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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2022-12-02
Words:
2,238
Chapters:
1/1
Comments:
23
Kudos:
4
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1
Hits:
100

Jacinto D'gua

Summary:

"Epel naquela manhã se sentiu febril, e libidinoso, tudo que ele conseguia pensar era em Lilia, nos seus toques, carinhos, no seu cheiro e na sua presença, ele ansiava tanto pelo outro que chegou a pensar que estava ficando maluco, ele sabia que estava perto do seu período fértil, mas nunca tinha sido com tanta intensidade, talvez a fada o tivesse enfeitiçado a ponto de querer pertencer tão loucamente a ele."

Notes:

Versão br da fic, finalmente postei aqui, ainda meio insegura em deixar minhas histórias públicas mas espero que gostem~

Work Text:

A primeira coisa que Lilia sentiu ao acordar foi o toque cálido dos raios de sol, o contato quente não era desconfortável mas era o suficiente para que ele se remexesse em seu colchão de pétalas a qual dormia serenamente até alguns minutos atrás, a pequena fada se espreguiçou naquela manhã, apertando os olhos enquanto tentava se acostumar com a claridão do sol, ele dormia embaixo de um Ipê-roxo, a maior parte do seu corpo envolto na sombra, por isso não era tão ruim acordar mesmo que o clima estivesse tão quente aquela época, porém ele ainda teve a má sorte de metade de seu corpo ter ficado exposto a iluminação radiante do céu.

Lilia resmungou preguiçoso, sua pele nua estava embalada pela maciez das pétalas violetas, e o som dos pássaros os quais despertavam junto dele alcançaram seus ouvidos como se o convidando a se juntar a eles, por fim seus olhos carmesim finalmente abriram fitando a natureza a sua volta.

Um pequeno coelho se aproximava cautelosamente de Lilia, encostando o focinho rosado nas mãos da fada, Lilia observou com divertimento o animal, com uma risada suave ele encostou a ponto de seu dedo na cabeça branca e felpuda do coelho, a bolinha branca de pelos ao constar que ele não era um predador aos poucos encostou seu corpinho perto de

Lilia, a fada o acariciou por um tempo até criar coragem e se levantar.
Apesar do dia lento e confortável haviam muitas outras coisas as quais ele podia fazer, como outros da sua espécie, Lilia ficava facilmente entediado e por isso ele decidiu andar a esmo pela floresta até encontrar algo que tomasse sua atenção.

Era o ínicio da primavera, e aquele dia estava particularmente cheio de vida, as árvores estavam cheias e com cores vibrantes, com frutos suculentos e redondos pendendo de seus galhos, Lilia aproveitou para agarrar uma ameixa e saborear o gosto levemente ácido e adocicado da fruta, o líquido vermelho da fruta escorreu pelos seus lábios e manchou sua pele escura de vermelho, junto das suas presas e do olhar malicioso Lilia adquiriu uma figura ameaçadora, porém os animais que viviam ali não se sentiam assustados com sua presença.

A relação das fadas com a natureza era sempre harmoniosa, e mesmo quando ele se alimentava de algum dos seres vivos que também viviam ali, os bichos viam como algo inevitável e alguns até se sentiam honrados de serem escolhidos, poderia dizer que ele era como um príncipe daquela floresta.

Por isso ele caminhava descontraído e elegante, os ombros erguidos e o cabelo longo amarrado no topo de sua cabeça emoldurando seu rosto delicado e heróico, os raios de sol reluzindo no topo de sua cabeça como uma coroa, sua figura apesar de pequena era elegante e quem tivesse a sorte de avistar poderia apenas suspirar, nunca tendo coragem o suficiente para se aproximar.

Ele no entanto sentia-se solitário, mesmo outras ninfas preferiam o admirar ao longe como uma pintura inalcançável, enquanto humanos nunca ousariam arriscar o enfurecer, e os deuses o ressentem por ser tão belo como um deles.

Ele lembrava-se de quando era apenas uma pequena árvore e todos se reuniam à sua volta, se resplandeciam em sua beleza sem nenhuma intimidação, ele costumava adorar assistir as histórias que se passavam, casais que se apaixonavam, se despediam, batalhas que manchavam suas folhas de sangue,nascimentos e finais, ele podia vê-los todos, e agora ele podia apenas se sentir entediado.

No entanto, ele lembrou de uma figura que estava o visitando cada vez com mais frequência recentemente, com seu coração batendo um pouco mais acelerado ele sentiu uma certa emoção ao lembrar de seu novo divertimento. Sem demorar mais seus pés o levaram a uma gruta.

Não é incomum que em dias quentes animais busquem cavernas, ou grutas para fugir do calor, Lilia também aproveitou a sensação fresca e agradável.
Ele chegou ao lago de águas azuis ao seguir o som rítmico das gotas d'água que caem das estalactites. A fada se agachou passando as mão na água, o raio de sol que atravessava um pequeno buraco no topo da gruta e a água azul formava um reflexo arco-íris em sua pele, ele permaneceu ali, calmamente esperando, Lilia sabia que logo o jovem estaria ali.

E como ele havia previsto, em pouco tempo ele viu o topo de uma cabeça com cabelo cor violeta surgir da água, e logo após o rosto juvenil e belo da sereia apareceu.
Lilia sorriu ao ver o ninfo da água que recentemente conhecera, havia sido tudo apenas uma coincidência, Epel, a sereia, era curioso e aventureiro, gostava de buscar lugares que outros de sua espécie não conheciam, e apesar dos avisos dos mais velhos ele não possuía medo o suficiente que o impedia de ir em suas viagens, ele principalmente gostava de buscar locais brilhantes, e bonitos.

A gruta era perfeita por isso, a cor das águas era de um azul intenso e resplandecente, semelhante com o azul-turquesa dos olhos de Epel.
Ele se via cada dia mais atraído para aquele lugar, nadando de um lado pro outro por horas cada vez mais longas, se divertindo com as luzes que eram refletidas nas paredes cavernosas.

Em uma de suas visitas ele acabou por se encontrar com a fada, que caminhava serenamente em busca de fugir do calor, inicialmente ele se sentiu ameaçado por aquela figura que aparecera de repente, se escondendo embaixo da água, e apenas o observando cauteloso.

Como o pequeno coelho que Lilia encontrara naquela manhã, Epel precisava que ele se aproximasse lentamente e qualquer movimento brusco o afastaria, com a experiência que Lilia tinha em animais frágeis ele soube como criar um ambiente em que Epel se sentisse confortável de chegar até ele.

E após alguns dias de insistência por parte da fada, a sereia finalmente abaixou seus muros e o deixou chegar perto.
Com o passar do tempo os 2 se acostumaram um com o outro e passaram a acabarem com o tédio um do outro, Lilia costumava cantar, sua voz rouca porém acetinada ecoando pela caverna preenchendo os ouvidos de Epel, a sereia nadava feliz agraciando-se com a canção, algumas vezes o acompanhando, suas vozes tão contrastantes se mesclavam em harmonia e atraiam outros seres que viviam por aí os quais os observavam ao longe encantados.

Outras vezes a personalidade mais brincalhona de Epel se acentuava, ele gostava de esguichar a água em Lilia para depois se esconder, Lilia o qual era dificilmente provocado entrava na brincadeira e fingia estar bravo, quando ele via pequenas bolhas se formarem embaixo d’gua ele sabia que a sereia estava rindo.

Lilia gostava de ver Epel sorrir, gostava de fita-lo em seus momentos descontraídos, e gostava de admirar quando ele se irritava quando algo não ia como ele planejara, Lilia se sentia como se estivesse comendo algo delicioso, o sabor enriquecido o preenchendo em êxtase, o qual ele nunca queria que acabasse.

Algumas vezes Lilia sonhava em prendê-lo naquela caverna longe do olhar dos outros e próximo apenas do seu toque.
Epel como de costume foi para a beira do lago, seus olhos grandes o instigando a descer para a água junto com ele, a pouca iluminação do lugar parecia mais vibrante com a chegada da sereia, suas escamas azuis e rosa brilhando como jóias preciosas, seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo com uma habilidosa trança lateral o enfeitando, seus lábios pequenos e rosados estavam molhados parecendo beijáveis.

Sua aparência era de tirar o fôlego como sempre, mas naquele dia específico ele parecia ainda mais luxurioso, suas bochechas coradas, e os mamilos enrijecidos.
Lilia entrou na água, seu corpo se aproximando do de Epel, tocando sua pele ardente, a sereia pareceu derreter ao seu toque, ele se inclinou em sua direção, seus lábios formando um biquinho.

A fada percebeu rapidamente a possível razão de sua mudança de comportamento, o sangue de seu corpo fluiu rapidamente por conta de seus pensamentos, a ideia de poder tomar Epel para si lhe dando descargas de prazer.
Lilia agarrou o rosto de Epel entre as mãos, seus olhos se fecharam ao aperto gentil, seus cílios tremiam, sua aparência usualmente destemida parecendo frágil e submissa, Lilia o beijou fervorosamente, sentindo a maciez de seus lábios, Epel era inexperiente e se deixou conduzir por LIlia que tinha mais conhecimento.

Rendido a fada, Epel agarrou sua cintura, arranhando suas costas, Lilia era paciente porém apaixonado, Epel se separou sem fôlego, sua boca entreaberta.
Lilia encostou Epel na parede da gruta, a pedra gelada fez com que Epel se arrepiasse, ou talvez tenha sido o toque de Lilia.

As mãos habilidosas da fada passavam pelo seu corpo, por fim parando em seus mamilos, onde ele apertou e sugou os pequenos botões rosa, Epel suspirava perdendo-se no prazer que Lilia lhe proporcionava.

Lilia agarrou uma das mãos de Epel, levando-a até seu membro ereto que pulsava em desejo ao toque, a sereia o agarrou curioso e hesitante, sentindo-o na palma de sua mão, seu pênis era quente e voluptuoso, agradável ao toque, Lilia percebeu que a falta de conhecimento de Epel e o conduziu encobrindo a sua mão com a dele, o fazendo movimentá-la em vai e volta, aumentando o ritmo aos poucos.

Epel estava corado e arfante, suas orelhas retraídas, Lilia queria devorá-lo.
A fada tocou nos lábios da calda de Epel, massageando seu clitóris, ele sentiu o garoto soltar espasmos de prazer, e contentamento continuou a provocá-lo, o pressionando mais fortemente na parede, seus corpos estavam tão grudados que pareciam um só. Lilia mordeu seu ombro para descontar sua vontade de foder Epel de uma vez, a marca de seus dentes formando um círculo doído em sua pele branca.

Usando o líquido espesso que Epel expelia como lubrificante ele inseriu seu dedo dentro do buraco quente e desejoso do garoto, os lábios de Epel se contraiam sobre seus dedos, seus suspiros ficando mais altos e provocantes.

Lilia não conseguia mais aguentar, ele agarrou as mãos de Epel as segurando em cima de sua cabeça e com a sua outra mão livre agarrou sua cintura e estocou seu pênis dentro de Epel.

A sensação da sereia abraçando seu membro com seus lábios o encheu de um prazer indescritível, a cabeça de Epel pendeu para trás, seus olhos fechados e seus gemidos preenchendo a gruta com ecos da sua lascívia.

Lilia o beijou mais uma vez saboreando-lhe por inteiro, seus movimentos eram ritmicos e firmes, preenchendo Epel e o instigando, os dois perdidos naquele deleite não poderiam se importar com mais nada.

Epel naquela manhã se sentiu febril, e libidinoso, tudo que ele conseguia pensar era em Lilia, nos seus toques, carinhos, no seu cheiro e na sua presença, ele ansiava tanto pelo outro que chegou a pensar que estava ficando maluco, ele sabia que estava perto do seu período fértil, mas nunca tinha sido com tanta intensidade, talvez a fada o tivesse enfeitiçado a ponto de querer pertencer tão loucamente a ele.

Ou talvez fosse apenas o charme irresistível de Lilia, sua confiança e seu espírito heroico, sua beleza incandescente, com aqueles olhos vermelhos que pareciam enxergar até o ponto mais obscuro de uma pessoa, assim como seus lábios cheios, e a pele escura como ébano, ele era a figura perfeita do inalcançável, uma divindade brilhante e majestosa, mas de algum jeito ele se tornou enfatuado por Epel, lhe dando toda a atenção que ele poderia desejar, era como ser escolhido por um Deus, e isso o fez sentir glorioso como ele.

Lilia, aquele ser que todos temiam chegar perto suspirava nos braços de Epel, penetrando-o ansioso em busca do êxtase, perdendo-se completamente no corpo do outro.
Epel sentia ir cada vez mais fundo, a dor se misturava com prazer de uma forma intensa, ele não queria que eles se separassem nunca, poderiam permanecer eternamentes no calor um do outro embebidos nos sons de seus atos libidinosos e da água que batia na parede da caverna com o movimento que provocavam.

Epel no entanto podia sentir seu clímax chegando, sua nuca estava arrepiada e ele se contorcia em prazer, os braços ainda presos por Lilia tentando se libertar. Por fim ele não conseguiu se conter, com um gemido alto e longo ele chegou ao seu limite. Lilia aumentou seu ritmo, ainda penetrando o buraco sensível de Epel que se tornara ainda mais apertado.

Ele sussurrava o nome da sereia repetidas vezes, numa voz rouca e sensual, Epel podia sentir seu desejo reincidindo.
Lilia finalmente chegou também ao orgasmo, despejando seu sêmen dentro de Epel, com seu corpo sentindo-se pesado, ele encostou a testa nos ombros de Epel arfante.
Ainda dentro de Epel ele o beijou mais uma vez, deixando suas mãos finalmente irem ele agarrou a cintura da sereia e o abraçou apertado, como se não quisesse que ele se separasse.

Epel suspirava, se movimentando lentamente para frente e para trás, sua vontade não tendo sido completamente saciada, ele conseguia sentir Lilia enrijecendo dentro de si.
Fadas eram conhecidas pela sua forte estamina e sua libido alta e até que o período fertil de Epel terminasse eles teriam longos dias.

Epel sorriu alegre, seus olhos fechados e sua pele brilhante, ele não podia ter tido mais sorte de ter encontrado Lilia em uma de suas aventuras, aquelas duas almas solitárias se encontram e mesmo que fossem de espécies diferentes eles possuíam o mesmo sonho, o de ficarem juntos para sempre.