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A Lone Prayer

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-- SÁBADO, 24 de dezembro. Tarde. Tempo nublado. --

Akira tinha conseguido resgatar todos seus amigos daquele labirinto de pedra e barras de metal. Ela conseguiu encontrar e retirar todos seus amigos das celas --- todos, menos Morgana.

"Como assim, você 'não conseguiu encontrá-lo?'" Futaba a contestou, a navegadora foi a última a ser resgatada.

"Eu não sei!" Akira contestou, exasperada. "Eu procurei em todas as celas daqui. Mas…"

"Calma, Joker. Nós vamos encontrá-lo, OK? Vamos nos reunir com os outros, vou ver se consigo usar minha Persona para achá-lo." e de súbito ela exclamou, convocando todos a plenos pulmões. "Pessoal! Eu posso sentir vocês aí. Bora subir, gente! Todo mundo junto!"

A navegadora exclamou como se tivesse sugerindo uma estratégia em combate. Bem, Akira não poderia culpá-la. O lugar parecia mesmo um Palácio, tanto é que todos estavam usando seus trajes do Metaverso, a expressão de suas vontades rebeldes.

Os caminhos concêntricos que formavam aquele labirinto eram ligados por uma longa escada de pedra, os Phantom Thieves seguiram rumo ao salão que se encontrava na parte superior: um salão amplo cercado por celas, com um tapete redondo e azul decorando o local.

"Que lugar é esse?"

"Quem são eles…?"

Aquela figura enigmática os recepcionou com um sorriso, aquela figura postada atrás de uma mesa de madeira ali no centro, ladeada por uma garotinha de azul. A figura de terno preto primeiro respondeu aos questionamentos de Makoto.

"Meu nome é Igor." a voz dele ainda soava estranha para Akira, suave e aguda, muito diferente da de outrora. "Eu sou o mestre responsável pelo Salão de Veludo."

"Eu sou Lavenza, igualmente uma residente deste local" a garota se curvou para cumprimentar os visitantes. "Nós estávamos esperando por todos vocês."

"Salão de Veludo…?" Haru estranhou, as paredes frias e ásperas do local não combinavam em nada com o toque delicado que o tecido lembrava.

"Meu mestre foi recentemente libertado de um longo período de encarceramento. Seus poderes ainda não retornaram plenamente. Embora possa parecer presunçoso de minha parte, irei falar em seu---" Lavenza explicou ao grupo, mas foi logo interrompida por Ann.

"Ei, cadê Morgana?"

"Vocês gostariam de vê-lo?"

"É claro que sim!" Akira respondeu de imediato à indagação de Lavenza.

"…Ele está bem ali."

Os Phantom Thieves se viraram para poder localizá-lo, já que Mona não estava à vista. Qual foi a surpresa em perceber que Morgana estava atrás deles esse tempo todo? Ele abaixou ligeiramente a cabeça, comentando de forma melancólica o ocorrido.

"Eu… nasci aqui. Nasci para dispersar uma entidade maligna do plano espiritual dos homens…"

"Mona?" a ruiva questionou, preocupada com o emocional dele.

"Minha função era encontrar o Astucioso e ajudá-lo a derrotar tal entidade. Foi por isso que fui criado aqui por meu mestre."

"De fato." Igor enfatizou, e Morgana continuou sua fala.

"Eu me lembro de tudo, de verdade. Quando esse lugar estava prestes a ser tomado, meu mestre reuniu os últimos vestígios de esperança da humanidade… Ele juntou o que restava de sua força para me criar."

"A entidade que se denomina como deus é uma força malevolente que força a humanidade à eterna servidão." Lavenza comentou, partilhando do sentimento de Mona. "Ele deseja alcançar a paz eterna ao dominar a realidade com aqueles que pararam de pensar por si mesmos… Essa era a ruína da humanidade a que esse deus maligno visava."

"Eu… ummn… não entendi absolutamente nada do que 'cê tá dizendo---" Ryuji tentou perguntar, mas foi interrompido por uma Lavenza subitamente agressiva e energética.

"Fica quieto e escuta! Não nos resta muito tempo!"

A atitude dela certamente surpreendeu os Phantom Thieves, Akira inclusive, mas Makoto decidiu se manifestar, estranhando o termo usado pela garota.

"Espera um momento. O Santo Graal é... um 'deus'? Eu me perguntava por que ele teria uma vontade própria, mas você está insinuando que ele não é um Tesouro?"

"Não. Como o desejo distorcido das massas, é quase certo que ele seja o próprio núcleo dos Mementos."

"Então… o Tesouro se tornou um deus porque as pessoas queriam ser comandadas?" Haru perguntou.

"Correto. Para decidir o destino do mundo, ele escolheu duas pessoas com potencial e as colocou uma contra a outra. Uma --- Goro Akechi --- incitou a distorção das massas. Se ele tivesse vencido, o mundo seria destruído e refeito. A outra pessoa era o Astucioso que se colocaria contra isso… Essa era Akira Kurusu."

"Não…" Akira franziu a testa, negando as palavras de Lavenza, os olhos já lacrimejando.

"Eram essas as regras do jogo --- ao menos, era assim que deveria ter acontecido. Mas o inesperado aconteceu, não foi? Akechi passou para nosso lado." Morgana comentou, igualmente complementado por Lavenza.

"Dois Astuciosos trabalhando juntos… não é de se surpreender que tal entidade tenha tentado tomar o controle dele à força."

"Ele não conseguiu. Akechi-kun lutou até o fim." Akira defendeu o detetive, cerrando os punhos, uma única lágrima escorrendo pelo rosto.

"Não chore, minha preciosa Astuciosa. Seu suposto rival ainda está vivo. Embora se recuse a nos ouvir…" Igor fez uma ressalva. "Talvez vocês tenham mais sucesso em convencê-lo a sair de sua cela."

Akira arfou, atordoada e estupefata. Os demais também ficavam surpresos com a notícia. Igor ergueu a mão, estalando os dedos. Alguma coisa quebrou, num som como vidro partido. A cela que ficava ali atrás, a cela à frente deles, não estava vazia. Só aparentava estar assim por conta da barreira que foi quebrada.

Akira saiu correndo na mesma hora, com os Phantom Thieves logo atrás. Igor se virou em sua cadeira, só para ver se o grupo conseguiria tirá-lo dali, ou se outra barreira se ergueria.

"Akechi-kun!!!"

"Caraca, ele ainda 'tá vivo!"

"Akechi?"

"Por que ele ---"

Akira chamou por ele, sacudindo as grades, e Ryuji ficou surpreso com o estado do detetive, tal como Makoto. Morgana é que respondeu o questionamento de Ann e também do restante dos Phantom Thieves.

"Esse lugar reflete o estado do coração do visitante. É assim que ele se vê."

O detetive estava usando um uniforme listrado de prisioneiro, tal como o que Akira sempre usava quando era requisitada pelo falso Igor. Mas Akechi estava sentado no canto, de cabeça baixa, o mais afastado que podia da porta da cela. O jovem murmurava algo, quase como se orasse.

"Eu falhei… eu falhei… eu fui fraco... eu devo ser morto…"

"Akechi!!! Acorda!!!!!!!!" a garota gritou, as mãos sacudindo as grades; o som fez com que o detetive despertasse, erguendo a cabeça, encarando confuso o grupo.

"Ah! A-Akira…?"

"Você está vivo."

"Não. Eu não tenho esse direito." a resposta dele fez com que Akira arfasse, tal como Ann e Haru. "Sabem quantas pessoas eu matei? O crime clama por crime. Eu devo ser punido."

"A-Akechi-kun… não... não diga isso."

Akira arfou, angustiada, a maioria do grupo também estava chocada com a mentalidade de Akechi. Futaba pensou por um momento na mãe, e em como acreditava ter sido a responsável por sua morte. Ela indagou o detetive, incisiva e ao mesmo tempo condolente.

"Akechi. Seja sincero comigo. Você realmente sabia o que poderia acontecer quando o Shadow de alguém fosse eliminado?"

"Não. É claro que não. Shido jamais me deu acesso à pesquisa dela. Ela foi minha primeira vítima, não tinha como eu saber o que aconteceria……" ele comentou, admitindo sua ignorância, mas também reconhecendo seu erro. "Mas isso não muda o fato que aconteceu. E que continuei a fazer a mesma coisa desde então…"

"De todas as suas vítimas, quantas faleceram?"

"Não tenho certeza. Wakaba Isshiki e Matsumoto Shirogane foram os únicos que eu vi o atestado de óbito, que eu vi o corpo. Quantos aos demais... eu sei que eles entraram em estado de coma, ou então em psicose." ele murmurou, melancólico e cheio de remorso, e depois indagou cheio desprezo por si: "Quantas pessoas vocês acham que eu deixei praticamente mortas por conta de um apagão mental?!! Quantas pessoas foram feridas ou tiveram sua carreira destruída por conta de um surto psicótico?!!"

"Shido disse que foi só por conta dele que você usou esses poderes. Isso é mesmo verdade?"

Haru o questionou. Apesar dos dissabores, ainda assim tinha alguma empatia pelo garoto, já passara por algo parecido… Quantas vezes ela foi coagida, sorrindo como se nada tivesse acontecido, tudo pelo bem da empresa? Ela sabia muito bem qual era a sensação de ser forçada a fazer algo que não queria, que simplesmente detestava. Ela ainda não tinha se esquecido de Sugimura.

"Sim. Eu me aproximei dele, usando o Metaverso, sem saber a que ponto as coisas poderiam chegar. Mas eu não poderia parar... ele certamente me eliminaria, eu já sabia demais dos planos nefastos dele... e se eu me afastasse eu perderia a oportunidade de me vingar dele. Eu fui fraco. Eu me tornei um ser vil e mesquinho, cego pela vingança, cometi uma série de crimes sem sequer me importar com isso...

"Porque você nunca teve ninguém que o ajudasse, que lhe guiasse." Yusuke comentou, ele sabia o quão difícil era se sustentar sem ter nenhum apoio… "Akechi-san… mesmo que tendo sido só uma farsa… acho que você apreciou o tempo que passou conosco, não foi? Se você tivesse procurado antes ---"

"Eu devia ter percebido isso antes." Akira meneou a cabeça, usando o polegar para secar as lágrimas que ela tinha derramado. " Sinto muito, Akechi. Eu posso ter demorado para perceber, mas... mas agora estamos aqui. Eu quero ajudar."

"Parem!!!! Parem com isso! Parem de tentar me convencer!!! Eu nunca vou sair daqui!!! Eu mereço ser punido!!!"

Akechi reagiu com violência às palavras dela, gritando, puxando o próprio cabelo, escondendo o rosto nos joelhos, sem sequer encará-la. E do nada, algo a repeliu, Akira teria caído no chão se Yusuke não tivesse a segurado. E a cela agora estava vazia --- ou ao menos aparentava estar vazia.

A atitude dele deixou Akira magoada, ela murmurou num tom dolorido, consternado, confuso.

"É isso... é isso o que você realmente quer?"

Uma rachadura minúscula surgiu na barreira, logo se ampliando numa fenda que partia o espaço entre o piso e o teto. E Makoto não deu trégua, aproveitando para atacar aquela brecha, rebatendo a opinião dele.

"Você acha isso justo? Não é essa a justiça que você tanto falava! Não era a respeito do que seria nobre ou ideal, e sim o que seria necessário para corrigir aquilo que você não suportava mais. E Shido precisava ser punido."

Uma boa parte daquela barreira ruiu, caindo e se estilhaçando como vidro. Akechi respirou fundo, arfando ao responder, os braços tremendo após aquele rompante.

"Ele precisava pagar pelo que fez a mim e a minha mãe. Simplesmente não fazer nada, e deixar que ele continuasse a repetir essas mesmas ações, sem se importar com quem mais prejudicasse… isso acabava com minha sanidade."

"Eu sei." a líder murmurou, num tom dolorido mas ainda assim delicado. "Sei que você vai negar, Akechi-kun, mas sei que você é uma pessoa gentil. A ponto de não tolerar o sofrimento alheio. A ponto de se penalizar por seus feitos. Um assassino de verdade não teria remorso."

"Não. Você está enganada, Akira." ele balançou a cabeça, ainda sem olhar para o grupo que se aglomerava ali, fora da cela. A barreira nem mais existia, fora destruída pela insistência deles; mas o detetive ainda teimava, ainda discordava. "Essa não é minha natureza. Meu poder é para destruir, não para proteger."

"Então o que você quer destruir, Akechi-kun?"

"A mim mesmo."

A resposta surpreendeu o grupo, alguns arfaram, outros mal conseguiram reagir. Era claro o quanto Akira ficara abalada, mas ela não recuou. Ela decidiu contestar.

"Não. Que bem isso traria?" a jovem simplesmente colocou. "Quer saber o que eu quero destruir? Quem fez isso com você. Quem acha que pode brincar com as pessoas."

"Mas Shido…"

"Shido já foi." ela o completou. "Meu alvo agora é o suposto 'deus' do controle, que se intitula como Santo Graal."

"Yaldabaoth?!!"

Akechi contestou, surpreso e temeroso com a escolha dela. O sobressalto diante daquela menção foi o que fez o detetive levantar o rosto, encarando-os assustado.

"Hã?"

"Yada quem?" Ryuji também estranhou o nome.

"O deus ou demônio que me deu esse poder. O mantenedor da ordem e controle. Vocês não podem lutar contra uma entidade como essa!!! Vocês serão eliminados!!!"

"Agir só conforme o esperado, sem nenhuma variação, sem ter direito de escolher meu próprio caminho… é a mesma coisa de estar morta. Seria uma vida sem sentido algum, não seria a minha vida."

As palavras de Akira tiveram algum impacto sobre Akechi. Ele comentou, melancólico, sua revolta surgindo gradualmente.

"Ás vezes… eu sinto que mal tive escolha. Que simplesmente fui jogado nessa direção. Como uma mera marionete. Estou cansado de ser só uma ferramenta nas mãos de quem quer que seja. Eu quero decidir a quem servir pelo menos."

Um fogo azul e etéreo tomou conta do detetive, tingindo o branco de seu uniforme em púrpura, inclinando as listras, tornando-o exatamente igual a seu traje de mercenário… exceto pelo capacete, substituído por uma máscara vermelho venoso de hastes curvadas como chifres.

"Se... Se assim me permitirem… eu gostaria de lutar ao lado de vocês." Akechi finalmente se levantou, saindo do chão, determinado a destruir para proteger.

"Claro que sim!!! Lutaremos juntos!"

"Cara, a gente tá contra o maior dos Tesouros. Quanto mais melhor!"

"Sim! É como Lavenza disse: até mesmo o Santo Graal teme dois Astuciosos juntos!"

As grades da prisão se romperam, e Akechi caminhou rumo ao grupo, embora tocasse sutilmente a têmpora, num gesto de desaprovação.

"Acho que vocês estão subestimando nosso oponente."

"Eu concordo." a opinião de Makoto era a mesma do detetive. "Precisamos pensar numa estratégia e não agir impulsivamente."

"Bem, dizem que quem sabe sobre o inimigo e sabe sobre si não precisa temer o resultado da batalha." Akira se voltou para trás, para Igor. "Como foi que isso começou, afinal?"

"Na típica batalha entre o bem e o mal. Como a grande maioria ainda é indecisa, até mesmo a menor das mudanças gera grande impacto." O mestre do Salão de Veludo explicou, fazendo uma pausa, dando a palavra a Lavenza.

"Essa entidade malévola sabia que uma revolução não iria ocorrer a partir das massas indolentes. Afinal, ele é a encarnação dos desejos distorcidos das massas. No entanto, meu verdadeiro mestre acreditou na humanidade. Ele acreditou que um Astucioso iria surgir entre essas pessoas e realizaria essa mudança. Mas aquela entidade maligna riu diante dessa possibilidade, e procurou provar a inércia da humanidade com esse jogo".

Aquela palavra lembrou Akira do que Lavenza havia dito antes... ou alguém com uma voz muito parecida com a dela.

'um futuro já decidido de antemão. Esse é um jogo realmente injusto.'

A garota de vestido azul continuou a falar, a explicar toda aquela trama.

"E Akira Kurusu tinha um grande potencial… e foi por isso que ele se aproximou dela. A entidade ajudou a treinar a Astuciosa apenas para arrastá-la para o desespero, usando as massas que rejeitaram seu salvador. Esta deve ter sido a maneira dele cortar pela raiz tudo o que pudesse ser uma ameaça. Agora que me lembro de quando eu estava separada, eu discordei da palavra 'reabilitação'. Claro que eu discordei... era só uma maneira do impostor lhe manter sobre vigilância.

'Suas chances de vencer são quase nulas.'

Morgana fechou a cara diante do comentário, olhando tanto para Akira quanto para Akechi, também dando a mesma opinião.

"Basicamente, esses caras foram arrastados para um jogo no qual a entidade maligna manipulou o resultado."

"Caramba, que inferno!"

Ryuji comentou, e Lavenza subitamente ficou um tanto abatida, deprimida, a palavra a lembrou do que ocorria lá fora. A residente do Salão de Veludo tratou de expor tal situação.

"Sua realidade já foi fundida com os Mementos. Vocês não existem porque a realidade está repleta daqueles cuja cognição nega a existência dos Phantom Thieves. Podemos dizer que o mundo está a apenas um passo de cair no conluio dessa entidade maligna. Porém…" Lavenza disse, determinada, crente na mudança. "Ainda há esperança. Agora que a identidade daquele ser maligno foi revelada, vocês podem completar sua reabilitação. Somente vocês podem deixar esta prisão, e salvar esse mundo distorcido e suas pessoas prisioneiras... Jovens guiados por Morgana, jovens dignos do título de Astucioso... Vocês tem que desafiar a entidade maligna e reivindicar sua existência na realidade. Vocês estão à altura dessa tarefa?"

"Hmf."

"Mmh."

Akechi deu uma breve risada de escárnio, enquanto Akira sorriu confiante. Mas ambos falaram ao mesmo tempo:

"Claro que sim." / "Claro que sim!"

"Bora destruir aquele Tesouro babaca irritante e brilhante de verdade dessa vez."

"Certo!"

Todo o grupo concordou, todos prontos para encarar tal adversário, e Igor deu uma breve gargalhada, satisfeito com aquela atitude.

"Excelente… Não há nada a temer. Vocês já possuem a força para se opor a esse ente maligno." E Igor riu de novo. "Estou realmente ansioso por isso!"

"Nosso amigo em comum sabe onde fica a saída. Por favor, Morgana, guie-os até lá." Lavenza se inclinou, num gesto de gratidão e também de débito. "E obrigada por tudo que você fez. É cruel a responsabilidade que caiu sobre você..."

"Aceito sua palavras de agradecimento assim que tudo isso acabar." Morgana replicou, no tom de sempre, autocrático. "Vamos! É por esse caminho. Sigam-me!"


 

Lived with buried memory

With fear-ridden self-consciousness

I'm just a lone prayer

 

Keep running on the cold track

The hate-crazed thoughts just don't stop

As if a dream

Awake from the dark

The world deletes all I said to you

 

Overwrite this pain tearing me apart

(toke te iku)

Frozen mind

Ray of light

Ready for a trip to nowhere

 

Overwrite this pain tearing me apart

(Yasurai da)

My last pray with no aim

My last...let me feel alive