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O meu coração nunca deixou de ser teu

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Tinha passado um ano desde que tinham estado juntos em Dover House. Um ano desde que tinham feito amor pela primeira vez no cadeirão do salão. Muita coisa se tinha passado naqueles messes. Vitoria, tinha tido uma gravidez mais ou menos estável e Bertie tinha nascido forte e saudável. Melbourne por sua vez tinha recebido o tratamento inovador do médico Português Manuel Coutinho e Sousa. Um tratamento á base da medicina tradicional com fitoterapia. Esse tratamento consistia, em uma toma de um xarope á base de plantas medicinais mediterrânicas duas vezes por dia. Lord M recuperou a olhos vistos de semana para semana. Primeiro deixou de ter tonturas, depois recuperou o equilíbrio e finalmente deixou de tremer. Em um ano estava curado! O Dr. Manuel Coutinho e Sousa tinha- lhe dado alta naquele dia e, as palavras do médico não lhe saiam da cabeça pois, pareciam um sonho ímpossivel tornado realidade!
-Lord Melbourne, O senhor está curado! Terá que tomar este xarope para o resto da vida. Mas, não se preocupe eu vou ficar a viver em Londres e lhe fornecerei os frascos sempre que precisar. Sua Majestade a Rainha de Inglaterra me pagará uma quantia avultada para o resto da vida para permanecer aqui em Inglaterra para cuidar de si.
Sua doce e amada Vitoria mais uma vez lhe demonstrava o seu imenso amor por ele. Durante este tempo todo ele só conseguiu levar este tratamento com determinação por ela! Só por ela! Estar um ano sem a ver era definitivamente uma tortura insuportável mas que tinha sido apaziguada pelas cartas que foram trocando um com o outro com a ajuda de Emma e de Skerrett. E, principalmente por saber que estaria com ela em seus braços de novo! Como ele se lembrava do dia em que tinha feito amor pela primeira vez com sua doce Vitoria! Parecia que tinha sido só há cinco minutos atrás que tinha sentido o gosto de seus beijos, a maciez de sua pele, a sua respiração ofegante ao seu ouvido, o seu sexo quente e húmido engolindo o seu membro num abraço apertado e doce. Agora era tempo de arranjar um sítio seguro para se poder encontrar com ela, sem que ninguém descobrisse. Pensou durante várias horas num sito plausível e seguro mas, nada lhe vinha á cabeça. Já se sentia desesperado a pontos de pensar que a única forma seria ela vir a Dover House. Seria muitíssimo arriscado mas, ele não poderia ficar sem tê-la nos seus braços de novo. Depois de provar o néctar do seu amor. Era impossível ficar sem ele! Quando já estava mesmo desesperado por uma solução veio a resposta tão ansiada. Melbourne lembrou-se de repente que dois messes antes de Vitoria se casar, o lenhador do Palácio tinha-se mudado da cabana onde vivia com sua família para outra casa um pouco melhor dentro das propriedades do Palácio. Essa cabana ficava no fim do imenso parque que fazia parte da propriedade de Buckingham. O Parque do Palácio era enorme, constituído por milhares de hectares. Sendo que a Cabana ficava no fim do parque. Muito longe de Buckingham propriamente dito. Melbourne tentou saber se a cabana continuava desocupada e para isso contou com a ajuda de Emma Portmann que, prontamente lhe trouxe a confirmação de que esta continuava abandonada. Agora era só enviar uma carta a Vitoria através de Emma dando-lhe a nova de sua alta e lhe falando do sitio que tinha encontrado para viverem o seu amor. Escreveu rapidamente a carta e aguardou com tamanha ansiedade a resposta de Vitoria.

Vitoria, tinha acabado de ter mais uma reunião com seu Primeiro-ministro Sir Robert Peel. No entanto, tinha a felicidade estampada no rosto. Seus olhos brilhavam como duas águas-marinhas á distância! Tudo porque antes de Sir Robert Peel, Vitoria tinha recebido o médico Manuel Coutinho e Sousa que lhe tinha vindo dar a boa nova da alta de Lord M. Naquele momento ela era a mulher mais feliz deste mundo. Seu amor, sua vida estava livre de perigo! E nada, nem ninguém lhe poderiam destruir essa felicidade! Nem mesmo Albert com suas tentativas de a manipular.
Quando se dirigia ao berçário onde estava Bertie, Vitoria ouviu o chamado de Emma, que vinha a andar apressadamente pelo corredor.
-Sua Majestade! Sua Majestade!
-Emma! Minha querida amiga! Já sei! Lord M está curado finalmente. O Dr. Manuel Coutinho e Sousa deu-lhe alta. Estou tão feliz!!!
Emma olhou para todos os lados e, depois de verificar que ninguém estava no corredor além delas tirou uma carta de dentro de sua bolsa.
-Senhora, Lord Melbourne mandou esta carta. Ele pediu que levasse a resposta de volta.
Vitoria, agarrou a carta cheia de emoção. As lágrimas afloram-lhe aos olhos.
-Emma, vou ler de imediato a carta e escreverei prontamente uma resposta.
Vitoria, voltou á sala de desenho e sentando-se na poltrona abriu a carta com um misto de ansiedade e nervosismo.
Minha querida e doce Vitoria
O médico acabou de me dar alta. Estou curado. Isso quer dizer que podemos finalmente nos encontrar de novo! Há um ano que não te vejo e isso me mata por dentro! Depois de provar o mel de teus lábios. Sentir o perfume de tua pele e me perder em teus jardins proibidos já não há mais nada que eu queira nesta vida que estar contigo em meus braços para sempre! Encontrei o sitio ideal para nossos encontros. A antiga cabana do lenhador do Palácio. Emma me disse que esta continua abandonada e, como fica no final do parque do Palácio não há perigo de ninguém nos ver, já que essa zona nunca é visitada por ninguém. Poderás perfeitamente ir lá ter sem ninguém te ver e sem saíres do Palácio mas, o ideal é que Skerrett te acompanhe e nos venha avisar se alguém te procurar. Eu entrarei pela vedação que fica junto á cabana com a ajuda de Emma. Espero uma resposta tua ainda hoje para saber se concordas com o local que eu encontrei. Caso concordes, pensei em encontrarmo-nos amanhã por volta das 15 horas.
Do homem que te ama acima de tudo na vida
William Lamb
Vitoria, sorriu ao ler a carta e prontamente escreveu a resposta que Lord M tinha pedido.
-Emma, leve a resposta a Lord M o mais rápido possível.
-Sim Sua Majestade! Eu irei o mais rápido que poder!
Emma voltou de imediato a Dover House entregando a resposta de Vitoria a Lord Melbourne
-William, aqui tem a resposta de Sua Majestade! Ela estava tão feliz com a notícia da tua alta!
-Eu imagino Emma! O Dr. Manuel deve-lhe ter ido dar a notícia pessoalmente.
-Sim parece-me que sim William.
Melbourne abriu a carta de imediato e leu com emoção a resposta de Vitoria
Meu amado Lord M
A minha felicidade é tanta de saber que estás curado que nem me cabe no peito! Este ano que passou e que não te vi foi de uma tortura atroz para o meu coração! A única coisa que me fez continuar foi saber que um dia ficarias livre de perigo e voltarias para meus braços. Acho a cabana do meu antigo lenhador uma excelente ideia! Amanhã lá estarei há hora marcada.
Da tua Vitoria que te ama com toda a sua alma
Vitoria Regina
Tanto Melbourne como Vitoria estavam há janela de suas respectivas residências. Ambos suspiraram em uníssono, ambos ansiaram ao mesmo tempo que as horas voassem no tempo para poderem se ver e se amarem de novo.
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Eram 15 horas e, Vitoria estava em frente á cabana tal como ela e Lord M tinham combinado. Skerrett tinha a acompanhado até lá e, voltaria daqui a 3 horas para a ir buscar. A cabana ficava no final do parque do Palácio de Buckingham. Era uma zona bem escondida. Tinha imensas árvores e arbustos emaranhados entre si. De tal maneira que parecia uma pequena floresta dentro do parque. A cabana era feita de madeira. Tinha um aspeto acolhedor por fora mas, via-se que era a habitação de alguém muito pobre. Vitoria, não viu sinal de Lord M em lado nenhum. Talvez tivesse um pouco atrasado, pensou. A Rainha abriu a porta da cabana muito lentamente e entrou. Esta era constituída por uma única divisão. Via-se que já não era habitada há algum tempo. Tinha apenas uma pequena mesa, uma cadeira e uma lareira. No entanto, Vitoria achou estranho o facto de que a lareira tinha acabado de ser acesa há pouco tempo e em frente a ela havia uns cobertores estendidos fazendo uma espécie de cama improvisada. Mas, o que lhe chamou a atenção foi o cesto de gardênias que estava ao lado dos cobertores. Só poderiam ser de Lord M! Ele já tinha chegado! Mas, onde ele estava? Ela não o via em lado nenhum!
-Lord M? Estas ai? Meu amor, responde! Disse Vitoria tremendo um pouco de ansiedade e expectativa por ver de novo o homem que amava ao fim de um ano.
De repente ouviu a sua voz calma, doce, suave e levemente rouca atrás de si.
-Estou aqui, meu amor
Vitoria, virou-se lentamente E, lá estava ele! Tão belo! Tão nobre e majestoso! Seu cabelo tinha ficado praticamente branco. Tendo só algumas mexas escuras espalhadas pela cabeça. Suas sobrancelhas grossas e irresistíveis como sempre. Seus olhos verdes como duas esmeraldas brilhando ao olhar para ela. Mais algumas rugas em seu rosto mostrando o tempo a passar por cima dele. Mas ela não se importava com elas! Ele ficava mais bonito com a sua presença marcada no rosto. AS lágrimas começaram a cair pelo rosto de ambos. Vitoria sorriu.
-William, meu amor! Tinha tantas saudades tuas!
Melbourne abriu os braços para ela
-Vem para os meus braços meu amor. Eu já não aguento nem mais um minuto sem te ter em meus braços!
Vitoria, correu para Melbourne que a envolveu com seus braços fortes e quentes. Ela sentiu de imediato o calor que emanava de seu corpo, seu cheiro, seu coração a bater acelerado por ela. Ele envolveu-a com tanta força e ao mesmo tempo com tanta doçura e proteção que, Vitoria se sentiu tão segura e protegida como nunca tinha sentido alguma vez em sua vida. William levantou o queixo de Vitoria levemente com seu dedo indicador de modo que ela olha-se para ele.
-Te amo tanto Vitoria!
-Também te amo muito William. És tudo para mim!
Beijaram-se de seguida. Um beijo lento, doce e profundo. Suas bocas se devoraram uma á outra lentamente. Suas línguas se tocaram e se entrelaçaram com sagacidade. Ambos se pudessem, se fundiam ali mesmo através de suas bocas e de seus beijos.
Vitoria, reparou que Lord M estava sem casaco, sem colete e sem lenço ao pescoço. Tinha as mangas da camisa arregaçadas e o peito levemente desnudado mostrando um pouco de suor entre os pelos do peito que apareciam a sair da camisa.
-Meu amor, parece-me que andas-te a trabalhar arduamente. Espero que isso não prejudique a tua cura.
Melbourne sorriu com ternura.
-Vitoria, eu estou assim porque estive a carregar alguns toros de madeira com os quais acendi a lareira. Trouxe também umas mantas com as quais fiz uma cama improvisada no chão para nós dois. Não te preocupes. Eu estou bem! Agora vem e senta-te aqui nas mantas comigo.
Vitoria, sentou-se em cima dos cobertores. Melbourne por sua vez sentou-se á sua frente. Olhando para ela com um olhar languido começou por passar as mãos por suas pernas. Subindo lentamente por elas acima, chegando quase ao topo de suas coxas. Ai se deteve e, voltou com suas mãos até ás meias de Vitoria. Retirou-as uma a uma e de seguida voltou a subir suas mãos pelas suas coxas acima até chegar ás suas cuecas. Meteu a mão por entre a abertura e sem demoras enfiou seus dedos nos lábios vaginais de Vitoria que estavam incrivelmente encharcados de prazer. Vitoria, emitiu um gemido de prazer ao mesmo tempo que lançava sua cabeça para trás. Melbourne cutucou seu clitoris que endureceu logo ao seu toque, enfiando dois dedos logo de seguida em sua vagina por alguns segundos. Depois retirou os dedos e lentamente se posicionou atrás de Vitoria, começando-lhe a desabotoar o vestido. Lentamente, um a um os botões foram tirados. Vitoria, despiu o vestido com toda a rapidez dando logo permissão a Lord M para desfazer os laços do espartilho. Quando o espartilho foi retirado, William voltou para a frente de Vitoria e muito lentamente começou-lhe a beijar as pernas uma a uma, subindo por suas coxas a cima com beijos e lambidelas languidas e cheias de volupia. Ao chegar ao topo, retirou as cuecas a Vitoria e beijou-lhe o sexo, mesmo por cima de seus pelos pubianos e continuou a subir pelo corpo de Vitoria com seus beijos enquanto ao mesmo tempo puxava a camisa dela para ser retirada. Ao chegar ao umbigo, Melbourne rodeou-o com a ponta de sua língua que de seguida se encaixou dentro do umbigo da Rainha. Esta imitiu outro gemido de prazer. Ele estava a pô-la louca de desejo. Ela só queria que ele entrasse dentro dela o mais rápido possível se não ainda desmaiava de tanto amor e desejo por ele. Lord M continuou a subir pela barriga de Vitoria até chegar aos seus seios. Ai apertou-os muito docemente e chupou seus mamilos um a um delicadamente. Voltou a descer o corpo de Vitoria com seus beijos até chegar de novo a seu sexo. Ai separou levemente seus lábios vermelhos e carnudos e começou a lamber lentamente suas pregas e seus clitoris. Vitoria, deu um grito arqueando seu corpo. Ela não ia aguentar! Ela ia-se vir naquele preciso momento! E foi o que aconteceu! Ela veio-se de uma forma que nunca lhe tinha acontecido! Seu corpo começou a tremer todo, suas paredes vaginais contraíram-se de uma forma frenética ao mesmo tempo que expulsou vários jatos de seu suco vaginal enchendo a boca de Melbourne com ele. Vitoria, olhou para William com embaraço.
-Meu amor, me desculpe! Eu não sei o que me aconteceu! Não me consegui controlar! Foi tão bom o que me fizeste. Nunca tive tanto prazer como agora!
Melbourne sorriu. E sem hesitar um segundo lambeu seus lábios, engolindo os resquícios dos sucos vaginais de Vitoria.
-Não tem que me pedir desculpa! Provar-te foi maravilhoso! Adoro o teu sabor meu amor.
Melbourne pôs-se de Pé e começou a despir-se mesmo á frente de Vitoria. Tirou sua camisa, revelando seu peito forte e musculado com pelos espalhados por seu peito. A seguir despiu suas calças e tirou suas meias e botas. E finalmente suas cuecas revelando a Vitoria seu membro. Vitoria, ficou maravilhada! Na altura em que tinha feito amor com ele no cadeirão de Dover House não tinha dado para admirar tamanha obra de arte devido ao facto de terem feito amores vestidos. O pénis de Lord M era perfeito! Grande mas não demasiado. Grosso. E a cabeça do pénis era muito bem-feita! Vitoria, sorriu ao olhar para ele. Como ela queria sentir dentro dela de novo aquela perfeição da natureza! Sem hesitar um segundo pegou o membro de William com a mão. Massajando-o num vai e vem suave. Melbourne emitiu um grunhido de prazer e se ajoelhou aos pés de Vitoria. Ela continuou a massajar seu pénis, doce e delicadamente enquanto ele lhe beijava a boca com sofreguidão. Depois deitou-se por cima dela. Vitoria, abriu suas pernas instintivamente pronta a receber aquele membro dentro dela. Receber Lord M dentro de si e senti-lo como se ambos fossem um só naqueles minutos preciosos. Lord M enterrou-se muito devagar dentro de Vitoria. Ela ofegou. Era tão Bom! Tão maravilhoso senti-lo! Tão grande, tão grosso! Preenchi-a por completo! Ele começou a entrar e sair de sua vagina muito suavemente mas ao longo do tempo acelerou até se virem em uníssono E como foi bom! Seus corpos suados colados um no outro. Sua vagina em espasmos engolindo o pénis dele num abraço quente e delicado ao mesmo tempo que ficava cheia de seu sémen. Ambos ficaram assim, dentro um do outro durante algum tempo ao mesmo tempo que se beijavam e trocavam juras de amor. Ambos acabaram por adormecer nos braços um do outro até que ouviram bater á porta da cabana.
-Senhora! Já são horas de voltar para o Palácio.
Era Skerrett que a tinha vindo buscar.
Vitoria e Melbourne vestiram-se despedindo-se um do outro de seguida.
-Meu amor, ainda estou aqui e já sinto a tua falta! Amanhã ponderemo-nos ver de novo? Perguntou Vitoria com lágrimas nos olhos.
Melbourne segurou no rosto de Vitoria com suas mãos.
-Sim meu amor! Todos os dias nos iremos ver. Eu não posso estar um dia sequer longe de ti agora. Leva aquela cesta com gardênias. Trouxe-as para ti.
Vitoria e Melbourne se beijaram.
-Então amanhã por volta das 15h estarei aqui de novo. Disse Vitoria.
-Combinado meu amor.
Vitoria, voltou para o Palácio com Skerrett. Durante o percurso de volta, ela sentiu que sua camareira estava muito nervosa.
-Skerrett, o que se passa? Está muito nervosa.
Skerrett apertou a cesta das flores com força….
-Senhora, aconteceu algo muito grave na sua ausência.
-O que Foi Skerrett? Alguma coisa com Bertie ou com Vicky?
Disse Vitoria agarrando nos braços da jovem com toda a força.
-Não Senhora! Seus filhos estão ótimos de saúde. Foi com o Príncipe Albert.
- O que aconteceu com Albert?
-O Príncipe sofreu um acidente de cavalo. Os médicos já estão lá a vê-lo e antes de a vir buscar ouvi o médico dizer que Sua Alteza tinha danificado a coluna e que nunca mais andaria. Ele caiu do cavalo quando foi á sua procura pelo parque.
Vitoria, ficou pálida como um fantasma. Quase desmaiou. Seu marido ia ficar paralítico tudo porque tinha ido á sua procura.
-Skerrett, vamos de imediato para o Palácio.
E assim foram as duas em passo bem apressado a caminho de Buckingham.
Eram 6 horas da manhã. O sol tinha começado a despontar aos poucos no horizonte. Vitoria, não tinha conseguido dormir a noite toda. Albert tinha ficado paralítico da cintura para baixo e provavelmente nunca mais poderia andar. Ela sentia-se culpada. Ele tinha ido á procura dela quando Skerrett lhe tinha dito que ela tinha ido dar uma volta pelo parque. Ela tinha preferido mil vezes ser pega por ele com Lord M do que ele ficar assim, entrevado numa cadeira de rodas, dependente de toda a gente. Vitoria, sentiu-se sufocar. Ela tinha de sair dali do Palácio e apanhar ar o mais rápido possível De preferência num sitio em que se sentisse segura. Naquele momento, o único sitio onde ela se iria sentir bem e protegida era na cabana onde ontem tinha feito amor com Lord M. Aquele sitio deveria ainda ter o cheiro dele no ar, entranhado nos cobertores. E ela precisava disso para se sentir segura, já que não podia ir a Dover House ter com ele.
Vitoria, chamou Skerrett.
-Skerrett preciso da sua ajuda. Quero ir até á cabana. Caso alguém pergunte por mim, diga que fui apanhar ar pois estou a sofrer muito com o que aconteceu com meu esposo.
-Senhora, ainda não se vestiu e tomou o pequeno-almoço. Disse Skerrett quase entrando em pânico com o pedido da Rainha.
-Eu vou assim mesmo com a camisa de dormir, os chinelos e o robe e, não se preocupe que nada de mal me acontecerá.
Skerrett ajudou Vitoria a vestir o robe, levando a Rainha de seguida ao exterior do Palácio por uma saída lateral para que ninguém a visse.
Vitoria, caminhou o tempo todo até á cabana a pensar no que tinha acontecido com Albert e como que naquele momento teria de ser o apoio dele. Mas, uma coisa ela sabia. Ela não ia abdicar nunca mais de estar com o homem que amava. Isso nunca mais!
Ao chegar á cabana reparou que de uma das janelas havia uma luz crepitante. Quem deveria estar ali? Será que o Lenhador tinha ido lá buscar alguma coisa? Sentiu um arrepio pela espinha a cima. Ainda pensou voltar para trás mas, depois de respirar fundo resolveu entrar e ver quem lá estava. Ao entrar na cabana Vitoria teve a maior das surpresas! Lord M estava deitado nos cobertores, dormindo enquanto a lareira estava acesa de forma a aquecer o ambiente Vitoria, olhou com mais pormenor e reparou que havia algumas maçãs comidas e restos de pão na mesa. A roupa de Melbourne que estava na cadeira era a mesma de ontem. Ele tinha ficado ali a dormir e só se tinha ausentado para ir buscar alguma comida para se alimentar. Ela se sentou ao lado dele no chão e reparou que ele estava nu por baixo de um dos cobertores. E, como estava bonito a dormir assim! Vitoria, ficou por alguns minutos admirando o sono do homem que amava. Era tão reconfortante ficar a olhar para ele. Seu nervosismo e preocupação se desvaneceram logo dando lugar a uma excitação enorme entre suas pernas. Vitoria, tocou-se. Estava toda molhada! Naquele momento ela só queria estar mais uma vez com ele dentro dela. Então, muito lentamente Vitoria destapou o corpo de Lord M e, para seu espanto ele tinha o seu membro ereto mesmo estando a dormir. Como isso era possível? Mas, logo percebeu a causa. Melbourne murmurou seu nome enquanto dormia. A causa era ela! Vitoria, tirou seu robe, subiu a sua camisa de dormir até á cintura e sentou-se em cima do membro ereto de Lord M enterrando-o dentro dela completamente! Vitoria começou a se movimentar muito lentamente tal e qual como uma caminhada calma a cavalo, onde o corpo de quem monta balança suavemente. Melbourne ao sentir aquele aperto quente, doce e molhado em volta de seu pénis acordou. Olhou para ela com surpresa e espanto.
De seguida sorriu abertamente para ela enquanto lhe arrancava a camisa do corpo e a agarrava pelas ancas.
-Vitoria, meu amor! Vieste até mim! Eu desejei tanto isso esta noite! Eu resolvi dormir aqui no nosso ninho de amor. Precisava ficar aqui para te sentir mais perto de mim.
-Shhh William! Preciso que me faças vir. Preciso sentir-te dentro de mim mais do que nunca!
Melbourne segurou Vitoria com toda a firmeza pelas ancas enquanto esta cavalgou freneticamente sobre ele até se vir com toda a força ao mesmo tempo que gritou o nome dele num lamento de prazer e de sentimento profundo.
-Wiliam!!!!!
A seguir deixou cair o seu corpo em cima do dele e, começou a chorar. Melbourne ficou surpreso com a reação de Vitoria e segurando-lhe no rosto perguntou-lhe com um ar amargurado e de preocupação por ela.
-Meu amor, o que se passa? Fiz-te alguma coisa? Magoei-te?
-Não William! É que ontem aconteceu uma coisa horrível enquanto estávamos aqui…. Albert caiu do cavalo e partiu a coluna. Ele nunca mais poderá voltar a andar.
-Não sei o que dizer Vitoria…. E abraçou-a com todo o carinho. Ela ficou nos seus braços durante bastante tempo chorando, enquanto ele lhe dizia palavras de conforto.
-Está tudo bem meu amor! Tu és forte e vais conseguir ajudá-lo nessa prova tão difícil na sua vida. Tu e os vossos dois filhos vão dar-lhe força para ele conseguir ultrapassar essa prova. E eu estarei aqui para te apoiar e dar-te toda a força que eu poder.
Vitoria, olhou para Melbourne com os olhos muito arregalados.
-Vais-me ajudar com o Albert?
-Sim meu amor! Vou-te ajudar. Se for preciso falarei com ele. Eu tive um amigo na Universidade que passou pelo mesmo e, por isso sei muito bem como é todo o processo. Por isso se for preciso eu irei falar com ele.
-Nem sei o que dizer….Meu amor, tu és um homem tão bom, tão nobre! Falar com o homem que casou com a mulher que tu amas e ajudá-lo! Eu não tenho palavras para descrever um homem com um coração tão belo como o teu.
Melbourne beijou-a nos lábios e acariciando o rosto de Vitoria
-Uma vez eu te disse em Brocket Hall em forma codificada que tinha acasalado contigo para a vida
-Sim dizes-te! E eu não percebi. Pensei que falavas de Caro. Dizes-te: Like a rook I mate for life.
-Sim disse e volto a dizer. Como uma gralha eu acasalei para a vida. Contigo, Vitoria. Para o bem e para o mal. E assim o farei em que situação for.
Vitoria, sorriu para Melbourne.
-Por isso é que eu te amo tanto!
E voltaram a fazer amor á frente da lareira enquanto um novo dia acabava de nascer.