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Language:
Português brasileiro
Collections:
SoftYeol Fest - 1° round
Stats:
Published:
2021-12-08
Words:
7,298
Chapters:
1/1
Comments:
36
Kudos:
54
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5
Hits:
778

Gym Pass

Summary:

Chanyeol tem mais uma noite de sexo na qual nem consegue gemer e pede conselhos ao amigo sem noção que, prontamente, o sugere terminar com a namorada. Com o conselho fora de cogitação, resta ao Park descontar qualquer frustração na academia, onde Do Kyungsoo passa ser seu treinador pessoal e fonte de uma sensibilidade que Chanyeol nunca teve perante os toques da namorada.

Notes:

Estou muito feliz que consegui terminar essa fanfic e ansiosa pois será a minha primeira dentro do fandom depois de anos sem publicar absolutamente nada.

Espero que gostem, mesmo que eu não tenha achado o resultado 100% ksksk Agradecimentos especiais as ADMs do fest (inclusive, uma delas é a doadora, então é agradecimento duplo) e as pessoas MARAVILHOSAS que conheci durante o fest e não me deixaram desistir em nenhuma das mil vezes que eu quis kkskss

Obrigada a beta pelo bom trabalho.

Boa leitura❤️

Plot #124

(See the end of the work for more notes.)

Work Text:

— Oppa — a voz melodiosa da mulher ecoou profunda nos ouvidos cansados de Chanyeol, este que abriu os olhos lentamente e encarou a namorada com a face contorcida em prazer. — Não pare, por favor — gemeu, recebendo as investidas do namorado de forma cadenciada. — Chanyeol — por vez chamou o loiro e este apenas acatou a ordem em silêncio, suspirando baixo quando sentia-se mais próximo ao orgasmo. 

 

O corpo da mulher deitada na cama era belo, Yerim carregava belos seios e uma boa cintura, mas nada disso surtia o menor efeito no Park; era fato que aquele relacionamento deveria ter terminado meses atrás quando o loiro notou que o sexo entre os dois não era prazeroso para si, mas, ainda assim, recusou-se a limitar seus sentimentos a algo banal. — Isso! — Novamente a mulher gemeu sozinha ao passo que recebia um forte aperto na cintura e ganhava - da forma mais quieta possível - o orgasmo do parceiro. 

 

O loiro voltou a fechar os olhos após tirar a camisinha e a abandonar num canto qualquer do quarto, jogando-se no colchão macio ao lado da Kim com a respiração ruidosa e sem nunca deixar de fingir escutar as lamúrias carregadas de manha ao seu lado. Durante os minutos onde Yerim iniciava mais um monólogo, Chanyeol pensou se deveria mesmo estar ali, respeitava a parceira, jamais a magoaria com um término sem explicações e sentia-se péssimo por estar tão frustrado sexualmente. 

 

—  Você fez aquilo novamente. — o namorado voltou a órbita quando reconheceu o tom frustrado da namorada; a olhou num simples virar de cabeça sob o travesseiro e piscou devagar, questionando sobre o que ela falava. — Não fez barulho algum. — o bico ligeiramente infantil fez o mais velho sentir-se mal, achava-a linda, mas não o bastante para a desejar como deveria. — Eu me sinto transando com um boneco quando faz isso. — Então suspiraram juntos quando o mais alto dos dois cuidadosamente a cobriu com o lençol branco que antes revestia a cama e, como em praticamente todas as raras vezes que compartilhavam a carne, Chanyeol se desculpou baixo e selou a testa alheia com cuidado excepcional. 



💪 



— Termina com ela — Baekhyun comentou simples antes de levar a cerveja à boca e deu ombros enquanto engolia o líquido crispando os lábios. — O quê? Acha mais justo continuar frustrado assim? Sinto muito em avisar, mas você — apontou para o melhor amigo que encarava a própria lata sendo girada entre as mãos na mesa do bar que estavam. — logo irá carregar um belo par de chifres. — avisou com a rotineira sutileza do Byun e em troca recebeu um par de olhos arregalados. 

 

— Eu só não quero magoar ela, cara. O que eu deveria fazer? Chegar e dizer: “Oh, decidi que precisamos terminar porque não sinto atração física por você, nosso sexo é uma droga e isso está afetando o relacionamento”?

 

— É exatamente isso — o mais velho ergueu o indicador enquanto segurava a lata de alumínio. — Qual é, Chanyeol. — apoiou os antebraços na mesinha e deixou a cabeça pender entre os ombros, bufando enquanto pensava em outro conselho. — Por que não começa na academia? Assim pelo menos terá algo para descontar toda essa frustração — sua voz subiu alguns tons ao dizer, culparia o álcool caso alguém reclamasse. — Eu conheço um personal trainer muito bom — prosseguiu ao notar certo interesse do loiro a sua frente. — Aqui. O nome dele é Kyungsoo. — Baekhyun procurou pelo celular nos bolsos e em seguida enviou o contato do profissional.

 

💪

 

Fora difícil o início dos treinos visto que Chanyeol nunca fora considerado exemplo de atleta, mas o profissionalismo do sempre sério e concentrado senhor DO facilitava a concentração, de certa forma; pensou ter visto uma ruga de estranheza quando avisou ao personal que contrataria seus serviços por toda a semana durante tempo indeterminado, mas o silencioso aceno que recebeu em concordância foi suficiente para que, na segunda-feira que sucedeu, ambos se encontrassem para o primeiro dia na academia e prosseguirem daquela forma até a sexta. 

 

Lá pela terceira semana, ambos ainda não trocavam palavras além dos cordiais desejos de “tenha um bom descanso” ou “boa noite”, além das correções que Kyungsoo precisava fazer pelo decorrer do equipamento que seu cliente eventualmente utilizava de forma errônea. 

 

 — Ei! Vai com calma. — iniciou o mais velho, atraindo a atenção curiosa de Chanyeol que através do espelho olhava para o personal; franziu a testa meio confuso com as palavras e o outro continuou: — Recomendei que começasse com o de dois quilos, por que está iniciando com o de 15?  — notou o de fios parcialmente raspados espremer os olhos para conseguir enxergar as letras gravadas em relevo no metal pesado que erguia com certa dificuldade. — Assim você pode ter alguma complicação. — comentou meio indiferente, profissional demais.

 

 — Aqui, inicie com esse. — estendeu o haltere correto, mas antes que Chanyeol pudesse o ter em mãos, o outro afastou encarando-o sério. — O que tem te frustrado a ponto de o fazer vir todos os dias para a academia e praticamente optar por destruir todos os seus músculos de uma vez? — o tom usado deixou o mais novo minimamente desconfortável, teria Baekhyun falado algo?

 

— Nada. — mentiu pegando o peso para o erguer diversas vezes - agora de forma mais fácil. - enquanto ignorava o par de olhos que o fitaram por longos segundos. — Por que, Baekhyun te disse alguma coisa? —  ergueu as orbes e o encarou pelo canto dos olhos, temendo a resposta positiva que nunca veio. 

 

— Independente do que for, seja responsável com seu corpo. Tudo em demasia faz mal, respeite seus limites. —  Kyungsoo o repreendeu como um idoso faria, deixando o que se exercitava questionando se ele teria mesmo os 29 anos como comentara quando se conheceram. — Esse é o movimento mais básico para trabalhar os bíceps usando pesos livres, então é importante que alterne os braços. Comece ficando de pé, deixe eles alinhados aos ombros e bem plantados no chão. Segure um haltere em cada mão na altura da cintura e com as palmas viradas para frente. — pegou dois pesos para demonstrar como deveria ser feito, corrigindo a postura ao passo que olhava o aluno fazer o mesmo. — Levante o peso do lado direito até chegar ao ombro flexionando o antebraço. Isso. — concordou quando Park fez o primeiro movimento. — Seu pulso deve ficar virado para o teto. — soltou os metais que segurava, guardando-os no lugar correto para dedicar toda sua atenção ao loiro alto que encarava os próprios movimentos ao olhar para o espelho da sala. 

 

Chanyeol fez o instruído com facilidade durante as primeiras séries, mas, pouco tempo depois, podia sentir os músculos dos braços arderem a cada movimento, de modo com que o esforço contínuo refletisse no rosto completamente corado e com indícios de suor escorrendo por ali. Achou incômodo quando a primeira gota formou em sua testa e desceu por todo rosto, trilhando preguiçosamente pela pele quente até se perder na regata preta que insistia em usar durante os treinos, mas não negaria que enquanto se encarava daquela forma no grande espelho da academia, achava-se o homem mais sexy do mundo.  

 

Parou apenas quando a voz grave de Kyungsoo fez-se presente em tom polido, indicando que a noite terminaria por ali e que deveriam encontrar-se amanhã no mesmo horário. Como sempre, o mais velho dirigiu-se direto para a saída do estabelecimento após um baixo desejar de boa noite, deixando o tutelado para trás como em todos os outros dias anteriores, para que este seguisse em passos cansados até o vestiário onde tomaria um banho frio e trocaria as roupas antes de ir embora.

 

Era sexta-feira quando Baekhyun surpreendeu o melhor amigo aparecendo do lado de fora da academia com seu típico sorriso de quem beberia pela madrugada a frente. O Park não negaria aquilo, preferia beber com o Byun a que estar tendo a rotineira tentativa de sexo sem graça que ocorria religiosamente no último dia da semana, mas raramente dava certo. 



“Sairei com alguns amigos hoje, espero que não se importe”. 



Foi o que enviou para a namorada a fim de desmarcar o que tinham combinado mudamente e bloqueou o celular quando a mulher lhe desejou uma boa noite, pedindo para que não bebesse muito e voltasse em segurança.



— (...) Espero que não se importe, ele pode parecer sério, mas é muito legal quando bebe. — o loiro piscou perdido, voltando à realidade enquanto andavam para um barzinho que jazia ali perto. “O quê?” precisou perguntar e o mais baixo estalou a língua no céu da boca; odiava quando o amigo não prestava atenção. — Chamei o Kyungsoo para ir com a gente. Ele mora aqui perto, então foi tomar banho e disse que nos encontrará lá. —  apontou para o lado que provavelmente o moreno morava e Chanyeol apenas concordou em silêncio. 

 

— Só tenta não beber muito… Eu mal converso com ele e seria estranho ter que- — parou quando o amigo tocou seu ombro sorrindo grandioso. 

 

—  Quando foi que eu te fiz passar por algo vergonhoso, Park Chanyeol? 



💪



—  Daí o sexo deles é uma droga, e esse aí. — usou o queixo para apontar o loiro que o fuzilava com os olhos sem deixar de levar a ponta estreita da long neck até os lábios. — Desconta tudo na academia. — finalizou com as palavras emboladas na ponta da língua e sorriu fácil, típico de como fazia quando o nível de álcool no sangue ultrapassava do recomendado. — Sabe, hyung. — Baekhyun apoiou os cotovelos na mesinha e apontou para o melhor amigo enquanto falava com o DO, em seguida usando a mão para cobrir parcialmente a visão do Park de seus lábios antes de sussurrar alto de mais: — Ele nem geme. —  pulou assustado sem sair do lugar quando o citado bateu na mesa e levantou furioso.

 

— Chega, Baekhyun!! — com as sobrancelhas juntas em clara expressão de desgosto, ditou grave. 

 

— Não se preocupe, já enfrentei o mesmo problema com um antigo namorado. — o riso fraco do personal atraiu os olhos curiosos do único que estava em pé entre os três, fazendo-o suavizar os vincos da testa enquanto piscava devagar. De certa forma ficou aliviado pelo mais velho ter tratado o assunto com tanta indiferença, por isso tomou assento novamente, evitando olhar o bêbado que passou a rir descontrolado. — Terminei com ele duas semanas depois de termos transado. — o DO inclinou para o aluno e disse baixo para que apenas ele ouvisse a confissão. Chanyeol precisou levar a cerveja até os lábios novamente para disfarçar o quanto aquelas informações o impactavam. 

 

Do lado de fora, Chanyeol se aproximou de Kyungsoo enquanto o mais velho tragava um cigarro entre os dedos. 

 

— Não sabia que fumava — apontou para o tabaco e coçou a nuca, costume que carregava em momentos que sentia-se constrangido. Kyungsoo segurou a fonte de nicotina entre o polegar e o indicador enquanto acenava negativo com um balançar único de cabeça; soltou a fumaça tóxica devagar, encarando o loiro que, a cada segundo, sentia-se menor. 

 

— Estou tentando parar — ergueu o cigarro até os lábios uma última vez antes de o arremessar no chão e pisar em cima. — É um péssimo hábito. — garantiu outra vez soprando a fumaça tóxica. 

 

Chanyeol não disse nada, apenas observou a cena bonita com olhos silenciosos.

 

A noite acabou pouco tempo depois com os dois sóbrios se despedindo em frente ao bar, cada um indo para um lado enquanto o Byun era praticamente carregado pelo amigo até o primeiro táxi que encontraram livre. Pelo caminho o loiro se pegou pensando no tempo que teve há pouco: O personal assumiu sem embaraço algum que namorava com outro homem e tratou o problema do mais novo com maturidade, parecendo bem experiente no assunto ao passo que apresentava um lado da personalidade bem mais amigável, surpreendendo positivamente o loiro que agora subia até o pequeno apartamento que morava com um pouco mais de vontade para voltar a academia na semana seguinte.

 

💪

 

— Boa noite. — desejaram mutuamente, deixando de lado o clima estritamente profissional da semana anterior enquanto seguiam para o vestiário a fim de trocarem de roupas. 

 

Pela primeira vez mantiveram conversas banais sobre o dia-a-dia e, também de forma inusitada, fora a primeira vez que Chanyeol optara por não adentrar uma das cabines quando tirou a blusa grossa do corpo, vestindo a pele tão rápido quanto a deixou nua sem parar de responder o papo descontraído que levava com o mais velho. Tentou ignorar os olhos que não desgrudaram do pedaço de pele brevemente exposta e coçou a nuca para aliviar parte do leve constrangimento que sentiu no momento, prosseguindo com o assunto como se não tivesse notado as orbes escuras encarando seu abdômen.

 

Após terminarem de vestir as roupas esportivas, ambos seguiram para os equipamentos que usariam e mesmo após um fim de semana inteiro com a namorada, Chanyeol não deixou de pensar nas palavras categóricas ditas pelo personal na última vez que se viram “já enfrentei o mesmo problema com um antigo namorado”. Namorado. A palavra no masculino deixava o Park intrigado, de certa forma, ainda mais depois do ocorrido no vestiário; Kyungsoo sempre o olhava furtivamente como fizera há pouco? O loiro pegou questionando a si mesmo se em algum outro momento o personal o olhara como feito no vestiário, mas seria burro o bastante para nunca ter notado? 

 

Sem controle dos próprios pensamentos e já sentado no aparelho que faria os exercícios naquela noite, ergueu os olhos a procura do mais velho, pousando a vista no homem alvo que movia os pesos com estranha facilidade, escolhendo os corretos para que Park pudesse iniciar as sessões confortavelmente. 

 

O profissional explicou brevemente sobre como aquilo funcionava: deveria manter a postura e puxar a barra para que os pesos fossem erguidos em seguida, comprimindo os músculos das costas a fim de atingir melhores resultados. 

 

— Tenta curvar um pouco mais a lombar. — a voz grave repreendeu aquele que se exercitava enquanto, com as pontas dos dedos, Kyungsoo tocava o final das costas alheias, apertando ali até que o mais novo corrigisse a postura num leve pulo pasmo. De fato, não esperava o toque do DO, muito menos a pressão forte que o outro fez tão próximo do elástico da bermuda esportiva que usava e, apenas pela surpresa do toque, precisou engolir seco antes de voltar a concentração do que fazia. — Contraia os músculos enquanto expira devagar. — novamente os dedos do profissional tocaram o aluno, demonstrando qual o local das costas a contração deveria ser feita. 

 

— Devagar… — repetiu ao notar que a respiração do loiro não estava como pedido. Chanyeol percebeu naquele momento o quanto se tocavam ao decorrer dos exercícios, Kyungsoo ainda o analisava em diversos pontos enquanto puxava a barra pesada e via os pesos à frente subindo graças a força usada quando um arrepio perigoso subiu por toda coluna do Park no momento em que um simples “isso, assim” fora sussurrado sem pretensão alguma; o personal permanecia com os dedos novamente na lombar acentuada, lembrando o aluno do quanto o moreno ao seu lado parecia firme nos mínimos detalhes. 

Não soube explicar ao certo o motivo de estar tão suscetível a presença alheia, mas a cada vez que vivenciava um novo toque despretensioso, ficava mais difícil negar que o mais velho deveria carregar uma longa lista de ex-namorados e que todos deveriam ser tão bonitos quanto o próprio.  

 

O próximo exercício trabalhava as costas, glúteos, os músculos posteriores da coxa e quadril; Park deveria ficar de pé, os joelhos levemente flexionados, abaixando os halteres até aproximá-los dos pés com a coluna ereta durante o movimento de modo com que não movimentasse as pernas. Como de costume, as primeiras sessões foram as mais fáceis, até que o costumeiro suor passasse a ser mais presente conforme o profissional sentia a necessidade de aumentar o peso que o loiro deveria levantar cadenciadamente. 

 

Aos poucos Chanyeol esquecia dos momentos anteriores e em como tais o deixaram estranho, preocupou apenas em olhar-se no espelho enquanto mantinha a postura correta para finalizar aquilo o quanto antes. Arrependeu-se no mesmo instante que ousou subir os olhos por sua figura rosada devido ao esforço quando, logo atrás de si, prendeu os olhos na face concentrada de seu professor encarando de modo furtivo a forma como suas nádegas ficavam marcadas conforme fazia o exercício. 

 

— Kyungsoo? — o nome saiu desacreditado, quase num sussurro sem coragem alguma, mas que fora suficiente para atrair os olhos do quase careca. — Eu. Terminei. — mentiu, visto que ainda faltava uma série inteira de repetições.

 

Recebeu um aceno silencioso em concordância junto a frase ensaiada que lhe informava que agora malharia as coxas com auxílio da cadeira adutora. 

 

— O aparelho forçará suas pernas para fora, e você para dentro, entendeu? —  Chanyeol concordou prendendo as mãos onde deveria enquanto corrigia a postura da coluna e aplicava força nas pernas para mover o aparelho corretamente. 

 

Ao contrário do que pensou, Kyungsoo tomou assento bem a frente, encarando o mais novo com o típico cuidado rotineiro, mas que, diferente dos outros dias, deixava o Park inquieto. 

 

— Não abra tanto as pernas, tente as fechar antes — corrigiu e o loiro acenou positivamente, acompanhando o mais baixo quando este se levantou com a destra na cintura e olhos presos nas coxas cada vez mais expostas pela bermuda de Tactel. — Um pouco menos — colocou ambas as mãos nos joelhos de Chanyeol com leveza, limitando os movimentos quando necessário. 

 

As palmas pousadas no loiro pareceram queimar sob a pele momentaneamente sensível, causando um estrago na cabeça do aluno que precisou fechar os olhos a fim de normalizar a respiração que, pouco a pouco, tornou-se ruidosa. Culparia o esforço caso o DO notasse a coloração vermelha que subia até as bochechas, mas a desculpa sequer foi necessária quando tudo que recebia era silêncio. 

 

Mordeu o inferior, inquieto e ansioso com os dedos que o tocavam de forma quase fantasmagórica, mas que causavam-lhe arrepios constantes. Era estranho; antes da noite no bar sequer trocava duas frases inteiras com o personal e agora parecia perigoso receber olhares arbitrários ou sentir as tocadelas rotineiras tornarem algo confuso de sentir. Talvez saber que o profissional se relacionava com homens e parecia tão bem resolvido no sexo fizesse com que Chanyeol desejasse aquilo.

 

— Espera — pediu ofegante enquanto segurava as mãos alheias e abria os olhos devagar, soltando o lábio dos dentes para que pudesse respirar com a boca pouco aberta. — Espera… — pediu novamente, orbes encontrando as semelhantes de tons mais escuros logo a frente. 

 

— Está muito pesado? — o profissional articulou preocupado e recebeu uma negação vagarosa. 

 

Os olhares permaneceram conectados enquanto Chanyeol segurava as mãos ásperas do mais baixo e, naquele tempo, pouco importava se a cada segundo parecia mais ofegante ao passo que descia os olhos por toda a face madura do moreno, desejando aprender a ser bem resolvido como ele, firme como ele. Ficaram naquilo, perdidos nas orbes um do outro o bastante para que despertassem certo constrangimento. Kyungsoo foi o primeiro a se afastar, travando o aparelho enquanto, decidido, informava o término da noite. 

 

Ficou alguns minutos sentado no aparelho até que sentisse o corpo preparado para levantar dali e tomar seu banho antes de ir para casa. Tudo repassava nos pensamentos do Park como um filme vergonhoso: acabara de questionar a própria sexualidade da forma mais humilhante possível; nem sabia se Kyungsoo o desejava daquele jeito. 

 

O caminho até o vestiário foi longo, Chanyeol parou a cada dois passos para refletir e condenar-se pelo que fez outrora, batendo na própria testa em pura repreensão quando lembrava da forma embaraçosa que foi deixado sozinho. 

 

Seus pensamentos cheios de martírio findaram assim que notou vapor tomar conta do vestiário assim que abriu a porta do local. Kyungsoo estava, pela primeira vez, tomando banho ali .

 

Como se sentisse a presença do mais novo, o DO saiu da cabine com o corpo parcialmente coberto por apenas uma toalha mal enrolada na cintura e apontou usando o polegar para o local de onde saíra há pouco. 

 

— O trinco da porta quebrou. — avisou polido sem deixar de encarar o mais alto que o olhava de volta, engolindo seco e piscando rápido sem saber como agir. — Você vai…? — foi interrompido por um "eu vou" afobado, sorriu de lado diante a situação, pouco se importando em tirar o único tecido que o cobria para vestir roupas limpas. 

 

O Park paralisou no lugar ao passo que os olhos ganhavam tamanho pela nudez inesperada, desviou o olhar para o chão limpo do local enquanto ouvia o coração bater rápido em seus ouvidos, despertando novamente em si a suscetibilidade que não sentia há tempos. Quando a coragem voltou aos pulmões em uma lufada audível, tentou flagrar o corpo nu outra vez, mas era tarde e por isso apenas encontrou o instrutor já vestido guardando seus pertences, prestes a partir. 

 

— Escuta, Kyungsoo… — iniciou com a voz vacilando, mas fora interrompido em seguida. 

 

— Boa noite, Chanyeol. — e novamente estava sozinho.

 

💪

 

Achou que seria estranho no dia seguinte quando se encontrasse com Kyungsoo e, de certa forma, incomodou-se um pouco quando foi tratado com o mesmo profissionalismo de sempre. Preferiu também ignorar as escolhas que fez, seguindo para o aparelho que lhe foi brevemente apresentado. 

 

— Deite com a postura bem reta. Basicamente você só precisa erguer, certo? Quero três sessões de 15 — não se afastou pois corrigiria até onde o braço do aluno deveria ir antes de voltar a erguer as barras pesadas. — Assim está ótimo. — afastou-se minimamente, mas ainda permaneceu parado logo ao lado dos braços que, aos poucos, ganhavam tamanho. — Como vai sua namorada? — a pergunta pegou Chanyeol de surpresa, tamanha que os braços perderam força por uma fração de segundos e Kyungsoo precisou intervir, erguendo a barra para a prender num dos ganchos que a mantinha guardada. Não disse mais nada, limitou-se a fitar o olhar arregalado do loiro ainda deitado. 

 

Chanyeol descobriu como o desconcerto poderia ser elevado ao quadrado por uma simples pergunta; o que ela poderia significar? Sentiu o coração bater dolorido na garganta, tapando parcialmente os ouvidos ao mesmo tempo que causava um incômodo revirar no início do estômago. Park questionou-se por alguns segundos se a pergunta fora direcionada como um lembrete de que era comprometido e não deveria estar curioso sobre o personal.  

 

— Vai bem — praticamente encerrou o assunto ainda com os olhos conectados ao do mais velho que, naquela posição, parecia imponente e fazia Chanyeol se sentir minúsculo.

 

Aquiesceu mudamente quando o quase careca acenou concordando com o fim da curta conversa e prosseguiu com os exercícios preparados para aquela noite. Horas depois o Park segurava um peso de aproximadamente 20 quilos, agachando repetidas vezes num doloroso modo de tornear as pernas quando, enquanto observava a própria imagem no espelho da academia, sentiu a presença do DO perigosamente próxima a suas costas. 

 

Deu um sobressalto curto e se manteve em pé, dessa vez encarando a figura bons centímetros menor logo atrás. "Continua" Chanyeol não deixou de engolir seco com a ordem sussurrada, novamente os pelos arrepiando com tão pouco. Sentia-se na puberdade novamente, descobrindo que sexo era bom e que um simples, praticamente inexistente, toque do peitoral alheio em seu corpo fazia com que novamente tudo se tornasse dez vezes mais sensível. 

 

Abaixou pela primeira vez e Kyungsoo o acompanhou com os olhos, ambos silenciosamente aproveitando o roçar que as omoplatas do Park tinham contra o peito do DO. Agradeciam pelo horário permitir o local praticamente vazio - e que as poucas pessoas presentes estivessem ocupadas com os próprios problemas. - assim podiam continuar naquele flerte descarado onde olhavam-se nos olhos ao passo que Chanyeol empenhava arduamente para agachar e em seguida levantar lentamente, sentindo o breve contato que os movimentos permitiam. Era fato que queria mais. 

 

Depois de algumas repetições passou a sentir o corpo quente, desejado como nunca se sentiu antes pois, mesmo sem dizer, sabia que Kyungsoo o desejava; podia sentir apenas pelo par de olhos que o acompanhava subir e descer sem fazer menção alguma de o tocar mais ou desfazer do atrito leve que tinham, sabia que o mais velho aproveitava tanto quanto. 

 

Quando os poros do loiro pareceram abrir todos de uma vez, Chanyeol conteve o suspiro em deleite: Kyungsoo apenas colocara as mãos nos bolsos ainda com aquele olhar transbordando excitação e fora o bastante para o aluno sentir que não poderiam ficar naquilo pelo resto da noite. Chanyeol decidiu que queria mais. 

 

— Kyungsoo… — o chamou após deixar o peso no chão, ainda naquele jogo de olhares através do espelho. Esperou por alguma resposta física, mas esta nunca veio. 

 

Os olhos duros o encaravam em plenitude, praticamente comendo cada pedaço da pele suada do Park cada vez mais impaciente; Kyungsoo riu anasalado, cafajeste demais para o coração acelerado do aluno, e afastou em um passo curto. 

 

— Terminamos por hoje. 

 

💪

 

Após coordenado, Chanyeol deitou sobre a máquina que usaria com a barriga para baixo e apoiou os tornozelos exatamente onde deveria aplicar força a fim de erguer o peso recomendado pelo personal. 

 

— Chamamos este de "mesa romana". — o DO começou calmo, colocando as mãos do aluno onde deveriam permanecer firmes. — A intenção é alongar e fortalecer os músculos posteriores da perna, por isso é importante que não erga o quadril ao fazer força, certo? — não esperou pela confirmação antes de passar o número de repetições que o loiro deveria cumprir. 

 

O mais velho andou até o bebedouro disponível na luxuosa academia e passou um bom tempo completando as garrafas com água gelada; quando voltou, prendeu a visão no Park parado respirando fundo, provavelmente desistindo da série.

 

Chanyeol prendeu a respiração para forçar os músculos necessários e concluir o movimento quando Kyungsoo aproximou-se e parou bem ao seu lado. Geralmente, enquanto praticava as repetições, o mais baixo incentivava de longe, ditando palavras de força, pedindo por mais uma ou duas séries, mas naquela vez em especial, o DO decidira que o incentivo viria com um afago na cintura daquele que estava deitado. 

 

—  Sei que dói, mas quero mais duas sessões de doze repetições—  Murmurou, a voz mais baixa que o usual, e não existiu surpresa alguma quando Chanyeol sentiu um arrepio gostoso subir por seu corpo, partindo de onde o polegar do personal continuava sendo movido carinhosamente de um lado para outro. Quando o toque foi imposto, Kyungsoo esperou que o aluno demonstrasse algum incômodo, mas a falta de reação negativa deixou implícito que também queria aquilo, por isso, sem deixar de encarar o corpo grande sobre o aparelho, ergueu um pouco a camiseta preta que Park vestia usando os quatro dedos maiores a fim de tocar a pele quente diretamente e de modo discreto. 

 

De imediato, Chanyeol parou o que fazia e soltou uma respiração ruidosa mesmo que o lábio inferior estivesse preso entre dentes. Era fato que qualquer toque vindo do professor o deixava naquele tipo de situação, febril, passível de mais contato. 

 

— Cinco… — Kyungsoo repetiu o número de vezes que o outro tinha contraído os músculos posteriores, relembrando que estavam ali para concluir a noite. Chanyeol, por sua vez, cogitou ser impossível prosseguir enquanto dígitos ásperos passaram a tomar sua pele em leves apertos, experimentando a carne macia que o local oferecia. — Continua — mandou usando poucas palavras, como sempre. Mas faltara incentivo; o loiro virou a cabeça para sua direção e o lançou um olhar desejoso. — Seis. — Kyungsoo desceu a mão até onde os tornozelos do caudatário estavam e os forçou levemente para que o movimento fosse terminado. — Prossiga. — comentou como se não estivesse com a destra acariciando toda a cintura levemente suada do mais novo e não ousou desfazer a conexão que os olhos de ambos mantiveram. 

 

— Kyungsoo… — Chanyeol chamou ofegante, parte pelo exercício, parte pela mão que agora dedilhava os ossos da costela magra do mais novo e, tomado por um desejo que não sentia há tempos, ergueu o quadril contra a palma pesada que lhe tocava. 

 

Seu interior revirava numa agonia gelada, mas gostosa quando mordeu o inferior ainda encarando o moreno em pé. Kyungsoo não ousou responder, desceu os dígitos pela carne quente alheia e apertou grosseiramente o quadril erguido, murmurando uma ordem rouca que relembrava o aluno de que não deveria fazer aquilo durante o exercício. 

 

Nenhum dos dois esperava o som arrastado vindo do Park, mas pouco se importaram visto que, se dependesse da dupla, aquele seria apenas o primeiro de muitos ofegos.

 

— O que pensa que está fazendo? — Kyungsoo usou a mão livre para levar até a face do homem deitado, tocando o rosto  avermelhado de forma fantasmagórica, praticamente inexistente. — Por que está empinando a bunda? — o tom usado beirava ao sarcasmo, mas o moreno mantinha a face impassível de sempre. 

 

— Eu. E-eu… — Chanyeol piscou com olhos grandes e coração acelerado. A excitação que crescia em pequenos passos se mantinha estagnada. Sentiu medo de ter entendido errado, mas o polegar que fora arrastado vagarosamente por seu lábio provou o contrário. — Eu… — sequer tinha palavras, apenas podia sentir a respiração pesando, o polegar firme descendo o lábio inferior até que este voltasse ao lugar por conta própria. — Kyungsoo, eu. — novamente tentou formular, mas estava cego pelo desejo absurdo que o tomava. 

 

Antes que pudesse criar coragem e molhar o polegar alheio com a ponta da língua, perdeu o calor do toque e suspirou frustrado: entendera que deveria terminar o que estava ali para fazer. Encarou Kyungsoo com olhos febris e tomados de coragem enquanto concluía a quantidade imposta pelo personal. 

 

Não pode evitar de sorrir quando o mais velho fez o mesmo e, quando se sentou, voltou a carregar uma expressão séria, talvez por medo do olhar que recebeu em troca.  Kyungsoo desceu as orbes por todo o corpo de Chanyeol, gravando cada detalhe do corpo musculoso ao passo que parecia travar uma batalha interna, decidindo sobre algo importante. 

 

— Por que está me olhando assim? — a voz grave do DO junto a mão que passou a acariciar a face de Chanyeol fez o coração do loiro acelerar em pura adrenalina. Park ergueu as orbes até encontrar as semelhantes alheias e piscou devagar, perdido o bastante nas sensações que o avançaram pelo corpo até que tornasse seu par de pernas em geladeira. — Você sabe o quanto é bonito, não sabe? — o elogio implícito revirou o interior sensível do mais alto e o fez engolir o excesso de saliva que a boca acumulou. — Você está pedindo, Chanyeol. Pedindo para que eu. — calou-se enquanto apertava os dedos no rosto do Park, forçando um bico alí. 

 

Enquanto se deleitava da imagem precária de Chanyeol, Kyungsoo ousou sorrir em puro deboche quando, inevitavelmente, o aluno roçou as coxas uma contra a outra numa esma tentativa de esconder a ereção mais que evidente pelo fino tecido do shorts que usava. DO olhou a cena com o erguer sutil dos lábios adornando a face e Chanyeol nunca se sentiu tão pequeno. A nova sensação o arrancou um gemido quase inaudível do loiro, este que arregalou os olhos quando, usando a mão livre, Kyungsoo arrastou o indicador uma única, longa e certeira vez sobre o mamilo que o Park descobriu naquele momento o causar prazer inestimável. 

 

O membro do Park doeu numa pontada forte e mesmo que tentasse esconder a rigidez que ostentou com quase nenhum estímulo, o dedo passado por cima do botãozinho de seu peito fez uma gota grossa de pré sêmen formar e escorrer pela glande inchada, molhando de forma incômoda sua cueca de modo com que, a cada vez que se movia tentando disfarçar o quão duro estava, o tecido da roupa íntima roçava na cabeça sensível como nunca esteve antes. 

 

— Kyungsoo… — o Park conseguiu murmurar baixo e com certa manha. — Por favor, eu. — engoliu novamente o líquido que sua boca insistia em produzir.

 

— Terminamos por hoje. — o mais velho disse sem pena alguma, soltando o rosto - agora avermelhado - antes de se afastar com o mesmo sorriso cafajeste que carregava outrora.

 

Demorou alguns segundos antes que Chanyeol pudesse recompor-se da situação constrangedora que novamente fora deixado. Olhou para os lados confirmando que ninguém estava por perto antes de levantar-se e seguir para o vestiário, onde tomaria um banho frio e mandaria algumas mensagens para o melhor amigo: Baekhyun precisava o aconselhar a parar com tudo aquilo. 

 

💪

 

— Então você é gay? — perguntou com naturalidade antes de mastigar mais um nacho coberto de molho; Chanyeol negou com olhos grandes, balançando as mãos em negação por tantas vezes que pareceu desesperado. — Se quer tanto saber como é transar com ele, vá em frente, cara.  — O Byun deu ombros e limpou os dedos engordurados na própria camiseta antes de pegar o controle e dar play no filme que assistiriam. 

 

— O quê? — Chanyeol já sentia o gosto amargo do arrependimento por contar tudo ao melhor amigo e abraçou uma das almofadas disponíveis. — Eu namoro, Baekhyun. Inclusive, você conhece ela. Yerim, lembra? — usou todo sarcasmo que carregava e bufou, grudando os olhos na tela onde uma cena desinteressante passava. 

 

— E daí? — Park arregalou novamente os olhos e virou a cabeça em direção ao amigo, piamente desacreditado no que estava ouvindo. Piscou devagar, esperando ter ouvido errado, mas quando o Byun continuou assistindo e novamente deu ombros, Chanyeol soube que pediu conselhos a pessoa errada. — Eu só estou dizendo o que você quer ouvir. Se quisesse dicas puras, deveria conversar com um padre. 

 

— Você é inacreditável. — o loiro negou, mas sorriu anasalado pois não podia esperar nada diferente do amigo sem noção. Pegou um nacho e mergulhou no líquido vermelho antes de mastigar tudo. — Essa merda tá muito apimentada. — reclamou deixando o assunto de lado. 

 

Naquela noite, Chanyeol sentou-se ansioso à espera de Kyungsoo que chegou pontualmente como em todos os outros dias. Desejaram-se boa noite com olhares rápidos e o Park não pode deixar de sentir algo estranho quando não passou daquilo: o restante da noite trocaram palavras apenas o suficiente para que Chanyeol treinasse com segurança, e isso não podia o aborrecer mais. 

 

Pensando sobre como a noite estava estranha, Chanyeol não se importou muito quando chegou no vestiário e encontrou a única cabine com chuveiro ocupada por Kyungsoo, sentou-se no banco em frente aos armários e sequer preparou a própria troca de roupa; tirou o momento para refletir. 

 

Estava pensando nos toques descarados que trocou nos dias anteriores com seu personal, lembrava deles com saudade, sede de mais, e não podia sentir-se mais culpado por isso. De fato amava a namorada, mas sequer conseguia a tocar depois que iniciara na academia, sempre inventando alguma desculpa ou empecilho para que não ousasse transar com a mulher enquanto os pensamentos estivessem vagando pelo corpo definido mais baixo que o seu. Suspirou cansado, encarando a fresta da porta quebrada aberta onde o fruto de toda a fonte de frustração do Park banhava-se em plena nudez. 

 

Outro queixume abandonou os lábios do loiro enquanto um turbilhão de pensamentos o deixava confuso e exausto. Perdido na própria mente, Chanyeol mal notou a movimentação de Kyungsoo saindo do banho, permaneceu encarando onde antes estava a porta fechada sem sequer piscar. 

 

— Chanyeol — levantou do lugar num pulo devido ao breve susto e encarou o mais velho piscando rápido para voltar a órbita. Com toda certeza diria algo, mas contentou-se em ficar calado e prender momentaneamente a respiração quando Kyungsoo se aproximou num passo largo, olhando o mais novo nos olhos com a face tipicamente séria. 

 

Durante alguns segundos, Park amaldiçoou o moreno a sua frente por ser tão belo e soltou a respiração de forma ruidosa e estremecida, apertou as mãos em punho ao lado do corpo sem deixar de devolver a encarada que recebia. Naquele momento Yerim sequer existia, tudo que desejou foi sentir os lábios carnudos que não deixou de pensar desde que os viu envoltos num cigarro barato. Kyungsoo continuava o fitando sem filtro algum e Chanyeol sentia a face ganhando cor ao mesmo tempo que o corpo perdia fibras, tornando-se apenas um amontoado de carne mole.

 

— No que está pensando? — o DO quebrou o silêncio de forma sussurrada, acertando em cheio a espinha do mais alto. — Ponderando se deveria ou não trair sua namorada?  — a pergunta pareceu tirar Chanyeol de qualquer torpor que estava e o fez engolir seco — Se quer tanto, Chanyeol, vá em frente e peça — prosseguiu com o tom de voz duro, abalando o mais novo quando sorrateiramente o acariciou na face, descendo as costas dos dígitos pelo rosto, pescoço e ombros alheios sem se importar com a trilha de pele arrepiada que deixava evidente. — Não farei nada enquanto ficar me encarando assim. Preciso saber o que quer. — mesmo que o tom não fosse sádico, Chanyeol viu-se excitado com a ideia de pedir pelas coisas que se pegara imaginando durante as semanas de treino. 

 

— Kyungsoo… — iniciou incerto, com a voz tremida pela quantidade de adrenalina que sentia. — Me toca. Eu. Preciso sentir você. — engasgou em certa parte, mas devido ao nervosismo que a situação trouxe. 

 

Aquilo fora mais que suficiente para que o DO cedesse, guiando as mãos até a barra da camiseta leve de Chanyeol a fim de arremessar o tecido sobre algum lugar do chão sujo. A corrente de vento frio não parecia fazer efeito sob o peitoral nu do mais baixo, mas acertou em cheio a pele quente de Chanyeol, arrepiando-o quase que instantaneamente de modo com que seus mamilos despontaram duros.

 

O Park segurou o suspiro que gostaria de deixar escapar, encarando cada movimento lento do personal com genuína curiosidade, mas precisou fechar os olhos quando, o encarando de volta e com lentidão sem igual, Kyungsoo se inclinou o suficiente e deslizou a ponta da língua sobre o biquinho despontado. O primeiro gemido de Chanyeol saiu num grito junto as mãos que foram levadas ao cabelo raspado do profissional, estas que tentaram inutilmente agarrar em algum lugar. 

 

Kyungsoo pediria silêncio, mas a quantidade de outros sons carregados de prazer que o mais novo emitia serviram apenas para alimentar o ego do DO, fazendo-o ter mais empenho ao prender a carne frágil do peito alheio entre dentes e a puxar até que esta soltasse sozinha. 

 

— Soo… — Chanyeol gemeu outra vez, sentindo uma carga de prazer surpreendentemente grande com o estímulo tão simples — Kyungsoo. — chamou em vão, fechando as mãos contra o cabelo quase inexistente. Sentiu o exato momento que o membro pesou duro entre as pernas, pulsando dolorido todas as vezes que o mais velho o chupava forte, mamando como se o ato o fizesse alcançar júbilo. 

 

Quando percebeu estar sendo muito verbal, Chanyeol levou a destra a boca e mordeu ali, contendo os diversos arfares e ganidos como pôde. Quando os peitos do mais alto carregavam tons vermelhos, Kyungsoo levantou-se em postura ereta, capturando os olhos perdidos do mais novo durante alguns segundos antes de o beijar no pescoço devagar. 

 

As pernas do loiro perderam força por um milésimo de segundo, mas o aperto forte que recebeu na cintura foi suficiente para o manter imóvel, permitindo-o aproveitar os lábios e língua quente percorrendo por todo seu pescoço. 

 

— Gosta assim? — Chanyeol concordou descendo a mão que antes tapava a boca para os ombros nus do menor. Experimentou tatear todo o peitoral malhado do DO, seguindo uma trilha imaginária por todo o abdômen marcado, em especial as entradas pecaminosas em V nos quadris marcados. — Deixe-a aí. — o mais baixo se referiu a toalha que carregava na cintura assim que o Park enganchou os dedos ali e colocou uma das pernas mais a frente, fazendo Chanyeol praticamente sentar e evidenciar o quanto estava excitado. 

 

Kyungsoo agilmente infiltrou os dedos na bermuda que o mais alto vestia, tomando toda carne disponível entre a mão para que apertasse até que um choramingo doloroso abandonasse os lábios de um Chanyeol para lá de excitado. 

 

A contração surpresa do Park quando sentiu o dedo esperto do personal tocando diretamente seu ânus fora completamente prazerosa, por isso apenas tentou abrir mais as pernas a fim de sentir mais do toque esporádico, carregado de provocação. 

 

— Sua namorada não te faz gemer porque não sabe como te estimular, Chanyeol. — provocou baixo e sentiu o rebolar disfarçado contra sua coxa, não tardou em afundar a primeira falange do dedo maior no cuzinho apertado do Park, que gemeu contra o ombro do personal sem se importar se certa saliva escorria por ali ou se alguém os pegaria a qualquer momento. — Ela não soca os dedos em você e te manda rebolar, não é? — riu anasalado quando o outro concordou desesperado, movendo mais o quadril contra o dedo que o penetrava tão pouco. — Yerim… — Kyungsoo experimentou o nome. — O que ela diria se te visse assim? 

 

— Não. Não fala isso. — Park conseguiu pedir engasgado, perdido no prazer que escorria por seu membro e fazia a cueca grudar na glande babada. O DO permanecia o provocando sem de fato afundar o dígito inteiro na entrada apertada; passou a circular o espaço avermelhado com os dedos, pressionando ali até que a resistência alheia esvaísse pouco a pouco, mas nunca colocando nada além da ponta do indicador. 

 

— Toda vez que você comer ela em silêncio, quero que se lembre de como está gemendo para mim agora. — infiltrou a mão livre no elástico apertado da bermuda de Tactel escuro e apertou sem cuidado a nádega macia do loiro, atracando outro gemido longo junto a um apertar nos ombros. — Sempre que fechar os olhos, irá lembrar de como está montado em minha perna se esfregando como um adolescente prestes a gozar nas calças. — as palavras maldosas não afetavam de forma negativa nenhum dos dois, apenas deixava tudo mais molhado. — Fala, Chanyeol. Diz que não geme para ela, mas sim para mim. 

 

— Oh, sim! — não soube se concordava com o mais velho ou agradecia pelo dedo que fora empurrado até a metade em seu interior, saindo tão rápido quanto entrou sem sequer o dar tempo de processar a dor aguda que a primeira penetração a fundo deveria causar. — Sim, sim, sim . — Park repetia como um mantra a cada vez que quicava de modo desajeitado no dedo intruso ao mesmo tempo que roçava como podia a extensão do pau rígido contra a coxa alheia. 

 

— Por favor. — implorou quando sentiu seu orgasmo aproximar-se pouco a pouco e ergueu a cabeça a tempo de fitar as orbes escuras do profissional. Ficaram naquela troca de olhares por algum tempo, o bastante para Kyungsoo decorar a face do outro contorcida de prazer, sobrancelhas juntas e lábio inferior entre dentes por tentar inutilmente diminuir os sons carregados de luxúria. — Kyungsoo, para. Eu vou gozar. — avisou entre soluços enquanto tentava fugir do dedo que estimulava certeiro o períneo hipersensível, mas teve a cintura abraçada com força até que não pudesse mais se mover. — Soo! 

 

Não queria que acabasse ali, não queria gozar nas próprias roupas pois sabia que, na condição que estava, não aguentaria mais nada. 

 

Ainda olhavam-se nos olhos quando Chanyeol gozou num grito choroso, derramando algumas lagrimas enquanto expulsava jatos longos de porra na cueca que vestia; Kyungsoo ainda o segurou forte mesmo quando terminaram e tudo que sobrou fora a respiração descompassada do loiro e um abraço desajeitado, regado de palavras sussurradas e lábios roçando numa preliminar de um beijo que nunca veio.  

 

💪

 

Chanyeol suspirou cansado, usando a mão que não segurava a da namorada para abanar o próprio rosto suado. Fazia sol e Yerim caminhava contente pela alameda de cerejeiras, puxando o namorado visivelmente cansado pelo calor exagerado. 

 

— Oppa, vem! Vamos tirar uma foto. — Chanyeol sorriu puxando a moça para a abraçar pelas costas e apoiar o queixo sobre o topo da cabeça feminina, posando para a foto de casal que julgara ficar muito boa. 

 

Se preparava para mais uma dezena de outras fotos quando uma notificação no celular fez Yerim pausar a sessão para ler a mensagem que recebeu. 

 

 

"Vejo que resolveu o problema com seu namorado 😏" 

 

 

A melhor amiga da mulher era a remetente e Chanyeol sentiu o coração errar duas ou três batidas quando Yerim, genuinamente confusa, respondeu questionando a mensagem da amiga. 

 

 

"Na academia ontem! Recomendo um motel na próxima hahaha Estou feliz que se resolveram, mas Chanyeol oppa se tornou barulhento." 

 

"Aliás, quando você começou treinar?" 

Notes:

Obrigada por chegar até aqui ❤️