movido pela luxúria, foi outra coisa, algo afirmativo e quase terno. Uma mão ainda a estabilizava enquanto a outra segurava sua bochecha, segurando-a como se ela fosse preciosa para ele. Ele separou os lábios dos dela e ela olhou para ele, vendo não um sorriso perverso, mas um sorriso pacífico em seus lábios.  “Ele realmente esperou mais de dez anos apenas para ter certeza de que eu conhecia a vida antes de entrar em qualquer coisa com ele?”  Era uma loucura doce à sua maneira, muito Severo Snape, mas essa explicação trouxe mais questões à tona.

— O que você teria feito se eu tivesse aceitado a proposta de Rony e me casado com ele em vez da Lilá? — Ela perguntou, curiosa.

Seus lábios se estreitaram ligeiramente quando ele balançou a cabeça.

— Você era muito esperta para aquele imbecil, mas se tivesse casada, eu teria esperado e observado como o relacionamento se desenrolaria. Se você estivesse feliz e apaixonada, eu não teria feito nada, mas se você estivesse infeliz, presa em um casamento de conveniência, então eu teria considerado testar o seu interesse. — Ele revelou.

— Oh — Hermione suspirou, abaixando os olhos enquanto contemplava aquela circunstância.

A mão dele ergueu o queixo dela.

— Não pense em coisas que não aconteceram. — Severo desviou o olhar dela para o relógio. — Parece que nossa hora está quase acabando. — Ele alertou.

Foi então que tudo pareceu se encaixar para Hermione. “Isso não era bem o que deveria acontecer. Era para ser uma reunião de negócios e, de alguma forma, aconteceu de novo.” Não que ela se arrependesse nem um pouco, mas como ela deveria ser profissional quando agora estava sem calcinha, mais uma vez, tendo eles feito aquilo. Ele se inclinou para ela, interrompendo seus pensamentos.

— Você vai ter que esperar para ter sua calcinha de volta. Parece que eu as coloquei por engano em uma caixa que apenas um legítimo Ministro da Magia pode abrir. — Ele confidenciou.

Ela se recostou, olhando-o interrogativamente nos olhos. Severo Snape parecia diabólico novamente, com um sorriso que teria deixado Lúcifer com ciúmes. Hermione devolveu o sorriso malicioso, ganhando um pouco de coragem e enfiando as mãos na frente de suas vestes de professor, puxando-o para ela.

— Ôh, é mesmo? Me diga, o que Kingsley fará com as minhas calcinhas se vencer? — Ela questionou.

— Nós dois sabemos que isso não vai acontecer. — Ele disse com tanta confiança que ela dificilmente poderia discutir com ele.

— Ôh! — Ela murmurou.

— De fato. — Ele concordou.

Os lábios dele tocaram os dela novamente, gentilmente, em seguida ele colocou as próprias mãos nas mãos dela para que desenrolasse de sua capa, colocando distância entre eles. Quando ela estava prestes a perguntar o porquê, a porta se abriu e Minerva entrou com uma expressão de pesar.

— Sinto muito. Eu não queria fazer você esperar, Hermione, espero que Severo tenha sido pelo menos educado com você? — disse ela.

Sem perder o ritmo, Hermione assentiu, virando-se para abraçar Minerva quando ela veio para um abraço.

 — O diretor acabou de me contar sobre suas esperanças de cooperação entre o Ministério e a Escola. Nada que precise ser repetido, deixamos a discussão principal para quando você chegasse — comentou Hermione.

— Obrigada, Severo — disse Minerva, deixando Hermione sentar-se. —Acho que já esperamos o suficiente. Vamos sentar-nos e repassar tudo. — Minerva comandou.

Hermione foi uma profissional consumada durante a reunião. Até mesmo quando ela se sentou ao lado do homem que a fez gozar pouco depois de admitir tê-la desejado minutos antes. Havia um tempo e um lugar para isso. Hermione Granger sempre foi boa em compartimentar e organizar as prioridades de cada situação. Contudo, quando a reunião acabou, ela desejou ficar ali mais um pouco, embora soubesse que não deveria.

Ela ficou esperando por uma carruagem no vestíbulo do castelo, com as mãos entrelaçadas. Havia tanto em que pensar quando ela chegasse em casa e, aparentemente, ela também havia recebido lição de casa. Ela iria precisar de um longo pedaço de pergaminho esta noite e este pensamento a fez sorrir.

— Senhorita Granger. — Ele chamou.

Hermione quase pulou de susto porque não o ouviu se aproximar. Severo veio para ficar ao lado dela, olhando para o gramado esperando para ajudá-la a subir em sua carruagem, mas ela notou quando a mão dele escorregou para o bolso e ele puxou outro envelope preto.

— Não leia neste momento. Espere até chegar em casa — ele instruiu.

Pegando-o, ela o colocou em sua bolsa e assentiu.

— Obrigado, diretor — agradeceu ela, subindo na carruagem.

— Estou ansioso para vê-la em seu escritório, futura Ministra — disse ele, havendo um brilho nos olhos que só desapareceu quando ele se virou para partir.

Antes que ela pudesse responder qualquer coisa, a carruagem puxada pelos Testrálio.

Tinha sido difícil não desobedecê-lo e abrir o envelope na privacidade da carruagem, mas Hermione fez o que ele pediu e esperou até que ela estivesse de volta ao seu apartamento antes de abrir o envelope preto.

 

Notes:

Notas finais da autora: Haverá mais uma continuação dessa série de encontros. Eu espero que você tenha gostado desta. O próximo capítulo deverá ser mais curto porque tive que dividir o enredo, por isso deixo a todos um pedido de desculpas.

Obrigada a todos pelo apoio, amor e admiração geral.

Notas de tradução: A tradução simples de obras para outro idioma requer adaptação de conteúdo para que o texto faça sentido ao leitor não nativo. Desta forma, com autorização da autora, pequenas adaptações de conteúdo foram realizadas para que a experiência de leitura não fosse prejudicada pela incompreensão.

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