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Um Pouco Impaciente

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- Como é o nome dele? - Perguntou Yoongi, enquanto elevava sua mão até alcançar seus cabelos negros. Era fácil notar que algo o estava incomodando, especialmente após questionar seu amigo sobre um assunto desses.

- O noticiário o chamou de CHW. O rumor é que significa Chae Hyungwon, mas ninguém que conheço tem certeza. - O jovem a frente de Yoongi respondeu. Yoo Kihyun conheceu o outro no primeiro ano da faculdade de fotografia e desde então são grandes amigos além de sócios. - Eles não mostraram imagens, mas pela descrição se trata de alguém mais ou menos da nossa idade, alto e magro. Quem diria que essas histórias de viagem no tempo seriam realmente possíveis... Fico até com medo.

- Sim... Também imaginava que isso só seria possível em filmes. Como podemos saber se já não estamos vivendo num universo paralelo em razão de algum idiota ter mudado alguma coisa?

- Yoongi, por favor, não comece a complicar as coisas em meu cérebro, ok? Você é especialista nisso.

- Só estou dizendo... Mas, por acaso eles disseram como essas pessoas que estavam com o relógio conseguiram contactar esse CHW?

- Não e não acho que há razão para eles tornarem essa parte da investigação pública. Isso só atrairia mais pessoas a tent... Olha! - Kihyun estendeu seu celular em direção a Yoongi. - Já criaram uma lei excepcional proibindo qualquer pessoa de portar os relógios desse CHW! A noticia saiu apenas essa manhã e já conseguiram aprovar essa lei no começo da tarde. Parece realmente perigoso.

- É o que parece... - A mente de Yoongi parecia distante enquanto engolia as últimas gotas de seu café. - Nunca permitiriam que civis possuíssem algo que o governo não possa controlar. - Os olhos do mesmo seguiam uma trilha até a parede atrás de Kihyun, onde seu mural se encontrava com as suas mais preciosas fotografias.

- Bom, vamos voltar ao trabalho e torcer para que nenhum louco estrague toda a nossa linha temporal. Especialmente agora que finalmente temos clientes. - Exclamou Kihyun, jogando seu copo de café no lixo e já preparando sua câmera. A qualquer momento Wen Juinhui poderia chegar ao estúdio a sessão de fotos. - Você também, levante! Não esqueça que sua exposição será em três dias e pelo menos metade das fotos ainda estão sem nome.

- Ok, ok... Enquanto eu nomeio minhas fotos, você deveria arrumar uma escada ou um banco. Pelo que eu sei, Wen Junhui tem 1,81m. Corre o risco de todas as suas fotos saírem de um ângulo muito baixo. - Yoongi então levantou rindo baixo.

- Olha quem fala... A pessoa que fotografou os joelhos de Park Chanyeol.

- Cala a boca...

 

-x-

 

Min Yoongi é um fotógrafo que trabalha junto com seu amigo Yoo Kihyun, em Seul. Há dois anos, logo quando começou a exercer a profissão, seu terceiro cliente foi um rapaz aspirante a ator, Kim Seokjin. Yoongi foi contratado para fotografá-lo por duas semanas, e esse pouco tempo já fora suficiente para que ele se apaixonasse pelo jovem. Ele também não deixou de notar o jeito que Seokjin o olhava. Existia uma chance de que seus sentimentos fossem recíprocos. Então, no décimo quarto e último dia de trabalho, Yoongi decidiu tentar a sorte. Ele estava decidido a declarar seus sentimentos mas Seokjin nunca apareceu. Ele enviou uma mensagem mais tarde, dizendo que surgira uma entrevista para um trabalho, então não poderiam se encontrar. Porém, obviamente ele pagaria o valor integral do contrato, como combinado. As últimas mensagens que Yoongi recebera de Seokjin foram uma pergunta - Qual sua conta bancária? - e um agradecimento quando ele lhe passou os números. Um dia depois e o dinheiro estava depositado.

Um mês depois, completamente bêbado, Yoongi enviou uma mensagem para o número que havia guardado, perguntando se podiam se encontrar. Nunca recebeu uma resposta. E por longos meses não ouviu mais falar de Seokjin, entretanto também não conseguia esquecer seu rosto e sua voz. Principalmente quando voltou a vê-lo, através de sua TV. Sempre tentava evitar, mas sempre era surpreendido pelas características perfeitas de Seokjin em sua tela. Agora, o jovem aspirante já tinha se tornado um real ator. Não era o mais famoso, ainda estava longe disso, mas era consideravelmente bem conhecido. Já tinha interpretado três papéis. Dois dramas e um filme. Dois papéis coadjuvantes e um protagonista.

Yoongi teve o desprazer de ligar sua TV justo a tempo de presenciar a primeira vez que Seokjin beijou alguém em cena. Ele não tocou mais em seu controle remoto por mais de uma semana.

Seu sócio e amigo Kihyun sabia sobre a história de seu coração partido não apenas porque era óbvio, mas em razão de ter passado horas, talvez dias, escutando as lamentações de um bêbado que usava seu braço como um apoio emocional, para a felicidade de Kihyun. Mesmo sabendo o que se passava com Yoongi, e mesmo com todas as provocações diárias, ele nunca mencionava o que escutara sair da boca de seu amigo enquanto não sóbrio. Ele sabia o quão triste Yoongi poderia ficar. Acontece que não conseguia entrar em sua cabeça como o rapaz se apaixonou tão drasticamente por alguém em apenas duas semanas. Todavia, ele não tinha o direito de questioná-lo, quando o próprio Kihyun demorou quinze anos para perceber o tipo de sentimento que nutria por Changkyun, seu amigo de infância. Ao menos Yoongi tentou alcançar o homem que queria ao seu lado, enquanto Kihyun nunca teve coragem para ter esse tipo de conversa com o mais novo. Ele nunca nem contou ao seu sócio sobre isso, mesmo que o outro saiba de todos os seus segredos, exceto esse.

Quando Kihyun contou para Yoongi sobre Chae Hyungwon e as notícias que viu na TV, ele notou como o outro reagiu. Sabia que a mente de Yoongi estava tentando fazer com que ele tentasse algo estúpido. Kihyun apenas torceu para que não fosse algo TÃO estúpido.

 

Três dias se passaram e finalmente chegara o dia da exposição de Yoongi. As portas do salão alugado já estavam abertas e os murais com as molduras todos perfeitamente organizados. Muitas pessoas estavam passando pelo local e em todos os rostos, podia se ver a admiração pelo talento de Yoongi. Tudo ali era seu trabalho, -exceto a parte da organização, em que sem Kihyun jamais teria sido possível - Ele fotografou e nomeou mais de duzentos e cinquenta imagens ali expostas. E essas eram apenas as fotografias que Yoongi julgou serem dignas de exposição. Surpreendentemente, ele não se importou muito com a organização das fotos, exceto por 10 obras específicas. A primeira chamada "Cactus", retratando apenas uma planta de plástico em cima de um pequeno monte de areia. A segunda, "Hyung", dois irmãos com as mãos entrelaçadas. A terceira, "Money", algumas moedas jogadas no chão. Para essa, ele pediu que a placa com o nome da imagem fosse colocada de ponta-cabeça. A quarta era chamada "Moment", o olho de alguém em foco, com um grande relógio atrás. A quinta, "Esmerald", duas pedras verdes contrastando com o cinza de uma parede de concreto. A sexta, "Awake", um gato cuidando de um pequeno pássaro. A sétima, "Justice", era apenas a própria palavra pintada em um muro da cidade, com cores chamativas. A oitava, "Universe", o céu noturno de Seul no exato momento em que um avião passava em frente a lua. A nona, "Delusional", uma imagem de seu próprio celular em sua mão, numa tentativa de apagar uma mensagem. E finalmente a décima e última, "Escape the pain", uma bela foto do céu de Seul, agora no período diurno. Ele queria essas dez obras alinhadas no primeiro mural, logo na entrada do salão.

A exposição foi um sucesso maior do que podiam prever. O fotógrafo nunca imaginou tantos repórteres pedindo por sua entrevista. Yoongi e Kihyun estavam exaustos. Ambos não pararam de trabalhar por um segundo. Após todas as pessoas se retirarem e finalmente a exposição ser encerrada, Kihyun apareceu ao lado da cadeira na qual Yoongi havia se sentado com duas cervejas em suas mãos, pronto para comemorarem. Eles usaram a última força restante em seus corpos para engolirem a bebida e se levantarem, preparando para irem para suas casas.

- Yoongi, pode ir na frente. Acho que vou ter que dar uma passada no banheiro.

- Tem certeza? Posso te esperar...

- Não sou uma criança, sabia? Pode ir, eu tranco tudo antes de sair. - Respondeu Kihyun, já se dirigindo ao banheiro.

- Não é uma criança mas poderia se passar por uma, olhe seu tamanho... - Após a provocação de Yoongi, Kihyun diminiu seus passos até parar por completo.

- É melhor você ir na frente mesmo. E não se esqueça que eu sou DOIS GRANDES centímetros maior que você.

- Bom, não fui eu o barrado no cinema quando esqueceu a identidade...

- VAI EMBORA! - Kihyun ameaçou arremessar uma das molduras e Yoongi finalmente se retirou do salão, pensando apenas em chegar em casa o mais rápido possível e deitar o seu, não tão aparentemente pequeno quanto o de Kihyun, corpo em sua cama e finalmente dormir o seu merecido sono dos deuses.

Seu apartamento ficava somente a duas quadras de distância, mas o frio de -3 graus fez com que ele se embrulhasse todo em seu sobretudo. Faltando apenas uma quadra para chegar em seu lar, ele sentiu alguém caminhando levemente logo atrás. Com certeza não era Kihyun, pois sempre que seu amigo ficava para trás, ele o alcançava correndo ou pulando ou gritando, o que lhe causasse mais vergonha no momento. "Bom," Yoongi pensou, "bebi apenas uma cerveja... Ainda consigo me defender se alguém tentar fazer alguma coisa comigo". Mas, ao invés de alguém tentar fazer algo, esse alguém o estava chamando.

- Min Yoongi.

Yoongi se virou lentamente, olhando para o rapaz agora a sua frente. Ele era alto, bastante magro mas elegantemente vestido em um terno cinza escuro. Ambas as suas mãos estavam nos bolsos de sua calça. O homem o olhava como quem estivesse enxergando sua alma. Todavia, não de um jeito assustador ou ameaçador, mas de um jeito curioso. Seu rosto era muito bonito. Mais que muitos modelos e idols que Yoongi fotografou em seu estúdio. Yoongi sabia quem era aquela pessoa. Na verdade, ele o estava esperando. Yoongi o chamou.

- Não imaginei que você seria tão rápido em vir me encontrar. - Disse Yoongi, tentando parece o mais neutro possível.

- Você sabe que tempo é minha especialidade. - Sorriu, um tanto presunçoso para o gosto do outro.

- Eu espero que seja. É minha única chance. - Finalmente conseguiu tirar seus olhos do rosto do maior, olhando para seus próprios pés - Fico feliz que tenha visto minha mensagem. Não sabia se você seria um fã de exposições artísticas, mas eu tinha que tentar.

- Eu não sou um fã. Porém eu já visitei cada mínimo espaço desse universo tantas vezes que é agradável encontrar coisas novas. Eu já vi tudo o que existe, mas ver pelos olhos de outra pessoa é algo que nem eu posso fazer. Exceto quando vejo através de fotografias como as suas. Aquelas são imagens que seus olhos capturaram, não os meus. Não sou um fã, mas eu gosto. E claro, os títulos que você escolheu e o jeito que estavam expostos capturariam minha atenção:

 

C.actus.

H.yung.

M.oney.

M.oment

E.smerald.

A.wake.

J.ustice.

U.niverse.

D.elusional.

E.scape the pain.

 

O misterioso rapaz prossegiu - Entretanto eu devo dizer que você quase me pegou com o "Money" de ponta-cabeça. Você poderia ter usado qualquer outra palavra iniciada com 'W'.

- Se você não entendesse uma coisa tão simples, eu não confiaria em você para me mandar de volta àquele momento, Chae Hyungwon.

- Eu não envio ninguém a tempo nenhum. Eles mesmos o fazem. Eu apenas entrego o instrumento, a oportunidade. - Hyungwon declarou.

- Por que? Quem é você? O que é você?

- Por que? Porque eu estou entediado. Eu sou eu. Você não precisa saber nada além disso.

- Sim... Realmente não me importa. Apenas quero saber se você vai me ajudar ou não. - Yoongi tentou soar confiante, mas não estava fazendo um bom trabalho.

- Sabe, eu não saio por aí entregando minhas criações para qualquer um. Eu os escolho. E eu não vejo nada em especial em você para fazer com que eu desperdice meu- As palavras de Hyungwon foram cortadas pelas de Yoongi.

- Se isso fosse verdade você não estaria aqui agora desperdiçando seu precioso tempo conversando comigo. Diga, o que você quer em troca por um de seus relógios? - Disse em meio ao frio, já perdendo sua paciência.

- Ok. Eu queria ver sua argumentação. Eu amo escutar a lógica das pessoas daqui. Estou conversando com você porque eu vi seu coração. Sua dor não está nem perto das piores dores que eu já vi em outras pessoas. Pessoas que perderam alguém, que estão doentes... Você está com o coração partido e é impaciente. Para você, dois anos são uma eternidade. Talvez porque você apenas viveu vinte e sete anos.

- Você não parece tão mais velho que eu. Agora chega de enrolação e me diga, Vai me ajudar? - Yoongi se aproxima dois passos de Hyungwon.

- Ok. Mas o relógio que vou lhe entregar não vai funcionar para sempre. Você está indo contra as leis de seu país, segundo estou informado. Você vai ser um criminoso e se for pego, não vou lhe ajudar. Você pode escolher se irá apenas assistir eventos passados ou futuros ou irá interferir. Caso interfira, sua ação irá causar mudanças na linha temporal atual e eu serei responsável por reescrevê-la. Seja cuidadoso.

- Mais alguma instrução antes de me dar essa coisa?

- Sim, uma outra. Você não pode ficar no passado ou futuro por mais de trinta minutos. A fenda no tempo criada pelo relógio se mantém aberta apenas durante esse tempo. Se você não voltar, me desculpe, mas terei que apagar sua existência, bem como todas as memórias que você criou nas mentes de seus conhecidos. E então uma outra linha será criada e esse mundo que você conhece hoje não existirá mais.

- Esse tempo é o suficiente. Eu não vou mudar tanto. Só preciso voltar a dois anos no passado. - Yoongi exclamou, já com um brilho de esperança em seus olhos.

- Não pense que é tão simples.

- Eu sei.

- E tenha cuidado em não arruinar a vida da outra pessoa que você está envolvendo nisso.

Yoongi já pensou sobre isso. Seokjin atualmente é um ator de sucesso. Seu papel atual é o seu primeiro protagonista. Até ganhou uma premiação de "Ator Revelação", mesmo com seus quase vinte e oito anos. Caso Yoongi mude o passado e ele perca tudo isso para ficar preso a um fotógrafo... Caso ele não queira ficar preso a um fotógrafo... Mas as memórias do décimo primeiro dia das duas semanas que passaram juntos sempre voltam para o assombrar. Ambos estavam sozinhos, fazendo uma sessão de fotos ao ar livre. Era um lugar distante da cidade, com muita grama e árvores, quase chegando ao interior. O terreno era completamente irregular. Yoongi estava a alguns metros de distância quando lhe passou pela cabeça que um close up do rosto de Seokjin seria perfeito. Ele sabia que aquele lugar aberto foi escolhido justamente para as fotos de corpo inteiro. Porém, mesmo que não usassem aquela foto para seu trabalho, Yoongi ainda a queria para si.

O zoom de sua antiga câmera estava uma porcaria. Yoongi teve que caminhar até Seokjin para o close up desejado. Logicamente, o destino lhe pregaria uma peça, fazendo com que seu pé esquerdo ficasse preso em algo no meio do gramado, resultando em Yoongi perdendo o equilibro e indo de encontro ao chão. Se não fosse pela firme mão em seu braço, que evitou a queda. Yoongi sentiu uma outra mão assentar em sua cintura, tentando o levantar. Quando o menor conseguiu olhar para cima, pode ver o rosto de Seokjin muito próximo ao seu. Uma imagem que nunca irá esquecer, mesmo que no momento tenha desejado que fosse possível capturar uma foto com seus olhos da visão a sua frente. Poucos fios dos cabelos negro de Seokjin caindo em sua testa, seus lábios parcialmente abertos, seus olhos redondos em surpresa com o ocorrido. Tudo isso era demais para Yoongi. Seu corpo começou a enfraquecer quando Seokjin chegou um pouco mais perto, como se estivesse pedindo permissão para Yoongi para ir adiante. Permissão concedida mesmo sem que ele percebesse, pois já tinha movimentado sua cabeça em concordância antes mesmo que pudesse raciocinar. E Seokjin se moveu ainda mais próximo. Poucos centímetros antes que seus lábios tocassem, o corpo de Yoongi o traiu. Ele não conseguia mais sentir o braço que Seokjin segurava. E derrubou sua câmera.

O som do vidro quebrando foi suficiente para que os dois abrissem um espaço entre ambos e saírem do sonho em que estavam participando. Também foi suficiente para que Yoongi descarregasse um dicionário de palavrões pela sua extraordinária sorte em derrubar sua câmera diretamente com a lente na única pedra em sua volta. Por um bom tempo, teve que usar a câmera de Kihyun emprestada em seus trabalhos.

Os dias seguintes não foram tão embaraçosos, mas nenhum dos dois comentava sobre o que - quase - aconteceu, mesmo que quando seus olhos se encontravam, ficavam corados como adolescentes com sua primeira paixão.

Yoongi sabia sobre tudo isso. Yoongi lembrava de tudo. Ele sabia que era muito egoísta de sua parte querer mudar o passado. Ter uma nova chance de estar com Seokjin antes de ser impossível alcançá-lo. Ele nunca foi egoísta em toda a sua vida. Até agora. Até chegar ao ponto em que ele não consegue nem ao menos tirar uma fotografia decente do céu de Seul sem lembrar do rosto de Seokjin. Se ao final Yoongi acabar por estragar com a vida do outro, ele sabe que ainda mais que o outro rapaz, Yoongi nunca conseguiria se perdoar. Ele tem que fazer a coisa certa. Se for rejeitado, enfim ele poderá desistir. Mas ficar sem resposta alguma o está deixando louco.

- Acredito que temos um acordo. Pode me entregar o relógio? - Yoongi perguntou. Hyungwon não disse uma palavra. Somente retirou uma de suas mãos do bolso de sua calça mostrou ao menor. Era um relógio de pulso um tanto maior que os mais comuns. Viu alguns botões, provavelmente para ajustar a data para a "viagem", afinal, essa coisa não deve ser controlada pela mente... Certo? Yoongi o tomou em suas mãos com cuidado e o olhou com um sentimento que, para Hyungwon, parecia algo como fé.

- Tenha cuidado com esse relógio. Não vou lhe entregar outro.

- Certo... legal. - Yoongi não retirou seu olhar do objeto. - Mas... Como isso funciona?!