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Relationships:
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Language:
Português brasileiro
Stats:
Published:
2022-06-06
Words:
1,085
Chapters:
1/1
Comments:
1
Kudos:
6
Hits:
49

O significado de "amor"

Summary:

[Nome] acaba se questionando o que sente por Akaashi.

Work Text:

Udai [Nome] sempre foi confusa com o sentimento chamado "amor".

[Nome] consegue contar nos dedos as coisas e pessoas que ama. 

Ela ama seu pai e especialmente seus irmãos mais velhos.

Udai Tenma foi quem a criou, e mesmo sua irmã mais velha não morando em Tóquio, ela a ama também.

[Nome] também ama e tem um carinho especial por seu amigo de infância.

E claro, [Nome] ama vôlei e arte.

Ela ama desenhar e ama fotografar. Porém, o que ela mais ama é a pintura em uma tela.

Mas nenhum desses amores é semelhante ao que ela sente por Akaashi Keiji. 

Seu coração sempre dispara, suas mãos ficam suadas, ela fica extremamente ansiosa, tem uma grande atração pelo menino e uma euforia que ela nunca sentira antes.

Quando ela perguntou à sua irmã sobre isso, ela só deu uma boa gargalhada e disse que [Nome] estava apaixonada. 

Mas paixão e amor são a mesma coisa? 

[Nome] não sabe, mas ela realmente quer descobrir isso com Akaashi Keiji. 

Ela ainda se lembra quando o conheceu, era o primeiro dia de aula e ela estava atrasada quando acabou caindo em cima do segundo anista, sujando a si mesma e o garoto de tinta. 

Ela se lembra de ficar extremamente envergonhada por sujar o menino-bonito, mas mesmo o sujando ele foi gentil e estendeu a mão a ela.

Depois daquele — terrível — encontro, a primeira anista acabou não tendo mais muito contato com o mais velho. 

Isso até um projeto de seu clube de artes, onde ela tinha que fazer uma exposição sobre algo que ela gostasse.  

[Nome] escolheu sua segunda paixão depois da arte, o vôlei. Para esse projeto, ela acabou ficando um tempo com o clube do esporte da escola. 

Então ela se aproximou de Akaashi mais e mais. 

Ele era gentil e educado, sempre pacientes com ela, apesar de [Nome] ser uma pessoa muito desastrada e distraída. 

Nesse momento ela estava sentada nas arquibancadas fazendo um desenho do garoto por qual ela descobriu estar apaixonada. 

A garota estava tão perdida em seus pensamentos — e encarando Akaashi — que nem percebeu uma pessoa se esgueirar atrás dela.

— Ele é bonito né? 

[Nome] arregalou os olhos e rapidamente escondeu o desenho que estava fazendo do segundo anista. 

Ela acabou se atrapalhando e derrubou seu celular no chão, resultando na tela do aparelho se quebrando e um barulho alto. 

Olhos se voltaram à menina e ela se encolheu olhando para os pés e sentiu suas bochechas queimarem de vergonha com a atenção. 

Uma sombra pairou sobre ela e mãos que ela reconheceria de longe segurou as mãos dela de forma delicada.

— Você está bem? Não cortou nada? — ela encarou os olhos azuis acinzentados, cor que ela nunca sabia se era o certo ao descrevê-la, seus olhos eram únicos ao ver da mais nova.

— Estou bem sim, não se preocupe! Infelizmente já estou acostumada. — ela deu um suspiro e olhou de forma triste para a tela do aparelho. Seu irmão a mataria. 

Ela escutou alguém chamar Akaashi, que deu mais olhada se certificando que a estava bem e acabou voltando para dentro da quadra.

[Nome] sentou falta do calor de suas mãos, ela pegou o celular quebrado junto de seu novo desenho e com um suspiro derrotado os guardou em seu bolso. 

Alguns minutos se passaram e a menina ficou encarando suas mãos antes de uma voz a tirar de seus devaneios.

— Uau! Eu realmente estava sobrando aqui. 

[Nome] virou a cabeça rapidamente encarando a pessoa que fez a situação toda acontecer.

— Você me assustou, Shirofuku-senpai! — Ela lançou um olhar irritado para assistente, que não ligou e tava comendo um pacote de bolachas. 

— [Nome]-chan, você gosta dele não é? Devia dizer, sabe que ele tem muitas fãs. — ela falou com um sorriso malicioso e antes de a primeira anista dizer algo Akaashi apareceu em seu lado. 

[Nome] se enrijeceu com a aparição repentina, se perguntando se ele ouviu a pergunta da assistente do clube de vôlei ou não. 

— Oh, Akaashi! Você já voltou? — Shirofuku perguntou com um sorriso muito inocente. — Foi extremamente rápido, o treino já acabou? 

— Shirofuku-san, devia estar ciente que o treino já acabou há muito tempo, nós só estávamos terminando de guardar as coisas. — ele disse de forma cansada. — Esperamos que nossa gerente esteja prestando mais atenção em nós. 

Ela balançou a mão de forma desdenhosa, não se importa nem um pouco com as palavras do levantador. 

— Eu estava procurando algo para comer, você está muito chato hoje, Akaashi. — ela falou e pegou suas coisas antes de se virar e sair sem nem se despedir, correndo atrás da pobre Suzumeda que já estava saindo da quadra. 

[Nome] sentiu que o menino ao lado dela estava irritado com algo e olhou timidamente para seus olhos.

Ao sentir o olhar da mais nova, os olhos de Akaashi suavizaram e ele entrelaçou seus dedos antes de a puxar para fora da quadra. 

— Akaashi? O que aconteceu? — ela perguntou preocupada ao ver como ele ainda estava irritado. 

Sem saber do motivo de Akaashi estar daquele jeito, [Nome] supôs que algo estava o chateando. 

Mesmo eles sendo relativamente próximos, o mais velho nunca agira daquela forma antes. 

Ela pensou que ele precisava de algum conforto, além de que ela nunca negaria andar de mãos dadas com ele.

— Não se preocupe, Udai-san, não é nada para você se preocupar. — mesmo irritado ele respondeu de maneira gentil. 

 [Nome] não se convenceu a soltou suas mãos para levá-las até o rosto do mais velho e afastar alguns fios de cabelo.

— Sempre vou me preocupar, Akaashi! — Ela diz encarando seus olhos. — Se não quiser dizer nada não precisa, mas saiba que sempre vou estar aqui para você. 

Akaashi tinha um olhar indescritível em seu rosto, ele encarou o olhar determinado dela antes de dar um pequeno sorriso de lado e sentir suas bochechas queimarem. 

Ele virou rapidamente o rosto, e com um pequeno sorriso, voltou a puxar a menina.

— Não é nada de mais, Udai-san! Mas se está tão preocupada, eu acredito que um sorvete me animaria agora. 

[Nome] sentiu suas bochechas esquentarem e abriu um sorriso enorme. 

— Eu conheço uma sorveteria ótima! Vem, Akaashi! Me deixa cuidar de você agora. 

Ela correu, agora puxando o menino, enquanto os dois sorriam. 

[Nome] não sabia se o que ela sentia era amor ou paixão, ou até se às duas coisas eram iguais. 

Mas ela estava disposta a aprender tudo com Akaashi Keiji. 

E mesmo que ela não soubesse, ele estava disposto a ensinar a ela também.