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Amor fora da lei

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1
—Você só pode estar brincando comigo.

Ela teve a decência de corar sem graça—Desculpe por isso mas eu realmente não posso. Eu não vejo você assim.

—Você nem ao menos me deu uma chance ou uma oportunidade e já esta me dando o fora.

—Não é como se eu tivesse te dado esperanças. Eu juro que tentei mas eu consigo me ver em um envolvimento romantico com você.

Eu duvidava que tivesse até mesmo pensado na hipótese. Como se meu coração já não estivesse amassado no meu peito agora ele tambem estava pisado —Por que eu sou um cara muito bacana.

Beth suspirou—Sim. Por favor Butch, você realmente é um dos caras mais legais que eu conheço mas eu te vejo como um irmão e...

Levantei minha mão a interrompendo—Não Beth, só...deixa pra lá, eu já entendi. Parece que você e todas as mulheres de Caldwell parecem pensar que eu sou um cara bacana mas não o suficiente pra ter algo sério. Eu só...vou te deixar em paz- me levantei e fui até a mesinha no corredor onde estavam minhas chaves e meu celular.

—Butch espera- ela se levantou.

—Beth já deu, eu tenho que ir, tenho trabalho pra fazer e relatórios e, todo tipo de coisa policial.

Sai então da casa batendo a porta violentamente e caminhei até minha velha pickup, com muito custo me segurei para não chutar chutar a porta dela quando a maldita não abriu, afinal minha baby não tinha culpa dos meus problemas e provavelmente ficaria pior do que ela já está. Entrando em meu carro consultei o relógio no painel. 8p.m. Meu expediente estava oficialmente terminado já a algum tempo então eu poderia ir extraoficialmente ao Zerosum.

Depois de uns 10mins dirigindo finalmente consegui chegar a boate e encontrar uma vaga pra estacionar. Fui caminhando até o segurança na porta, ignorando a fila.

Big Bob acenou—E aí poli, meio cedo não?

—E aí Big, nunca é cedo pra vir. Casa cheia?

—O de sempre- abriu então a porta para eu entrar.

—Valeu cara- entrei então na boate e logo fui recebido pela música tão alta e pulsante que eu nem conseguia ouvir meus pensamentos. Graças ao bom Deus.

Fui me desviando dos corpos que se remexiam pra todo lado, alucinados, e alcancei o bar. 

iAm acenou um cumprimento—E aí poli.

—E ai cara? Me da uma dose cheia da sua bebida mais forte.

Ele levantou uma sobrancelha e foi pegar a garrafa voltando com uma Greygoose, logo me entregando o copo—Dia difícil?

—Você não faz ideia- respondi bebendo tudo de uma vez- mais uma. E mantém umas das meninas abastecendo, por favor.

Ele me entregou outra dose e eu me afastei do bar a procura de um lugar reservado pra me sentar e foi aí que eu os vi, os caras mais mau encarados e grandes que já vi. Estavam sentados numa mesa vip. Ambos com os corpos largos e robustos, o da esquerda era loiro e ligeiramente mais alto e tinha a expressão leve oque fazia seu rosto muito mais atraente, era como olhar pra um modelo e ele parecia ter consciência disso pois tinha um sorriso muito sedutor direcionado para uma mesas cheia de garotas a poucos metros de distância. O outro cara era moreno e carrancudo e só de olhar ele dava a impressão de que mataria se fosse incomodado- na minha área de trabalho aprendemos a desconfiar de pessoas assim- tinha um cavanhaque bem aparado, uma tatuagem tribal sobre seu olho direito. Apesar da iluminação precária percebi que seus olhos pareciam azuis fluorescente e eu nunca tinha visto nada tão lindo. 

Percebi pra onde meus pensamentos foram quando senti meu amiguinho dar sinal de vida dentro da minha calça. Que porra é essa? Eu não gosto de homens.

Balancei minha cabeça afastando esses pensamentos absurdos e fui caminhando até o bar e pedi mais uma dose de Grey Goose, um barman logo me entregou a bebida e eu fui andando até área dos fundos ,onde ficavam as mesas, enquanto me desviava dos muitos corpos vestidos de preto que se remexiam aluciadamente no ritmo da música.

Consegui achar uma mesa vazia bem afastada da dupla anterior mas que ainda me permitia ficar de olho neles para o caso de ter alguma confusão , e me sentei. Pouco depois chegou uma das meninas vestindo uma saia de latex preta tão curta que nem deve ser considerada uma saia. Ela se curvou tentando expor seu decote , seu rosto não dava pra saber qual seria sua idade  ou mesmo se era uma mulher de tanta maquiagem o cobrindo.

—Oi garotão- disse com a voz delicada, felizmente é uma mulher- procurando companhia?

Levantei meu copo—Tenho toda a companhia que poderia querer bem aqui mas obrigado. Quem sabe outra hora.

Ela sorriu e disse—Tudo bem mas se mudar de ideia é só procurar Cherry- e me deu um beijo daqueles.

Sorri—Posso ver porque te chamam de Cherry, você é uma cherrybomb*

Cherry deu uma risadinha e se afastou.

Tomei mais uma dose da Grey e pensei—Essa vai ser uma longa noite.